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Escolas matam a criatividade? Ken Robinson acha que sim

Junho 26, 2009 — monteverde

Escolas matam a criatividade? Ken Robinson acha que sim

Parte 1/2:

Parte 2/2:

www.sirkenrobinson.com

Ken Robinson is an internationally-renowned expert in the field of creativity and innovation in business and education, his visionary consultancy skills employed by governments, major corporations and cultural organizations worldwide.

Born in Liverpool in 1950, he gained a Ph.D. in 1981 from the University of London for research into drama and theatre in education. He was the principal author of “The Arts in Schools: Principles, Practice and Provision”, a standard text in the UK and around the world.

TEDTalks

tedtalks_13112008

As TedTalks são é a maior, melhor e mais inteligente conferência já realizadas no mundo. A cada ano, os grandes pensadores e realizadores se reúnem para compartilhar seu conhecimento e torná-lo livre para o mundo.

A sigla TED quer dizer Tecnology, Entertainment and Design, mas as “conversas”, por assim dizer, vão muito além e abrangem muitos outros temas interessantes e inspiradores como: desenvolvimento sustentável, educação, medicina, astronomia, arte e cultura.

*** Mais TEDTalks em Português:

http://www.youtube.com/TedTalksPortugues

O Tedtalks portugues parou de ser atualizado mas ainda existe lá, vale visitar.

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smARThistory – museu da historia da arte interativo

Junho 24, 2009 — monteverde

SmARThistory – museu da historia da arte interativo

referências: Miriam Salles, meiroca.com,

telaarthistory

Pra quem sabe inglês, ama arte e sua historia smARThistory é a propria Historia da arte interativa online em forma de linha do tempo.

É possivel navegar entre os varios periodos historicos na linha do tempo, da antiquidade ate’ a era contemporanea. Já contém imagens de mais de 200 obras de arte. Pode-se navegar por estilo, e artista.

SmARThistory foi concebido por Beth Harris e Steven Zucker para ser um recurso dinâmico para o estudo da História da Arte: uma alternativa aos livros de Arte  que os autores consideravam muito caros e poucos atrativos e aos recursos na web geralmente pouco interativos, que não exploram as redes sociais ou são protegidos por senhas. Leia o resto deste post »

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Mídia digitais na vida das crianças

Janeiro 19, 2009 — monteverde

Media digitais na vida das crianças

“Kids’ Informal Learning with Digital Media: An Ethnographic Investigation of Innovative Knowledge Cultures” é o título de um projecto de investigação de três anos, realizado nos Estados Unidos da América, cujos resultados acabam de ser publicados. Acessível no site do projecto, sediado nas Universidades da California e Sul da Califónia, explora os modos como as crianças udam os media digitais na sua vida quotidiana.
Acessíveis na Internet encontram-se:

Sumário
Sumário desenvolvido
Relatório integral
Press release e vídeo de apresentação

Via Apophenia (http://www.zephoria.org/thoughts/archives/2008/11/20/living_and_lear.html ), onde tomei conhecimento desta informação, pode aceder-se a outros textos de divulgação desta pesquisa:

Teenagers’ Internet Socializing Not a Bad Thing (NY Times)
Time online teaches kids important skills, study finds (Mercury News)
… and many more

fonte - http://comedu.blogspot.com/

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Artigo sobre a relação entre comunicação (relações públicas) e tecnologias

Outubro 30, 2008 — monteverde

COMUNICAÇÃO E ESTE NOVO MILÊNIO (tópicos para uma discussão ou um manifesto passado)

Artigo sobre a relação entre assessorias /comunicação e tecnologias

Cláudio Manoel Duarte*

1.A atividade de assessoria de ganhou força ainda no período da ditadura militar brasileira, principalmente nos anos 70. A comunicação era mais controlada politicamente e as notícias tinham versões unilaterais. Tratada como mercadoria ideológica, a informação passou a ser editada para satisfazer interesses de setores dominantes do poder político e econômico. Para controlar os conteúdos dessas informações, as instituições oficiais, principalmente, utilizavam dos serviços dos profissionais jornalistas, que divulgavam apenas a versão que interessava, através dos press-releases.

2.Como o passar dos anos, no entanto, a assessoria de foi se tornando uma necessidade empresarial. Empresas privadas e entidades, incluindo instituições oficiais, sentem a necessidade de interferir de uma forma mais organizada junto aos meios de comunicação para melhor difundir seu nome, sua versão dos fatos e divulgar seus eventos. Esse, já no início dos anos 80, era um mercado em crescimento no campo da comunicação. Ao tempo em que as empresas ainda não entendiam a importância do relações públicas e novas empresas de jornalismo surgiam lentamente (assim como hoje ainda) a atividade do assessor encontrava espaços no mercado de trabalho.

3.Apenas em 1986, a Federação Nacional de Jornalistas Profissionais lança conceitos básicos, através de um manual, sobre o que seria a atividade de Assessoria , fruto já de uma discussão no congresso de jornalistas realizado em 1984. A Fenaj, no referido Manual, definia a assessoria como o serviço “de administração das informações jornalísticas e do seu fluxo das fontes para veículos de comunicação e vice-versa”.

4.Mas esse conceito já não condiz com a realidade do mercado de trabalho e suas novas necessidades. A realidade exige não mais uma assessoria de imprensa ; mas uma assessoria de comunicação, o que deixa claro o caráter da comunicação integrada. Exige uma assessoria que não se volte apenas para as mídias jornalísticas, mas entre no campo da publicidade e propaganda, das relações públicas e até em outras mídias eletrônicas, como redes de conectividade, cd-roms, totens interativos etc.

5.Nesse sentido podemos pensar a assessoria de comunicação com um conceito mais amplo, como o serviço de administração, produção e difusão de informações e do seu fluxo com as fontes e públicos através dos vários suportes comunicação. Inclui-se aqui “públicos” pois se entende que a assessoria de comunicação chegou a um nível de independência das mídias tradicionais de jornalismo, lhe dando autonomia de gerar seus próprios suportes, como out-doors, sites na internet, jornais, house-organs, revistas, panfletos, folders, cartazes etc, sem passar pelo crivo dos editores nas redação e fazendo um contato direto com seu público.

6. Por trás desse conceito menos dependente do mercado jornalístico está o novo profissional. Aquele que acompanha os avanços das tecnologias contemporâneas e sua repercussão no perfil do comunicador, e seu impacto no mercado do trabalho.
Se formos buscar um perfil, digamos, histórico, do comunicador, ele é definido pela tecnologia da época. Desde a imprensa de Gutenberg até o surgimento da área multimídia da internet, a Web, o novo comunicador, aquele atento às mudanças nos processos comunicacionais, sempre esteve caminhando paralelo a esses avanços. Em tempo de internet, em tempo de fotografias digitais, o trem da máquina de escrever manual com fitas que sujam os dedos e borra o papel é muito lento. A máquina de escrever não se conecta com o digital e propõe uma produção lenta, desacelerada.
Hoje, em plena Era da Informação, as tecnologias contemporâneas e principalmente a informática têm sido os principais suportes para nosso cotidiano. Somos ciborgues a toda hora. A relação homem-máquina está presente desde quando usamos um cartão magnético num caixa eletrônico para fazer compras de alimentos.

7. Ora, não seria a comunicação, que sempre dependeu de instrumentais tecnológicos, que estaria fazendo um caminho em direção inversa a esses avanços, nem igualmente os profissionais. Pelo contrário, são as formas de expressão e seus produtores um dos mais agraciados com as novidades. Somos, agora, também um resultado dessas novidades.

8. No caso particular das assessorias de comunicação, o profissional, seja ele relações públicas, jornalista ou publicitário, tem que estar atento e se desafiar, cotidianamente, diante dos avanços das tecnologias de ponta que estão diretamente relacionadas com sua área de trabalho. Esses desafios incluem desde a busca de uma linguagem textual inovadora (imagem, escrita e som) que esteja conectada com a cultura contemporânea até o domínio técnico dos suportes, como os softs, equipamentos etc. Está findando o tempo do profissional da comunicação precisa de um técnico especialista para fazer, para colocar em prática suas idéias. O novo mercado exige uma qualificação multimídia do comunicador, aquele que pensa e produz, ele mesmo.

9. Essa característica – pensar/fazer – é uma influência direta da entrada da micro informática em nossas vidas. A informática centraliza os processos de produção para o profissional competente – aquele que gera resultados positivos. A micro informática tem dado poderes a quem não os tinha antes e tem associado o pensamento à ação. Hoje, com a micro informática, por exemplo, um editor de jornal impresso imagina a estrutura de sua página, executa e manda para a impressora, quando antes ele dependia do layoutista, do diagramador, do pastapista e do arte-finalista para colocar em prática seu conceito de edição.

10. O próprio press-kit (material de apoio para divulgar eventos, que inclui crachás, press-releases, fotos, gráficos, logomarcas, fichas técnicas e toda uma infinidade de elementos) é uma manifestação da multiplicidade do profissional de comunicação. Pois é esse processo centralizador da micro informática aliado às diversas formas de comunicação que também estarão presente nas assessorias de comunicação – hoje concretamente um dos mercado que mais cresce, se compararmos com as mídias tradicionais. Mas é preciso que o profissional da assessoria dê respostas concretas e de qualidade às exigências do mercado da Era da Informação.

11. Destacamos aqui os avanços das assessorias de comunicação ligadas à produção cultural, à atividade artística, que, além de press-kits, tem procurado incluir a internet como uma de suas principais formas de divulgação.

12. A internet é capaz de disponibilizar textos, som e imagem fixa e em movimento, além de um contato direto, através de e-mail, com o promotor do evento – tudo isso a baixíssimo custo, e com divulgação planetária, e não apenas local.
A maior rede de computadores do planeta já é a segunda maior fonte de informação jornalística nos Estados Unidos. No Brasil, um dos principais mercados de micro informática do mundo, são inúmeros os provedores de internet e novas pessoas conectadas que surgem.

13. Estamos, portanto, nos encontrando com um conceito que vai se tornar cada vez mais claro, mais concreto: a virtualização da comunicação. Não só pela presença de jornais, rádios e tv em versão on line, mas pelo crescimento do ciberespaço enquanto área de difusão da informação, enquanto espaço de uma nova socialidade, enquanto espaço que aglutina públicos e comunidades, e portanto, seus interesses e idéias.

14. Ademais, a internet recupera verdadeiramente uma das questões mais reivindicadas pela comunicação: o feedback, a interatividade. A telemática, como afirma Marcos Palácios, está, pela primeira vez, “fazendo a junção entre comunicação massiva e interatividade. Há até pouco tempo atrás, a dissociação entre massivo e interativo era clara, no âmbito da comunicação. Uma coisa ou outra. O telefone é interativo, mas não massivo, na medida em que é apenas uma extensão tecnológica de um diálogo entre dois interlocutores; a televisão, o rádio, as mídias impressas, etc, são massivas, porém não interativas. A comunicação telemática é interativa e massiva”.

15. Além disso, o mercado on line – para citar uma área nitidamente comercial – têm crescido e junto com ele a necessidade de instrumentais de comunicação. O profissional da informação não poderá ficar ausente desta mídia em expansão.
O ciberespaço – a máxima das conexões das tecnologias digitais – conecta e disponibiliza as inúmeras possibilidades da criação da informação, memória e comunicação. Uma área universal para a formação de um enorme banco de dados e para a difusão de idéias.

16. Citando Pierre Lévy, a perspectiva de digitalização geral das informações “provavelmente tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade (…)”. E o profissional de comunicação está mais uma vez diante de um desafio, e mais uma vez, revendo seu perfil a partir das tecnologias contemporâneas diretamente relacionadas à produção da informação.

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Poder e comunicação segundo Luhman:

Junho 24, 2008 — monteverde

Poder e comunicação segundo Luhman:

Luhman relaciona o poder com a comunicação quando compara a verdade e dinheiro com poderes que manipulam a sociedade.

O poder deve diferenciar-se da coerção para ter algo concreto e especifico. A coerção significa a renúncia das vantagens da generalização simbólica e a guiar a seletividade do companheiro. A pessoa que exerce coerção deve assumir a carga da seleção e da decisão no mesmo grau em que se exerce a coerção; esta tem que se exercer onde tiver uma carência de poder. A redução da complexidade não se distribui, senão que se transfere à pessoa que usa a coerção. Se isto é ou não, dependeria do complexo e mutabilidade que são as situações em que se ten que tomar as decisões sobre a ação. O poder aumenta com a liberdade em ambas as partes e, por exemplo, em qualquer sociedade determinada, aumenta em proporção com as alternativas que produzem. (LUHMAN, 1995:13-5).

Luhman observa ainda que uma teoria de diferenciação social em estratos e em subsistemas funcionais (seleção organizada = evolução e troca). Teoria de evolução social e cultural que conduz a uma diferenciação crescente. Todo sistema social é conflitante. O grau de conflito varia de acordo com o grau de diferenciação do sistema e de acordo com a evolução social. São as sociedades mais avançadas que necessitam de uma diferenciação funcional entre o código de linguagem em geral e os meios de comunicação simbolicamente generalizados tais como o poder ou a verdade, que condicionam e regulam a motivação para aceitar seleções oferecidas. Por meio desta diferenciação, as potencialidades para o conflito e o acordo podem dar-se conjuntamente na sociedade. Os mecanismos evolutivos da variação e a possibilidade de realizar seleções transferível, socialmente efetivas e utilizáveis, se apresentam pro separado e isto acelera a evolução sociocultural, já que podem ter eleições novas desde mas possibilidades dentro de pontos de vista mais específicos: linguagem e escrita (p. 9-10).

A linguagem como poder de comunicação. O uso de coerção (renúncia das vantagens da generalização simbólica e um guiar de seletividade do companheiro) só se centraliza em sistemas mais simples. Os sistemas mais completos decidem entre si sobre o uso da força.

A função dos meios de comunicação e transmitir a complexidade reduzida. No caso do poder, essas realizações se transferem… Toda forma de teorização rigorosa aparece, assim, como condenada desde o princípio ao fracasso, ou então se revela no fim das contas como simples instrumento de controle e repressão da fluidez e ‘liberdade’ caracteristicamente pós-modernas.

O poder é comunicação guiada pelo código (op cit 22) É inolvidável que a instituição do poder legítimo imponible e´ um fenômeno de maior importância social em comparação com a brutalidade e com o egoísmo. A vida cotidiana está determinada pelo poder normalizado – pelo exercício brutal e egoísta do poder.(op. cit 25)

(N. Luhmann, A Improbabilidade da Comunicação, Lisboa, Vega, 2001)

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As possibilidades das redes de aprendizagem

Março 6, 2008 — monteverde

As possibilidades das redes de aprendizagem*



Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas a grande maioria das escolas e professores ainda está tateando sobre como utilizá-las adequadamente. A apropriação das tecnologias pelas escolas passa por três etapas, até o momento. Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já se vinha fazendo, como o desempenho, a gestão, para automatizar processos e diminuir custos. Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos, há atividades no laboratório de informática, mas mantém intocados estrutura de aulas, disciplinas e horários. Na terceira, que começa atualmente, com o amadurecimento da sua implantação e o avanço da integração das tecnologias, as universidades e escolas repensam o seu projeto pedagógico, o seu plano estratégico e introduzem mudanças significativas como a flexibilização parcial do currículo, com atividades a distância combinadas as presenciais.

Os professores, em geral, ainda estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo, para tornar as aulas mais interessantes. Mas ainda falta o domínio técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os processos de ensino e aprendizagem.

As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off-line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola), que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.

As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância (EAD). Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muita auto-disciplina. Agora, com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.

A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

 

Blogs e Flogs

Quando focamos mais a aprendizagem dos alunos do que o ensino, a publicação da produção deles se torna fundamental. Recursos como o portfólio, onde os alunos organizam o que produzem e o disponibilizam para consultas, são cada vez mais utilizados. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação com possibilidade de fácil atualização e participação de terceiros.

Os blogs, flogs (fotologs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos que pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo (em diversos graus). Atualmente há um uso crescente dos blogs por professores dos vários níveis de ensino, incluindo o universitário. Os blogs permitem a atualização constante da informação pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e pesquisas individuais e em grupo, a divulgação de trabalhos. Com a crescente utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e integrarem-se com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógica. As grandes plataformas de educação a distância ainda não descobriram e incorporaram o potencial dos blogs e flogs.

A possibilidade dos alunos se expressarem, tornarem suas idéias e pesquisas visíveis, confere uma dimensão mais significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicos. A Internet possui hoje inúmeros recursos que combinam publicação e interação, através de listas, fóruns, chats, blogs. Existem portais de publicação mediados, onde há algum tipo de controle e existem outros abertos, baseados na colaboração de voluntários. O site www.wikipedia.org/ traz um dos esforços mais notáveis no mundo inteiro de divulgação do conhecimento. Milhares de pessoas contribuem para a elaboração de enciclopédias sobre todos os temas, em várias línguas. Qualquer pessoa pode publicar e editar o que outras pessoas colocaram. Só em português foram divulgados mais de 30 mil artigos na wikipedia. Com todos os problemas envolvidos, a idéia de que o conhecimento pode ser co-produzido e divulgado é revolucionária e nunca antes tinha sido tentada da mesma forma e em grande escala.

 

A escola em conexão com o mundo

A escola com as redes eletrônicas se abre para o mundo, o aluno e o professor se expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros, positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A divulgação hoje faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças necessárias, agilize as trocas entre alunos, professores, instituições. A escola sai do seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode aprender contínua e flexivelmente. Destaco, por exemplo, a importância do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de Chicago, que disponibiliza todo o conteúdo dos seus cursos em várias línguas, facilitando o acesso de centenas de milhares de alunos e professores a materiais avançados e sistematizados, disponíveis on-line http://www.universiabrasil.net/mit/. Alunos, professores, a escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos estão publicados na Internet. O estar no virtual não é garantia de qualidade (esse é um problema que dificulta a escolha), mas amplia imensamente as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio, de atualização. Tanta informação dá trabalho e nos deixa ansiosos e confusos. Mas é muito melhor do que acontecia antes da Internet, quando só uns poucos privilegiados podiam viajar para o exterior e pesquisar nas grandes bibliotecas especializadas das melhores universidades. Hoje podemos fazer praticamente o mesmo sem sair de casa.

Os professores podem ajudar o aluno incentivando-o a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas concretas para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

Uma das formas mais interessantes de desenvolver pesquisa em grupo na Internet é o webquest. Trata-se de uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Internet. Resolver uma webquest é um processo de aprendizagem atraente, porque envolve pesquisa, leitura, interação, colaboração e criação de um novo produto a partir do material e idéias obtidas. A webquest propicia a socialização da informação: por estar disponível na Internet, pode ser utilizada, compartilhada e até reelaborada por alunos e professores de diferentes partes do mundo. O problema da pesquisa não está na Internet, mas na maior importância que a escola dá ao conteúdo programático do que à pesquisa como eixo fundamental da aprendizagem.

O processo de mudança será mais lento do que muitos imaginam. Iremos mudando aos poucos, tanto no presencial como na educação a distância. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão prontos para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.

 Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.

*José Manuel Moran - Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância – jmmoran@usp.br

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Certificação Digital, 2200-2/01, chaves públicas, e-cpf, e-cnpj

Agosto 27, 2007 — monteverde

O governo brasileiro, pela Medida Provisória 2200-2/01, instituiu a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP Brasil, com poderes para formar a Cadeia de Certificação Digital, destinada a garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.

    Esta medida atende a uma tendência internacional da validação jurídica de documentos eletrônicos, norteada pela UNCITRAL, da ONU, até então já estabelecida em diversos países do mundo, com destaque para EEUU, Inglaterra, Itália, Alemanha, Mercosul, América Central e Oriente.

    A Certificação Digital é uma tecnologia que garante o sigilo de documentos e a privacidade nas comunicações das empresas, pessoas e governos, além de impedir a adulteração destes nos meios eletrônicos, dentre eles a Internet, garantindo o curso legal dos mesmos. O desenvolvimento dessa tecnologia vem transpor as relações de confiança que já existem no mundo físico para o ambiente digital.

    Fruto de várias negociações internacionais, a autenticidade de documentos digitais tende a diminuir o volume de arquivos em papel. Superando a dúvida quanto a sua aceitação em Juízo, cada vez menos as empresas, órgãos públicos, instituições de ensino e até mesmo cartórios, temem em substituir papel por bytes.

    Em sintonia com esta realidade o Governo Federal ao instituir o PROUNI pela MP Nº 213, de 10 de setembro de 2004, criou uma situação onde o Ministério da Educação aderiu a Certificação Digital ao editar a Portaria Nº 3.268, de 18 de outubro de 2004, onde toda a documentação das IES, assim como o próprio contrato firmado com o Governo Federal foi assinado eletronicamente, utilizando a Certificação digital, como exposto abaixo:

    PORTARIA Nº 3.268, de 18 de outubro de 2004. Ministro da Educação.

    Art. 9º As instituições de ensino superior cujas Propostas de Adesão tenham sido deferidas pelo MEC estarão aptas a emitir o Termo de Adesão ao PROUNI, de acordo com o modelo constante no Anexo II a esta Portaria.

    Art. 10. As instituições de ensino superior referidas no art. 9º poderão emitir o Termo de Adesão no período de 8 de novembro até às 18 horas do dia 19 de novembro de 2004, horário de Brasília, conforme orientações constantes no endereço do PROUNI na Internet.

    § 1º A emissão do Termo de Adesão de que trata o caput será efetuada exclusivamente no endereço do PROUNI na Internet, com a assinatura digital do responsável legal da mantenedora da instituição de ensino superior cuja Proposta de Adesão tenha sido deferida.

    § 2º Para fins do disposto no parágrafo anterior, o responsável legal da mantenedora da instituição de ensino superior deverá utilizar certificado digital tipo A3 da respectiva mantenedora, emitido no âmbito da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.

    Agora com o E-MEC, todas as Instituições de Ensino Superior terão que utilizar essa ferramenta para fazer o trâmite e acompanhamento de processos como credenciamento e recredenciamento, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos.

    A integração da Portaria SENESu/MEC Nº 255, de 20 de dezembro de 1990, que trata do arquivamento de documentos acadêmicos, com a MP 2200-2/01, conduz à base jurídica da validação de documentos acadêmicos digitalizados e assinados eletronicamente, desde que obedecidos padrões técnicos e procedimentos específicos.

    Hoje, no mundo, 90% (noventa por cento) dos documentos produzidos têm origem eletrônica e os autenticados (assinados eletronicamente utilizando a Certificação Digital) passam a ter total validade jurídica, sem nunca antes ter existido em papel.

    E é aí que entra em cena a aplicabilidade da Certificação Digital, capaz de garantir a um documento eletrônico o mesmo valor jurídico de um documento em papel. Com esta nova ferramenta, é possível não só transformar todos os arquivos em suporte papel para suporte eletrônico , dispensando os documentos impressos enquanto prova de valor jurídico-fiscal, como também agregar valor ao documento originalmente eletrônico, eliminando a necessidade de impressão.

    Aplicada de forma eficiente, através de estudos de processos e fluxos de informações, além de propiciar a segurança necessária para a condução das operações, demonstra perante terceiros razoável nível de organização, conferindo, ainda, diversos outros benefícios, tais como redução da mão de obra envolvida em determinados processos; redução de custos e riscos com armazenamento; deslocamentos de pessoal, papéis, suprimentos de informática; entre outros.

            Diante do cenário apresentado e da importância da certificação digital destacados acima, apresentamos a seguir o detalhamento de nossa proposta para esse curso.

1.     A era da informação;

·         Informações Básicas;

·         Valorização das Empresas que lidam com a informação;

·         A importância do acesso à Informação;

2.      A Digitalização de Documentos Acadêmicos;

3.     O que é a Certificação Digital;

4.     Para que serve um Certificado Digital;

5.     Os tipos de Certificados Digitais;

·         Certificado Tipo A1;

·         Certificado Tipo A3;

·         Certificado Tipo A2;

·         e-CPF;

·         e-CNPJ;

6.     A segurança da Certificação Digital;

·         Dados Técnicos que Garantem a Segurança;

·         Reconhecendo um Documento Certificado Digitalmente;

·          Reconhecendo um e-mail Certificado Digitalmente;

·         Assinando um Documento com um Certificado Digital;

7.     A credibilidade dos Certificados Digitais;

·         Casos de sucesso;

·         A Certificação Digital no Mundo;

8.     Utilizando a Certificação Digital nas Instituições de Ensino Superior

·         Transformando o nosso arquivo acadêmico em um arquivo digital;

·         Transformando a nossa Secretaria Acadêmica em uma Secretaria Digital;

·         Como transformar, gerar e manter diários de classe no meio digital;

·         Transferir e receber alunos pelo meio digital (por e-mail);

·         Montando uma pasta de aluno ou professor no meio digital;

9.      Onde retirar o seu Certificado Digital e-CPF ou e-CNPJ;

·         Autoridades Certificadoras;

·         Raiz Brasileira;

10.  A regulamentação / MP 2.200-2;

·         MP 2.200-2;

Porque o MEC utiliza o Certificado Digital para programas como PROUNI e E-MEC;

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Fernanda Lima – nua e pelada … musa linda e real atriz e modelo

Julho 13, 2007 — monteverde

 

Fernanda Lima nua e pelada

Fernanda Lima originalmente era modelo. Viveu uma parte de sua vida na Itália. Lá ela fez algumas fotos nuas para revista Boss. Veja Fernanda Lima peladona aqui! oferecimento Jegue-BR.

 


 

 

Fernanda Lima – nua e pelada …  musa linda e real atriz e modelo

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youtube no seu micro (parte2) windows, linux mac

Julho 13, 2007 — monteverde

Download YouTube Videos

Agora ficou mais fácil ter os vídeos do youtube no seu micro.

Felizmente, agora temos diversas ferramentas online e offline para fazer o download e para converter no formato mais fácil para seu manuseio. 

Aqui segue 23 ferramentas ”YouTube downloaders” separadas tbm por plataforma – windows ou linux e MAC tbm! …

Web based

1. YouTubeX doesn’t have a lot of options, but it’s simple, and it works. It also enables you to share the YouTube video with your friends via e-mail. Unfortunately, all the files are called get_video, and you have to add the .flv extension manually.

www.youtubex.com

2. KeepVid is another simple site. No hassle, works not only for YouTube movies but for a number of other sites, including Google Video, MySpace Video, DailyMotion and others. Again, you have to add the .flv extension by hand.

keepvid.com

3. VideoDownloader is very similar to KeepVid, but supports even more video sharing sites, and it’s also available as a Firefox extension. Just like with KeepVid, all downloads are in .flv format. We recommend MediaCoder for free conversion.

javimoya.com/blog/youtube_en.php

4. YouTube Downloads takes the cake in the longest domain name contest. It also separates itself by using a proxy for downloading videos, which means that you might be able to get videos even if YouTube access is blocked at your workplace or in the country you live. Just search Google for YouTube videos, and copy/paste the URL into YouTube Downloads.

www.downloadandsaveyoutubevideos.info

5. Zamzar is an online file format conversion site which can do a lot more than just converting YouTube videos to another format and downloading them to your hard drive, but it’s doing a great job so we had to include it here. Thoroughly tested by us and highly recommended. See the video of it in action here.

www.zamzar.com

Zamzar

6. YouTubia separates itself from the crowd by enabling you to search as well as download YouTube files. Options are scarce, but it works.

www.youtubia.com

7. VidGrab is another simple site that works with YouTube, Google Video, MySpace and Break.com. Besides the download function, the site also sports a top list of most viewed videos.

www.vidgrab.com

8. Vixy offers both downloading videos and converting them into DivX avi, mov, mp4, 3gp, or mp3 (for audio only) formats. The conversion works well enough, but sometimes results in slightly choppy playback.

vixy.net

9. Hey! Watch is an ambitious video encoding service with a large number of options, especially when it comes to converting videos to portable media player formats (it even supports my trusty iRiver H340.) Most online video converters often produce crappy results, with video and audio being out of sync, and this problem is also present on Hey! Watch, but it happens rarely.

heywatch.com

10. Media Converter can be a little slow, but the results of the video conversion are quite good. We’ve converted some YouTube videos to avi (mpeg4 + mp3) format and it worked well. The tool is not limited to video conversion; it also supports several audio and document formats.

www.mediaconverter.org

Media Converter

11. KcoolOnline is a web-based converter which supports 98 video sharing web sites, including YouTube. It has literally zero options, so it’s recommended for those who like to keep it simple.

www.kcoolonline.com

Windows Applications

12. VDownloader is a desktop application that catches YouTube, Google Video, and Grinvi video links from your clipboard. Start it up, copy the video URL and click download. It automatically converts the videos to mpeg or avi formats.

www.softpedia.com/progDownload/VDownloader-Download-51327.html

13. YouTube Grabber downloads files from Youtube in .flv format. Copy and paste the URL of a video from YouTube into the program, press «grab», and the file will be downloaded into the same directory as the program.

www.download.com/Youtube-Grabber/3000-2071_4-10574801.html

14. Orbit Downloader is a desktop application which can download videos from a wide variety of sites. The download process is very simple, just hover your mouse over the video and you’ll get a button that says «Get It». The developers of the program claim that it’s very fast (up to 500% faster, they say) due to its P2P download technology.

www.orbitdownloader.com

15. My Video Downloader. With all these free tools, it’s actually funny to see a commercial one. It’s called My Video Downloader, and while it does look solid and offers a lot of conversion options (a free trial which enables you to download 10 videos is available), we’re not sure it offers enough to warrant a price tag.

myvideodownloader.com

16. KeepV is a desktop downloader as well as a converter, which can convert the downloaded videos from flv to avi, mov, mp4, or 3gp formats.

keepv.com

17. VideoGet boasts being able to download video clips from more than 100 video sharing websites. We haven’t tested all of them, so we’re just going to take their word for it. It’s a deskop application with a nice, simple interface, and a solid number of options.

nuclear-coffee.com/php/products.php

VideoGet

18. TubeSucker is a desktop YouTube video downloader with some interesting options, including batch downloading large amounts of videos from a certain user. See the video tour on the site.

www.newrad.com/software/tubesucker/

OS X

19. Get Tube is an OS X application which lets you download video or audio files from YouTube, DailyMotion and Kewego.

web.mac.com/simonvrel/iWeb/software/v.1.0.html

Linux

20. Youtube-dl. Here’s some love for Linux users. Youtube-dl is a program that lets you download YouTube clips in flv format, which both mplayer and VLC can easily chew up.

www.nuxified.org/blog/download_youtube_video_files_with_youtube_dl

21. YouTube Ripper is not actually an application; it’s a simple script that rips all videos that match a keyword, uploaded by a specific YouTube user. We don’t really have ideas on what to use this for, but maybe you do! PHP port is also available.

nlindblad.org/2007/04/08/youtube-ripper-collectors-edition/

Plugins

22. Vidtaker is a Firefox-only plugin that can download videos from most streaming websites: Google Video, YouTube, MySpace, as well as a number of nasty adult SomethingTube spinoffs (Pornotube, YouPorn etc). It automatically converts the video to a DivX avi.

www.vidtaker.com

23. Ook? Video Ook! Yes, that’s the full name of this Firefox plugin, which enables you to download videos from YouTube and several other video sharing web sites. It features one click downloading and integration with the popular DownThemAll Firefox plugin.

addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/2584

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Pesquisa – Contextualização: uso do conceito de mediação / Educação e mediação simbólica / O surgimento da internet: dos “mísseis” às comunidades / Os sentidos da virtualidade / Internet e educação: uma perspectiva teórica /

Julho 11, 2007 — monteverde

Contextualização: uso do conceito de mediação

O conceito de mediação foi empregado junto ao de meios de comunicação, de forma particular, pelo filósofo colombiano e teórico dos estudos culturais latino-americanos Jesús Martín-Barbero, no livro “Dos Meios às Mediações: comunicação, cultura e hegemonia”. Na época de publicação do livro (1987) a internet não tinha nem o tamanho, nem a popularidade e nem a disseminação que adquiriu nos últimos anos, principalmente de 1996 para hoje, 2007. Mas, já naquele instante, o uso do termo mediação referia-se às construções culturais e simbólicas, as resignificações, de um sujeito imerso em um contexto de globalização cultural, de multiculturalismo e de intertextualidade (características também da internet). Em nosso contexto particular, o uso pode passar por uma reapropriação para a utilização das novas tecnologias de comunicação digital interativa em rede, em especial a internet, e ao processo de ensino-aprendizagem.
Parte-se do pressuposto de que o sujeito, que faz uso dos meios de comunicação de massa ou dos meios de comunicação interativos, integra uma comunidade, um grupo, um universo particular, tomando decisões de acordo com o contexto em que está imerso, negociando simbolicamente com os meios de comunicação. No caso particular da América Latina – com sociedades de subdesenvolvimento acelerado e modernização compulsiva – a comunicação, assinala Martín-Barbero, assume “os bloqueios e as contradições” em que os sujeitos estão situados, em uma emergência de sujeitos sociais e identidades culturais novas. “Assim, o eixo do debate deve se deslocar dos meios às mediações, isto é, para as articulações entre práticas de comunicação e movimentos sociais, para as diferentes temporalidades e para a pluralidade de matrizes culturais”. (Martín-Barbero, 2001, p.270)

 

 

 

 

 

Educação e mediação simbólica

Mais do que a concepção “clássica” de educação, quase teológica, de um professor onipotente e onipresente, uma nova perspectiva é assumida a partir do uso do termo mediação no processo de ensino-aprendizagem. Com seu emprego e uso, a idéia passa a ser de que as tomadas de decisões do professor e o posicionamento e reflexão dos alunos acontecem muitas vezes em um espaço de conflitos e de crítica. O processo educativo, como integrante de uma ação simbólica, de uma matriz cultural inerente ao contemporâneo, assume desta forma uma perspectiva não apenas de transmissão de conhecimento, mas de mediação, de acordos entre as partes, de negociação, inclusive de construção dialética, no sentido hegeliano de síntese de opostos.
Esse uso do conceito de mediação atrelado à educação se aproxima da concepção sócio-construtivista interativa, em que a relação entre professor e aluno se dá num contexto de diálogo franco, aberto, multilateral, em que as capacidades e os talentos de todos os envolvidos no processo são levados em consideração no processo de ensino-aprendizagem. A internet, com sua universalidade, com sua atemporalidade e com suas novas perspectivas de espacialidade, vem como ferramenta que contribui para uma nova cultura na educação, uma nova forma de elaboração e disseminação do conhecimento, uma cibercultura que não está só paralela à cultura tal qual a conhecemos, em seu sentido geral, de formas de fazer, de habilidades, mas também em seu sentido amplo, como produção e disseminação de formas simbólicas, com suas simulações e virtualidades. (THOMPSON, 1995, p.193)

O surgimento da internet: dos “mísseis” às comunidades

As origens históricas da internet remetem-se à Guerra Fria (conflito político, bélico, científico e tecnológico entre os EUA e a ex-URSS), quando foi desenvolvida a Arpanet (Advanced Research Projects Agency – Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas), rede de computadores montada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em setembro de 1969 com o objetivo de integrar computadores diversas bases militares e estimular a pesquisa entre universidades. Ou seja, os usos tinham fins negativos (em relação ao conflito EUA-URSS), mas foi justificada também por seu uso positivo (científico).
O sociólogo espanhol Manuel Castells, um dos mais otimistas pensadores sobre as novas tecnologias de comunicação, faz o que ele chama de uma “fórmula improvável” nas origens da internet, que somam: big sciense, pesquisa militar e a cultura da liberdade. “A Arpanet teve suas origens no Departamento de Defesa dos EUA, mas suas aplicações militares foram secundárias para o projeto do IPTO (Information Processing Techniques Office – Escritório de Processamento de Informações Técnicas) era financiar a ciência da Computação nos Estados Unidos e deixar que os cientistas fizessem seu trabalho surgisse disso.” (CASTELLS, 2003, p. 20). E surgiu. A internet como a conhecemos hoje, com sua arquitetura de rede, baseasse em três princípios que a orientaram inicialmente, segundo Castells: “uma estrutura de rede descentralizada; poder computacional distribuídos através dos nós da rede; e redundância para diminuir os riscos de conexão.” (CASTELLS, 2003, p.20).
A internet acabou sendo utilizada a partir da década e 1970 como uma integrante da cultura da liberdade disseminada nos campi universitários norte-americanos, mantendo entre os estudantes redes comunitárias. Castells avalia que sem essa contribuição de manter redes comunitárias, talvez a história da internet fosse diferente, não abarcando o mundo inteiro. Nasce daí a cultura hacker (que é preciso diferenciar da cultura cracker). A cultura hacker engloba, segundo Castells, sob uma reflexão de Steve Levy, “um conjunto de valores e crenças que emergiu das redes de programadores de computador que interagiam on-line em torno de sua colaboração em projetos autonamamente definidos de programação criativa.” (CASTELLS, 2003, p. 38). Já o termo cracker passou a designar os programadores que quebram códigos, entram em sistemas ilegalmente e criam tráfego nos computadores, apesar de haver algumas discordâncias sobre o significado termo.

Os sentidos da virtualidade

Outro teórico das novas tecnologias, ao lado do espanhol Manuel Castells, é o tunisiano-francês Pierre Lévy. Um grande otimista, um grande entusiasta da internet. Ambos sempre viram, em seus estudos, positivamente os usos da rede mundial de computadores na sociedade, na política, no lazer e na educação. A obra de Lévy sobre os usos e interações sociais na rede mundial de computadores é significativa. Entre seus livros traduzidos para o português pela editora 34, que o publica no Brasil, estão “As tecnologias da inteligência”, “O que é virtual?” e o indispensável “Cibercultura”.
Neste último, em especial, há uma espécie de síntese das reflexões dos dois anteriores. Os diversos empregos do conceito de virtual, por exemplo, são descritos no “Cibercultura”:

Esses sentidos pretendem nos situar a respeito das diversas possibilidades de simulação até o controle em tempo real de nosso representante no modelo de situação simulada. Sugerem, desta forma, espacialidades e temporalidades a que o ciberespaço submete. Os conceitos dividem o Mundo Virtual em diferentes escalas. Entretanto, cada uma delas remete-se ao ser humano e suas possibilidades interativas com a máquina ou mesmo com o espaço físico, partindo-se do mais forte (filosófico) ao mais fraco (sentido tecnológico).

Internet e educação: uma perspectiva teórica

Foi o próprio Pierre Lévy, professor da Universidade de Paris VIII, um dos primeiros teóricos a perceber o impacto da internet sobre a construção do saber. Acabou se tornando referência sua reflexão sobre educação e cibercultura, ou seja, a formação do indivíduo a partir das novas construções sócio-culturais e políticas conseqüentes dos usos das novas tecnologias.
Ele constatou três grandes mudanças nas relações com o saber. A primeira (1ª) seria que na primeira vez da história as competências adquiridas por uma pessoa no início de sua formação profissional estariam obsoletas no final de sua carreira. A segunda (2ª) está na própria natureza do trabalho, pois trabalhar passa mais do que nunca a significar aprender, transmitir saber e produzir conhecimento. A terceira (3ª) e última é que o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: memória (banco de dados, hiperdocumentos, arquivos digitais de todos os tipos), imaginação (simulações), percepção (sensores digitais, telepresença, realidades virtuais), raciocínios (inteligência artificial, modelização de fenômenos complexos).
As novas formas de acesso à informação e os novos tipos de raciocínio e de conhecimento aumentam o que Lévy chama de inteligência coletiva, pois são objetivadas em documentos digitais ou programas disponíveis em rede e podem ser compartilhadas por inúmeros indivíduos.
Novos espaços do conhecimento também são criados, segundo o pesquisador. Para ele: “No lugar de uma representação em escalas lineares e paralelas, em pirâmides estruturadas em “níveis”, organizadas pela noção de pré-requisitos e convergindo para saberes ‘superiores’, a partir de agora devemos preferir a imagem de espaços de conhecimento emergentes, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares, se reorganizando de acordo com objetivos ou contextos, nos quais cada um ocupa uma posição singular e evolutiva”. (LÉVY, 2003, p. 158)
O autor avaliou a necessidade de duas reformas nos sistemas de educação e formação. Primeiramente, o surgimento de um novo estilo de pedagogia como umas das questões essenciais no EAD (Ensino Aberto e a Distância), assinala Pierre Lévy, pois favorece o professor como incentivador e animador de inteligências coletivas de grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos. A segunda refere-se ao reconhecimento de experiências adquiridas. “Se as pessoas aprendem com suas atividades sociais e profissionais e a escola e a universidade perdem progressivamente o monopólio da criação e transmissão de conhecimento, os sistemas públicos de educação podem ao menos tomar para si a nova missão de orientar os percursos individuais no saber e de contribuir para o reconhecimento de saberes pertencentes às pessoas, aí incluindo os saberes não acadêmicos” (LÉVY, 2003, p.158)
Finalmente, o autor faz uma previsão que parece estar se concretizando hoje nas relações entre internet e educação. Para ele, o ciberespaço, a interconexão de computadores no planeta, tende a se tornar a principal infra-estrutura de produção, transação e gerenciamento econômicos. “Será em breve o principal equipamento internacional da memória, pensamento e comunicação. Em resumo, em algumas dezenas de anos, o ciberespaço, suas comunidades virtuais, suas reservas de imagens, suas simulações interativas, sua irresistível proliferação de textos e de signos, será o mediador da inteligência coletiva da humanidade”. (LÉVY, 2003, p. 167). A existência deste novo suporte de informação e comunicação, termina Lévy, condiciona a emergência de novos gêneros de conhecimento inusitados, critérios de avaliação inéditos para orientar o saber, novos atores na produção e tratamento dos conhecimentos. Estas são algumas das questões que devem ser levadas em consideração na implementação de políticas de educação. Eis um retrato do admirável mundo novo da internet…

Bibliografia

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. Tradução: Roneide Venâncio Majer; atualização para 6ª Edição (2003): Jussara Simões – (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v.1). São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999.

LUCENA, Carlos e FUCKS, Hugo. Professores e aprendizes na WEB: a educação na era da internet. Rio de Janeiro: Ed. Clube do Futuro, 2000.

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos Meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Vozes, 1995.

E-links

http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
Verbete da enciclopédia virtual Wikipédia sobre a Internet, sua história, alguns serviços populares, ética e usos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Educação
Verbete da enciclopédia virtual Wikipédia sobre Educação, com links para diversas áreas com alguma relação com esse campo de ação, de pensamento e de transferência e mediação de cultura.

http://educacaonaweb.blogspot.com/

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O lado escuro do trabalho em rede social: Unenlightenment

Julho 10, 2007 — monteverde

O lado escuro do trabalho em rede social: Unenlightenment

Assim muitos locais sociais do trabalho em rede começaram começados por alguém que diz, hey, eu penso que estes retrato/canção/faixa/o que quer que é grande e eu quero compartilhar d com meus amigos….e antes que você puder dizer MySpace que a pessoa tem milhares de “amigos” quem são também passionate em sua opinião que o retrato/canção/faixa/o que quer que na pergunta é grande.

Ter amigos é grande; realmente, é. Nós não estamos de encontro aos amigos no menos. Ter uma rede da sustentação que possa o suportar acima de encontro a um mar da dúvida é grande, demasiado. Se você pensar que o laço que um `amarelo da fita em volta da árvore Ole do carvalho é a mais melhor canção produziu sempre, um quarto virtual completamente dos amigos que tranquilizam o que você é direita impulsionará sua confiança como nada mais.

O problema é, uma rede social dos povos like-minded que concordam com você não faz a coisa que você é todo que concorda sobre verdadeiro. Tudo que significa é que há um grupo dos povos que estão em torno de concordar com você. “Você é absolutamente estrondo-aproximadamente nessa canção” tem echos ominous do “ampère-hora, o emperor, que o terno olha positivamente dashing em você.” E quando você começa pensar que é verdadeiro porque você está começando assim que pode cursos positivos da rede, você é furado dentro grupo-pensa, e há um risco real de careening descontroladamente fora das estradas de uma realidade objetiva mais amplamente compartilhada.

O que todas as redes necessit-e eu sociais incluímos a rede social que revolve em torno de ThinkFree nesta indicação-está uma maneira spice acima da conversação com o inesperado, o serendipitous. Tudo que faz exame realmente é um miúdo a dizer “mas mom, o emperor não está desgastando nenhuma roupa,” e realidade inunda a cena. Nós necessitamos nossas redes sociais não apenas suportar-nos e reaffirm, mas desafiar-nos e testar nossas opinião e opiniões.

Às vezes é mais instructive distante para procurar para fora as opiniões dos povos que discordam com o que nós estamos pensando. Nós podemos nunca vir ao redor ver coisas sua maneira, mas nós podemos aprender mais sobre nos, nossas posições, e as coisas sobre que nós sentem passionate. E aquela é uma coisa boa.

Nós pudemos mesmo concordar que é uma coisa grande.

Que você pensa?

Tag
thinkfree office+documents online+office thinkfree+docs social+network+survey de office+productivity

http://blog.thinkfree.com/2007/07/10/the-dark-side-of-social-networking-unenlightenment/

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Hackers avançam no desbloqueio ao iPhone

Julho 10, 2007 — monteverde

a espera, faltam poucos dias para ter o iPhone no Brasil

20070110-homepage_iphone_unlock_f9_20070109_mini.jpgOs hackers podem ter sucesso em destravar o iPhone em três a sete dias, segundo o representante de um dos esforços para desbloquear o novo telefone da Apple.

“Achamos que vai ser fácil. Sabemos que muitos dos engenheiros do iPhone vieram de outras fabricantes de aparelhos, e entendemos suas técnicas de design muito bem”, disse “gj”, em uma entrevista via IRC (Internet Relay Chat). Ele pediu para que seu nome real fosse preservado.

“Fácil para nós significa em uma semana”, disse ele, estimando o prazo entre três e sete dias. O desbloqueio permitirá que o aparelho possa ser usado fora da rede da AT&T, operadora exclusiva do serviço para o iPhone nos Estados Unidos.

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