extensões úteis para firefox

*Algumas extensões úteis para Firefox e suas funções.

*Adblock Plus 0.7
Bloqueia banners de sites. Algums pessoas se incomodam com aqueles banners
cheios de movimentos e cores que além de deixararem o carregamento dos sites
lento, chamam mais atenção do que o site, propriamento dito.

Download: https://addons.mozilla.org/firefox/1865/

*Colorful Tabs 1.1
*Essa extensão colore as abas do Firefox. É útil porque fica mais fácil para
identificarmos determinadas abas, quando muitas estão abertas.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=1368

*CustomizeGoogle 0.45
*Essa extensão adiciona outros links de sites de procura, como Yahoo, MSN e
outros. Ela ainda remove propagandas do Google.

Download: https://addons.mozilla.org/firefox/743/

*CuteMenus – Crystal SVG 0.9.9.72*
*Não tem nenhuma utilidade além de deixar os ícones do Firefox mais
bonitinhos. Hehehehe! Mas recomendo baixarem.

Download: https://addons.mozilla.org/firefox/1330/*

*DownThemAll!
*Promete aumentar a velocidade dos downloads em até 600%. Você ainda pode
pausar e continuar os downloads quando quiser. Porém, o mais interessante é
que você pode fazer o download de todos os links de uma mesma página.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=201

*Fasterfox 1.0.3
*Aumenta o carregamento da página e ainda possui um bloqueador de popups e
Flash.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=1269

*FoxyTunes 1.1.5.4*
*Adiciona um mini player de música no Firefox. Você pode configurar vários
players, entre eles Windows Media Player e Winamp.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=219*
*Download de skins para o player: http://www.foxytunes.org/firefox/skins/*

*Gerador de CPF e CNPJ 1.0.4.2
*Essa extensão gera números de CPF e CNPJ. Se você não gosta de colocar
informações pessoas em sites ou ao fazer um email, por exemplo, é só colocar
os números que a extensão gera. Importante: não use com propósitos ilícitos.
Isso é crime.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=2047

*HashColouredTabs 0.3.3
*Ao abrir várias tabas, aparecem nelas ícones dos sites visitados. Mas nem
todos os sites tem ícones personalizados. Então, essa extensão adiciona
ícones nas abas e as cores são de acordo com o endereço do site.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=437

*IE Tab 1.0.8
*Alguns sites não são exibidos corretamente no Firefox, portanto, essa
extensão permite abrir na mesma aba (ou janela) sites que usam a engenharia
do IE. Indispensável

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=1419

*IE View 1.2.7
*A mesma função do IE Tab, mas se você entrar num site e ele não for exibido
corretamente no Firefox, você clica no ícone da IE View e o site abrirá em
uma janela do Internet Explorer.

Download: https://addons.mozilla.org/firefox/35/

*Image Zoom 0.2.4
*Essa extensão permite que você aumente o tamanho de alguma foto de um site
com poucos cliques do mouse.

Download: https://addons.mozilla.org/firefox/139/

*InfoLister 0.9c
*Imagine ter que reinstalar o Firefox e não saber quais extensões e temas
você tinha instalado… Pois essa extensão permite que você salve
rapidamente os nomes de todas as suas extensões e temas em qualquer pasta do
computador.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=447

*Linkification 1.2.3
*Transforma qualquer link (em que você precisa copiar e colar no navegador
para abrir a página) em links ativos. Você só precisa clicar em cima deles
para abrir o site. Muito prático.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=190

*Live IP Address 1.5
*Mostra o seu IP na barra de status do Firefox.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=1731

*MinimizeToTray
*Minimiza o Firefox perto do relógio do Windows.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=2110

*Orkut Toolbar 1.1
*Possui várias funções. A principal é faciliar a formatação de textos no
Orkut. Vale a pena baixar.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=516

*ReminderFox 0.9.5.1
*Se você passa horas em frente ao computador e acaba se esquecendo de
compromissos importantes, você pode instalar essa extensão. Você escolhe a
data e o horário de algum compromisso e ela te avisa.

Download: https://addons.mozilla.org/firefox/1191/

*Save Image in Folder 0.8
*Salve imagens facilmente em pastas pré-selecionadas.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=614

*Screen grab! 0.7
*Permite que você salve a página inteira de um site.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=1146

*SessionSaver .2 0.2.1.031*
*Restaura o site (ou sites, em abas) exatamente como estava antes, mesmo que
você reinicie o computador. Indispensável.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=436*

*Tab Mix Plus 0.3.0.5*
*Essa extensão permite que você personalize várias opções relacionadas às
abas.

Download: https://addons.mozilla.org/addon.php?id=1122*

*SiteAdvisor
*Essa extensão é extremamente útil para pessoas que se preocupam com vírus e
spywares, principalmente. Ela instala uma pequena “barrinha” no Firefox que
de acordo com o site muda de cor.
Vermelho: o site é perigoso, já que pode conter spywares e vírus. Ou ainda
popups indesejáveis e caso se cadastre nele, a pessoa pode começar a receber
spams frequentemente.
Amarelo: não é considerado perigoso, mas é bom ter cautela com alguns
downloads e cadastros no site.
Verde: o site foi aprovado. A integridade dele é reconhecida.
Cinza: o site ainda não foi testado (embora haja uma porcentagem de cerca de
95% de sites cadastrados)
A SiteAdvisor foi recentemente adquirida pela McAfee, grande empresa de
softwares para segurança. Essa extensão é indispensável, na minha opinião.

Download: http://www.siteadvisor.com/download/ff_preinstall.html
*(Escolha “I agree to these terms and conditions” e clique em “Install”)

Robobraille – conversor de texto para áudio – acessibilidade, acesso ao conteúdo

Gostaria de receber dicas como o robobraille, pois converter texto em áudio é muito útil para estudar com mobilidade. Obrigado

O RoboBraille é um conversor gratuito de textos para arquivos digitais em audio e braille. Qualquer pessoa que utilizar o serviço apenas envia um arquivo de texto e em poucos minutos recebe por e-mail um arquivo de mp3 e um documento digital em braille. O serviço está ainda em fase de testes e foi concebido por um consórcio de empresas do Chipre, Portugal, Itália, Irlânda e Reino Unido.

O RoboBraille está ainda em fase beta e ainda está em testes e se você quiser fazer parte de um grupo de testes, escreva para eles solicitando um convite. É imprescindível saber muito bem inglês. O serviço será disponibilizado gratuitamente para qualquer usuário desde que não seja utilizado para fins comerciais. Para quem não sabe, estes documentos eletrônicos em braille podem ser lidos por dispositivos conectados ao computador que possui uma série de pinos que levantam ou abaixam formando os caracteres braille. Estes documentos podem ser enviados também para uma impressora em braille.

Esta seria uma ótima iniciativa para o governo brasileiro apoiar e ajudar a divulgar. Cerca de 14% da nossa população sofre com algum tipo de deficiência e cerca de 16,6 milhões de brasileiros possui algum grau de deficiência visual. Se você nunca parou para pensar em acessibilidade, assista este vídeo que vai te ajudar a se colocar no lugar do outro.

dica de Revolução,etc

Apriveitei a dica do Revolução, etc.1, e experimentei o RoboBraille.

O RoboBraille2 é um conversor gratuito de textos para formato digital em audio MP3 e braille. O serviço está ainda em fase de testes e foi concebido por um consórcio de empresas e instituições da Dinamarca, Chipre, Portugal, Itália, Irlanda e Reino Unido. Em Portugal, a instituição que participa neste projecto é o CIDEF3 (Centro de Inovação para Deficientes).

O servicço é operado e mantido pelo Centro Dinamarquês para a Deficiência Visual, Crianças e Juventude (Synscenter Refsnæs4), proprietário do serviço.

O RoboBraille está disponível gratuitamente para todos os utilizadores que o utilizem para fins não comerciais. A utilização é simples, basta enviar um documento (ex. HTML, Word, TXT ou RTF) por e-mail e em poucos minutos os documentos são devolvidos em formato Braille ou em ficheiro áudio com voz sintetizada. Um dos pontos positivos é que não é necessária a instalação de tecnologia adicional no computador dos utilizadores, basta qualquer computador que esteja ligado à Internet e uma conta de e-mail. Actualmente ainda não é possível enviar documentos em PDF, mas está para breve a implementação desta funcionalidade.

Para receber o documento em formato MP3, envia-se um e-mail para textoparavoz@robobraille.org com o documento em anexo. Para receber em Braille, o e-mail é textoparabraille@robobraille.org.
Mais informações sobre como utilizar o serviço.5

Benefícios do RoboBraille:

  • Criar independência a quem está impedido de aceder a material impresso: O RoboBraille permite o acesso à informação no formato que o indivíduo necessite (Braille/áudio).
  • Baixo custo de processamento de documentos: O RoboBraille não aumenta os custos de produção pois á baseado num sistema de conversão de email e braille existente.
  • Velocidade da conversão de documentos: O RoboBraille converte documentos para Braille ou áudio em minutos reduzindo o tempo de produção.

Alguns problemas no site

Apesar do serviço ser de extrema utilidade para utilizadores com incapacidade visual ou outras, o website em si não é completamente acessível. Pelo menos no Safari6 o menu aparece apenas com uns riscos. Será Braille? Duvido )

Menu imperceptvel do site RoboBraille

Menu não acessível
O menu aparece com caracteres estranhos em vez dos nomes

Teste

Para testar o sistema, enviei os conteúdos deste mesmo artigo para o RoboBraille. Aqui têm o resultado (demorou cerca de 1 minuto a converter e a enviar a resposta por e-mail):

Braille

RoboBraille.txt7
Apesar de parecer um simples ficheiro TXT, este documento é suposto ser aberto por uma impressora de Braille (O documento foi exportado com o filtro de exportação SB4 Export definition: 8-dot OctoBraille -> logtext v5).

Fichário virtual – tudo para ajudar aos estudos, matéria de prova, vestibular, exercícios, menos cola

fotos do acidente da tam voo 3054 são paulo porto alegre

a musa do pan tam tam tan Clique para ampliar

Milhares de pessoas morrem diariamente por N motivos… lutar pela justiça de 200 vidas vale tbm… mas VALE dar atenção para os N outros motivos e questões que a MIDIA não mostra…

COMECE A JUSTIÇA por VC! DIMINUA a desigualdade social!

NÃO EXISTEM AINDA NA INTERNET FOTOS DOS MORTOS DO ACIDENTE DA GOL !!!

As fotos do acidente da Tam Airbus A320, vôo JJ 3054 em Congonhas; – A queda do vôo 3054 em Congonhas; – Fotos do acidente 3054 da TAM; – Depois do Acidente da GOL, é a Vez do Acidente da TAM em Congonhas; – Acidente com o Vôo JJ 3054 da Tam; – Acidente aéreo com avião da TAM em Congonhas, mais um desastre; – Fotos do acidente com avião da TAM no aeroporto de Congonhas; – Acidente em Congonhas. Avião AirBus da TAM desliza e pega fogo; – Plantão: Fotos do acidente da TAM em Congonhas, vôo 3054; – Nomes dos passageiros vôo Tam 3054; – UHU! Avião da TAM bate em prédio em São Paulo! Vamô ganhá dinheiro!. – Veja as fotos do acidente JJ 3054 da TAM Airbus A320

entendendo a suplementação: l-carnitina creatina hmb carboidratos proteina whey bcaa hmb

– L-Carnitina:

Propões estimular o ciclo de Lynen (β-oxidação) e assim aumentar a oxidação muscular de ácidos graxos livres.

Os ácidos graxos livres são transformados em Acil-CoA e sob a ação da carnitina acil-transferase I tem o seu radical acila ligado a uma mólecula de carnitina. O Acil-Carnitina penetra na mitocôndria e lá sofre a ação da carnitina acil-transferase II que transfere o radical acila à coenzima A formando novamente o Acil-CoA. A carnitina volta para o espaço intramembranoso e o acil-CoA entra no ciclo de Lynen, onde será transformado em Acetil-CoA.


Esquema da β-Oxidação
Tudo seria belo, se não fosse um único problema…a proporção:

Proporção Carnitina x Acil-CoA (intermembrana): 1 x 1
Proporção CoA x Acila (matriz): 8 x 1
Proporção Carnitina x CoA (fisiológica): 1000 x 1

Logo, a suplementação significa aumentar ainda mais essa diferença sem efetivamente alcançar o objetivo, que é promover maior oxidação lipídica.

– Suplementação com carboidratos

– Pré-Treino:

Recomenda-se a ingestão de carboidratos de médio (banana madura e cerais) a baixo (pão integral e maça) IG em até 45 minutos antes da atividade física, evitando dessa forma a congestão e a hipoglicemia reativa. Alimentos consumidos, ao sofrerem a digestão, “atraem” sangue para o aparelho digestivo. Se uma atividade física for realizada logo em seguida o sangue fluirá rapidamente para os músculos e isso irá gerar a chamada congestão, que é caracterizada por nauseas e vômitos. Alimentos de alto IG vão estimular a secreção de insulina. Durante o exercício intenso, a absorção de glicose pelo músculo ocorre independente da insulina. A soma desses fatores (insulinemia + captação independente) irá causar uma hipoglicemina reativa.Os produtos usados para esse período (formado por polímeros de glicose, como a maltodextrina), devem respeitar concentrações de até 20%

– Durante a atividade prolongada:

Recomenda-se a ingestão de carboidratos de médio IG (banana madura e cereais) pois o esvaziamento gástrico ocorre com maior facilidade. A concentração de carboidratos ingeridos deve ser inversamente proporcional a intensidade do esforço e deve respeitar a concentração de 10%.

– Pós-Treino:

Recomenda-se a ingestão de carboidratos de alto IG (maltodextrina, dextrose e mel) para estimular a glicogênese e restituir o glicogênio depletado durante a atividade física.

– Suplementos protéicos:

A suplementação com proteínas intactas (albumina, caseína..) é recomendada devido seu alto valor biológico e lenta digestibilidade. Sua utilização deve ser feita em períodos de repouso a fim de fornecer substrato para o anabolismo muscular. Antes de dormir é uma bela opção.

A suplementação com proteolizados (whey protein) tem sua valia, devido a sua rápida digestibilidade (transportadores intestinais tem sua afinidade por dipeptídeos, tripeptídeos e aminoácidos), e deve ser ingerida em períodos onde a proteína é muito necessária, como por exemplo ao acordar. A sua utilização no pós-treino é recomendada para aproveitar-se a janela de oportunidades desse momento, ja que a suplementação essencial nesse período consiste em carboidratos.


Efeitos da suplementação isolada de proteína e combinada com carboidrato no período de pós-treino

A suplementação com aminoácidos isolados, na minha opinião, não tem valia nenhuma pois notou-se mais desvantagens do que vantagens. A suplementação dos aminoácidos aspartato e asparagina promoveu modificações ultre-estruturais nas células musculares, como destruição de mitocôndrias e alterações da linha Z. A formação do metabólito glicosamina (descrito na figura abaixo), também é um problema. Além disso, a administração de aminoácidos não melhorou a performance durante exercícios intensos(1).


Formação do metabólito tóxico glicosamina após a administração crônica de aminoácidos

suplementação com BCAA (Isoleucina, Leucina e Valina) possui suas vantagens. O exercício físico estimula a enzima dehidrogenase cetoácido de cadeia ramificada, a enzima de controle na degradação do BCAA(2), ocorrendo perdas durante o exercício. As principais fontes de perda durante o exercício(2) são: 1) aumento do consumo de BCAA livre no sangue; 2) redução na síntese protéica no músculo; 3) quebra de proteína muscular. A suplementação por via oral de BCAA aumenta facilmente seu nível no sangue, representando segurança na proteção ao catabolismo muscular. Além disso, foi observado aumento nos níveis musculares de NH3, alanina e glutamina e diminuição nos níveis de lactato após a administração de BCAA(3). A adminsitração recomendada é entre 1 e 2 horas antes do exercício (poupa o BCAA muscular e a testosterona durante o treinamento, aumentando seu nível após o treino)(4), durante o treino e após o termino (fornece material necessário para a alanina e a glutamina).


Necessidade estimada de BCAA diária para atletas em treinamento intenso

Conhecendo todos esses benefícios, porque eu não recomendo esse suplemento?? Vamos lá:

O BCAA mais concentrado do mercado (BCAA Stack, Universal Nutrition) apresenta 25 porções por pote, que contém: Leucina (2,5g) ; Valina (1,25g) ; Isoleucina (1,25g). Seu preço, R$90. Para atingirmos a cota necessária segundo a tabela anterior (pessoa de 80kgs) precisariamos de aproximadamente 2 porções por dia. Logo, 2 e ¹/³ potes por mês (R$210)

Uma Whey Protein relativamente fraca (100% Pure Whey Protein, Probiótica) apresenta 30 porções por pote, que contém: Leucina (2,5g) ; Valina (1,2g) ; Isoleucina (1,5g) além de 24g de proteína. Seu preço, R$60. Para atingirmos a cota necessária segundo a tabela anterior (pessoa de 80kgs) precisariamos de aproximadamente 2 porções por dia. Logo, 2 potes por mês (R$120).

Entenderam, o custo benefício não vale!!!

A suplementação com HMB (beta-hidroxi beta-metilbutirato), um metabólito do aminoácido essencial leucina, causa grande aumento de força e volume muscular (conferência do ACSM em 1995) e aumento da massa livre de gordura(5). Ele age através da prevenção da degradação protéica que ocorre durante o exercício, logo, é um anti-catabólico (Nielson et al., 1996). A administração de 3g/dia causou um significante aumento de força e massa muscular(6).Porém, como vários outros, esse suplemento é furada. Primeiro, sua venda está proibida pela ANVISA (baboseira)!!! Depois, o HMB mais concentrado do mercado (HMB 1000 caps, Optimum Nutrition) apresenta 60 cápsulas por pote com cada uma contendo 500mg de HMB. Seu preço, R$90. Para atingirmos a dose efetiva (3g) seria necessário ingerir 6 cápsulas por dia. Logo, 3 potes por mês (R$270). Além disso, em grande parte desses produtos, o excipiente usado é o cálcio e a administração exagerada desse composto pode levar a diversas complicações, entre elas a formação de cálculos renais. O HMB não provocou alterações significativas na composição corporal, incluindo gordura e peso, em atletas(10).

A suplementação com o aminoácido L-Glutamina (aminoácido mais abundante no músculo, 50%) tem como forma de ação, a reposição da perda de glutamina após o stress físico, facilitando a recuperação muscular, a manutenção do sistema imunológico, do pâncreas, dos rins e do fígado. Além disso, funciona como um transportador essencial de nitrogênio e serve de substrato para a síntese do anti-oxidante glutationa(6). sua administração consiste em uma dose diária de 15g dividida em três tomadas (de preferência a cada refeição). Por que eu não recomendo?? Primeiro porque segundo estudos recentes, a administração por curto período de altas doses de glutamina não melhora a performance(7), depois porque o preço é MUITO ALTO!!!

A suplementação com creatina (um peptídeo formado por metionina, arginina é glicina) é altamente recomendada. Por ser um composto osmoticamente ativo, a creatina atrai água para dentro da célula muscular (Volek e Kraemer, 1996 ; Hultman et al., 1996) e essa retenção pode afetar de forma positiva a síntese muscular e proteger contra o catabolismo ((9)(Phillips, 1997). Além disso, ela é capaz de neutralizar ácidos produzidos durante o exercício, evitando a queda de pH que leva à fadiga muscular e age nos nervos algésicos (produzindo dor). A creatina, ao ser administrada oralmente, sofre a ação da enzima creatina-quinase mitocondrial (Mi-CQ) que está acoplada ao sítio de fosforilação oxidativa na parte externa da membrana interna da mitocôndria. Essa enzima transfere um fosfato do ATP à creatina, formando ADP e Fosfocreatina. O ADP volta a matriz mitocondrial (troca por uma molécula de ATP) e a fosfocreatina (devido o seu pequeno tamanho) penetra na célula muscular. Lá, ela sofre ação da enzima creatina-quinase muscular (MM-CQ) que transfere seu fosfato de alta energia ao ADP, restituindo o ATP e proporcionando mais tempo de contração muscular.


Esquema da ação da creatina

A sua administração é controversa, sendo o mais recomendado:
1) Fase de Saturação/Ataque: 0,3g/kg por 5 a 6 dias (Hultman et al., 1996) ou 20-30g por 5 a 7 dias. Doses fracionadas em quatro tomadas iguais
2) Fase de Manutenção: 0,03g/kg (Hultman et al., 1996) ou 2-5g. Doses ingeridas no período pós-treino

Recomenda-se a ingestão concomitante a carboidratos, pois a insulina estimula o transporte muscular de creatina (Haughland e Chang, 1975) e a sua dissolução em líquidos mornos ou quentes (Harris et al., 1992).

A creatina não apresenta desvantagens:
1) Não causa estresse renal em ingestão crônica (até 10 semanas) ou aguda (Vandenberghe et al., 1997a) nem em baixas doses (1,5g) por períodos prolongados (1-5 anos) (Sipilä et al., 1981; Vannas-Sulonen et al., 1985)
2) Não afeta o efluxo de enzimas no músculo e no fígado, excluindo o risco de estresse muscular, cardíaco e hepático (Engelhardt et al., 1998; Kurosawa et al., 1998b; Mihic et al., 1998; Sipilä et al., 1998)
3) Não causa alterações na pressão arterial (Mihic et al., 1998; Peeters et al., 1998; Sipilä et al., 1998; Vannas-Sulonen et al., 1985)
4) Não afeta o perfil lipídico sérico (Lawson et al., 1998) podendo até diminuir o colesterol total, triglicerídeos e VLDL(Earnest et al., 1996a) e aumentar a taxa de HDL (Kreider et al., 1998b)

– Referências:

1. Effects of a low-dose amino acid supplement on adaptations to cycling training in untrained individuals. Vukovich MD, Sharp RL, Kesl LD, Schaulis DL, King DS.
2. COLGAN, M. “New hormone theory, part II DHEA update”. In: Muscular development, health, fitness. v. 33, n. 7, p. 32; 34; 204-5, jul./1996.
3. Stimulation of muscle ammonia production during exercise following branched-chain amino acid supplementation in humans. MacLean DA, Graham TE, Saltin B.
4. COLGAN, M. “New hormone theraphy: part I”. In: Muscular development, health, fitness. v. 33, n. 6, p. 32; 34, jun./1996.
5. VUKOVICH, M.; STUBBS, N.B.; BOHLKEN, R.M. “Body composition in 70-year-old adults responds to dietary beta-hidroxy-beta-methylbutyrate similarly to that of young adults”. J. Nutr., v. 131, n.7, p. 2049-52, 2001.
6. NETO, W. M. G. Musculação anabolismo total. São Paulo, Phorte, 1997.
7. The effects of high-dose glutamine ingestion on weightlifting performance. Antonio J, Sanders MS, Kalman D, Woodgate D, Street C.
8. CAVALCANTI, T. T. B.; CANTARELI, F.; NETE, J. A.; PINTO, R. & TRAJANO, I. “Doping”. In Jor. Bras. Med. v. 79, n. 2, p.118; 121-122; 124, ago./2000.
9. CLARCKSON, P. M. “Suplementos Nutricionais para ganho de peso” Gatored Sports Science Institute. n. 22, abr.-maio-jun./1999.
10. The Effect of -Hydroxy -Methylbutyrate on Muscular Strength and Body Composition in Collegiate Football Players. JACK RANSONE, KERRI NEIGHBORS, ROBERT LEFAVI, JOSEPH CHROMIAK.

Fonte: mundoanabolico

testosterona, reposição hormonal – gel comprimido injeção adesivo

Testosterona

Edição 1 646 -26/4/2000

Testosterona, com sua promessa de rejuvenescimento e virilidade, vira moda entre os quarentões

Juliana De Mari e Eduardo Nunomura

Testosterona é uma palavra que evoca imagens bem definidas: músculos, virilidade e masculinidade. Em outras palavras, é coisa de macho. Não é por outra razão que está se tornando o aditivo da moda para os senhores de meia-idade,

que sentem que alguma coisa está começando a faltar com o avanço da idade. Eles andam entusiasmadíssimos com o “T” – de testosterona, o hormônio masculino por excelência. Até pouco tempo atrás restrito às academias de halterofilismo em busca de silhuetas à la Arnold Schwarzenegger, sob a forma de bombas anabolizantes, o hormônio começa a ganhar prestígio como panacéia para restabelecer a vitalidade na cama e fora dela. Nos Estados Unidos, mais de 4 milhões de homens cujo corpo não produz a quantidade necessária da substância têm a reposição hormonal como rotina. Só se pode especular sobre quantos mais usam testosterona, sem prescrição médica, em busca do bem-estar físico e emocional. Esse número deve se multiplicar a partir de julho, quando chega às farmácias americanas o AndroGel, a versão do hormônio sob a forma de gel. Pode ser o fim das injeções, comprimidos e adesivos, nem sempre cômodos e eficazes. Especialistas estimam que nos próximos dois anos o mercado de remédios com base no hormônio chegue a movimentar 2 bilhões de dólares. Testosterona com aplicação local, como se fosse uma loção de bronzeamento, quem não quer?

Calcula-se que um em cada seis homens com mais de 60 anos sofra com a queda nos níveis de testosterona. “Isso é muito mais comum do que se imaginava”, afirma o endocrinologista Geraldo Medeiros, professor da Universidade de São Paulo. Com a baixa, vem a depressão, a fadiga crônica, a falta de energia, a lentidão de raciocínio e a inapetência sexual. Para esses senhores, os médicos são unânimes, testosterona neles. O hormônio ajuda a desenvolver a massa muscular e aumenta o apetite sexual. São características ideais para duas preocupações centrais do homem moderno: manter o corpo em forma e ser um atleta sexual. O perigo está justamente aí: as picadas, os comprimidos, adesivos e gel sendo consumidos por quem não precisa. Os riscos a médio prazo são maiores do que os benefícios. Doses extras de T podem causar problemas no fígado e aumentam a possibilidade de câncer na próstata. Entre os efeitos possíveis está a diminuição do tamanho dos testículos e o aumento das mamas nos homens. Mulheres podem ter engrossamento irreversível da voz. Somem-se aí calvície precoce e até infertilidade.

Produzido nos testículos, o hormônio é fundamental para o homem desde a vida intra-uterina. É ele que define as características masculinas do bebê. Por volta da sexta semana de gestação, estimulado pela presença do cromossomo Y, o útero materno libera a substância no organismo do feto. É nesse momento que se formam o pênis e os testículos do menino. Durante a infância, não há produção do hormônio. É só na puberdade que ele volta à ativa – aliás, com intensidade vulcânica. Entre 15 e 18 anos, a produção de testosterona atinge seu pico, podendo chegar a 1.000 nanogramas por decilitro de plasma sanguíneo. O equivalente a 1 bilionésimo de grama de hormônio por 0,1 litro de sangue – uma substância poderosa em quantidades tão ínfimas. O rapazinho ganha barba e pêlos, a voz engrossa e o corpo franzino começa a exibir músculos mais definidos. Graças à ação da testosterona, o comportamento do adolescente também muda. Ele se torna mais agressivo, ousado e com a libido a todo o vapor. A mulher também necessita da testosterona, mas a produz em níveis bem mais baixos nos ovários e nas glândulas supra-renais. É uma quantidade quase insignificante se comparada à masculina. Não ultrapassa 80 nanogramas. Ainda assim, dizem os médicos, parece ter a nobre função de regular a libido feminina. Não é à toa que a mulherada também anda alvoroçada com a T.

A produção masculina de testosterona começa a minguar a partir dos 30 anos. Mas a queda é tênue e muito lenta. A maioria dos homens jamais precisa de doses suplementares. Essa necessidade só pode ser constatada com exames médicos. Se o hormônio está abaixo do normal, os médicos são unânimes em recomendar a reposição. É a única unanimidade nesse tema. Muitos clínicos defendem a prescrição para pacientes com taxas normais do hormônio, mas em níveis decrescentes. Homens de meia-idade nessa situação conseguem resultados surpreendentes nas primeiras semanas de tratamento. Quinze dias são suficientes para melhorar a disposição geral e recuperar o apetite sexual. “Esse tipo de prescrição ainda merece mais estudos”, acautela-se o endocrinologista Alfredo Halpern. “É uma tendência, mas ainda vai levar anos para se tornar comum.”

Todo cuidado é pouco. Como qualquer outra droga, a testosterona pode representar riscos quando má utilizada. “É o caso de jovens que tomam altas doses do hormônio sem prescrição médica para ganhar músculos da noite para o dia”, afirma João Hamilton Romaldini, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Em trinta dias, conseguem resultados que à base de atividade física e alimentação demorariam muitos meses. Mulheres quarentonas que freqüentam academias de ginástica também estão ávidas por sua dose extra. Se a testosterona é hoje o hormônio mais amplamente pesquisado e debatido, isso não decorre apenas de suas aplicações na medicina. A maior controvérsia é sobre a diferença de comportamento entre homens e mulheres e até que ponto isso é determinado biologicamente. Estudos relacionam características de comportamento como confiança, competitividade, tenacidade e espírito de liderança com a quantidade do hormônio no homem e na mulher. Um deles afirma que, em ambientes de trabalho, um homem que tiver mais testosterona consegue impor-se aos demais. Outro mostra que mulheres que trabalham fora têm níveis hormonais mais elevados que os de donas-de-casa.

As pesquisas científicas estão longe de ter chegado a uma conclusão sobre todas as implicações sociais da testosterona. Na questão na qual se sabe que esse hormônio tem importância fundamental – a atividade sexual – há especulações curiosas. Um pesquisador concluiu que os homens casados têm níveis mais baixos de testosterona. A explicação seria que a evolução encontrou essa forma de manter o macho em casa cuidando da família. Nos recém-divorciados, contudo, os níveis de T sobem rapidamente, como se eles se preparassem para competir por uma parceira. Numa reportagem sobre o assunto, a revista Time apresentou uma questão instigante: os velhos que rotineiramente aumentam seus níveis de testosterona e, como conseqüência, o apetite sexual não irão abalar os alicerces do arranjo social chamado família? Perguntado pela publicação americana sobre o que acontece quando os homens têm níveis mais altos que o normal, o psicólogo James Dabbs, da Universidade do Estado da Geórgia e autor de um livro sobre a importância do hormônio masculino, resumiu: “Eles ficam intratáveis”

Como funciona o Metabolismo – anabolismo catabolismo engordar emagrecer

METABOLISMO

 

Segundo a definição encontrada no dicionário, metabolismo é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será utilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam, movimentem-se, etc. Ou seja, o metabolismo é o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo (onde há degradação, ou “quebra” de compostos) e anabolismo (que é a síntese, ou seja, formação de compostos).

 

O metabolismo é também o processo através dos quais as células capturam energia de outras células (suas vizinhas); convertem nutrientes em blocos construtores para a síntese de macromoléculas tais como os polissacarídeos (açúcares), proteínas e ácidos nucléicos; sintetizam as macromoléculas necessárias para o crescimento e replicação da célula; e degradação de macromoléculas para obter energia ou para estoque de seus blocos construtores para futuras construções.

 

O Catabolismo refere-se ao processo o qual leva a quebra ou degradação de compostos em moléculas menores, mais simples, tais como o íon lactato, etanol, etc. As vias catabólicas são invariavelmente acompanhadas por uma rede de liberação de energia livre, e uma das metas do metabolismo é capturar pelo menos alguma desta energia sob a forma de compostos de alta energia, como a adenosina trifosfato (ATP). Já o Anabolismo descreve seqüências de reações nas quais moléculas crescentemente mais complexas são sintetizadas às expensas de ATP, ou seja, o anabolismo requer energia para ser realizado, e esta energia é proveniente das reações de decomposição (catabolismo). Durante o metabolismo, em ambos os processos, catabolismo e anabolismo, ocorrem uma série de passos discretos e pequenos, passando através de um número de intermediários em seus caminhos até chegar aos produtos finais.

 

Adenosina trifostato (ATP) é a fonte primária de energia química para uma variedade aparentemente sem fim de processos biológicos. Ela alimenta processos tão diversos como a bioluminescência, o transporte de íons e moléculas através de membranas, a contração de músculos, a realização de exercícios, e a síntese de carboidratos e ácidos nucléicos. Quando um ATP libera energia ele vira ADP (adenosina difosfato) e precisa ser fosforilado para voltar a ser ATP, sendo necessário, para isso, a degradação de micronutrientes como a fosfocreatina, a glicose, o ácido graxo ou o aminoácido, para novamente ser capaz de gerar energia.

 

O metabolismo é simplificado por dois fatores. Primeiro, ele exibe somente pequenas variações dentro de células de uma mesma espécie. Segundo, os processos metabólicos são acoplados ao longo de reações essenciais que podem ser organizadas em vias, tais como a glicólise (degradação da glicose – carboidrato), e um entendimento de um limitado número destas vias pode revelar uma grande quantidade de informação sobre todo o processo do metabolismo.

 

Apesar do ensino classificatório da nutrição implicar na atribuição das funções únicas e específicas para cada nutriente: função “energética” para os carboidratos, função de “reserva” para os lipídeos e função “estrutural” (ou “plástica”) para as proteínas. Estes mesmos nutrientes podem contribuir para a produção de energia no organismo humano.

 

Como funciona o metabolismo

 

Cada pessoa necessita de um nível mínimo de energia para desempenhar as funções vitais no estado acordado. O organismo gasta uma quantidade de calorias simplesmente para manter suas funções vitais quando se está em repouso, pondo em funcionamento o menor número possível de reações, como respiração e funcionamento cardiovascular, por exemplo, esse valor refere-se à taxa de metabólica basal (TMB). Este gasto expressa as mudanças metabólicas indispensáveis e, se determina em repouso absoluto e depois de 12 horas de uma refeição ligeira. Essa demanda de energia reflete a produção de calor pelo corpo.

 

Os valores do consumo de oxigênio para a taxa metabólica basal (TMB) variam habitualmente entre 160 e 290 ml/min (0,8 a 1,43 Kcal/min), dependendo de fatores como sexo, idade, tamanho corporal global e peso corporal isento de gordura (PIG). O conhecimento da TMB permite estabelecer a importante linha basal energética para elaborar um bom programa de controle do peso corporal através da restrição alimentar, exercício, ou uma combinação de ambos.

 

Um pouco acima da TMB está a taxa metabólica de repouso (TMR), que se refere à soma dos processos metabólicos da massa de células ativas necessários para manter o equilíbrio regulador normal e as funções corporais em repouso. Para uma pessoa normal, a TMR corresponde a aproximadamente 60 a 75% do Consumo diário total de energia (CDTE), enquanto os efeitos térmicos da alimentação são responsáveis por cerca de 10% e a atividade física é responsável pelos 15 a 30% restantes.

 

O metabolismo em repouso varia proporcionalmente à área superficial do corpo. Isso demonstra que o dispêndio de energia está intimamente relacionado ao gasto energético/ por área de superfície corporal/ por hora (Kcal.m2.h). Ou seja, quanto maior a área superficial do seu corpo, maior será o gasto energético.

 

Para identificar quantas calorias são gastas em um dia é necessário incluir alguns fatores como peso (quem pesa mais, ou seja, têm maior massa muscular, possui necessidade calórica maior), idade (com o avanço da idade o metabolismo diminui), sexo (os homens possuem mais massa muscular e por isso o metabolismo é mais acelerado) e nível de atividade física (a atividade física aumenta o metabolismo) que influenciam o gasto energético do organismo.

 

O músculo também influencia o gasto energético, já que esse tecido é metabolicamente ativo e, quanto mais massa muscular está presente no corpo, maior será o gasto calórico. Naturalmente, os homens possuem um gasto calórico maior do que as mulheres já que eles apresentam uma maior quantidade de massa muscular e menor quantidade de gordura corpórea comparado com as mulheres.

 

O metabolismo dos nutrientes pode ser dividido por vias metabólicas, ou seja, existe o metabolismo dos carboidratos (glicose ou glicogênio muscular e hepático), o metabolismo das gorduras (ácidos graxos) e o metabolismo das proteínas (aminoácidos). O metabolismo pode ser dividido também em relação a presença de oxigênio (metabolismo aeróbio) e na ausência de oxigênio (metabolismo anaeróbio), o que vai definir qual será a via metabólica utilizada para gerar a ressintese do ATP será a velocidade e a intensidade do gasto energético.

 

O metabolismo aeróbico refere-se às reações catabólicas geradoras de energia nas quais o oxigênio funciona como um aceitador final de elétrons na cadeia respiratória e se combina com o hidrogênio para formar água. A presença de oxigênio no “final da linha” determina em grande parte a capacidade para a produção de ATP. Por sua vez, isso determina em grande parte a possibilidade de manter um exercício de endurance de alta intensidade.

 

O metabolismo aeróbio promove a ressíntese de ATP através da combustão de carboidratos e gorduras. O metabolismo de carboidratos, após uma cadeia de eventos, libera energia suficiente para ressintetizar 36 a 38 Moléculas de ATP por molécula de glicose. Enquanto o metabolismo das gorduras é capaz de gerar 147 moléculas de ATP provenientes da degradação completa de um ácido graxo. E 441 moléculas de ATP, a partir dos componentes dos triglicerídeos, e mais 19 moléculas de ATP são formadas durante a degradação do glicerol, dando um total de 440 moléculas de ATP para cada triglicerídeo catabolizado. O fator de limitação desse sistema é o fluxo de moléculas de oxigênio para as mitocôndrias. Ou seja, sem oxigênio esta via metabólica não consegue ressintetizar ATP em tempo suficiente que a sua demanda exige, ficando restrito a via glicolítica a ressinteze do ATP.

 

O metabolismo anaeróbico refere-se às reações catabólicas geradoras de energia nas quais o oxigênio não está presente, não sendo possível acontecer o processo total de degradação da glicose para ressintese do ATP, devido à alta velocidade de degradação do ATP e na dificuldade na reposição de energia para trabalho celular. Ou seja, a demanda de energia é maior que a oferta.

 

O que regula o metabolismo energético

 

Em condições normais, a transferência de elétrons e a subseqüente liberação de energia estão intimamente acopladas à fosforilação do ADP. Sem disponibilidade de ADP a ser fosforilado para ATP, em geral os elétrons não percorrem a cadeia respiratória para se unir ao oxigênio. Os compostos que inibem ou ativam as enzimas em pontos essenciais de controle nas vias oxidativas modulam o controle regulador da glicólise e o ciclo do ácido cítrico. A concentração celular de ADP exerce o maior efeito sobre as enzimas limitantes da velocidade que controlam o metabolismo energético dos carboidratos, das gorduras e das proteínas. Esse mecanismo para o controle respiratório faz sentido, pois qualquer aumento na quantidade de ADP assinala a necessidade de fornecer energia para restaurar os níveis de ATP. Inversamente, os altos níveis celulares de ATP indicam uma necessidade de energia relativamente baixa.

 

De uma perspectiva mais ampla, as concentrações de ADP funcionam como um mecanismo de feedback celular destinado a manter uma constância relativa (homeostasia) no nível de moeda corrente energética disponível para a realização do trabalho biológico. Esse feedback químico torna possível o ajuste metabólico rápido para as necessidades energéticas das células. Dentro da célula em repouso, a concentração de ATP ultrapassa a concentração de ADP em aproximadamente 500:1. Entretanto, uma queda na relação ATP/ADP, como ocorre no início do exercício, assinala a necessidade de um maior metabolismo dos nutrientes armazenados. Por outro lado, os níveis relativamente baixos de demanda energética mantêm as altas relações de ATP/ADP, o que reduz o ritmo do metabolismo energético.

 

O que acontece com o metabolismo que nos faz engordar

 

Foi visto anteriormente que quanto se inicia um exercício, aumenta-se o metabolismo dos nutrientes pelo efeito regulador do metabolismo, ou seja, depleta-se ATP com o exercício e é preciso ressintetizá-lo. Quando deixamos de colocar o nosso corpo para realizar exercícios, não permitimos que ele gaste ATP em quantidade adequadas para iniciar o metabolismo, tanto dos carboidratos, quanto das gorduras e proteínas, para ressintetizar o ATP. Com isso, acabamos por gerar um aumento da quantidade de micronutrientes dentro das células, aumentando assim, tanto o seu volume (hipertrofia), quanto também aumentando o número de células (hiperplasia). Em alguns casos isto acaba por se tornar prejudicial, pois a hiperplasia do tecido adiposo (adipócitos) só faz com que o nosso peso gordo e percentual de gordura aumentem, colocando em risco a nossa saúde, nos fazendo ficar com sobre peso, e em casos crônicos nos tornando obesos.

 

Conseqüentemente quanto menor o gasto calórico, menor será a energia que gastaremos; mais calorias ficaram armazenadas no nosso corpo e com isso, logo entraremos na faixa de sobre peso. Se não houver uma restrição calórica na alimentação ou se não houver a realização de atividades física o nosso metabolismo será cada vez menor (mais lento), menos energia será gasta e mais gordura será armazenada nos adipócitos (células de gordura) a fim de estocar energia. Uma vez que a maior fonte de energia estocada no nosso corpo seja proveniente das gorduras.

 

Alterações no metabolismo com o treinamento

 

O organismo sofre adaptações na função anaeróbica que acompanham o treinamento físico extenuante, ou treinamento de força, que requer uma sobrecarga significativa dos sistemas anaeróbicos de transferência de energia. De conformidade com o conceito de especificidade do treinamento, as atividades que exigem um alto nível de metabolismo anaeróbico produzem alterações específicas nos sistemas de energia imediato e à curto prazo, sem aumentos concomitantes nas funções aeróbicas. As alterações que ocorrem com o treinamento de velocidade, potência e força incluem: maiores níveis de substratos energéticos (aumento de ATP, fosfocreatina, creatina livre e glicogênio, acompanhados por uma melhora de 28% na força muscular); maior quantidade e atividade de enzimas-chave que controlam a fase anaeróbica do catabolismo da glicose (maior nas fibras de contração rápida); maior capacidade de gerar altos níveis de lactato sangüíneo durante o exercício explosivo (maiores níveis de glicogênio e de enzimas glicolíticas e melhor motivação e tolerância à dor no exercício extenuante).

 

O treinamento aeróbico produz melhoras significativas na capacidade para o controle respiratório no músculo esquelético. O treinamento de endurance faz aumentar a capacidade do indivíduo de mobilizar, transportar e oxidar os ácidos graxos para obtenção de energia durante o exercício submáximo. O catabolismo acelerado das gorduras com o treinamento aeróbico torna-se particularmente evidente para a mesma carga de trabalho absoluta do exercício submáximo, independentemente de o indivíduo estar alimentado ou em jejum. Aumentos impressionantes ocorrem também na capacidade do músculo treinado de utilizar os triglicerídeos intramusculares como fonte primária para a oxidação dos ácidos graxos. Uma lipólise (quebra de gorduras) mais vigorosa induzida pelo treinamento resulta de:

 

– Maior fluxo sangüíneo dentro do músculo treinado;

– Mais enzimas para a mobilização e o metabolismo das gorduras;

– Capacidade respiratória aprimorada das mitocôndrias musculares;

– Menor liberação de catecolaminas para a mesma produção absoluta de potência.

 

O catabolismo das gorduras aprimorado beneficia os indivíduos praticantes de atividades de endurance, pois conserva as reservas de glicogênio tão importantes durante o exercício prolongado de alta intensidade.

 

Em relação ao catabolismo dos carboidratos, o músculo treinado exibe uma maior capacidade de oxidar os carboidratos durante o exercício submáximo. Conseqüente, grandes quantidades de piruvato fluem através das vias energéticas aeróbicas, efeito esse consistente com a maior capacidade oxidativa das mitocôndrias e o melhor armazenamento de glicogênio dentro dos músculos. Entretanto, durante o exercício submáximo o treinamento de endurance reduz a renovação (turnover) do glicogênio muscular em favor de uma maior combustão de ácidos graxos.

 

A utilização reduzida de carboidratos totais como combustível no exercício submáximo com o treinamento de endurance resulta dos efeitos combinados de: menor utilização do glicogênio muscular e produção reduzida de ATP através da glicólise hepática e utilização da glicose carreada pelo plasma. A oxidação dos ácidos graxos, combinada com um catabolismo reduzido dos carboidratos, contribui para a homeostasia (estado de equilíbrio) da glicose sangüínea e uma maior capacidade de endurance após o treinamento aeróbico. A capacidade gliconeogênica hepática (formação de novo ATP pela glicose armazenada no fígado) exarcebada pelo treinamento também proporciona resistência à hipoglicemia durante o exercício prolongado.

 

Efeito de termogénicos no aumento do metabolismo e auxílio na diminuição de gorduras

 

A ação termogênica significa transformar em energia as calorias provenientes da gordura corporal e da alimentação, então a utilização de suplementos termogênicos, irá fazer com que o seu corpo aumente o metabolismo energético, utilizando mais gordura principalmente como fonte energética.

Estes produtos visam através da ação termogênica manter seu metabolismo acelerado para que você queime mais gordura ao longo do dia, mesmo durante o descanso.

 

Outro suplemento também age sobre o metabolismo, acelerando-o. Este é o caso do CLA (ácido linoléico conjugado). Estudos descobriram que o consumo diário de CLA ajuda pessoas acima do peso e obesas a eliminar gordura das células ao acelerar o metabolismo muscular, além de promover outros benefícios.

 

Metabolismo do Miocárdio (Coração)

 

À semelhança do que ocorre com os tecidos, o miocárdio utiliza a energia química armazenada no alimento a fim de gerar o ATP que irá acionar o seu trabalho. Entretanto, o miocárdio depende quase totalmente da energia liberada nas reações aeróbicas; esse músculo possui uma capacidade oxidativa três vezes maior que o músculo esquelético. As fibras do miocárdio contêm a maior concentração mitocondrial de todos os tecidos, com uma capacidade excepcional para o catabolismo das gorduras com um meio primário para a ressíntese do ATP.

 

A glicose, os ácidos graxos e o lactato, formados pela glicólise no músculo esquelético proporcionam a energia para o funcionamento apropriado do miocárdio. Em repouso, esses três substratos contribuem para a ressíntese do ATP, com a maior parte da energia proveniente do fracionamento dos ácidos graxos livres (gorduras). Em essência, o coração utiliza, para obter energia, qualquer substrato que consegue “ver” em um nível fisiológico – assim sendo, durante um exercício intenso, quando o efluxo de lactato do músculo esquelético para o sangue aumenta de maneira significativa, o coração consegue a maior parte de sua energia da oxidação do lactato circulante. No exercício mais moderado, quantidades iguais de gordura e de carboidratos proporcionam combustível energético. Durante o exercício submáximo prolongado, o metabolismo dos ácidos graxos livres pelo miocárdio aumenta até quase 70% da demanda energética total. Existem padrões semelhantes de metabolismo do miocárdio para indivíduos treinados e destreinados. Entretanto, uma pessoa treinada em endurance demonstra uma dependência consideravelmente maior do miocárdio em relação ao catabolismo das gorduras no exercício submáximo. Essa diferença, semelhante ao efeito para o músculo esquelético, ilustra o “efeito poupança (preservação) dos carboidratos” do treinamento aeróbico.

 

Conclusão

 

Foi visto que o metabolismo depende da individualidade biológica, ou seja, cada indivíduo tem o seu metabolismo num ritmo diferente. Quanto maior a sua massa magra (livre de gordura) maior será a sua taxa metabólica, conseqüentemente mais energia o seu corpo irá gastar para realizar as necessidades vitais do seu funcionamento.

 

Ao praticar atividades físicas, você estará contribuindo para melhorar a sua saúde, aumentando a sua taxa metabólica, consumindo mais gordura armazenada no seu organismo e estará menos suscetível a engordar, e também irá se prevenir de desenvolver doenças relacionadas a excessos de gordura armazenada e a inatividade física, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, entre outros.

 

 

Referências Bibliográficas

 

LUZ, Maurício R.M.P.; Poian, Andrea T. da,. O Ensino Classificatório do Metabolismo Humano. Cienc. Cult. vol.57 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2005.

 

MCARDLE, William D. et al. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 5.ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2001.

 

Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo

 

Site: http://www.medicinadoesporte.com/Aerobio.htm – Rev. 06-02-2006

 

 

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