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As possibilidades das redes de aprendizagem*



Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas a grande maioria das escolas e professores ainda está tateando sobre como utilizá-las adequadamente. A apropriação das tecnologias pelas escolas passa por três etapas, até o momento. Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já se vinha fazendo, como o desempenho, a gestão, para automatizar processos e diminuir custos. Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos, há atividades no laboratório de informática, mas mantém intocados estrutura de aulas, disciplinas e horários. Na terceira, que começa atualmente, com o amadurecimento da sua implantação e o avanço da integração das tecnologias, as universidades e escolas repensam o seu projeto pedagógico, o seu plano estratégico e introduzem mudanças significativas como a flexibilização parcial do currículo, com atividades a distância combinadas as presenciais.

Os professores, em geral, ainda estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo, para tornar as aulas mais interessantes. Mas ainda falta o domínio técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os processos de ensino e aprendizagem.

As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off-line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola), que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.

As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância (EAD). Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muita auto-disciplina. Agora, com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.

A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

 

Blogs e Flogs

Quando focamos mais a aprendizagem dos alunos do que o ensino, a publicação da produção deles se torna fundamental. Recursos como o portfólio, onde os alunos organizam o que produzem e o disponibilizam para consultas, são cada vez mais utilizados. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação com possibilidade de fácil atualização e participação de terceiros.

Os blogs, flogs (fotologs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos que pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo (em diversos graus). Atualmente há um uso crescente dos blogs por professores dos vários níveis de ensino, incluindo o universitário. Os blogs permitem a atualização constante da informação pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e pesquisas individuais e em grupo, a divulgação de trabalhos. Com a crescente utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e integrarem-se com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógica. As grandes plataformas de educação a distância ainda não descobriram e incorporaram o potencial dos blogs e flogs.

A possibilidade dos alunos se expressarem, tornarem suas idéias e pesquisas visíveis, confere uma dimensão mais significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicos. A Internet possui hoje inúmeros recursos que combinam publicação e interação, através de listas, fóruns, chats, blogs. Existem portais de publicação mediados, onde há algum tipo de controle e existem outros abertos, baseados na colaboração de voluntários. O site www.wikipedia.org/ traz um dos esforços mais notáveis no mundo inteiro de divulgação do conhecimento. Milhares de pessoas contribuem para a elaboração de enciclopédias sobre todos os temas, em várias línguas. Qualquer pessoa pode publicar e editar o que outras pessoas colocaram. Só em português foram divulgados mais de 30 mil artigos na wikipedia. Com todos os problemas envolvidos, a idéia de que o conhecimento pode ser co-produzido e divulgado é revolucionária e nunca antes tinha sido tentada da mesma forma e em grande escala.

 

A escola em conexão com o mundo

A escola com as redes eletrônicas se abre para o mundo, o aluno e o professor se expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros, positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A divulgação hoje faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças necessárias, agilize as trocas entre alunos, professores, instituições. A escola sai do seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode aprender contínua e flexivelmente. Destaco, por exemplo, a importância do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de Chicago, que disponibiliza todo o conteúdo dos seus cursos em várias línguas, facilitando o acesso de centenas de milhares de alunos e professores a materiais avançados e sistematizados, disponíveis on-line http://www.universiabrasil.net/mit/. Alunos, professores, a escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos estão publicados na Internet. O estar no virtual não é garantia de qualidade (esse é um problema que dificulta a escolha), mas amplia imensamente as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio, de atualização. Tanta informação dá trabalho e nos deixa ansiosos e confusos. Mas é muito melhor do que acontecia antes da Internet, quando só uns poucos privilegiados podiam viajar para o exterior e pesquisar nas grandes bibliotecas especializadas das melhores universidades. Hoje podemos fazer praticamente o mesmo sem sair de casa.

Os professores podem ajudar o aluno incentivando-o a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas concretas para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

Uma das formas mais interessantes de desenvolver pesquisa em grupo na Internet é o webquest. Trata-se de uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Internet. Resolver uma webquest é um processo de aprendizagem atraente, porque envolve pesquisa, leitura, interação, colaboração e criação de um novo produto a partir do material e idéias obtidas. A webquest propicia a socialização da informação: por estar disponível na Internet, pode ser utilizada, compartilhada e até reelaborada por alunos e professores de diferentes partes do mundo. O problema da pesquisa não está na Internet, mas na maior importância que a escola dá ao conteúdo programático do que à pesquisa como eixo fundamental da aprendizagem.

O processo de mudança será mais lento do que muitos imaginam. Iremos mudando aos poucos, tanto no presencial como na educação a distância. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão prontos para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.

 Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.

*José Manuel Moran - Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância - jmmoran@usp.br

Viagem na irrealidade cotidiana

Critica sobre o livro de Umberto Eco.

O falso absoluto.

Umberto Eco faz uma critica ferrenha ao falso, a copia. Ele descreve intensamente museus e lugares, principalmente nos Estados Unidos, que servem especificamente como estoques de copias “autenticas” de obras primas que estão em museus da Europa. Comenta ainda a construção de um castelo na Califórnia que foi importado da Europa, cada tijolo numerado e reconstruído em seu local atual e preenchido com obras de arte reais e copias não para o bem da arte mas para o prestigio que esta proporciona.
Eco ainda critica a Disney, seja ela a Disneyworld ou a Disneylandia, falando sobre museus de cera, aonde os autômatos são tão reais que as pessoas se perdem no meio delas, e os cenários ecológicos repletos de animais, que não são de verdade, pois se fossem não estariam ali, ainda nesse contexto, Eco contrapõe o zoológico e a Disney, pois no zoológico as pessoas se contagiam com a idéia de proteção que este proporciona e que apesar de muitas vezes os visitantes não conseguirem ver os animais, pois estes estão dormido ou se escondendo, preferem não ver os animais de verdade do que saber que aquele crocodilo na Disney não passa de um robô, que cumpre um papel definido muitas vezes.
O conceito de real thing, ou seja, sempre o real por mais que não seja, ou seja uma copia autenticada nos mínimos detalhes que sem uma plaqueta de cobre embaixo explicitando que a obra é uma copia, não seria possível saber se é o original ou não, ele ainda descreve uma estatua de cobre grega que não é, obvio, a original, mas sim uma copia da autentica “copia” romana, então se você não pode ter o original então que tenha a copia, mas se nem esta é possível pois o original se perdeu no tempo, então tenha a copia da copia da relíquia, sendo que esta primeira copia já atingiu o status de relíquia pois o original já se perdeu.
Ainda tem mais, alias a própria palavra “mais” já é um conceito que merece ser trabalhado, more, que é um jeito de dizer “ainda” sob a forma de mais, não se diz “o programa continua daqui a pouco” e sim more to come. Não se diz me da ainda um pouco de café ou outro café mas sim more coffe. o cigarro não é mais comprido, é more. E isso serve para argumentar a copia, a copia perfeita do oval room, da casa branca e as reconstruções de praças aztecas onde o objeto verdadeiro e a estatua de cera do azteca se fundem em um continuum que o visitante não é estimulado a decifrar.
É a fortress of solitude, para quem não sabe é a casa do super homem no polo norte, é aonde ele guarda suas memórias perfeitamente enclausuradas em cristais, copias fieis de fatos e pessoas que conheceu e encontrou, o museu de recordações, e esse modelo se aproxima da realidade no momento que você percebe que o museu de cera, que serve para guardar o conhecimento humano, ainda que por réplicas fidelíssimas, não passam de fortalezas de solidão.
E como não comparar tudo isso com um recurso usado para entreter e como ciência também, a holografia, quer dizer, você olha de um angulo e vê uma imagem mas quando vira a foto, vê tudo que esta escondido atras, sob nova perspectiva, mas quando olha de cima vê que é simplesmente um papel que pelo uso de lasers foi capaz de reter uma imagem tridimensional e coloca-la em uma mídia bidimensional, e o que os museus de cera fazem quando colocam a ultima ceia de michelangelo em forma de cera, e o espectador pode ver as costas de Jesus, e seu perfil. A obra perde seu valor, apesar da tridimensionalidade adicionar um conjunto completamente novo de signos, empobrece a obra, pois o espectador perde o poder de abstrair ele mesmo essa tridimensionalidade, é não para por ai, existe uma versão de cera da monalisa, quer dizer, esta replica em cera mata todo o trabalho de da Vinci, o escorso, o sorriso, todas as reflexões e analises da obra já feitas vão por água a baixo quando esta é colocada para fora do quadro. Isto tudo são as wunderkammer, ou câmaras das maravilhas, difundidas na civilização barroca alemã.

Que você possa viver numa época interessante.

Já diziam os chineses quando queriam maldizer alguém. Esse capitulo trata da época em que vivemos, sob uma outra perspectiva, não a do falso absoluto, mas sim do neofeudalismo.
Qualquer dia desses, em qualquer lugar do mundo onde haja um engarrafamento de carros, existirá um que será lembrado como o maior de todos, e que por coincidência, nesse engarrafamento estarão operadores da torre de controle de um grande aeroporto, e que esses não conseguirão chegar ao seu destino, e que os operários que lá estão, vencidos pelo cansaço, errarão e passarão as informações erradas para as aeronaves em vôo, e que duas dessas colidirão e cairão sobre a rede elétrica que alimenta a mesma cidade aonde o engarrafamento não permitiu os operadores de chegarem ao seu destino, e haverá um blackout imenso que durará dias, e que por coincidência, isso ocorrerá em uma cidade aonde neva e estará nevando exatamente nesse dia toneladas de neve, impedindo o reparo da rede elétrica, e o blackout que durará dias, durará semanas, e as pessoas para se aquecerem começarão a queimar tudo que for possível, e começaram incêndios intermináveis, que os bombeiros não poderão apagar, pois não poderão chegar aos locais dos mesmos, e as pessoas começaram a ficar sem suprimentos e portanto, saquearão as lojas e supermercados, e seus donos para se defenderem empregarão um numero jamais visto de armas de fogo gerando uma violência interminável que resultara em mortes por assassinato, frio, fome, e no final, depois de semanas de caos, quando a neve derreter, a rede elétrica tiver sido reparada, haverão tantos corpos jogados aos milhares nos acostamentos e calçadas que uma nova peste que se nutriu desse enorme contingente de mortos emergira matando mais uma porção da população. A vida política fragmentada em milícias mercenárias deixará de existir dando lugar a subsistemas autonomos do poder central e uma nova administração de justiça autônoma se encarregará de escolher seus culpados. A nova Idade Média já esta ai…
São as grandes corporações, e seus vassalos, os estados, que vez em quando impõe uma imagem de estado absoluto, mas todos sabemos que estes são apenas empregados das grandes corporações multinacionais que ditam os destinos do mundo.

Os heróis verdadeiros são sempre arrastados pelas circunstancias.

Nunca escolhem, pois se pudessem escolheriam não ser heróis. Nesse capitulo, Umberto Eco ensaia sobre a religião, o coração do estado, seus governantes e os terroristas.
Eco fala que a religião, e no livro exemplifica bem usando experiências próprias que teve em contato com o candomblé em São Paulo e no Rio de Janeiro que essa religião afro-brasileira esta mudando de mãos, pais de santo louros e de olhos azuis já são vistos conduzindo trabalhos, Eco ainda fala sobre o respeito dessa religião pelas outras. O pai de santo de São Paulo foi o que expressou isso melhor quando disse: “estamos fazendo somente política da boa vizinhança” que dizer, eles reconhecem Jesus e o diabo mas não trabalham com eles. Eco se mostra muito curioso pelas cerimonias e de qual orixá ele é filho, tanto na visão do pai de santo de São Paulo com para o do Rio, Eco é filho de Oxalá, uma revelação que o deixou um tanto frustrado pois ele não sentiu confiança no pai de santo carioca.
O coração do estado, seus governantes e os terroristas. Aqui Eco exprime uma visão tremendamente critica, ligada com o conceito do segundo capitulo, ou seja, o neofeudalismo, quando diz que todos são parte do mesmo, quer dizer, eco diz que a ação dos terroristas, por mais que cause danos a uma companhia aérea ou a uma fabrica, provoca lucros para os jornais e jornalistas, quer dizer é um toma lá da cá em que os governantes simplesmente controlam em prol das multinacionais, alias a política planetária agora é controlada por essas mesmas industrias que lucram em cima de atos terroristas, e o que fazer com aqueles que morrem nesse contexto, vitimas de assassinatos, são casualidades de guerra. Mas e a punição para aqueles que cometem esses crimes, deve ser igual, então o que fazer com um meliante que rapta seu filho e abusa sexualmente dele, então você tem o direito de abusar dele também? E se tivesse, tiraria proveito dele, quer dizer, transformar o ser humano criminoso em meio de comunicação, então ele perde a qualidade de humano. E você, caso se utiliza-se do seu direito de devolver na mesma moeda, seria menos humano também, pois também seria transformado em meio da comunicação, então aquela velha historia de direitos humanos, mas primeiro os mais humanos valeria em qualquer ocasião. E isso se aplica ao aborto também, afinal quem de nos pode dizer se um aglomerado de células pode ser chamado ser humano ou não. Se esta vida que se forma já esta ligada as regras da sociedade.

Quem controla o país?

Hoje em dia, quem controla os meios de comunicação, o poder imprimido nas mídias de massa é enorme, até ai todos sabemos disso, mas aonde está a novidade? Nesses últimos tempos temos visto a proliferação da TV a cabo, a neotv, que não vem para substituir a tevê comum, mas sim atualizar o discurso desta de uma maneira regionalista. A TV comum é muito abrangente em nível territorial mas pouco profunda nos assuntos das comunidades, e ela tenta disfarçar que ela leva esse conhecimento até o telespectador, mas generalizando para todos os meios de comunicação de massa, quando você tem um veiculo que atinge uma grande população de diferentes níveis sociais e diferentes níveis de instrução, o veiculo perde sua capacidade de ter opinião própria e passa a ter a opinião da massa, já a neotv não tem este problema pois ela se foca em uma região e se aprofunda em um publico somente, tornando assim a ter opinião própria.
Eco ainda fala nesse capitulo da massificação do esporte e da banalização com que este é vendido, apesar de Eco não ter a menor afinidade com a pelota como ele mesmo fala, ele faz uma critica muito mordaz mas pertinente quando a comercialização, principalmente do futebol, mas não deixa os jogos olímpicos de lado, como ele mesmo fala, é mais fácil filmar um corredor fazendo aquilo que faz de melhor do que colocar atores para correr, pois nesse caso o convencimento da massa seria mínimo, Eco ainda faz uma critica a própria figura do atleta, ele o considera um instrumento, um meio para o patrocinador fazer dinheiro, “o atleta é um monstro, é a gueixa de pé apertado e atrofiado destinado a instrumentalização total.”

Um cent.

Eco discorre no final do capitulo sobre a falsificação e o consenso, pegando o gancho que ele mesmo deixou no final do primeiro capitulo. O sistema telefônico americano é muito interessante, Eco conta uma pequena historia de quando conversando com um colega em uma universidade da Califórnia este pede emprestado 10 cent., Eco empresta o dinheiro para que seu colega ligue para Roma, é isso ai, ROMA. Então alguns minutos depois seu colega volta com a resposta que buscara e os 10 cents. de volta. Como? As multinacionais americanas (pelo menos são as citadas) tem um código telefônico onde essas ligações são debitadas diretamente em suas contas, mas isso não é a parte interessante, o que nos interessa é o fato das multinacionais perceberem este roubo e ficarem imóveis perante o mesmo, alguns milhares de dólares a mais e ninguém sai perdendo, sabe porque? Porque custaria muito mais procurar os fraudadores, incrível não? E não Itália que o xerox de um livro chega a custar o dobro do livro, mas se você tirar em cem pessoas o perco cai 4 vezes. Então as editoras ao invés de vender o livro por um preço, o vendem pelo dobro, sabendo que somente as bibliotecas o compraram e que o resto será xerocado, diminuindo assim os custos de produção e distribuição! E o caso que mais me espantou, nos Estados Unidos, durante uma época as pessoas quando pagavam suas contas telefônicas com cheque, colocavam um cent. a mais, ninguém pode ser incriminado por pagar a mais, mas as companhias telefônicas são obrigadas a devolver o dinheiro, e o custo é muito alto para imprimir alguns milhares de cheques de um cent. para a devolução, as companhias foram para a TV implorar para que os consumidores parassem com esta brincadeira. Quanto poder a massa tem e não sabe se comunicar, porque não é dona dos meios de comunicação.

O governo brasileiro, pela Medida Provisória 2200-2/01, instituiu a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP Brasil, com poderes para formar a Cadeia de Certificação Digital, destinada a garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.

    Esta medida atende a uma tendência internacional da validação jurídica de documentos eletrônicos, norteada pela UNCITRAL, da ONU, até então já estabelecida em diversos países do mundo, com destaque para EEUU, Inglaterra, Itália, Alemanha, Mercosul, América Central e Oriente.

    A Certificação Digital é uma tecnologia que garante o sigilo de documentos e a privacidade nas comunicações das empresas, pessoas e governos, além de impedir a adulteração destes nos meios eletrônicos, dentre eles a Internet, garantindo o curso legal dos mesmos. O desenvolvimento dessa tecnologia vem transpor as relações de confiança que já existem no mundo físico para o ambiente digital.

    Fruto de várias negociações internacionais, a autenticidade de documentos digitais tende a diminuir o volume de arquivos em papel. Superando a dúvida quanto a sua aceitação em Juízo, cada vez menos as empresas, órgãos públicos, instituições de ensino e até mesmo cartórios, temem em substituir papel por bytes.

    Em sintonia com esta realidade o Governo Federal ao instituir o PROUNI pela MP Nº 213, de 10 de setembro de 2004, criou uma situação onde o Ministério da Educação aderiu a Certificação Digital ao editar a Portaria Nº 3.268, de 18 de outubro de 2004, onde toda a documentação das IES, assim como o próprio contrato firmado com o Governo Federal foi assinado eletronicamente, utilizando a Certificação digital, como exposto abaixo:

    PORTARIA Nº 3.268, de 18 de outubro de 2004. Ministro da Educação.

    Art. 9º As instituições de ensino superior cujas Propostas de Adesão tenham sido deferidas pelo MEC estarão aptas a emitir o Termo de Adesão ao PROUNI, de acordo com o modelo constante no Anexo II a esta Portaria.

    Art. 10. As instituições de ensino superior referidas no art. 9º poderão emitir o Termo de Adesão no período de 8 de novembro até às 18 horas do dia 19 de novembro de 2004, horário de Brasília, conforme orientações constantes no endereço do PROUNI na Internet.

    § 1º A emissão do Termo de Adesão de que trata o caput será efetuada exclusivamente no endereço do PROUNI na Internet, com a assinatura digital do responsável legal da mantenedora da instituição de ensino superior cuja Proposta de Adesão tenha sido deferida.

    § 2º Para fins do disposto no parágrafo anterior, o responsável legal da mantenedora da instituição de ensino superior deverá utilizar certificado digital tipo A3 da respectiva mantenedora, emitido no âmbito da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.

    Agora com o E-MEC, todas as Instituições de Ensino Superior terão que utilizar essa ferramenta para fazer o trâmite e acompanhamento de processos como credenciamento e recredenciamento, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos.

    A integração da Portaria SENESu/MEC Nº 255, de 20 de dezembro de 1990, que trata do arquivamento de documentos acadêmicos, com a MP 2200-2/01, conduz à base jurídica da validação de documentos acadêmicos digitalizados e assinados eletronicamente, desde que obedecidos padrões técnicos e procedimentos específicos.

    Hoje, no mundo, 90% (noventa por cento) dos documentos produzidos têm origem eletrônica e os autenticados (assinados eletronicamente utilizando a Certificação Digital) passam a ter total validade jurídica, sem nunca antes ter existido em papel.

    E é aí que entra em cena a aplicabilidade da Certificação Digital, capaz de garantir a um documento eletrônico o mesmo valor jurídico de um documento em papel. Com esta nova ferramenta, é possível não só transformar todos os arquivos em suporte papel para suporte eletrônico , dispensando os documentos impressos enquanto prova de valor jurídico-fiscal, como também agregar valor ao documento originalmente eletrônico, eliminando a necessidade de impressão.

    Aplicada de forma eficiente, através de estudos de processos e fluxos de informações, além de propiciar a segurança necessária para a condução das operações, demonstra perante terceiros razoável nível de organização, conferindo, ainda, diversos outros benefícios, tais como redução da mão de obra envolvida em determinados processos; redução de custos e riscos com armazenamento; deslocamentos de pessoal, papéis, suprimentos de informática; entre outros.

            Diante do cenário apresentado e da importância da certificação digital destacados acima, apresentamos a seguir o detalhamento de nossa proposta para esse curso.

1.     A era da informação;

·         Informações Básicas;

·         Valorização das Empresas que lidam com a informação;

·         A importância do acesso à Informação;

2.      A Digitalização de Documentos Acadêmicos;

3.     O que é a Certificação Digital;

4.     Para que serve um Certificado Digital;

5.     Os tipos de Certificados Digitais;

·         Certificado Tipo A1;

·         Certificado Tipo A3;

·         Certificado Tipo A2;

·         e-CPF;

·         e-CNPJ;

6.     A segurança da Certificação Digital;

·         Dados Técnicos que Garantem a Segurança;

·         Reconhecendo um Documento Certificado Digitalmente;

·          Reconhecendo um e-mail Certificado Digitalmente;

·         Assinando um Documento com um Certificado Digital;

7.     A credibilidade dos Certificados Digitais;

·         Casos de sucesso;

·         A Certificação Digital no Mundo;

8.     Utilizando a Certificação Digital nas Instituições de Ensino Superior

·         Transformando o nosso arquivo acadêmico em um arquivo digital;

·         Transformando a nossa Secretaria Acadêmica em uma Secretaria Digital;

·         Como transformar, gerar e manter diários de classe no meio digital;

·         Transferir e receber alunos pelo meio digital (por e-mail);

·         Montando uma pasta de aluno ou professor no meio digital;

9.      Onde retirar o seu Certificado Digital e-CPF ou e-CNPJ;

·         Autoridades Certificadoras;

·         Raiz Brasileira;

10.  A regulamentação / MP 2.200-2;

·         MP 2.200-2;

Porque o MEC utiliza o Certificado Digital para programas como PROUNI e E-MEC;

 

Fernanda Lima nua e pelada

Fernanda Lima originalmente era modelo. Viveu uma parte de sua vida na Itália. Lá ela fez algumas fotos nuas para revista Boss. Veja Fernanda Lima peladona aqui! oferecimento Jegue-BR.

 

Fernanda Lima - nua e pelada …  musa linda e real atriz e modelo

Download YouTube Videos

Agora ficou mais fácil ter os vídeos do youtube no seu micro.

Felizmente, agora temos diversas ferramentas online e offline para fazer o download e para converter no formato mais fácil para seu manuseio. 

Aqui segue 23 ferramentas ”YouTube downloaders” separadas tbm por plataforma - windows ou linux e MAC tbm! …

Web based

1. YouTubeX doesn’t have a lot of options, but it’s simple, and it works. It also enables you to share the YouTube video with your friends via e-mail. Unfortunately, all the files are called get_video, and you have to add the .flv extension manually.

www.youtubex.com

2. KeepVid is another simple site. No hassle, works not only for YouTube movies but for a number of other sites, including Google Video, MySpace Video, DailyMotion and others. Again, you have to add the .flv extension by hand.

keepvid.com

3. VideoDownloader is very similar to KeepVid, but supports even more video sharing sites, and it’s also available as a Firefox extension. Just like with KeepVid, all downloads are in .flv format. We recommend MediaCoder for free conversion.

javimoya.com/blog/youtube_en.php

4. YouTube Downloads takes the cake in the longest domain name contest. It also separates itself by using a proxy for downloading videos, which means that you might be able to get videos even if YouTube access is blocked at your workplace or in the country you live. Just search Google for YouTube videos, and copy/paste the URL into YouTube Downloads.

www.downloadandsaveyoutubevideos.info

5. Zamzar is an online file format conversion site which can do a lot more than just converting YouTube videos to another format and downloading them to your hard drive, but it’s doing a great job so we had to include it here. Thoroughly tested by us and highly recommended. See the video of it in action here.

www.zamzar.com

Zamzar

6. YouTubia separates itself from the crowd by enabling you to search as well as download YouTube files. Options are scarce, but it works.

www.youtubia.com

7. VidGrab is another simple site that works with YouTube, Google Video, MySpace and Break.com. Besides the download function, the site also sports a top list of most viewed videos.

www.vidgrab.com

8. Vixy offers both downloading videos and converting them into DivX avi, mov, mp4, 3gp, or mp3 (for audio only) formats. The conversion works well enough, but sometimes results in slightly choppy playback.

vixy.net

9. Hey! Watch is an ambitious video encoding service with a large number of options, especially when it comes to converting videos to portable media player formats (it even supports my trusty iRiver H340.) Most online video converters often produce crappy results, with video and audio being out of sync, and this problem is also present on Hey! Watch, but it happens rarely.

heywatch.com

10. Media Converter can be a little slow, but the results of the video conversion are quite good. We’ve converted some YouTube videos to avi (mpeg4 + mp3) format and it worked well. The tool is not limited to video conversion; it also supports several audio and document formats.

www.mediaconverter.org

Media Converter

11. KcoolOnline is a web-based converter which supports 98 video sharing web sites, including YouTube. It has literally zero options, so it’s recommended for those who like to keep it simple.

www.kcoolonline.com

Windows Applications

12. VDownloader is a desktop application that catches YouTube, Google Video, and Grinvi video links from your clipboard. Start it up, copy the video URL and click download. It automatically converts the videos to mpeg or avi formats.

www.softpedia.com/progDownload/VDownloader-Download-51327.html

13. YouTube Grabber downloads files from Youtube in .flv format. Copy and paste the URL of a video from YouTube into the program, press «grab», and the file will be downloaded into the same directory as the program.

www.download.com/Youtube-Grabber/3000-2071_4-10574801.html

14. Orbit Downloader is a desktop application which can download videos from a wide variety of sites. The download process is very simple, just hover your mouse over the video and you’ll get a button that says «Get It». The developers of the program claim that it’s very fast (up to 500% faster, they say) due to its P2P download technology.

www.orbitdownloader.com

15. My Video Downloader. With all these free tools, it’s actually funny to see a commercial one. It’s called My Video Downloader, and while it does look solid and offers a lot of conversion options (a free trial which enables you to download 10 videos is available), we’re not sure it offers enough to warrant a price tag.

myvideodownloader.com

16. KeepV is a desktop downloader as well as a converter, which can convert the downloaded videos from flv to avi, mov, mp4, or 3gp formats.

keepv.com

17. VideoGet boasts being able to download video clips from more than 100 video sharing websites. We haven’t tested all of them, so we’re just going to take their word for it. It’s a deskop application with a nice, simple interface, and a solid number of options.

nuclear-coffee.com/php/products.php

VideoGet

18. TubeSucker is a desktop YouTube video downloader with some interesting options, including batch downloading large amounts of videos from a certain user. See the video tour on the site.

www.newrad.com/software/tubesucker/

OS X

19. Get Tube is an OS X application which lets you download video or audio files from YouTube, DailyMotion and Kewego.

web.mac.com/simonvrel/iWeb/software/v.1.0.html

Linux

20. Youtube-dl. Here’s some love for Linux users. Youtube-dl is a program that lets you download YouTube clips in flv format, which both mplayer and VLC can easily chew up.

www.nuxified.org/blog/download_youtube_video_files_with_youtube_dl

21. YouTube Ripper is not actually an application; it’s a simple script that rips all videos that match a keyword, uploaded by a specific YouTube user. We don’t really have ideas on what to use this for, but maybe you do! PHP port is also available.

nlindblad.org/2007/04/08/youtube-ripper-collectors-edition/

Plugins

22. Vidtaker is a Firefox-only plugin that can download videos from most streaming websites: Google Video, YouTube, MySpace, as well as a number of nasty adult SomethingTube spinoffs (Pornotube, YouPorn etc). It automatically converts the video to a DivX avi.

www.vidtaker.com

23. Ook? Video Ook! Yes, that’s the full name of this Firefox plugin, which enables you to download videos from YouTube and several other video sharing web sites. It features one click downloading and integration with the popular DownThemAll Firefox plugin.

addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/2584

Contextualização: uso do conceito de mediação

O conceito de mediação foi empregado junto ao de meios de comunicação, de forma particular, pelo filósofo colombiano e teórico dos estudos culturais latino-americanos Jesús Martín-Barbero, no livro “Dos Meios às Mediações: comunicação, cultura e hegemonia”. Na época de publicação do livro (1987) a internet não tinha nem o tamanho, nem a popularidade e nem a disseminação que adquiriu nos últimos anos, principalmente de 1996 para hoje, 2007. Mas, já naquele instante, o uso do termo mediação referia-se às construções culturais e simbólicas, as resignificações, de um sujeito imerso em um contexto de globalização cultural, de multiculturalismo e de intertextualidade (características também da internet). Em nosso contexto particular, o uso pode passar por uma reapropriação para a utilização das novas tecnologias de comunicação digital interativa em rede, em especial a internet, e ao processo de ensino-aprendizagem.
Parte-se do pressuposto de que o sujeito, que faz uso dos meios de comunicação de massa ou dos meios de comunicação interativos, integra uma comunidade, um grupo, um universo particular, tomando decisões de acordo com o contexto em que está imerso, negociando simbolicamente com os meios de comunicação. No caso particular da América Latina - com sociedades de subdesenvolvimento acelerado e modernização compulsiva - a comunicação, assinala Martín-Barbero, assume “os bloqueios e as contradições” em que os sujeitos estão situados, em uma emergência de sujeitos sociais e identidades culturais novas. “Assim, o eixo do debate deve se deslocar dos meios às mediações, isto é, para as articulações entre práticas de comunicação e movimentos sociais, para as diferentes temporalidades e para a pluralidade de matrizes culturais”. (Martín-Barbero, 2001, p.270)

 

 

 

 

 

Educação e mediação simbólica

Mais do que a concepção “clássica” de educação, quase teológica, de um professor onipotente e onipresente, uma nova perspectiva é assumida a partir do uso do termo mediação no processo de ensino-aprendizagem. Com seu emprego e uso, a idéia passa a ser de que as tomadas de decisões do professor e o posicionamento e reflexão dos alunos acontecem muitas vezes em um espaço de conflitos e de crítica. O processo educativo, como integrante de uma ação simbólica, de uma matriz cultural inerente ao contemporâneo, assume desta forma uma perspectiva não apenas de transmissão de conhecimento, mas de mediação, de acordos entre as partes, de negociação, inclusive de construção dialética, no sentido hegeliano de síntese de opostos.
Esse uso do conceito de mediação atrelado à educação se aproxima da concepção sócio-construtivista interativa, em que a relação entre professor e aluno se dá num contexto de diálogo franco, aberto, multilateral, em que as capacidades e os talentos de todos os envolvidos no processo são levados em consideração no processo de ensino-aprendizagem. A internet, com sua universalidade, com sua atemporalidade e com suas novas perspectivas de espacialidade, vem como ferramenta que contribui para uma nova cultura na educação, uma nova forma de elaboração e disseminação do conhecimento, uma cibercultura que não está só paralela à cultura tal qual a conhecemos, em seu sentido geral, de formas de fazer, de habilidades, mas também em seu sentido amplo, como produção e disseminação de formas simbólicas, com suas simulações e virtualidades. (THOMPSON, 1995, p.193)

O surgimento da internet: dos “mísseis” às comunidades

As origens históricas da internet remetem-se à Guerra Fria (conflito político, bélico, científico e tecnológico entre os EUA e a ex-URSS), quando foi desenvolvida a Arpanet (Advanced Research Projects Agency – Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas), rede de computadores montada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em setembro de 1969 com o objetivo de integrar computadores diversas bases militares e estimular a pesquisa entre universidades. Ou seja, os usos tinham fins negativos (em relação ao conflito EUA-URSS), mas foi justificada também por seu uso positivo (científico).
O sociólogo espanhol Manuel Castells, um dos mais otimistas pensadores sobre as novas tecnologias de comunicação, faz o que ele chama de uma “fórmula improvável” nas origens da internet, que somam: big sciense, pesquisa militar e a cultura da liberdade. “A Arpanet teve suas origens no Departamento de Defesa dos EUA, mas suas aplicações militares foram secundárias para o projeto do IPTO (Information Processing Techniques Office – Escritório de Processamento de Informações Técnicas) era financiar a ciência da Computação nos Estados Unidos e deixar que os cientistas fizessem seu trabalho surgisse disso.” (CASTELLS, 2003, p. 20). E surgiu. A internet como a conhecemos hoje, com sua arquitetura de rede, baseasse em três princípios que a orientaram inicialmente, segundo Castells: “uma estrutura de rede descentralizada; poder computacional distribuídos através dos nós da rede; e redundância para diminuir os riscos de conexão.” (CASTELLS, 2003, p.20).
A internet acabou sendo utilizada a partir da década e 1970 como uma integrante da cultura da liberdade disseminada nos campi universitários norte-americanos, mantendo entre os estudantes redes comunitárias. Castells avalia que sem essa contribuição de manter redes comunitárias, talvez a história da internet fosse diferente, não abarcando o mundo inteiro. Nasce daí a cultura hacker (que é preciso diferenciar da cultura cracker). A cultura hacker engloba, segundo Castells, sob uma reflexão de Steve Levy, “um conjunto de valores e crenças que emergiu das redes de programadores de computador que interagiam on-line em torno de sua colaboração em projetos autonamamente definidos de programação criativa.” (CASTELLS, 2003, p. 38). Já o termo cracker passou a designar os programadores que quebram códigos, entram em sistemas ilegalmente e criam tráfego nos computadores, apesar de haver algumas discordâncias sobre o significado termo.

Os sentidos da virtualidade

Outro teórico das novas tecnologias, ao lado do espanhol Manuel Castells, é o tunisiano-francês Pierre Lévy. Um grande otimista, um grande entusiasta da internet. Ambos sempre viram, em seus estudos, positivamente os usos da rede mundial de computadores na sociedade, na política, no lazer e na educação. A obra de Lévy sobre os usos e interações sociais na rede mundial de computadores é significativa. Entre seus livros traduzidos para o português pela editora 34, que o publica no Brasil, estão “As tecnologias da inteligência”, “O que é virtual?” e o indispensável “Cibercultura”.
Neste último, em especial, há uma espécie de síntese das reflexões dos dois anteriores. Os diversos empregos do conceito de virtual, por exemplo, são descritos no “Cibercultura”:

Esses sentidos pretendem nos situar a respeito das diversas possibilidades de simulação até o controle em tempo real de nosso representante no modelo de situação simulada. Sugerem, desta forma, espacialidades e temporalidades a que o ciberespaço submete. Os conceitos dividem o Mundo Virtual em diferentes escalas. Entretanto, cada uma delas remete-se ao ser humano e suas possibilidades interativas com a máquina ou mesmo com o espaço físico, partindo-se do mais forte (filosófico) ao mais fraco (sentido tecnológico).

Internet e educação: uma perspectiva teórica

Foi o próprio Pierre Lévy, professor da Universidade de Paris VIII, um dos primeiros teóricos a perceber o impacto da internet sobre a construção do saber. Acabou se tornando referência sua reflexão sobre educação e cibercultura, ou seja, a formação do indivíduo a partir das novas construções sócio-culturais e políticas conseqüentes dos usos das novas tecnologias.
Ele constatou três grandes mudanças nas relações com o saber. A primeira (1ª) seria que na primeira vez da história as competências adquiridas por uma pessoa no início de sua formação profissional estariam obsoletas no final de sua carreira. A segunda (2ª) está na própria natureza do trabalho, pois trabalhar passa mais do que nunca a significar aprender, transmitir saber e produzir conhecimento. A terceira (3ª) e última é que o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: memória (banco de dados, hiperdocumentos, arquivos digitais de todos os tipos), imaginação (simulações), percepção (sensores digitais, telepresença, realidades virtuais), raciocínios (inteligência artificial, modelização de fenômenos complexos).
As novas formas de acesso à informação e os novos tipos de raciocínio e de conhecimento aumentam o que Lévy chama de inteligência coletiva, pois são objetivadas em documentos digitais ou programas disponíveis em rede e podem ser compartilhadas por inúmeros indivíduos.
Novos espaços do conhecimento também são criados, segundo o pesquisador. Para ele: “No lugar de uma representação em escalas lineares e paralelas, em pirâmides estruturadas em “níveis”, organizadas pela noção de pré-requisitos e convergindo para saberes ‘superiores’, a partir de agora devemos preferir a imagem de espaços de conhecimento emergentes, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares, se reorganizando de acordo com objetivos ou contextos, nos quais cada um ocupa uma posição singular e evolutiva”. (LÉVY, 2003, p. 158)
O autor avaliou a necessidade de duas reformas nos sistemas de educação e formação. Primeiramente, o surgimento de um novo estilo de pedagogia como umas das questões essenciais no EAD (Ensino Aberto e a Distância), assinala Pierre Lévy, pois favorece o professor como incentivador e animador de inteligências coletivas de grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos. A segunda refere-se ao reconhecimento de experiências adquiridas. “Se as pessoas aprendem com suas atividades sociais e profissionais e a escola e a universidade perdem progressivamente o monopólio da criação e transmissão de conhecimento, os sistemas públicos de educação podem ao menos tomar para si a nova missão de orientar os percursos individuais no saber e de contribuir para o reconhecimento de saberes pertencentes às pessoas, aí incluindo os saberes não acadêmicos” (LÉVY, 2003, p.158)
Finalmente, o autor faz uma previsão que parece estar se concretizando hoje nas relações entre internet e educação. Para ele, o ciberespaço, a interconexão de computadores no planeta, tende a se tornar a principal infra-estrutura de produção, transação e gerenciamento econômicos. “Será em breve o principal equipamento internacional da memória, pensamento e comunicação. Em resumo, em algumas dezenas de anos, o ciberespaço, suas comunidades virtuais, suas reservas de imagens, suas simulações interativas, sua irresistível proliferação de textos e de signos, será o mediador da inteligência coletiva da humanidade”. (LÉVY, 2003, p. 167). A existência deste novo suporte de informação e comunicação, termina Lévy, condiciona a emergência de novos gêneros de conhecimento inusitados, critérios de avaliação inéditos para orientar o saber, novos atores na produção e tratamento dos conhecimentos. Estas são algumas das questões que devem ser levadas em consideração na implementação de políticas de educação. Eis um retrato do admirável mundo novo da internet…

Bibliografia

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. Tradução: Roneide Venâncio Majer; atualização para 6ª Edição (2003): Jussara Simões – (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v.1). São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999.

LUCENA, Carlos e FUCKS, Hugo. Professores e aprendizes na WEB: a educação na era da internet. Rio de Janeiro: Ed. Clube do Futuro, 2000.

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos Meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Vozes, 1995.

E-links

http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
Verbete da enciclopédia virtual Wikipédia sobre a Internet, sua história, alguns serviços populares, ética e usos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Educação
Verbete da enciclopédia virtual Wikipédia sobre Educação, com links para diversas áreas com alguma relação com esse campo de ação, de pensamento e de transferência e mediação de cultura.

http://educacaonaweb.blogspot.com/

O lado escuro do trabalho em rede social: Unenlightenment

Assim muitos locais sociais do trabalho em rede começaram começados por alguém que diz, hey, eu penso que estes retrato/canção/faixa/o que quer que é grande e eu quero compartilhar d com meus amigos….e antes que você puder dizer MySpace que a pessoa tem milhares de “amigos” quem são também passionate em sua opinião que o retrato/canção/faixa/o que quer que na pergunta é grande.

Ter amigos é grande; realmente, é. Nós não estamos de encontro aos amigos no menos. Ter uma rede da sustentação que possa o suportar acima de encontro a um mar da dúvida é grande, demasiado. Se você pensar que o laço que um `amarelo da fita em volta da árvore Ole do carvalho é a mais melhor canção produziu sempre, um quarto virtual completamente dos amigos que tranquilizam o que você é direita impulsionará sua confiança como nada mais.

O problema é, uma rede social dos povos like-minded que concordam com você não faz a coisa que você é todo que concorda sobre verdadeiro. Tudo que significa é que há um grupo dos povos que estão em torno de concordar com você. “Você é absolutamente estrondo-aproximadamente nessa canção” tem echos ominous do “ampère-hora, o emperor, que o terno olha positivamente dashing em você.” E quando você começa pensar que é verdadeiro porque você está começando assim que pode cursos positivos da rede, você é furado dentro grupo-pensa, e há um risco real de careening descontroladamente fora das estradas de uma realidade objetiva mais amplamente compartilhada.

O que todas as redes necessit-e eu sociais incluímos a rede social que revolve em torno de ThinkFree nesta indicação-está uma maneira spice acima da conversação com o inesperado, o serendipitous. Tudo que faz exame realmente é um miúdo a dizer “mas mom, o emperor não está desgastando nenhuma roupa,” e realidade inunda a cena. Nós necessitamos nossas redes sociais não apenas suportar-nos e reaffirm, mas desafiar-nos e testar nossas opinião e opiniões.

Às vezes é mais instructive distante para procurar para fora as opiniões dos povos que discordam com o que nós estamos pensando. Nós podemos nunca vir ao redor ver coisas sua maneira, mas nós podemos aprender mais sobre nos, nossas posições, e as coisas sobre que nós sentem passionate. E aquela é uma coisa boa.

Nós pudemos mesmo concordar que é uma coisa grande.

Que você pensa?

Tag

http://blog.thinkfree.com/2007/07/10/the-dark-side-of-social-networking-unenlightenment/

a espera, faltam poucos dias para ter o iPhone no Brasil

20070110-homepage_iphone_unlock_f9_20070109_mini.jpgOs hackers podem ter sucesso em destravar o iPhone em três a sete dias, segundo o representante de um dos esforços para desbloquear o novo telefone da Apple.

“Achamos que vai ser fácil. Sabemos que muitos dos engenheiros do iPhone vieram de outras fabricantes de aparelhos, e entendemos suas técnicas de design muito bem”, disse “gj”, em uma entrevista via IRC (Internet Relay Chat). Ele pediu para que seu nome real fosse preservado.

“Fácil para nós significa em uma semana”, disse ele, estimando o prazo entre três e sete dias. O desbloqueio permitirá que o aparelho possa ser usado fora da rede da AT&T, operadora exclusiva do serviço para o iPhone nos Estados Unidos.

Steven Johnson
STEVEN JOHNSON já foi citado como um dos mais influentes pensadores do ciberespaço pelos periódicos Newsweek, New York Magazine e Websight. É editor-chefe e co-fundador da Feed, premiada revista cultural on-line. (atualizado em fev-08)

Steven Johnson nasceu há 1970 anos e vive em Nova Iorque desde 1991. Formado em Semiótica e Literatura Inglesa, tem-se destacado como um dos maiores estudiosos da tecnologia digital.

Fixou-se, recentemente, em Brooklyn, para onde, como diz no seu blogue (www.stevenberlinjohnson.com), se estão a mudar todos os escritores cokm crianças. Tem dois filhos e aguarda o seu terceiro menino.
É crítico cultural e professor na New York University, destacou-se como colunista dos jornais The New York Times e The Wall Street Journal e das revistas The New Yorker e Harper’s Magazine. Dono de uma escrita polémica, tem publicados quatro livros e, em Outubro, sairá no mercado americano The Ghost Map. Esteve, recentemente, em Lisboa, para lançar Tudo o que É Mau Faz Bem (Lua de Papel).

Tudo o Que É Mau Faz Bem
Cultura da Interface

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A Inteligência Coletiva: cartografando as redes sociais no ciberespaço
http://www.cibersociedad.net/congres2004/grups/fitxacom_publica2.php?grup=19&id=335&idioma=ca

INFORMAÇÃO, CIDADE E CONHECIMENTO: POR UMA ABORDAGEM DO ESPAÇO URBANO http://www.cinform.ufba.br/v_anais/artigos/silviojoseconceicao.html

Principais autores nas ciências sociais do Século XX

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