Tonomundo começa pela África sua expansão aos países lusofonicos

Tonomundo, na África      
  
 

O Oi Futuro vai expandir seus projetos para além das fronteiras do Brasil. Num convênio inédito com a empresa de comunicação Soico TV, de Moçambique, o instituto de responsabilidade social da Oi desembarca na África para transformar a educação em ferramenta de inclusão social e digital num continente sofrido que busca uma nova transformação social. O convênio foi assinado nesta terça-feira, dia 26, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, pelo presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira, e pelo presidente da Soico TV, Daniel David. Inicialmente, serão instalados projetos-piloto em cinco escolas públicas localizadas na periferia de Maputo, capital moçambicana.

“No mundo, há 300 milhões de pessoas que falam a língua portuguesa e este é um mercado para produtores e distribuidores de conteúdo nas suas diversas formas. Se pudermos trabalhar na cadeia de acessos e distribuição em vários países, para nós, faz isto todo o sentido”, disse Falco.

O presidente da Soico TV qualificou o convênio assinado como “fundamental”. “Moçambique e Brasil, através da Oi e da Soico TV, estão iniciando uma nova plataforma de entendimento”, acrescentou. “Vamos estreitando gradualmente essa parceria com o Brasil usando um convênio privado. Acho que a cooperação entre os países só é forte quando instituições privadas a desenvolvem”.

Presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira destacou a importância que a nova fase do Tonomundo terá para o instituto de responsabilidade social da companhia brasileira: “Vamos levar para Moçambique o nosso primeiro projeto de educação. Criado há oito anos, o Tonomundo segue sua trajetória de sucesso, com a internacionalização”.

A idéia do projeto surgiu a partir de lei sancionada pelo Governo Federal em 2003, que introduziu o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. O Oi Futuro decidiu levar sua comunidade virtual de aprendizagem e prática, o Tonomundo, para uma escola africana de língua portuguesa de forma a enriquecer o intercâmbio cultural e de educação entre os dois povos. 

Metodologia

A metodologia de ensino que será utilizada em Moçambique será a mesma do Tonomundo no Brasil e pretende transformar a escola e seus alunos em pólos irradiadores de projetos sociais com impacto na comunidade. O Tonomundo foi desenvolvido pelo Oi Futuro em parceria com a Escola do Futuro da USP, e irá formar os professores moçambicanos com aulas presenciais, realizadas em duas semanas, e um curso à distância com duração de dois anos.

Através da implantação de laboratórios de informática com acesso à internet na rede pública de ensino fundamental, o projeto dá prioridade às iniciativas que integram a comunidade à escola e promovem a renovação dos valores da cidadania.

Em 2001, o programa ganhou a chancela da Unesco e, desde então, foi multiplicado sob a forma de política pública nas escolas estaduais e municipais do Espírito Santo, Pernambuco, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, e Pará. O Tonomundo já beneficia mais de 650 mil alunos e 7 mil professores, em 598 escolas do país. Nesse período, o programa recebeu 10 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Ibero-Americano; o LIF, da Câmara de Comércio França-Brasil, e o prêmio A Rede. 

A aproximação do Brasil com Moçambique não é de hoje. Também colonizado por Portugal, o país tem uma identificação cultural muito forte com o Brasil, não apenas em relação à cultura de massa, mas também pela literatura.  Mia Couto, célebre escritor moçambicano, é um confesso admirador da literatura brasileira e seus textos têm forte influência de Guimarães Rosa e de contemporâneos como Moacir Scliar.

Estiveram presentes na assinatura do convênio do Oi Futuro com a Soico TV, de Moçambique; Silvia Fichmann, coordenadora do Tonomundo na Escola do Futuro da USP; Enoque Massango, diretor-adjunto da Soico TV; George Moraes, diretor de Comunicação Corporativa da Oi, e Samara Werner, diretora dos projetos de Educação do Oi Futuro.

Sobre o Tonomundo

Desde 2000, o Tonomundo atua em localidades com baixo IDH (índice de desenvolvimento humano) em parceria com a Escola do Futuro da USP e conta com a chancela da Unesco para projetos que apresentem uma transformação social. O programa atua com o foco na formação continuada de professores de Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Os professores do Tonomundo integram uma das maiores comunidades virtuais de aprendizagem do Brasil, onde são desenvolvidas práticas formativas para professores e atividades lúdicas on line, das quais também participam alunos, familiares e vizinhos da escola.

livro e autor,Idoru e William Gibson – multi resenha

Tentando seguir a popular filosofia de coisaa para fazer no ano novo, pretendo colocar sempre na lista, ler mais livros qo ano que se passou.

Uma sugestão de leitura para se animar é 10 Dicas para Você Ler mais Livros por Ano (Empirical Empire),

Idoru. William Gibson. Makron Books, 2000.

obra:romance, gênero: ficção científica, 1ºedição 1996,

Sinopse inglês William Gibson é autor do termo ciberespaço e de um romance de ficção científica que marcou a década de 80: Neuromancer. Como este, Idori, publicado em 1996, trata de personagens bizarros em paisagens tecnológicas remotas e exóticas.
 

Idoru, escrito por William Gibson, é um excelente romance de ficção científica, que leva os leitores ao minúsculo espaço da nanotecnologia – minúsculo, porém responsável por grandes revoluções. É um livro de verdade que fala de coisas “que não existem”. Ou seja, de coisas que acontecem no ciberespaço, termo criado pelo próprio Gibson em 1984 e publicado em Neuromancer, livro de grande sucesso. Ciberespaço é um termo utilizado pelos usuários da internet como sinônimo de rede, lugar onde acontecem coisas incríveis em um mundo (ou em mundos) novo e imprevisível. continua…

DOWNLOAD (créditos para nossos amigos do excelente Projeto Democratização da Leitura)

+ sobre o autor

William Gibson é um autor de ficção científica americano que vive em Vancouver, Canadá. Desde os anos 70 que escreve contos e o seu primeiro romance Neuromancer, livro em que o conceito de Ciberespaço nasceu, foi publicado em 1984. Esta obra ganhou um estatuto de culto, ao criar um novo gênero de ficção científica, apelidado de Ciberpunk, paradigma de que Gibson é considerado o pai. A literatura ciberpunk tem uma visão muito pessimista do futuro, predizendo o aparecimento de corporações capitalistas multinacionais, e mostrando os efeitos negativos que as novas tecnologias poderão ter na vida quotidiana.
Embora se considere que o ciberpunk, enquanto gênero literário, está morto, as idéias que Gibson apresentou nos seus romances alastraram a outros contextos, tanto artísticos, como sociológicos ou técnicos. Os seus detratores criticam a sua posição de, enquanto utilizador da Internet, declarar que “não sou um técnico. Não sei como é que estas coisas trabalham. Mas gosto do que fazem e dos novos processos humanos que geram”. Como escritor de ficção científica, diz que as pessoas não deveriam olhar para este gênero como prospectiva, mas antes como o modo como os escritores lhes apresentam algumas idéias sobre o futuro, que poderão vir a resultar ou não.

William Gibson escreveu, para além do já citado Neuromancer (1984), Count Zero (1986), Mona Lisa Overdrive (1988), The Difference Engine (1991), Agrippa (a Book ok The Dead) (1992), Virtual Light (1993), Idoru (1996) e uma coletânea de contos chamada Burning Chrome (1986).  

fontes:

http://www.comciencia.br/resenhas/internet/idoru.htm

http://stulzer.net/blog/2006/11/15/10-dicas-de-leitura-de-livros-de-ficcao-cientifica/

http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/viewtopic.php?t=2287&view=next&sid=6c0fe82b6251066093712667111dcd64

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al250720014.htm 

CYBERPUNK, Robson Pereira

“Júlio Verne, o cyberpunk do século 19”, copyright O Estado de S. Paulo, 19/7/01 –Em 1889, o pai da ficção científica já adivinhava, em seus livros, os usos e as aplicações da Internet