Bons fluídos – oriente-se com os mestres orientais

Os ensinamentos de dois mestres, Krishna e Sun Tse, um da Índia, outro da China, ajudam você a solucionar conflitos no ambiente profissional.

As lições deixadas por dois luminares da humanidade surgem hoje como uma referência para o gerenciamento de empresas. Krishna, uma divindade indiana, e Sun Tse, um general e estrategista militar de tradição chinesa, inspiram consultores na hora criar um ambiente de trabalho favorável ao sucesso, à criatividade e ao bom desempenho. Então, vamos aos saberes.

O GUERREIRO AMOROSO

Segundo o hinduísmo, Krishna é a oitava encarnação de Vishnu, que compõe um dos deuses da trindade hindu (as outras duas são Brahma, o Criador, e Shiva, o destruidor/construtor). Vishnu está ligado ao aspecto mantenedor, pacífico e amoroso da trindade. É representado por um jovem de pele escura (azul), de traços quase femininos, adornado com jóias e tocando uma flauta.
Filho de uma família do norte da Índia, Krishna foi um príncipe perseguido pelo rei Kamsa, que queria matá-lo ainda bebê, pois uma profecia havia dito que o valente guerreiro o derrotaria. Seu medo era tão grande que Kamsa matou os irmãos mais velhos de Krishna e todos os meninos abaixo de 2 anos que viviam em seu reino. Para protegê-lo, sua família o enviou para ser criado por pastores. Para antropólogos como o romeno Mircea Eliade, Krishna está ligado à transição cultural dos povos do norte da Índia, guerreiros que se transformaram, aos poucos, em pastores pacíficos e avessos à guerra.
Mesmo assim, Krishna é conhecido por sua atuação em uma grande batalha, narrada no Bhagavad Gita (um livro que faz parte do épico Mahabharata). Na batalha, Krishna fica ao lado de seu primo, o príncipe Arjuna, da família dos pândavas, que luta para recuperar o reino tomado por usurpadores, também seus primos. O deus se torna seu cocheiro para poder aconselhá-lo nos momentos difíceis, nos quais Arjuna terá de derramar o sangue da própria família. São os ensinamentos de Krishna durante a batalha que inspiram os consultores de gerenciamento de conflitos no trabalho. “A história de Krishna serve para transmitir os ensinamentos da raja-ioga, a ioga do conhecimento”, diz o escritor Ken O’Donnell, presidente da Associação Bhrama Kumaris. Mítica ou histórica, a divindade hindu ainda hoje é capaz de inspirar nosso cotidiano com boas propostas de ação.
O ESTRATEGISTA SUPREMO

A Arte da Guerra, dizem, é o primeiro livro do mundo sobre estratégias militares e foi redigido pelo general chinês Sun Tse (ou Sun Tzu) entre 500 e 400 a.C. Em 13 capítulos, descreve os princípios que podem trazer a vitória num conflito e pormenoriza quais atitudes tomar para evitar a derrota.
Para Sun Tse, o Universo é a interação entre forças contrárias e alternadas (yin e yang). Portanto, a luta nasce de uma condição cósmica natural. Influenciado pelo pensamento do filósofo chinês Confúcio, o general acreditava que o ser humano é pleno de vícios, limites e fraquezas. Com base nessa realidade, a guerra se torna inevitável. De acordo com Sun Tse, as batalhas também podem ser benéficas ao preparar uma condição posterior de paz. Só por essa condição – a de garantir a paz – é que elas deveriam ser empreendidas.
Várias frases de Sun Tse ficaram famosas. “O general que triunfa é geralmente o mais bem informado”, “todo o sucesso de uma operação reside na sua preparação” e “a melhor estratégia é alcançar seus objetivos sem precisar entrar em guerra” são algumas delas, freqüentemente lembradas pelos consultores empresariais e profissionais de marketing.
Na guerra, Sun Tse considera cinco condições essenciais: o céu (circunstâncias cósmicas favoráveis), o terreno (as variantes que podem influir na batalha), o general (o estado interior e as atitudes do líder), a doutrina (o pensamento ou a estratégia que orientará a luta) e a disciplina.

O QUE DIRIAM OS MESTRES

Propusemos as seguintes situações para dois especialistas: o escritor e consultor Ken O’Donnell, da Associação Brahma Kumaris, que responde com a lente de Krishna, e José Moniz, diretor executivo do ICS Mipe, empresa de consultoria de marketing, e estudioso do livro A Arte da Guerra, que responde com a lente de Sun Tse.

1. Vejo atitudes questionáveis numa pessoa que é o principal assessor do meu chefe. Meu superior não percebe essa situação e não posso falar nada porque o assessor se tornou seu amigo. O que posso fazer?

COM A LENTE DE KRISHNA
Primeiramente, eu verificaria meus próprios motivos. Os aspectos negativos de outros nos afetam porque temos coisas parecidas, latentes ou não. Se eles existem dentro de mim, minha visão também pode estar colorida de ciúme, por exemplo. Se, ao examinar meus sentimentos, vejo que minhas intenções são as melhores possíveis, que só almejo o bem do outro e do próprio clima de trabalho, posso falar diretamente com o assessor. Não são as palavras que geram o ambiente, mas minhas atitudes que criam as vibrações que criam o ambiente. Num ambiente positivo, pode haver correção. Caso contrário, não.

COM A LENTE DE SUN TSE
Conversar com o assessor de seu chefe sobre suas atitudes com certeza trará um inimigo. Abordar o assunto com seu chefe será iniciar uma batalha que pode já estar perdida. De acordo com Sun Tse, só devemos lutar quando temos a vitória por certa. A reflexão fundamental é: para mim essa é uma grande batalha? Se eu vencê-la, trará grandes resultados para minha carreira? Sun Tzu escreveu: “Somente grandes batalhas produzem grandes resultados”.

2. Um colega e eu disputamos o mesmo cargo. Percebi que, para ganhar apoio, ele fala mal de mim pelas costas. Subitamente algumas pessoas me viraram a cara, sem me falar nada diretamente. Que atitude devo tomar

COM A LENTE DE KRISHNA
Se não há verdade nos comentários, eles morrem por si só. Apenas a verdade é sustentável a longo prazo. Se há fundamento nos comentários, tenho que agradecer pela chamada de atenção. Se não há, meu auto-respeito não se abala. Minha visão do outro é de misericórdia porque sei que tal atitude virará contra ele. A verdade é sempre evidente. Se minhas relações de trabalho partem do auto- respeito, elas também não se afetarão pela fala do outro.

COM A LENTE DE SUN TSE
Se você acredita que é mais competente para o cargo do que seu oponente, não tem o que temer. Mas, para ter certeza, conheça bem o seu colega: pegue uma folha de papel e relacione suas qualidades e seus limites, avalie formação acadêmica, conquistas em outras atividades e rede de relacionamento na empresa. Compare com a avaliação que fez dele. Se alguém está virando a cara, é porque não conhece você o suficiente ou então porque o que seu colega está falando deve ser verdade. Apóie-se em fatos, mostre aos outros os benefícios que eles geraram para a empresa e deixe de se preocupar com o que falam de você.

3. Faço um trabalho que me dá um bom retorno financeiro, porém não sou feliz. Gostaria de trabalhar em algo ligado ao mundo espiritual, mas sei que isso não me daria o mesmo retorno financeiro. Devo seguir o que meu coração quer?

COM A LENTE DE KRISHNA
Quem olha para a vida como um supermercado em que se pode encher o carrinho e sair sem parar no caixa se engana. A lei de reciprocidade determina que recebemos de acordo com pensamentos, palavras e atos. Se em vez de pautar a vida pelo verbo tomar, nos conectarmos com nosso propósito maior – aquilo pelo qual nascemos –, veremos como o Universo conspira a nosso favor. Jamais negará o que é suficiente para fazer tudo que temos de fazer dentro desse propósito. Agora, quem leva em frente apenas propósitos egoístas não encontrará outros egos dispostos a colaborar.

COM A LENTE DE SUN TSE
Essa é uma decisão delicada e pessoal. Seja qual for a sua, concentre todas as suas energias em um único objetivo. É um erro tentar se concentrar em tudo. O resultado é nenhuma concentração. Quanto mais focados forem seus esforços, maior a certeza de ser superior na vitória.

4. Minha prima e amiga arrumou um emprego para mim. Estamos na mesma equipe, mas não a percebo como uma profissional responsável. Em conflitos, ela procura meu apoio. Fico sem saber o que fazer, pois gosto dela.

COM A LENTE DE KRISHNA
O fato de ela ser sua prima e quem arranjou um trabalho para você indica proximidade. Examine suas intenções, fale abertamente sobre a situação e dê sugestões sobre como ela poderia melhorar. Pode ser uma fase pela qual ela esteja passando ou a falta temporária de motivação. Deixe claro sua posição: apoiá-la como ser humano não significa apoiar erros de comportamento. O diálogo aberto e honesto resolve muitos problemas.

COM A LENTE DE SUN TSE
A gratidão para com sua prima demonstra seu caráter e deve ser elogiada. É certo que ela colaborou em sua vitória, conseguir o emprego. É certo, também, que é sua empresa que paga seu salário, e não sua prima. No cenário descrito, seus valores estão sendo colocados em xeque, o que provoca uma luta interna entre justiça e gratidão. Você deve se manter grato a outra pessoa incondicionalmente? Ou deve ser, acima de tudo, justo? Para ser justo, você precisará ser firme e, muitas vezes, tomar decisões que de alguma forma o entristeçam. Nenhum guerreiro pode servir a dois senhores. Então decida a quem quer servir.

5. Trabalho com uma colega que tem ciúme do meu progresso. Ela se tornou sarcástica, quer me humilhar, e não consigo rebater o que ela diz. Fico quieto, querendo esganar seu pescoço. Como reagir?

COM A LENTE DE KRISHNA
O primeiro passo é examinar seus motivos. Entender que o sarcasmo é uma arma de pessoas enfraquecidas internamente. Se não está criando tumulto, mande bons votos e ignore-a. Se está criando confusão, é necessário abrir o diálogo. Escute o que tem a dizer, mostre que você entendeu sua posição e procure identificar com ela o verdadeiro detonador de seu mal-estar. Basta mostrar que somos diferentes e que há espaço para todos. Explique que tais atitudes estariam bloqueando seu próprio processo.

COM A LENTE DE SUN TSE
Uma das formas de vencer o oponente é desequilibrando-o vezes seguidas. Essa estratégia era usada pelos exércitos chineses de Sun Tse e conferiu a ele muitas vitórias sem nem sequer ter de lutar. De acordo com o relato, seu oponente está usando o desequilíbrio como manobra de guerra. O guerreiro é disciplinado e equilibrado. Mantenha sua posição defendida com seus resultados, com fatos, e releve qualquer artifício de guerra de seus oponentes.

6. Todas vezes que nos reunimos em um grupo de discussão, há uma briga velada sobre quem vai mandar na reunião, já que a discussão é democrática e não existe chefe. É confuso, pois todos brigam pelo poder sem explicitar isso.

COM A LENTE DE KRISHNA
Ser aberto e explicar que a competição entre todos não favorece ninguém. Sem chefes, existe a situação ideal para o diálogo organizado, em que pode haver uma troca boa de significados. Se alguém é apontado para cuidar do tempo e dar três ou cinco minutos para cada fala, criará a oportunidade de cada um revelar seu raciocínio abertamente, livre de coerção.

COM A LENTE DE SUN TSE
Em primeiro lugar, todo o exército deve ter seu objetivo. Manter o foco na meta – nesse caso a resolução do tema da reunião – é fundamental para alcançar o sucesso. A vitória do exército (nessa situação, a empresa ou a equipe) deve ser mais importante do que a de seus soldados. Quando o exército é vitorioso, todos os seus soldados também o são.
Em segundo lugar, todo exército tem um líder. Toda batalha é comandada por um de seus oficiais superiores e assim também deve ser toda atividade empresarial. A escolha do líder pode ser feita pelo superior hierárquico ou pelo próprio grupo e, uma vez escolhido, ele deve ser respeitado por seu exército.

7. A empresa onde trabalho tem uma boa imagem. Mas percebo uma série de contradições em relação ao tratamento dos funcionários. Como contribuir para mudar esse cenário?

COM A LENTE DE KRISHNA
A falta de ética – mentiras, maus tratos e abusos – pode até gerar sucesso a curto prazo. Com um público cada vez mais bem informado e exigente, com formação cada vez mais global, as estatísticas mostram a pouca longevidade de tais práticas. Há três opções: comunicar sempre que possível e dependendo de sua posição a necessidade de mudanças, garantir que pelo menos em sua sala e com sua equipe haja um bom convívio e sair da empresa e procurar outra em que haja mais autenticidade.

COM A LENTE DE SUN TSE
Você pode, sim, fazer algo. Talvez não imediatamente. Todos podemos trabalhar para melhorar nossas empresas. Guerreiros valorosos têm o respeito de seus líderes e conseguem expressar e discutir suas opiniões com facilidade. Assuma uma posição de destaque e ganhe notoriedade e respeito para poder opinar sobre matérias delicadas como essa. Trabalhe com afinco na obtenção dos resultados esperados por seus líderes e ganhe sua confiança.

8. Sou chefe e às vezes tenho de fazer coisas difíceis: demitir pessoas, dar broncas, ser firme. Faço tudo isso sem culpa. Mas fui injusto com uma funcionária e estou sem coragem de voltar atrás, pois isso comprometeria minha autoridade. Sinto remorso. O que fazer?

COM A LENTE DE KRISHNA
É errado pensar que uma pessoa espiritualizada seja uma pessoa doce e meiga apenas. Depois de uma injustiça, é sempre aconselhável pedir desculpas – mas você precisa entender que é só através do comportamento que podemos corrigir problemas de comportamento e não por meio de palavras. Um bom líder pensaria em atacar a causa e aprender que é perfeitamente possível ser assertivo sem ser abrasivo e que esse é o papel de um líder.

COM A LENTE DE SUN TSE
Diferentemente de sua percepção, voltar atrás quando estamos errados é uma virtude. Reconhecer um erro rápida e enfaticamente confere ao líder a coerência que seus liderados esperam dele e aumenta o respeito que sentem por ele. Um general avança, mas não para alcançar fama. Tampouco teme a vergonha se tiver de recuar. Seja um general e aja de acordo com seu posto.

o que é “e-voluntariado” e 12 mitos sobre…

O que é “e-voluntário” ou voluntário Virtual?

Para o Portal do Voluntário, Voluntariado On line é toda oportunidade de ação voluntária que tenha a Internet como instrumento indispensável para a sua realização, total ou parcialmente.

O Portal do Voluntário está lançando o Voluntariado On-line onde, através da Internet, qualquer pessoa pode ser voluntária imediatamente. Seja no trabalho, em casa ou em qualquer local onde exista acesso a uma conexão da rede, você pode ser voluntário e satisfazer seu desejo de solidariedade, doando seu tempo e conhecimento para ajudar alguém.

e-voluntários – criado pela IBM, através da aplicação do Learning Village, o projeto está sendo desenvolvido em 2002 em parceria com o Portal do Voluntário. Clique aqui para saber mais sobre este projeto.
  • Entrevistas: IBM e o voluntariado virtual –

http://www.portaldovoluntario.org.br/site/pagina.php?idconteudo=472

  • Estratégias de Empresas no Brasil: atuação social e voluntariado-> 453kb
  • Como as empresas podem implementar programas de voluntariado – Programa Voluntários / Instituto Ethos -> 467kb

12 mitos sobre o e-voluntariado

fonte: Publicado na Toca da Cathy em 02/05/07

Voluntariado on-line significa serviço não pago, prestado via internet. É um método de voluntariado que venho usando, estudando, documentando ou promovendo desde 1995, primeiro de forma independente, em seguida com o “Projeto de Voluntariado Virtual” e com o Serviço de Voluntariado on-line das Nações Unidas. Também é conhecido como voluntariado virtual, monitoria on-line, e-monitoria, e-voluntariado, cyber voluntariado, cyber serviço, telemonitoria etc. Agora, depois de 10 anos fico surpresa em ver como muitos mitos continuam por aí a respeito desse conceito.

Eis uma lista dos 12 mitos mais comuns e minha tentativa de confrontá-los.

1. E-voluntariado é bom para quem não tem tempo de ser voluntário presencial.
Falso: esse é provavelmente o mito mais chato de todos a respeito dessa prática. E-voluntariado demanda tempo real e não tempo virtual. Se você não tem tempo para ser um voluntário na vida real, você provavelmente não tem tempo para o e-voluntariado. O e-voluntariado não deveria ser promovido como uma alternativa ao método do voluntariado para aqueles que não tem tempo para o voluntariado presencial.
Ao contrário, o que atrai as pessoas para o e-voluntariado é:
– outra forma para uma pessoa ajudar uma organização para a qual ela ja contribui presencialmente;
– é um meio alternativo para uma pessoa que não pode exercer o voluntariado no local, (apesar de ter tempo para o voluntariado), pois não pode deixar sua casa ou seu local de trabalho;
– permite que pessoas com deficiências, com problemas motores, ou pessoas que não podem deslocar-se facilmente, exerçam atividades voluntárias;
– permite que uma pessoa contribua para uma causa de grande importância para ela, mesmo que essa causa não esteja localizada em sua área geográfica ;
– permite que uma pessoa ajude uma área geográfica para onde ela não pode ir.

2. As pessoas que prestam voluntariado on-line não o fazem presencialmente.
Falso: de acordo com pesquisas feitas pelo “Projeto de Voluntariado Virtual” nos anos 90, assim como com evidências na prática de várias organizações, a grande maioria dos que prestam e-voluntariado também exerce voluntariado presencial em suas cidades ou região, e freqüentemente para as mesmas organizações nas quais já atuam presencialmente.

3. Pessoas que exercem o e-voluntariado o fazem para organizações que estão geograficamente distantes.
Falso: a maioria dos e-voluntários são pessoas que também exercem o voluntariado presencial para a mesma organização; por exemplo, um designer gráfico que doa seu trabalho para fazer um relatório anual, pode encontrar a diretoria da organização para uma reunião de trabalho, mas executa a maior parte do trabalho em sua casa ou no computador de seu local de trabalho. Além disso, a maior parte dos e-voluntários procura oportunidades que estão na mesma área geográfica assim como o fazem aqueles que procuram oportunidades presenciais. Porém, é um fato que existem milhares de e-voluntários que procuram oportunidades de e-voluntariado a distância, e o Serviço de Voluntariado on-line das Nações Unidas é uma excelente via para encontrá-las.

4. As pessoas que exercem o e-voluntariado são jovens, com posses e moram nos EUA.
Falso: os e-voluntários são de todas as idades, são pessoas que sabem usar a internet de forma autônoma (normalmente começam a partir dos 13 anos), com diferentes níveis educacionais e profissionais, e de varios países, nacionalidades ou raças. Conclusões do Projeto das Nações Unidas indicam que mais de 40% dos e-voluntários são de países em via de desenvolvimento. É claro que cada organização de voluntariado on-line terá suas próprias conclusões relativas a sua própria atuação geográfica. Resumindo, não se pode fazer generalizações a respeito de quem são os voluntários on-line.

5. Pessoas que exercem o e-voluntariado são muito timidas e têm dificuldades para interagir com outras.
Falso: como já dito anteriormente, e-voluntarios são, na maioria, pessoas que atuam como voluntários presencialmente. De fato, é a fome por interação que leva a pessoa a ser voluntária presencial ou virtualmente.

6. E-voluntarios engajam-se principalmente em tarefas relaionadas com a tecnologia.
Falso: e-voluntários engajam-se em vários tipos de tarefas não relacionadas com a tecnologia, tais como publicidade, planos de negócio, desenvolvimento de relações humanas, captação de recursos, relações públicas, pesquisas e facilitações em discussões on-line. A investigação dos anúncios de e-voluntariado postados no Serviço de Voluntariado on-line das Nações Unidas, mostra que 50% ou mais dos anúncios não são relacionados com a tecnologia.

7. O e-voluntariado é impessoal.
Falso: interações on-line são bastante pessoais. em muitas circunstâncias, pessoas preferem compartilhar informações e sentimentos on-line do que fazê-lo presencialmente. Da mesma forma, compartilham com mais facilidade fotos de família ou acontecimentos privados pela internet do que o fariam em um almoço entre voluntários. Voluntários on-line com os quais tenho trabalhado são pessoas reais e não virtuais. Festejo quando se casam, ou se formam ou ganham nenê ou conseguem emprego e choro quando morrem ou quando perdem um ser amado.

8. Entrevistar voluntários potenciais presencialmente é muito mais confiável do que entrevistá-los via internet.
Falso: ambos os métodos de entrevista têm forças e fraquezas. Em certas situações um método pode ser mais apropriado que o outro, mas ambos são eficazes. Falei com muita gente presencialmente que demonstrou entusiasmo e interesse em tornar-se e-voluntário e solicitou informações sobre como começar e que nunca deu sequência. Enquanto que pessoas on-line podem mostrar interesse, compromisso e espertise quase que imediatamente, respondendo e-mails prontamente e com boa redação.

9. A internet é perigosa e conseqüentemente o e-voluntariado traz muitos riscos à organização e a seus clientes.
Falso: a internet não é nem mais nem menos perigosa do que o mundo off-line. Quando uma pessoa (incluindo crianças) é prejudicada em atividades na internet é porque ela (ou seus pais) não tomou medidas de segurança apropriadas. Estranha-me o fato de que pais que nunca permitiriam que seus filhos fossem brincar num ponto de ônibus, permitem que os mesmos freqüentem salas de bate-papo sem sua supervisão. Há inúmeras informações sobre como tornar a prática de e-voluntariado segura (incluindo tutoria on-line) no Projeto de Voluntariado Virtual.

10. O maior obstáculo para o e-voluntariado é a falta de acesso a internet.
Falso: para as organizações, o maior obstáculo para o envolvimento bem sucedido de e-voluntários é a falta de experiência em gerenciamento de práticas de voluntariado. Se uma organização não sabe como envolver efetivamente os seus voluntários presenciais, também não é capaz de fazê-lo na modalidade on-line.

11. Há muito o que se fazer ainda para conseguir mobilizar pessoas para o e-voluntariado.
Falso: há muito mais gente querendo ser e-voluntária do que oportunidades oferecidas. Há muito mais o que fazer, isso sim, para ajudar as organizações a capacitarem-se para a administração de voluntários e a incorporarem informações sobre o e-voluntariado em suas capacitações.

12. E-voluntariado é um conceito muito novo.
Falso: o e-voluntariado existe desde o inicio da internet que nasceu a mais de 40 anos. Tim Berners Lee, em um evento on-line dos voluntários das Nações Unidas ocorrido em Genebra em 2001, destacou o papel que os voluntários tiveram no desenvolvimento da rede mundial de computadores, pessoas que doaram seu tempo e sua experiência para uma causa na qual acreditavam, trabalhando juntos via internet.

Traduzido do inglês por mim, esse texto faz parte do acervo de Jayne Cravens (na foto), consultora especialista em e-voluntariado. Visitem seu site, em inglês: http://www.coyotecommunications.com/

Salve os vídeos do YouTube e google gvideos no seu disco rígido

youtubenew.pngSe você adora o YouTube e morre de medo de que um dia seus vídeos preferidos saiam do ar por causa de algum processo judicial ou de um acordo com gravadora, que tal colocar seus vídeos favoritos em um lugar que não possam ser apagados por ninguém a não ser você? Há várias ferramentas que fazem o download e/ou conversão de vídeos do YouTube para você guardar bem guardado no seu disco rígido. Confira algumas dessas ferramentas: Continue lendo »

Advertising 2.0 – (publicidade ou propaganda)

A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO

A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO

Naidion Concencio Brovedan *

RESUMO: Thomas Morus ao escrever sua obra, tinha como objetivo denunciar fatos e explorações que estavam sendo realizadas contra o povo inglês. Por isso, nela encontramos um perfeito retrato de uma anti-Inglaterra, ou seja, anti-capitalista, baseada na igualdade e na justiça, e com uma excelente educação, condição necessária para a igualdade. Sendo assim, este estudo usa dessa obra como base para analisar a atual condição econômica, e também como exemplo de que pode existir uma sociedade sem precedências capitalistas. Usa-se nesse estudo também, conceitos do capitalismo para desmistificar algumas passagens da obra que deixam-na com alguns resquícios de capitalismo.

Palavras Chave: Utopia. Capitalismo. Sociedade. Sistema econômico.

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Origem de produtos/marcas de sucesso – curiosidade

A Origem dos Produtos de Sucesso

Aspirina, Alka-Seltzer, Creme Nívea, Cotonetes, Channel Nº5, Canivete Suíço, Caneta Bic, Barbie, Kellogg’s, Jacuzzi, Harley-Davidson, Gillette, Farinha Láctea Nestlé, Fanta, Donuts, Danone, Playboy, Ovomaltine, Nescafé, McDonald’s, Levi’s, Lego, Lacoste, Kodak, Kleenex, Relógios Swatch, Ray-Ban, Rolls-Royce, Post-It, Polaroid, Playmobil, Pizza Hut, Pepsi, Parmalat, Parker, Singer, Rolex, SADIA, TEFLON, SUTIÃ

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