Eu também quero 1 iPod Touch

oi… e de preferência que seja como prêmio ou sortei como esse do concurso do IKAROBRASIL.

ipod touch

COMO EU PARTICIPO:

Como EU PARTICIPO:

  • Publico aqui no blog um post falando sobre este concurso com um link a home page (http://www.ikaro.net) e outro a página do Ikaro incluindo a imagem do iPod Touch acima.
  • Comunique-nos o endereço exato do post utilizando os comentários aqui embaixo até (e não mais)  às 23:59 GMT do dia 30 de junho de 2009.
  • O vencedor (espero que eu! estou cruzando os dedos e reza pros santos) será sorteado ao vivo online no Ikaro Brasil dia 03 de julho de 2009.
  • O prêmio será expedido pelo correio do Brasil no decorrer do mês de julho.

Essa preciosidade tem:

  • Unidade flash de 8 GB
  • Wi-Fi (802.11b/g)
  • Serviço de mapas baseado em localizações
  • Tela widescreen de 3,5 polegadas (diagonal) com tecnologia Multi-Touch
  • Bateria interna de lítio-íon recarregável
  • Tempo de reprodução
    • Música: até 36 horas quando totalmente carregado
    • Video: até 6 horas quando totalmente carregado
  • Suporte a saída de TV 480p e 576p component
  • Vídeo H.264, até 1.5 Mbps, 640 por 480 pixels, 30 quadros por segundo, versão Low-Complexity do Baseline Profile H.264 com áudio AAC-LC até 160 Kbps, 48kHz, som estéreo em formatos de arquivo .m4v, .mp4, e .mov; vídeo H.264, até 768 Kbps, 320 por 240 pixels, 30 quadros por segundo, Baseline Profile até Level 1.3 com áudio AAC-LC até 160 Kbps, 48kHz, som estéreo em formatos de arquivo .m4v, .mp4, e .mov; vídeo MPEG-4, até 2.5 Mbps, 640 por 480 pixels, 30 quadros por segundo, Simple Profile com áudio AAC-LC até 160 Kbps, 48kHz, som estéreo nos formatos de arquivo .m4v, .mp4, e .mov
  • Idioma português do Brasil

e muito, muito, muito mais…(site da apple)

Pesquisa e livro sobre redes sociais e cibercultura 2in1

O Pew Internet & American Life Project acaba de divulgar um estudo sobre os laços sociais na Net.

Este “The Strength of Internet Ties – The internet and email aid users in maintaining their social networks and provide pathways to help when people face big decisions“, revela que, ao contrário do que poderia pensar-se, o estabelecimento de novos relacionamentos na Net não esmorece laços de proximidade física:

Instead of disappearing, people’s communities are transforming: The traditional human orientation to neighborhood- and village-based groups is moving towards communities that are oriented around geographically dispersed social networks.
People communicate and maneuver in these networks rather than being bound up in one solidary community. Yet people’s networks continue to have substantial numbers of relatives and neighbors — the traditional bases of community — as well as friends and workmates
“.

O ‘individualismo em rede’ alarga o espaço de contacto humano e aumenta as possibilidades de associação – um sinal positivo.

REPORT: COMMUNITIESSOCIAL NETWORKING

  The Strength of Internet Ties

OVERVIEW: The internet helps maintain people’s social networks, and connects them to members of their social network when they need help. 60 million Americans have used to the internet for help with major life decisions.

 

Read Full Report - DOWNLOAD

 

 

Novo livro sobre ciberjornalismo

online_journalism_livro-cd

Palacios, Marcos; Díaz Noci, Javier (eds.). Online journalism: research methods. A multidisciplinary approach in comparative perspective. Bilbao: Servicio Editorial de la Universidad del País Vasco (há também umaversão em espanhol)

É um livro importante, visto que resulta de um projecto de pesquisa em grande escala sobre Cibermeios, juntando investigadores de váris universidades de Espanha e do Brasil. Além da dimensão intercontinental, o resultado reveste-se igualmente de uma característica que muito o valoriza: a dimensão comparativa.

A publicação, em regime de acesso gratuito, estrutura-se em torno dos pontos seguintes:

1. Typology of online media
2. Genres in online journalism: a typological proposal
3. News and database architecture
4. Research methodologies in journalism design on the Internet
5. Narrativity
6. Methods of research in participatory journalism
7. Production routines
8. Media convergence
9. Teaching online journalism and its evaluation.

 

 

Psicologia e educação – tópicos

Abaixo tópicos de ajuda em psicologia e educação (teoria e prática)

Os termos fazem parte de um ótimo site em conteúdo TIP (em inglês). Nele consta para consulta mais de 50 teorias relevantes para estudo.

As Teorias (algumas aqui – completo no site)

Andragogy (M. Knowles) – andragogia
Cognitive Dissonance Theory (L. Festinger) – teoria da dissonancia cognitiva
Cognitive Flexibility Theory (R. Spiro) – teoria flexibilidade cognitiva
Constructivist Theory (J. Bruner) – teoria construtivista
Contiguity Theory (E. Guthrie) – teoria da contiguidade
Experiential Learning (C. Rogers) – aprendizagem experimental
Genetic Epistemology (J. Piaget)
Lateral Thinking (E. DeBono) – pensamento lateral
Levels of Processing (Craik & Lockhart) – níveis de processamento
Multiple Intelligences (H. Gardner) – inteligências multiplas
Phenomenonography (F. Marton & N. Entwistle) – fenomenologia
Sign Theory (E. Tolman) – teoria dos signos
Situated Learning (J. Lave) – aprendizagem situacional
Social Development (L. Vygotsky) – desenvolvimento social
Social Learning Theory (A. Bandura) – teoria aprendizagem social
Structural Learning Theory (J. Scandura) – teoria aprendizagem estrutural
Structure of Intellect (J. Guilford) – esturutura da inteligencia
Subsumption Theory (D. Ausubel)

por Domínio de Aprendizagem – campos
por Conceitos de Aprendizagem

Horizon Report 2009 – inovações tecnológicas e aplicação educacional

Por meio da lista edublogsfera fiquei sabendo sobre o novo “NMC Horizon Report 2009″.

O Horizon Report (por enquanto em inglês e espanhol) dá uma indicação das tendências futuras em novas tecnologias e como estas podem ser aplicadas na educação.

O lançamento oficial é dia 20(hoje) em Orlando) e o processo para esse relatório  usou wiki e delicious. = web2.0

Vale já adiantar o resultado de que para já devemos nos apropriarmos das tecnologias movéis (notebook (inclui OLPC, UCA, XO, asus eyes ), celular, iphone(principalmente), pda… )

http://horizon.nmc.org/wiki

e o resultado final

http://www.nmc.org/pdf/2009-Horizon-Report.pdf

créditos pela indicação: Barbara Dieu

social media em portugues – youtube

A Digital Humanities Manifesto

Estudos para inovações para 2009

A Digital Humanities Manifesto
A Project of the Mellon Seminar in Digital Humanities at UCLA

1 – Digital humanities is not a unified field but an array of convergent practices that explore a universe in which print is no longer the exclusive or the normative medium in which knowledge is produced and/or disseminated.

2- Like all media revolutions, the first wave of the digital revolution looked backwards as it moved forward. It replicated a world where print was primary and visuality was secondary, while vastly accelerating search and retrieval. Now it must look forwards into an immediate future in which the medium specific features of the digital become its core.

3- The first wave was quantitative, mobilizing the vertiginous search and retrieval powers of the database. The second wave is qualitative, interpretive, experiential, even emotive. It immerses the digital toolkit within what represents the very core strength of the Humanities: complexity.

4 – Interdisciplinarity/transdisciplinarity/multidisciplinarity are empty words unless they imply changes in language, practice, method, and output.

5 – The digital is the realm of the open: open source, open resources, open doors. Anything that attempts to close this space should be recognized for what it is: the enemy.

6 – Yes, there is something utopian at the core of digital humanities: The open, the unfixed, the contingent, the infinite, the expansive, the no place.

7 – Copyright and IP standards must, accordingly, be freed from the stranglehold of Capital. Pirate and pervert Disney materials on such a massive scale that Disney will have to sue… your entire neighborhood, school, or country. Practice digital anarchy by creatively undermining copyright and mashing up media.

8 – The multi-purposing and multiple channeling of humanistic knowledge: no channel excludes the other. This is an abundance based economy, not one based upon scarcity. It values the COPY more highly than ORIGINALS and restores to the word COPY its original meaning of abundance: COPIA = COPIOUSNESS = THE OVERFLOWING BOUNTY OF THE INFORMATION AGE.

9 – Large-scale complexity: need for teamwork as new model for the production and reproduction of humanistic knowledge. Teams sometimes fail because they take risks. This is the heart of digital humanities: Risk-taking, collaboration, and experimentation.

10 – Co-creation is one of the founding features of the digital turn in the human sciences, because of the greater complexity. But this collaborative turn doesn’t exclude … perhaps there is a space of hermetic works of the mad individual.

11 – Among the highest aims of scholarship: entertainment; entertainment as scholarship: a scandal that is now no longer a scandal. To speak to an audience.

12 – Process is the new god; not product. Anything that stands in the way of the perpetual mash-up and remix stands in the way of the digital revolution.

13 – Dedefinition of the contours of the research community once enclosed by university walls. The field of knowledge and expertise far exceeds these confines. There is no containing it within these walls. The challenge: to construct models of knowledge creation/sharing that confront this increasingly distributed reality.

14 – Wiki-nomics is the new social, cultural, and economic reality. Technologies and content are mass produced, mass authored, and mass administered. Social media produce culture.

15 – Big Humanities: whereas the revolution of the post-WWII era has consisted in the proliferation of every smaller and more rigorous areas of expertise and subexpertise, and the consequent emergence of private languages, the Digital humanities revolution is about integration: the building of bigger pictures out of the tesserae of expert knowledge. It is not about the emergence of a new general culture, Renaissance humanism/humanities, or universal literacy, but, on the contrary, promotes collaboration across domains of expertise.

16 – At the edges of digital humanities, entertainment meets the highest standards of scholarship in ways that forge a new trans-university audience for humanistic knowledge.

17 – Beware of the false fellow travelers: they will wave the banners of change with continuity on their agenda.

18 – Beware of the great diminishers: they will reduce anything in digital humanities and preface our work with “just” (it’s just a tool; it’s just an archive; it’s just pedagogy). They have never built software, parsed code, created a database, or designed a user interface. They just write articles and books.

19 – Digital humanities promote a flattening of the relationship between masters and disciples. A dedefinition of the roles of professor and student, expert and non-expert.

20 – Digital humanities represents the woven together practice of research: a triangulation of arts practice, commentary/critique, and outreach, merging scholarly inquiry, pedagogy, publication and practice.

21 – REMARKS ON THE FINITUDE OF DISCIPLINES

22 – Many humanities disciplines were founded on and through the medium of print (the study of literature, history; translation); the rest valorize the printed word for the generation and dissemination of knowledge of their field. What does it mean to study “literature” or “history” when print is no longer the normative medium in which literary or historical artifacts are produced, let alone analyzed? What does it mean, more generally, for humanistic knowledge?

23 – Digital Humanities is the last blow. In the 70s and 80s, women’s studies, LGBTQ studies, ethnic studies, and cultural studies opened up the humanities to address issues of social, political, and cultural disenfranchisement and possibilities for re-enfranchisement. The Humanities was no longer the domain of the proverbial “old white man.” Now, digital humanities deconstructs the very materiality, methods, and media of humanistic inquiry and practices. But we must continue to ask: Where did humanities disciplines come from, in response to what kind of needs, with what sort of explanatory power? How did its practices, truth-making strategies, knowledge products, media forms, and ways of evaluating utterances get naturalized??

24 – The Humanities are contingent formations that have become stabilized and made culturally redundant at the university: As if we have always had The Department of X, which has produced knowledge about X, and therefore we can’t possibly imagine anything otherwise. Let X = literature departments (German, English, Spanish, Slavic, etc), Art History, Musicology, History, Philosophy, Classics, etc. Traditional Humanities is balkanized by nation, language, method, and media. Digital Humanities is about convergence: Not only between humanities disciplines and media forms, but also between the arts, sciences, and technologies.

25 – How about a thought exercise in which we imagine different constellations (not just disciplinary constellations, but also other configurations of producing knowledge that can be team- and project-based, collaborative, open-ended, globally-oriented, engaging for new audiences and institutions).

26 – Here are some new departments for the Humanities Division:

27 -
• Department of Print Media Studies: Replacing literature departments, the purpose of this department is to study the materiality of texts, constructions of authorship, linguistic forms, the history of the book and book publication, antecedents to and descendents of print, as well as the relationships and tensions between print culture and digital culture.
• Department of Discourse Analyses: The purpose of this department is to study the history of the triangulation of knowledge/discourse/power, paying particular attention to discursive structures, knowledge making, and the specific media forms in which knowledge is produced, disseminated, encountered, and valued.
• Department of Comparative Media Studies: The purpose of this department is to study sonic, visual, tactile, and immersive media through a comparative framework. This department replaces the division of humanities departments by media form (departments of art history, musicology, film, etc).
• Department of Digital Cultural Mapping: The purpose of this department is to examine the junctions between space/time, information, and culture. It brings geographic analyses together with historical methods, visual analysis, and the presentation of knowledge. It also examines the cultural and social impact of digital mapping technologies and the significance of these mapping technologies for understanding cultural phenomena.
• Department of Cultural Analytics: The purpose of this department is to bring quantitative analyses from the math and sciences together with large-scale, complex social and cultural datasets.
We encourage you to come up with your own departments!

28 – We must ask: Why do disciplines/departments in the humanities (vs. the sciences) not die? Why do we try to resuscitate and sustain disciplines? Here are some reasons (there are more): Cognitive Conservatism, Institutional Inertia, the fear of risk-taking, the tenure and promotion system which encourages repetition of truthful utterances within a discipline rather than innovation and risk taking, the dogged determination to “replace” faculty with the same…

29 – Can we imagine more flexible, nimble, contingent disciplinary formations, in which faculty and students work on “knowledge problematics” not in rigid disciplines and departments, in which knowledge is produced and disseminated in ways that are multivalent, truly interdisciplinary, and conspicuously cognizant of their contingency?

fonte

copy post: Estudo com 17.000 usuários da web – grupo de planejamento

post copiado de grupo de planejamento: http://grupodeplanejamento.typepad.com/v1/

para alimentar minha memória para boas leituras e referências importantes e tentativas de resenhas

Estudo com 17.000 usuários da web

Estudomccann

Mensagem do Tiago Stachom, da Getz:

“Li esse estudo que a Universal McCann fez com 17.000 usuários de internet, em 29 países, para entender o novo tipo de relação entre pessoas na web, principalmente em redes sociais.

Além de trazer vários dados interessantes, acaba valendo como uma reflexão sobre o futuro da comunicação digital, envolvendo blogs, instant messengers, e-mails, SMS etc.

Baixe o PDF aqui.”

Tonomundo começa pela África sua expansão aos países lusofonicos

Tonomundo, na África      
  
 

O Oi Futuro vai expandir seus projetos para além das fronteiras do Brasil. Num convênio inédito com a empresa de comunicação Soico TV, de Moçambique, o instituto de responsabilidade social da Oi desembarca na África para transformar a educação em ferramenta de inclusão social e digital num continente sofrido que busca uma nova transformação social. O convênio foi assinado nesta terça-feira, dia 26, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, pelo presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira, e pelo presidente da Soico TV, Daniel David. Inicialmente, serão instalados projetos-piloto em cinco escolas públicas localizadas na periferia de Maputo, capital moçambicana.

“No mundo, há 300 milhões de pessoas que falam a língua portuguesa e este é um mercado para produtores e distribuidores de conteúdo nas suas diversas formas. Se pudermos trabalhar na cadeia de acessos e distribuição em vários países, para nós, faz isto todo o sentido”, disse Falco.

O presidente da Soico TV qualificou o convênio assinado como “fundamental”. “Moçambique e Brasil, através da Oi e da Soico TV, estão iniciando uma nova plataforma de entendimento”, acrescentou. “Vamos estreitando gradualmente essa parceria com o Brasil usando um convênio privado. Acho que a cooperação entre os países só é forte quando instituições privadas a desenvolvem”.

Presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira destacou a importância que a nova fase do Tonomundo terá para o instituto de responsabilidade social da companhia brasileira: “Vamos levar para Moçambique o nosso primeiro projeto de educação. Criado há oito anos, o Tonomundo segue sua trajetória de sucesso, com a internacionalização”.

A idéia do projeto surgiu a partir de lei sancionada pelo Governo Federal em 2003, que introduziu o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. O Oi Futuro decidiu levar sua comunidade virtual de aprendizagem e prática, o Tonomundo, para uma escola africana de língua portuguesa de forma a enriquecer o intercâmbio cultural e de educação entre os dois povos. 

Metodologia

A metodologia de ensino que será utilizada em Moçambique será a mesma do Tonomundo no Brasil e pretende transformar a escola e seus alunos em pólos irradiadores de projetos sociais com impacto na comunidade. O Tonomundo foi desenvolvido pelo Oi Futuro em parceria com a Escola do Futuro da USP, e irá formar os professores moçambicanos com aulas presenciais, realizadas em duas semanas, e um curso à distância com duração de dois anos.

Através da implantação de laboratórios de informática com acesso à internet na rede pública de ensino fundamental, o projeto dá prioridade às iniciativas que integram a comunidade à escola e promovem a renovação dos valores da cidadania.

Em 2001, o programa ganhou a chancela da Unesco e, desde então, foi multiplicado sob a forma de política pública nas escolas estaduais e municipais do Espírito Santo, Pernambuco, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, e Pará. O Tonomundo já beneficia mais de 650 mil alunos e 7 mil professores, em 598 escolas do país. Nesse período, o programa recebeu 10 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Ibero-Americano; o LIF, da Câmara de Comércio França-Brasil, e o prêmio A Rede. 

A aproximação do Brasil com Moçambique não é de hoje. Também colonizado por Portugal, o país tem uma identificação cultural muito forte com o Brasil, não apenas em relação à cultura de massa, mas também pela literatura.  Mia Couto, célebre escritor moçambicano, é um confesso admirador da literatura brasileira e seus textos têm forte influência de Guimarães Rosa e de contemporâneos como Moacir Scliar.

Estiveram presentes na assinatura do convênio do Oi Futuro com a Soico TV, de Moçambique; Silvia Fichmann, coordenadora do Tonomundo na Escola do Futuro da USP; Enoque Massango, diretor-adjunto da Soico TV; George Moraes, diretor de Comunicação Corporativa da Oi, e Samara Werner, diretora dos projetos de Educação do Oi Futuro.

Sobre o Tonomundo

Desde 2000, o Tonomundo atua em localidades com baixo IDH (índice de desenvolvimento humano) em parceria com a Escola do Futuro da USP e conta com a chancela da Unesco para projetos que apresentem uma transformação social. O programa atua com o foco na formação continuada de professores de Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Os professores do Tonomundo integram uma das maiores comunidades virtuais de aprendizagem do Brasil, onde são desenvolvidas práticas formativas para professores e atividades lúdicas on line, das quais também participam alunos, familiares e vizinhos da escola.

livro e autor,Idoru e William Gibson – multi resenha

Tentando seguir a popular filosofia de coisaa para fazer no ano novo, pretendo colocar sempre na lista, ler mais livros qo ano que se passou.

Uma sugestão de leitura para se animar é 10 Dicas para Você Ler mais Livros por Ano (Empirical Empire),

Idoru. William Gibson. Makron Books, 2000.

obra:romance, gênero: ficção científica, 1ºedição 1996,

Sinopse inglês William Gibson é autor do termo ciberespaço e de um romance de ficção científica que marcou a década de 80: Neuromancer. Como este, Idori, publicado em 1996, trata de personagens bizarros em paisagens tecnológicas remotas e exóticas.
 

Idoru, escrito por William Gibson, é um excelente romance de ficção científica, que leva os leitores ao minúsculo espaço da nanotecnologia – minúsculo, porém responsável por grandes revoluções. É um livro de verdade que fala de coisas “que não existem”. Ou seja, de coisas que acontecem no ciberespaço, termo criado pelo próprio Gibson em 1984 e publicado em Neuromancer, livro de grande sucesso. Ciberespaço é um termo utilizado pelos usuários da internet como sinônimo de rede, lugar onde acontecem coisas incríveis em um mundo (ou em mundos) novo e imprevisível. continua…

DOWNLOAD (créditos para nossos amigos do excelente Projeto Democratização da Leitura)

+ sobre o autor

William Gibson é um autor de ficção científica americano que vive em Vancouver, Canadá. Desde os anos 70 que escreve contos e o seu primeiro romance Neuromancer, livro em que o conceito de Ciberespaço nasceu, foi publicado em 1984. Esta obra ganhou um estatuto de culto, ao criar um novo gênero de ficção científica, apelidado de Ciberpunk, paradigma de que Gibson é considerado o pai. A literatura ciberpunk tem uma visão muito pessimista do futuro, predizendo o aparecimento de corporações capitalistas multinacionais, e mostrando os efeitos negativos que as novas tecnologias poderão ter na vida quotidiana.
Embora se considere que o ciberpunk, enquanto gênero literário, está morto, as idéias que Gibson apresentou nos seus romances alastraram a outros contextos, tanto artísticos, como sociológicos ou técnicos. Os seus detratores criticam a sua posição de, enquanto utilizador da Internet, declarar que “não sou um técnico. Não sei como é que estas coisas trabalham. Mas gosto do que fazem e dos novos processos humanos que geram”. Como escritor de ficção científica, diz que as pessoas não deveriam olhar para este gênero como prospectiva, mas antes como o modo como os escritores lhes apresentam algumas idéias sobre o futuro, que poderão vir a resultar ou não.

William Gibson escreveu, para além do já citado Neuromancer (1984), Count Zero (1986), Mona Lisa Overdrive (1988), The Difference Engine (1991), Agrippa (a Book ok The Dead) (1992), Virtual Light (1993), Idoru (1996) e uma coletânea de contos chamada Burning Chrome (1986).  

fontes:

http://www.comciencia.br/resenhas/internet/idoru.htm

http://stulzer.net/blog/2006/11/15/10-dicas-de-leitura-de-livros-de-ficcao-cientifica/

http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/viewtopic.php?t=2287&view=next&sid=6c0fe82b6251066093712667111dcd64

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al250720014.htm 

CYBERPUNK, Robson Pereira

“Júlio Verne, o cyberpunk do século 19″, copyright O Estado de S. Paulo, 19/7/01 -Em 1889, o pai da ficção científica já adivinhava, em seus livros, os usos e as aplicações da Internet

carnitina, colina e fosfatidilcolina – como entender o processo para emagrecer e perder peso

Carnitina, colina e fosfatidilcolina como nutrientes reguladores do metabolismo de lipídios e determinantes do desempenho esportivo

http://www.efdeportes.com/ Revista Digital – Buenos Aires – Año 12 – N° 108 – Mayo de 2007 *Docente da Faculdade Santa Rita (FASAR) – Prof. de EF. Mestre em Ciências da Nutrição. Universidade Federal de Viçosa, Viçosa MG.
**Prof. De Educação Física – Mestre em Ciências da Nutrição. Doutorando em Educação Física. Universidade Católica de Brasília, Viçosa MG. (Brasil)

Resumo
A carnitina, colina e fosfatidilcolina são compostos intermediários essenciais para o metabolismo de lipídios. A deficiência destes pode afetar o catabolismo de lipídios, entretanto não está claro se a suplementação resultaria em maior catabolismo de lipídios, o que por sua vez poderia resultar em perda de massa adiposa. Este trabalho teve por objetivo, através de uma revisão sistematizada, discutir os resultados de estudos que apontem as relações da carnitina, colina e fosfatidilcolina no metabolismo de lipídios e desempenho desportivo. A ação da carnitina como potencializador do catabolismo de lipídios permanece controversa, entretanto sua ação antioxidante é comprovada. A colina é um composto essencial a saúde corporal, entretanto a recomendação diária pode ser conseguida em diversos alimentos. A fosfatidilcolina desempenha um importante papel na absorção intestinal de lipídios, sendo encontrada em diversas fontes alimentares.
Unitermos: Carnitina. Colina. Fosfatidilcolina. Lipídios. Antioxidantes.

 

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Introdução

A carnitina tem o papel de transportar ácidos graxos de cadeia longa para o interior da mitocôndria a fim de produzir energia. Sua suplementação tem sido associada a melhora no desempenho desportivo em indivíduos saudáveis por vários mecanismos, dentre estes: a elevação na oxidação de ácidos graxos, alteração da homeostasia da glicose, melhora na produção de acilcarnitina e retardo no aparecimento da fadiga muscular1.

A Colina é um componente dietético necessário para a função normal de todas as células. Ela ou seus metabólitos, incluindo fosfolipídios, betaina e acetilcolina, asseguram a integridade estrutural e funções sinalizadoras das membranas celulares2. A colina é um precursor para a biossíntese de fosfatidilcolina (FC), um fosfolipídio predominante (>50%) na maioria das membranas dos mamíferos3. A FC apresenta um importante papel na absorção intestinal de lipídios. Por se tratar de nutrientes reguladores da digestão, absorção e metabolização dos lipídios, carnitina, colina e fosfatidilcolina necessitam de atenção especial, uma vez que um desajuste nas suas concentrações plasmáticas pode levar ao desenvolvimento de doenças, deficiência no crescimento e da memória.

Este trabalho teve por objetivo, através de uma revisão sistematizada, discutir os resultados de estudos que apontem as relações da carnitina, colina e fosfatidilcolina no metabolismo de lipídios e desempenho desportivo.


Revisão de literatura

Características e funções dos lipídios e lipoproteínas

Os lipídios biológicos constituem um grupo quimicamente diverso de compostos, cuja característica comum é a insolubilidade em água. As funções biológicas dos lipídios são igualmente diversas. Em muitos organismos, as gorduras e os azeites são as principais formas de armazenamento de energia, enquanto os fosfolipídios e os ésteres constituem a metade da massa das membranas biológicas. Outros lipídios, mesmo em pequenas quantidades, desempenham papéis cruciais como co-fatores enzimáticos, transportadores iônicos, agentes emulsificantes, hormonais e mensageiros intracelulares.

Os lipídios são constituídos por 95% de triglicerídios sendo o restante traços de monoglicerídios e diglicerídios, ácidos graxos livres, fosfolipídios e esteróis. Aproximadamente 99% do total de lipídios armazenados no corpo são na forma de triglicerídios, que são compostos por três ácidos graxos e uma molécula de glicerol4.

Os lipídios, de natureza lipofílica, são transportados no sangue em lipoproteínas, que consistem da camada externa que contém proteína (chamadas de apolipoproteína ou simplesmente apo) e lipídios polares (fosfolípides e colesterol não-esterificado) que envolvem o centro hidrofóbico (triglicerídios, ésteres de colesterol e vitaminas lipossolúveis).

As apolipoproteínas exercem várias funções fisiológicas, além de solubilizar os lipídios circulantes, agem como co-fatores de enzimas ou ligantes de receptores na superfície celular5.

Após a digestão e absorção, os lipídios da dieta são transportados na linfa como partículas de quilomícrons (QM). Os QM possuem apoB48 e apoE como principais apolipoproteínas. Eles penetram inicialmente pelo ducto torácico para depois alcançar a circulação sistêmica4.

Nos capilares do tecido adiposo e muscular, dentro de poucas horas após a alimentação, os QM sofrem a hidrólise de seus triacilglicerois pela ação da enzima lipase lipoprotéica, utilizando como co-fator a apoCII. Após esta ação da lipase, formam-se os quilomicrons remanescentes (QMr). Estes são rapidamente retirados da circulação pelo fígado através da interação entre a apoE e seus receptores nas membranas dos hepatócitos4,5.

A lipoproteína de densidade muito baixa (VLDL) é uma partícula rica em triglicérides derivada do fígado e, além de outras apolipoproteínas, apresenta apoB100 e apoE em sua constituição. Similar aos quilomícrons, a VLDL perde seus triglicérides por ação da lipase lipoprotéica auxiliada pela apoCII, originando um remanescentes mais denso chamado lipoproteína de densidade intermediária (IDL)4.

A IDL contém quantidades iguais de colesterol e triglicérides, e as principais apolipoproteínas presentes são apoB100 e apoE. Esta partícula tem dois destinos: ou é captada pelo fígado pela interação das apolipoproteínas com seus receptores nos hepatócitos ou sofre catabolismo adicional (perda de lipídios e apolipoproteínas) e se transforma em LDL5.

A LDL é a principal transportadora de colesterol na circulação. Transporta colesterol para os tecidos extra-hepáticos, cujas membranas apresentam os receptores B/E que reconhecem a apoB100, única proteína presente na partícula de LDL3.

A HDL é uma lipoproteína que apresenta apoAI e apoE como principais apolipoproteínas, são envolvidas no transporte reverso de colesterol, o único processo pelo qual o colesterol livre dos tecidos periféricos é transportado para o fígado para metabolismo ou excreção. Neste processo, o colesterol é esterificado por ação da LCAT (lecitina colesterol acil-transferase) tendo a apoAI como co-fator a lecitina e a fosfatidilcolina como doador de grupo acil para a reação5.

O potencial protetor de HDL na aterosclerose vem do fato desta lipoproteína ser capaz de retirar o excesso de colesterol livre não só de membranas celulares como do próprio subendotélio (na placa aterosclerótica)4,5.

Quando as células necessitam de energia, a lípase hormônio-sensível degrada os triglicerídios estocados em glicerol e ácidos graxos, liberando-os na corrente sanguínea. Os ácidos graxos são transportados por uma proteína (albumina) a fim de serem utilizados pelas células através da -oxidação, gerando energia, dióxido de carbono e água. O glicerol liberado pela ação da lípase é fosforilado e incorporado a glicólise.


Ativação e transporte de ácidos graxos para o interior das mitocôndrias

As enzimas responsáveis pela oxidação de ácidos graxos nas células se localizam na matriz mitocondrial4. Os ácidos graxos livres não podem passar diretamente através das membranas mitocondriais sem sofrer uma série de reações enzimáticas. Sendo assim, o grupo carboxílico da carnitina (composto derivado da lisina) se une transitoriamente ao grupo acil-graxo sintetizado na reação entre ácido graxo, CoA, ATP, formando o composto acil-carnitina, sendo então transportado através da membrana mitocondrial interna por um transportador específico5. Na matriz mitocondrial a acil-carnitina sofre a ação da carnitina aciltransferase, regenerando acil-CoA e a carnitina que são liberados no interior da matriz. A carnitina retorna ao espaço entre a membrana interna e externa4,5.


L-Carnitina

Em humanos, a carnitina é derivada de fontes dietéticas e pela biossíntese endógena. Carne e derivados lácteos são as maiores fontes dietéticas deste componente. A Lisina é o precursor para a biossíntese da carnitina, finalizando o processo de síntese no fígado e rins. A Carnitina e acilcarnitina são filtradas e reabsorvidas no túbulo renal com transporte máximo para reabsorção A perda acontece pela excreção urinária1.

A Carnitina é um componente vital no metabolismo dos lipídios pela produção de ATP por meio da -oxidação e subseqüente fosforilação oxidativa6. Existe um decréscimo da concentração de carnitina no sangue e nos tecidos em condições de hiperlipidemia7.

Altos níveis de peróxidos lipídicos prejudicam os vasos sanguíneos causando aumento na aderência e na agregação de plaquetas no local afetado. Este é o início do processo aterogênico. Em condições de aterosclerose, elevados níveis de lipídios são responsáveis pela peroxidação lipídica e injúria tecidual. Peróxidos lipídicos aceleram a incorporação de LDL no interior das células musculares lisas das artérias promovendo a formação de células espumosas, que é característica da placa inicial8.

Os peróxidos lipídicos são considerados potenciais precursores da aterosclerose. Entretanto, um tratamento com 300mg/Kg/peso corporal/dia de carinitina por 7 e 14 dias reduziu significativamente a peroxidação lipídica nos tecidos e melhora na capacidade antioxidante8. Por esse caminho, a carnitina mantém o funcionamento normal das células.

Em ratos idosos, o nível de peroxidação lipídica foi consideravelmente elevado, enquanto os antioxidantes superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase, vitamina C, vitamina E, glutationa redutase e o total de tiols foi baixo. A suplementação de L-carnitina (300mg/Kg/peso corporal/dia) por 7, 14 e 21 dias em ratos idosos demonstrou elevar o estado de carnitina reduzindo assim a peroxidação lipídica e melhorou a capacidade antioxidante9.

A enzima glutationa peroxidase reduz radicais livres advindos da peroxidação lipídica. Observou-se elevação da glutationa pela suplementação de carnitina em ratos, o que conseqüentemente aumentam as concentrações de glutationa peroxidase9.

A redução da síntese protéica com a idade, devido ao decréscimo na produção de ATP, reduz a atividade dessas enzimas. A suplementação de carnitina pode elevar a produção de ATP, e consequentemente, melhorar a síntese protéica global (e suas enzimas) nas células. Além disso, L-carnitina, sendo um antioxidante, pode proteger estas enzimas de danos peroxidativos9.

L-carnitina tem demonstrado poupar a atividade do tiol e metionina, sugerindo que esta otimize a capacidade antioxidante9.

Na presença da aterosclerose observa-se depleção da carnitina miocardial, resultando no decréscimo e transporte de ácidos graxos para o interior da mitocôndria. Observa-se também a redução de enzimas antioxidantes e vitaminas8.

A vitamina C (ácido ascórbico) foi reportada como co-fator para a biossíntese de carnitina10. A suplementação de carnitina pode poupar vitamina C, conseqüentemente elevando os níveis desta vitamina9. Como vitamina C tem a capacidade de regenerar vitamina E, o concomitante aumento na concentração de vitamina E em ratos velhos pela administração de carnitina possivelmente se deva ao decréscimo no estresse oxidativo ou aumento dos níveis de vitamina C9.

A deficiência de vitamina C aumenta a excreção de carnitina, entretanto esta redução não foi significativa no período de nove semanas10. A deficiência da vitamina C demonstrou elevar triglicerídios no plasma acompanhando de decréscimo tecidual de carnitina em porcos da Índia, atribuindo-se a alteração no metabolismo de lipídios ao transporte limitado de ácidos graxos de cadeia longa para o interior da mitocôndria10.

As concentrações de vitamina C e vitamina E reduzem significante em animais velhos9. Vitamina C tem função antioxidante limpando radicais livres (O2- e OH+) e convertendo o radical -tocoferoxil em -tocoferol11. Possivelmente, o aumento nas concentrações de vitamina C com suplementação de carnitina pode ser atribuído ao aumento da glutationa regenerada pela carnitina9, pois a glutationa reduz o ácido diidroascórbico em ácido ascórbico10.


L-Carnitina e exercício

A carnitina transporta ácidos graxos de cadeia longa para o interior da mitocôndria, produzindo energia através da -oxidação12. Teoricamente, o maior catabolismo de lipídios pouparia o glicogênio muscular, assim atletas envolvidos em atividades de longa duração poderiam adotar a carnitina como um recurso ergogênico13.

A Suplementação de carnitina por 28 dias demonstrou aumentar em 14% o tempo de exercício até a exaustão em ratos sedentários e em 30,3% em ratos treinados, considerando que o programa de exercícios moderados somente foi responsável pelo aumento de 18% nesta variável. Observou também que as fibras musculares oxidativas tipo 1 presentes no sóleo elevaram a oxidação de ácidos graxos e diminuíram a oxidação de glicose depois da suplementação de carnitina14.

A suplementação de carnitina demonstrou elevar a oxidação no músculo esquelético por um mecanismo que inclui elevação do conteúdo total de carnitina dentro da mitocôndria do músculo sóleo e do conteúdo de acil-carnitina. Este aumento da concentração de acil-carnitina foi acompanhado por um aumento de CoA livre, possibilitando assim um maior fluxo no ciclo de Krebs pela ação da piruvato desidrogenase e 2-oxaglutarato desidrogenase entre outros passos no metabolismo celular, sendo que os melhores resultados na suplementação de 3 semanas com carnitina foram melhores em ratos treinados14,15.

Carnitina e acilcarnitina têm sido propostos como agentes terapêuticos no aprimoramento da capacidade desportiva por melhorar a oxidação de ácidos graxos, reduzindo a formação intramitocondrial de acetil coenzima A (CoA), o qual pode ser deletério para a função celular15 e mantendo alta a atividade da desidrogenase pirúvica14.

Estudos com suplementação de carnitina em atletas engajados em programas de treinamento por períodos de 1 a 6 meses (Tabela 1), demonstram prevenir o decréscimo da carnitina muscular induzida pelo treinamento e também aumento da atividade muscular de enzimas digestivas, incluindo a desidrogenase pirúvica e enzimas da cadeia transportadora de elétrons.

Estudos têm demonstrado o uso clínico da carnitina em situações de hipóxia muscular16,17, afecções cardiovasculares17 e pacientes em hemodiálise18. Nestes estudos, potencializou-se significativamente o desempenho do exercício, junto com a melhora do desempenho cardíaco, capacidade de trabalho total e retardando o aparecimento da dor resultante do esforço e reduzindo níveis sanguíneos de lipídeos. A Tabela 1 apresenta um resumo sobre estudos que avaliaram a influencia da cafeína no desempenho desportivo.

Em resumo, a suplementação de carnitina por período superior a 28 dias com doses de 1 a 6g/dia demonstrou melhorar a capacidade de utilizar os lipídios como fonte de energia durante exercícios aeróbicos (>60% do VO2máx) em indivíduos treinados. A carnitina representa uma adição recente aos compostos com capacidades ergogênicas documentadas19.


Colina e suas funções metabólicas

O neonato tem uma grande demanda de colina devido a seu rápido crescimento e desenvolvimento cerebral20 e depende fortemente da ingestão de colina para satisfazer as suas necessidades21. Ingestão adequada de colina na dieta entre o 16º e o 30º dia pós-parto pode aumentar a função cerebral ao longo da vida22. Grande parte da colina necessária para o recém-nascido é derivada de apenas do leite, o qual contém uma alta concentração de colina23. O leite humano contém os compostos: colina, fosfocolina, glicerofosfocolina, lisofosfatidilcolina e fosfatidilcolina23. A habilidade da colina em alterar o desenvolvimento cerebral pode ser atribuído ao seu papel como um precursor de esfingomielina, membrana dos fosfolipídios e acetilcolina3

A colina é um precursor para a biossíntese de fosfolipídios fosfatidilcolina, lisofosfatidilcolina e esfingomielina, todos essenciais constituintes das membranas3. Em particular, fosfatidilcolina é o fosfolipídio predominante (>50%) na maioria das membranas dos mamíferos3.

A colina é necessária na síntese de acetilcolina, um importante transmissor que influencia na função do cérebro, coração, músculo, glândula adrenal, trato gastrintestinal e muitos outros órgãos24. Na maioria dos mamíferos, a deficiência da ingestão nutricional de colina depleta seus estoques corporais, o que resulta em infiltração de gordura no fígado20,24. Isto ocorre porque a colina é necessária para a formação de fosfatidilcolina, que é essencial para a secreção da lipoproteína de muito baixa densidade VLDL, partícula necessária ao transporte de triacilglicerol do fígado20. Outras possíveis complicações como retardo no crescimento, disfunções renais, hemorragias e anormalidades ósseas são também evidenciadas pela deficiência de colina20.

A colina é a principal fonte de grupos-metil na dieta21. Um de seus metabólitos, a betaina, participa da metilação da homocisteína para formar metionina20. A colina tem efeito direto na sinalização nervosa com outras células e no transporte e metabolismo de lipídios20.

&nIngestão excessiva em curto prazo de colina pode causar desconforto gastrintestinal, transpiração e salivação excessiva e anorexia24. Em longo prazo acarreta riscos a saúde tais como injúria do sistema nervoso e cardiovascular24.

Em 1998, a Academia Nacional de Ciência (EUA), emitiu um relatório identificando a colina como um nutriente necessário para humanos, recomendando sua ingestão diaria em quantidades recomendadas24.

A Gravidez e lactação são períodos onde a reserva maternal de colina encontra-se depletada3. Ao mesmo tempo, a disponibilidade de colina para o desenvolvimento normal do cérebro é crítica24. Estudos indicam que a colina tem um papel no desenvolvimento da memória, portanto ingestão de colina durante a gravidez pode ser importante no desenvolvimento do cérebro25,26.

A ingestão de dois ovos por dia contêm aproximadamente a necessidade diária de colina, até que mais alimentos sejam avaliados em relação a seu conteúdo de colina, mulheres grávidas podem incluir ovos em sua dieta. Um ovo possui aproximadamente 300 mg de colina, principalmente na forma de fosfatidilcolina20. A Tabela 2 apresenta a Ingestão Adequada

Recomendada proposta pelo Institute of American, citado por Zeisel24.


Efeito da suplementação de colina na performance esportiva

A sua suplementação demonstrou aumentar a síntese de acetilcolina e sua liberação na junção neuro-muscular20. Observou-se um declínio na concentração plasmática de colina em atletas após corridas e maratona27.

Portanto, a suplementação de colina pode manter o equilíbrio de acetilcolina e prevenir queda no desempenho. No entanto, não existem estudos definitivos acerca dos efeitos da suplementação de colina em pessoas normais.


Relação colina e carnitina

Relações entre colina e carnitina têm sido estudadas por muitos anos, mas o foco principal tem sido no prejuízo do estado de carnitina em deficiência de colina28. Estudos apresentam resultados conflitantes a respeito da suplementação de colina, resultando na conservação de carnitina em humanos29. A suplementação de colina promove o aumento de carnitina nos tecidos, particularmente na musculatura esquelética em porcos30 e fígado de ratos31. A suplementação de colina da dieta diminui o percentual de gordura e elevou o percentual de proteína sem aumento significante da massa corporal ou da relação de troca respiratória em porcos29. A combinação de colina, carnitina e cafeína com ou sem exercício reduz a massa corporal por meio da redução da gordura e do total de lipídios como também da leptina sérica em ratos32.


Fosfatidilcolina

A fosfatidilcolina (Lecitina) é o fosfolipídeo mais conhecido. Contém ácido fosfórico e base colina contendo nitrogênio. Atua no transporte e utilização de ácidos graxos e colesterol (em lipoproteínas) através da enzima lecitina-colesterol aciltransferase4. É também essencial para a secreção de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) pelo fígado3.

A fosfatidilcolina desempenha um importante papel na absorção intestinal de lipídios, pois aumenta a solubilidade micelar formando quilomícrons33. Em ratos recebendo FC da gema do ovo reduziram a absorção intestinal de colesterol se comparados aos que receberam FC de soja33.

As principais fontes de lecitina são encontradas no fígado, gema do ovo, feijão de soja, amendoim, espinafre e trigo4. A fosfatidilcolina não é um nutriente essencial porque o organismo produz quantidade que é necessária4. A lecitina da dieta é digerida antes de ser absorvida, portanto, os suplementos são de pequeno valor4. Devido suas propriedades emulsificantes, a lecitina é adicionada aos produtos alimentares, como a margarina, bolachas e confeitos4.


Peculiaridades da Fosfatidilcolina

  • Segundo maior componente lipídico do organismo;

  • em sua composição, um dos ácidos graxos é substituído por uma substância contendo fósforo;

  • grande afinidade a substâncias hidro e lipossolúveis;

  • são materiais estruturais efetivos;

  • são encontradas em grande concentração combinadas a proteínas nas membranas celulares, facilitando a passagem de gorduras (lipídeos) como parte de lipoproteínas.

A fosfatidilcolina (FC) tem demonstrado elevar a absorção intestinal de lipídios e reduzir a absorção de -tocoferol, sugerindo que FC afeta a absorção intestinal de -tocoferol e lipídios por mecanismos diferentes34.

A Fosfatidilcolina é um emulsificante essencial para o processo de solubilização, particularmente da bile35. O Colesterol biliar, que é a principal fonte do colesterol absorvido, não pode ser eficientemente solubilizado na bile sem a presença da FC35. Contrariamente a idéia predominante, que absorção de lipídios é diretamente dependente na dispersão e solubilização, há indicativos que FC pode suprimir a absorção de colesterol, apesar de promover a solubilização do colesterol35.


Considerações finais

Este estudo apresentou aspectos relevantes destes nutrientes, assim temos dados mais precisos a respeito das suas interações no organismo em diversas situações.

Apesar de contestada, dos compostos revisados, somente a carnitina apresentou efeito benéfico no desempenho desportivo, principalmente por sua ação antioxidante e aumento no catabolismo de lipídios.

Mais estudos devem ser elaborados a fim de estabelecer a relação entre suplementação destes nutrientes com as possíveis melhoras nos rendimentos esportivos, biodisponibilidade corporal e nos desajustes metabólicos ocasionados pelo processo de envelhecimento, dislipidemias e na função antioxidante.


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teoria das redes sem escala – modelos de redes transdisciplinar

A heresia da Internet

No período medieval, os hereges eram pessoas residentes em países católicos que, dentre outras coisas, não aceitavam a autoridade do papa.

Texto publicado pelo caderno Mais!, do jornal Folha de S.Paulo, revela que estrutura da Internet encontra semelhança na forma como os hereges se organizavam no período medieval. _________________________________________________________________________

Artigo assinado por Michael Brooks da “New Scientist” e publicado pelo caderno Mais! do jornal Folha de S.Paulo (7 de setembro de 2003) comenta que: “no século 13, os inquisidores católicos pararam o avanço da heresia explorando princípios que são incrivelmente parecidos com os que a ciência usa hoje para descrever redes tão diversas quanto estruturas sociais, o contágio de uma doença e a internet“.

Redes sem escala - O elo de união entre esses dois períodos tão distantes é a chamada teoria das redes sem escala (scale-free networks), cujas propriedades foram desvendadas por Albert- László Barabási, professor de física na Universidade de Notre Dame, Indiana-EUA.

Conforme menciona o texto, Barabási utilizou um software que automaticamente visitava sites e analisava a quantidade de links disponíveis, descobrindo que “muitos sites estão conectados a apenas alguns poucos, enquanto um número muito pequeno de sites têm um número enorme de links“, passando a denominar esse tipo rede de “sem escala”.

Conversa de pub - Certa vez, em uma conversa num pub, Paul Ormerod (economista e pesquisador das redes de relacionamento) e Andrew Roach (historiador e especialista em Idade Média da Universidade de Glasgow) perceberam como os estudos de Albert-László Barabási poderiam ser utilizados não apenas para uma melhor compreensão da Internet, mas ajudavam a entender outras redes de relacionamento, dentre elas a forma como os hereges se organizavam durante o período Medieval.

O texto de Michael Brooks mostra porque as primeiras investidas da Igreja Católica contra os hereges falhou e como ela passou a empreender uma nova estratégia com base em métodos científicos: “naquela altura, as autoridades católicas já sabiam que, enquanto o tipo certo de pessoa ainda se encontrasse ativo, a heresia poderia se restabelecer a qualquer momento. Roach diz acreditar que não é acidente que a Inquisição tenha adotado os mesmos métodos que agora são aplicados para lidar com as redes sem escala: os inquisidores envolvidos eram conhecidos como pessoas que pensavam cientificamente, afirma”.

Conforme o artigo, Andrew Roach afirma que os inquisidores “eram principalmente frades dominicanos, uma das ordens mais cultas. Acredito que algum tipo de processo científico estava sendo empregado.

Veja artigo completo: Vaticano combateu e venceu a proliferação de heresias nos séculos 13 e 14 com métodos redescobertos agora pela teoria das redes sem escala, como a Internet [Folha de S.Paulo, Caderno Mais! - 7 de setembro de 2003].

 

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp0909200397.htm

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