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Miostatina, tratamentos, explosão de musculos, distrofia muscular

Julho 25, 2008 — monteverde

* Comentário: vale a pena testar aqui no Brasil o ácido valpróico, pois o “tricostatin A” não é comercializado ainda.

Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular
• Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular e diminui as alterações patológicas em camundongos com distrofia muscular (18/09/06)
Itália e Estados Unidos – Neste estudos os pesquisadores estudaram três drogas: o ácido valpróico, fenilbutirato e tricostatin A; destas três drogas a triscostatin A (TSA), que é usada no tratamento do câncer,  foi a que apresentou melhor resultado. Estas drogas são inibidores da enzima deacetilase.
 
Na distrofia muscular de camundongos a droga aumenta a expressão da folistatina, que causa aumento da fibra muscular antagonizando o efeito da miostatina. Além de reduzir de forma  importante as alterações patológicas dos músculos a droga também causou aumento da força da muscular. Além disso a droga foi utilizada em camundongos com três meses demonstrando efeito mesmo quando a degeneração muscular já tinha se manifestado. Esta é mais uma linha promissora de drogas para retardar a evolução da doença até que um tratamento definitivo possa surgir.
 
O resumo em inglês do artigo pode ser lido abaixo:
 
(IN PRESS:NATURE MEDICINE, 2006) – Functional and morphological recovery of dystrophic muscles in mice treated with deacetylase inhibitors
G C Minetti, C Colussi, R Adami, C Serra, C Mozzetta, V Parente, S Fortuni, S Straino, M Sampaolesi, M Di Padova, B Illi, P Gallinari, C Steinkühler, M C Capogrossi, V Sartorelli, R Bottinelli, C Gaetano & P L Puri – Italy and USA
Pharmacological interventions that increase myofiber size counter the functional decline of dystrophic muscles. We show that deacetylase inhibitors increase the size of myofibers in dystrophin-deficient (MDX) and  -sarcoglycan ( -SG)–deficient mice by inducing the _expression of the myostatin antagonist follistatin in satellite cells. Deacetylase inhibitor treatment conferred on dystrophic muscles resistance to contraction-coupled degeneration and alleviated both morphological and functional consequences of the primary genetic defect. These results provide a rationale for using deacetylase inhibitors in the pharmacological therapy of muscular dystrophies.
 
Fonte: http://www.distrofiamuscular.net/
Publicado em cultura, estudos, revista cientifica. Tags: miostatina, distrofia muscular, fisiculturismo, monteverde, boaventura. Deixar um comentário »

compro vendo – diploma universitário e tecnólogo – !?!?

Setembro 5, 2007 — monteverde

hoje me deparei com a seguinte mensagem em minha caixa de e-mails: Diploma Universitário em apenas 15 dias!!!Todos reconhecidos pelo MEC com histórico, trabalhamos com faculdades de todo brasil, tudo no mais absoluto sigilo.
Temos as mais variadas graduações e tecnólogo (DIREITO, ENGENHARIA, ADMINISTRAÇÃO, VETERINARIA, AGRONÔMIA, TURISMO, CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO, Pedagofia, jornalismo, economia etc…)
Maiores informações pelo e-mail: ………….@………….com.br

Inacreditável. Como tem gente corrupta no nosso país. Imagine o tamanho do esquema para levantar um diploma legal para uma pessoa. Esquema de faculdade, pessoal do MEC e sabe-se mais quantos órgãos públicos envolvidos. Imagine você levando seu animal de estimação para ser cuidado por uma veterinária que comprou o diploma. Inacreditável.

Para relatar aqui no blog vou responder ao e-mail pedindo mais informações.

Veja a imagem do e-mail:

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Fernanda Lima – nua e pelada … musa linda e real atriz e modelo

Julho 13, 2007 — monteverde

 

Fernanda Lima nua e pelada

Fernanda Lima originalmente era modelo. Viveu uma parte de sua vida na Itália. Lá ela fez algumas fotos nuas para revista Boss. Veja Fernanda Lima peladona aqui! oferecimento Jegue-BR.

 


 

 

Fernanda Lima – nua e pelada …  musa linda e real atriz e modelo

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FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ONLINE – ead, elearning, e-learning

Julho 4, 2007 — monteverde

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ONLINE 

  1. Neil Postman e o “Tecnopólio”
  2. Walter Ong: a escrita é uma tecnologia
  3. Levy e as “tecnologias da inteligência”
  4. Levy: oralidade, escrita e informática
  5. Levy e a “inteligência coletiva”
  6. Levy e o “espaço do saber”
  7. Levy e a cibercultura
  8. Levy e a conexão planetária
  9. Howard Rheingold e a “comunidade virtual”
  10. Tiffin & Rajasingham: parcimônia em design instrucional
  11. Kenneth Bruffee e a aprendizagem colaborativa
  12. Otto Peters: a Educação a Distância em Transição
  13. Michael Moore e a Teoria da Distância Transacional
  14. Dillon & Greene e os estilos de aprendizagem
  15. Greville Rumble e a economia da Educação a Distância

fonte: http://www.aquifolium.com.br/educacional/fundamentos

curso muito bom

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acesso digital – usabilidade acessibilidade amigabilidade: tudo grátis, entenda como e faça parte

Julho 3, 2007 — monteverde

Listamos abaixo alguns links separados por classificação que julgamos importantes para aprender, estudar, pesquisar, usar, testar e validar a acessibilidade na Web:

créditos para

  • Livros, Guias e Técnicas
  • Diretrizes
  • Artigos e Textos
  • Leis e Decretos sobre Acessibilidade
  • Validadores de Acessibilidade
  • Tecnologias Assistivas
  • Utilitários e Ferramentas
  • Usabilidade
  • Listas de discussão
  • Materiais de formação
  • Legendagem de vídeos
  • Tecnologias de Acesso
  • Sintetizadores de fala em Português Europeu e do Brasil
  • Leitores de ecrã e de documentos
  • Exemplos de Sites Acessíveis
  • Usabilidade
  • Outras referências importantes

Livros, Guias e Técnicas

  • SERPRO – Acessibilidade na web. link para um novo site
    Dicas, recomendações, validadores, etc.
  • Building Accessible Websites.link para um novo site
    Excelente livro em inglês – versão digital.
  • Dive Into Accessibility – 30 days to a more accessible web site. link para um novo site
    Guia de acessibilidade em inglês – 30 dias para um site mais acessível.
  • Técnicas CSS para acessibilidade a WEB.link para um novo site
    Tradução do documento “CSS Techniques for Web Content Accessibility Guidelines 1.0″ do W3C.
  • Navegação pelos Documentos das WCAG 1.0.link para um novo site
    Tradução do artigo do W3C “Navigating WCAG 1.0 Guidelines and Techniques Documents”.
  • Cartilha de acessibilidade.link para um novo site
    Primeira cartilha de acessibilidade brasileira – Fabio Gameleira.

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Diretrizes e Iniciativas de Acessibilidade

  • Web Content Accessibility guidelines 1.0.link para um novo site
    Recomendações do W3C para a acessibilidade do conteúdo da Web em inglês – WCAG 1.0 – 1999.
  • Directivas para a Acessibilidade do Conteúdo da Web 1.0.link para um novo site
    Versão do WCAG 1.0 em português de Portugal.
  • Web Accessibility Initiative (WAI) Home Page. link para um novo site
    Página da Iniciativa para Acessibilidade na Web – WAI – do W3C em inglês.
  • Diretrizes Irlandesas de Acessibilidade na Web.link para um novo site
    Tradução do documento “Irish National Disability Authority IT Accessibility Guidelines – Version 1.1″.

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Artigos, Textos e Tutoriais

  • Acessibilidade – Usabilidade – Inclusão / Bengala Legal.link para um novo site
    Textos e artigos.
  • Acessibilidade, Tecnologia da Informação e Inclusão Digital – ATIID.link para um novo site
    Artigos e vídeos das oficinas e trabalhos apresentados nos Seminários ATIID.
  • Tutoriais CSS – Tableless – Web Standards – Acessibilidade.link para um novo site
    Maujor – site de Mauricio Samy Silva com dicas, traduções de artigos, tutoriais e normas de acessibilidade.
  • Juicy Studio.link para um novo site
    Artigos em inglês.
  • 456 Berea Street: Articles and news on web standards, accessibility, and usability.link para um novo site
    ótimos artigos e tutoriais em inglês.
  • WebAIM – Web Accessibility in Mind.link para um novo site
    Artigos, tutoriais e links sobre acessibilidade em inglês.
  • Portal sobre Acessibilidade Web do projeto “Todos Nós – Unicamp Acessível”. link para um novo site
    Publicações e Apresentações produzidos como parte da pesquisa de doutorado.

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Leis e Decretos sobre Acessibilidade

  • Decreto Nº 5.296 de 2 de Dezembro de 2004.link para um novo site
    Decreto brasileiro que regulamenta a lei nº 10.048, de 2000.
  • Section 508: The Road to Accessibility.link para um novo site
    Página da lei norteamericana.

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Validadores de Acessibilidade

  • Watchfire WebXACTlink para um novo site
    Antigo Bobby, em inglês.
  • eXaminator.link para um novo site
    Testa acessibilidade, HTML e CSS – em português.
  • Hera.link para um novo site
    Em português.
  • Da Silva link para um novo site
    Validador brasileiro
  • Truwex Online: um novo e diferente validador de acessibilidadelink para um novo site
    Ainda na versão Beta, em inglês)
  • Validador de sintaxe: W3C Markup Validation Servicelink para um novo site
    Valida o HTML (em inglês).
  • Validador de CSS: W3C CSS Validation Service link para um novo site
    Valida o CSS (em inglês).
  • Website Performance Tool and Web Page Speed Analysislink para um novo site
    Testa a velocidade de uma página de um site em diferentes conexões.
  • Lista avaliadores de acessibilidade indicada pela WAIlink para um novo site
    Lista do W3C com estes e outros validadores, em inglês

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Tecnologias Assistivas

  • Virtual Vision – leitor de telas em portuguêslink para um novo site
  • Dosvox – ambiente computacional para pessoas com deficiência visual UFRJlink para um novo site
  • Jaws – leitor de tela desenvolvido nos EUA link para um novo site
  • Motrix – software para pessoas com deficiências motoras graves desenvolvido na UFRJ link para um novo site

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Ferramentas e Utilitários

  • Guild of Accessibility Web Designers – ferramentas de acessibilidade (em ingles)link para um novo site
  • Web Accessibility Tools Consortion (em ingles)link para um novo site
  • Lynx Viewer – navegador apenas em textolink para um novo site

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Usabilidade

  • Usabilidoido = Mais Usabilidade na Weblink para um novo site
    Blog do Fred, um louco por usabilidade.
  • Jakob Nielsen on Usability and Web Designlink para um novo site
    PHD e escritor de vários livros sobre Usabilidade, em inglês.
  • Usabilidade Ivo Gomeslink para um novo site
    Blog do profissional português de usabilidade com diversos artigos e apresentações.
  • GUILHERMO.com link para um novo site
    Textos e apresentações sobre arquitetura de informação e usabilidade.

VEJA MAIS REFERÊNCIAS:

Referências

Aqui pode encontrar muita informação sobre a acessibilidade da Internet para cidadãos com necessidades especiais:

  • Listas de discussão
  • Materiais de formação
  • Legendagem de vídeos
  • Tecnologias de Acesso
  • Sintetizadores de fala em Português Europeu e do Brasil
  • Leitores de ecrã e de documentos
  • Exemplos de Sites Acessíveis
  • Usabilidade
  • Outras referências importantes

Listas de discussão

  • ACESSO-WEBMASTERS
  • ACESSIBILIDADE
  • ACCESO WEB
  • W3C-WAI-IG

Materiais de formação

  • Livros
  • Requisitos de visitabilidade na Administração Pública
  • 10 Conselhos sobre acessibilidade à Web
  • Directivas para acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0 do W3C
  • Documentários em vídeo sobre pessoas com deficiência
  • Vídeo Acessibilidade Web: custo ou benefício ?
  • Checklist para Avaliação de Acessibilidade da Web para Utilizadores Idosos
  • IBM – Checklist for accessible Web Applications
  • W3C/WAI Currículo das directrizes de acessibilidade do conteúdo Web
  • Web Accessibility for Section 508
  • Flash8 Accessibility
  • Courseware Accessibility Study (username: guest; password: guest)

Legendagem de vídeos

  • Tecnologia SAMI (especificação)
  • SMIL (Synchronized Multimedia Integration Language)
  • Media Access Generator (MAGpie)

Tecnologias de Acesso

  • CD-ROMs produzidos pelo CERTIC
  • Teclados, dispositivos apontadores, manípulos alternativos
  • Microsoft: Assistive Technology Products

Sintetizadores de fala em Português/Brasil

  • ReadSpeaker – Madalena
  • Real Speak – Madalena
  • Real Speak for TextAloud – Madalena
  • Loquendo – Eusébio
  • Loquendo – Amália
  • Acapela – Célia
  • Verbio – Adriana
  • Lernout & Hauspie TTS3000
  • IBM ViaVoice Outloud
  • CrazyTalk4 Web Player + TTS Component Interactive Demo
  • Speech Support in mIRC

Leitores de ecrã e de documentos

  • DOSVOX
  • JAWS for Windows
  • Virtual Vison
  • CAST e-Reader
  • Conversor de ficheiros PDF

Exemplos de Sites Acessíveis

  • Sítios com o símbolo de acessibilidade na web
  • Sítios com ligação ao Acessibilidade.NET: Procura no Google, Altavista

Usabilidade

  • Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade
  • Vida Fácil
  • Usabilidade.com
  • Simplicidade.com
  • Indicadores para avaliação de websites
  • Heurísticas para avaliação de usabilidade de portais corporativos
  • Jakob Nielsen’s Website
  • Usability.gov
  • Research-Based Web Design and Usability Guidelines
  • Usable Web – 970 links about web usability
  • Usability for the Old and Young
  • HCI Bibliography : Human-Computer Interaction Resources
  • Accessibility in the User-Centered Design Process (ITTATC)
  • Access on Main Street

Outras referências importantes

  • Petição pela Acessibilidade da Internet Portuguesa
  • Resolução do Conselho de Ministros Nº 97/99 sobre acessibilidade dos sítios da administração pública na Internet pelos cidadãos com necessidades especiais
  • Programa ACESSO – Acessibilidade a Cidadãos com Necessidades Especiais na Sociedade de Informação (UMIC)
  • eEurope2002: acessibilidade dos sítios Web (Proposta no Parlamento Europeu – 13 de Junho de 2002)
  • Legislação sobre acessibilidade no Brasil
  • Associação Brasileira de Normas Técnicas – Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade
  • Acessibilidade Brasil
  • Fundación Sidar – Acceso Universal
  • W3C: Web Accessibility Initiative (WAI)
  • Web Access Symbol
  • National Center for Accessible Media
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pai da internet: Marshall Maluhan = educação, comunicação, Understanding Media, Os meios de comunicação como extensões do homem

Julho 2, 2007 — monteverde

Criador da idéia de “aldeia global” , Marshall MacLuhan trouxe para a educação novo enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação. “Uma rede mundial de ordenadores tornará acessível, em alguns minutos, todo o tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro”. Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Quando foi dita, há 25 anos atrás, parecia extraída de um livro de ficção. O autor canadense foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam. Em 1964, McLuhan publicou um livro chamado “Understanding Media”, que, em português ganhou o título de “Os meios de comunicação como extensões do homem”.

Marshall McLuhan

Marshall McLuhan

“Criador da idéia de “aldeia global” trouxe para a educação novo enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação. “Uma rede mundial de ordenadores tornará acessível, em alguns minutos, todo o tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro”. Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Quando foi dita, há 25 anos atrás, parecia extraída de um livro de ficção. O autor, um canadense chamado Marshall McLuhan, foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam. Em1964, McLuhan publicou um livro chamado Understanding Media, que, em português ganhou o título de Os meios de comunicação como extensões do homem.

Ao publicá-lo, talvez não imaginasse que estava lançando um dos clássicos da comunicação – mais discutido do que lido, mais desprezado do que estudado. A grande novidade do autor em relação à educação é o enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação – mais uma vez, adiantando-se à criação de um campo de estudos, Comunicação e Educação, que só seria explorado na década dos 90. “Em nossas cidades, a maior parte da aprendizagem ocorre fora da sala de aula. A quantidade de informações transmitidas pela imprensa excede, de longe, a quantidade de informações transmitidas pela instrução e textos escolares”, explica McLuhan, em seu livro Revolução na Comunicação.

McLuhan propõe que, até o surgimento da televisão, vivíamos na “galáxia de Gutemberg” onde todo o conhecimento era visto apenas em sua dimensão visual. Sua idéia é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido oralmente, por lendas, histórias e tradições. Quando Gutemberg inventou a imprensa, permitiu que o conhecimento fosse mais difundido. Mas, por outro lado, reduziu a comunicação a um único aspecto, o escrito. “Antes da imprensa, o jovem aprendia ouvindo, observando, fazendo. A aprendizagem tinha lugar fora da aula”, explica o autor. Lauro de Oliveira Lima, um dos maiores especialistas brasileiros em Jean Piaget mostra, em Mutações em Educação Segundo McLuhan, que “o professor brasileiro não atingiu sequer a utilização do livro. Comporta-se ainda como o ‘lector’ medieval que recitava papiros e pergaminhos para uma platéia analfabeta”.

Crítico feroz da escola tradicional, o autor canadense aponta os defeitos do sistema atual, que, segundo ele, prefere criticar a mídia, em vez de utilizá-la como aliada na educação. “Poucos estudantes conseguem adquirir proficiência na análise de um jornal. Ainda menos têm capacidade para discutir com inteligência um filme.” Irônico, afirma que “a educação escolar tradicional dispõe de um impressionante acervo de meios próprios para suscitar em nós o desgosto por qualquer atividade humana, por mais atraente que seja na partida”.

Um erro, em sua concepção, é a orientação da escola com vistas exclusivas ao mercado de trabalho. “A educação era, até agora, uma tarefa relativamente simples: bastava descobrir as necessidades da máquina social e depois recrutar e formar o pessoal que a elas correspondesse”, explica o autor no livro de Oliveira Lima. Mais do que a matéria extraída de livros, afirma McLuhan, o ponto de partida para a educação é a vontade do aluno em aprender. “Onde o interesse do estudante já estiver focalizado, aí se encontra o ponto natural de elucidação de seus problemas e interesses”, completa. “A educação escolar tradicional suscita em nós o desgosto por qualquer atividade humana” Um de seus mais famosos conceitos é o de “aldeia global”. Em seu livro O meio é a massagem afirma que “a nova interdependência eletrônica cria o mundo à imagem de uma aldeia global”.

Quando ele falou isso, a coisa mais parecida com internet que existia eram as redes de computadores militares norte-americanas. Computador pessoal era apenas um sonho, distante. A evolução tecnológica deixa, aqui, de ser mera coadjuvante na vida social: o que é dito é condicionado pela maneira como se diz. O próprio meio passou a ser a principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na internet, por exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se interessantes justamente por que estão em um novo meio de comunicação. Isso não significa, é claro, ser passivo diante da mídia. “A tarefa educativa não é fornecer, unicamente, os instrumentos básicos da percepção, mas também desenvolver a capacidade de julgamento e discriminação através da experiência social corrente”, diz o autor.

Uma das mais curiosas idéias de McLuhan é a de que “os meios de comunicação são extensões do homem”. Assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade, extensões dos sentidos do homem. Os óculos, por exemplo, são extensões do olho, a roupa é uma extensão da pele, a roda do carro é uma extensão do pé. Com a internet, não deixa de ser curioso se falar em “relações virtuais”, como se as máquinas fossem realmente capazes de sentir e pensar pelos seus operadores. Muito antes de alguém falar em “aspectos lúdicos da educação”, McLuhan já dizia que o estudo deveria ser uma atividade divertida. A escola, para ele, ainda não tinha percebido essa realidade óbvia. E completa: “É ilusório supor que existe qualquer diferença básica entre entretenimento e educação. Sempre foi verdade que tudo o que agrada ensina mais eficazmente”.

O pajé da aldeia global Herbert Marshall McLuhan nasceu em 1911, no Canadá. Formado pela Universidade de Manitoba, lecionou em diversas faculdades de seu país até conseguir o Ph.D. em Cambridge, em 1942. Tornou-se professor titular de literatura na Universidade de Toronto em 1952, cargo que exerceu durante toda a sua vida. Autor de inúmeros artigos para revistas científicas, tornou-se mundialmente famoso em 1964 ao publicar Understanding Media, onde expunha suas teses sobre a tecnologia e o conhecimento. Acumulando prêmios, defensores e inimigos, McLuhan publicou outros livros divulgando suas idéias, mantendo sempre a linha polêmica até sua morte, em 1980.”

fonte:Revista Educação (nº 46, 10/2001) – Maria Isabel Moura Nascimento. GT: Campos Gerais-PR-Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG
retirado de: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_b_marshall_mcluhan.htm

parte 2

Marshall McLuhan

Debate televisivo muito interessante(pena que sem tradução), do ano de 1968 entre Marshall McLuhan e Norman Mailer. Trechos desta conversa e outras entrevistas podem ser encontradas no livro “McLuhan por McLuhan” – Ed. Ediouro

mcluhan.jpg
Uma conversa bem “fria”(o conceito de “frio” citado, vem da idéia de que o termo frio na gíria, faz referência a envolvimento e participação e a televisão como meio exige participação dos telespectadores para preencherem as lacunas que outros meios “quentes”, como o rádio e cinema não necessitam.), como gostava de classificar McLuhan, este que seria um dentre os diversos conceitos e aforismos deste que foi sem dúvida alguma o maior estudioso da interferência dos meios de comunicação e das tecnologias nos seres humanos.

McLuhan, canadense, nascido em 1911 em Edmonton e professor da lingua inglesa (profundo estudioso de lingüistica e literatura – como ele próprio se classificava: “Sou professor de literatura, falo sobre livros de manhã à noite”) faleceu em 1980, sem ter conhecido a internet surgida quase 15 anos depois, e mesmo assim criou conceitos complexos verdadeiramente proféticos durante as décadas de 50 e 60 sobre os meios, enfatizando que “o meio é a mensagem” e estabelecendo a idéia das “aldeias globais”, para especificar a tendência dos novos meios de comunicação de provocar uma implosão e um envolvimento de todo o globo.

Entenda-se que isso nunca foi colocado por McLuhan como algo positivo, já que diversas vezes durante sua vida ele expressou que o fato de se estudar algo tão profundamente como ele fazia com a comunicação, era mais para “entender o mecanismo para poder proteger-se dele e de seus efeitos nocivos”.

Também sempre procurou mostrar em suas obras que a forma mais fácil para sairmos do ambiente ao qual estamos condicionados e perceber como as tecnologias e as extensões nos modificaram é através da arte e da literatura(adorava James Joyce, Eliot, Pound, Rimbaud, Baudelaire, sempre citados), já que o artista e o escritor são os únicos que conseguem captar as mudanças ocorridas em nosso ambiente, retratando-as como uma forma de escape.

Mas isso é muito pouco perto de tudo o que Marshall McLuhan disse e escreveu. Uma leitura em suas obras pode ajudar-nos a compreender não somente sobre os meios de comunicação, mas também sobre o próprio mundo em que vivemos.

Abaixo alguns livros e editoras encontrados a venda pela internet(Português e Inglês):

Título: Marshall McLuhan
Autor: Gordon, Terrence W.
Editora: GINGKO PR INC

Título: McLuhan and Baudrillard
Autor: Genosko, Gary
Editora: Routledge

Título: Mcluhan por Mcluhan
Autor: Stephanie Mcluhan; David Staines
Editora: Ediouro

Título: Meios de Comunicação Como Extensões do Homem, os
Autor: Marshall Mcluhan
Editora: Cultrix

Título: Mutações em Educação Segundo Mcluhan
Autor: Lauro de Oliveira Lima
Editora: Vozes

Título: Understanding Media
Autor: Mcluhan, Marshall
Editora: MIT PR

Título: Marshall Mcluhan
Autor: Genosko, Gary
Editora: Routledge

Título: McLuhan
Autor: Marchessault, Janine
Editora: SAGE PUBNS

Título: Mechanical Bride
Autor: Mcluhan, Marshall
Editora: GINGKO PR INC

Título: The Book of Probes
Autor: Mcluhan, Marshall
Editora: GINGKO PR INC

Título: The Legacy of McLuhan
Autor: Strate, Lance
Editora: HAMPTON PR

> Assista aqui ao video.

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philips: senso e contra-senso, um caso de comunicação

Julho 2, 2007 — monteverde

philips: senso e contra-senso

simplicidade philips“A vida já é complicada o suficiente, a tecnologia não deve complicar ainda mais. Por pensar assim, a Philips está empenhada em fazer tecnologia com bom senso. Tecnologia que seja fácil de usar. Criação de tecnologia baseada na maneira como você vive e trabalha. Tecnologia com simplicidade.”

Bonito discurso, não? E se depender dos produtos que a gente vê, realmente a Philips leva tudo isso muito a sério. “Encantar os consumidores” faz parte de sua declaração de valores.

Já quanto aos produtos que a gente não vê parece que o caso é outro. Segundo a revista científica britânica New Scientist, a Philips registrou a patente de um dispositivo que impede os tele-espectadores de mudar de canal para escapar da publicidade, ou de pular esses segmentos usando o fast forward (FF) quando os programas são gravados em video.

barry_fox.jpgQuem garimpou a informação foi o colunista Barry Fox, especializado em tecnologia e que tem o estranho hábito de acompanhar os registros de patentes para descobrir o que há de interessante ou bizarro nas “novas invenções”.

Diante da natural indignação dos consumidores, a empresa reagiu: “A Philips nunca teve a intenção de forçar espectadores a ver anúncios contra a sua vontade, não utliliza esta tecnologia em qualquer de seus produtos, nem tem planos de fazê-lo.”

A resposta da New Scientist foi ligeira: “Claro que não duvidamos disto, mas então porque gastar dinheiro para patentear o produto?” )

Aqui está um trecho da justificativa que a Philips apresenta no pedido da patente:

[0003] Often when a viewer is watching a video program that has been recorded on a video playback device, the viewer will give the video playback device a “fast forward” command to cause the video playback device to skip past the advertisements that have been recorded with the program. In those cases where a viewer is watching a direct (non-recorded) broadcast of a program with advertisements the viewer will often switch to another channel when an advertisement is being displayed.

[0004] This is undesirable for program broadcasters because the advertisements that are broadcast with the programs pay for the programs. Advertisers pay the program broadcasters to broadcast advertisements in order to deliver the advertisements to the viewing public. The program broadcasters therefore have an interest in seeing that the advertisements are viewed and not ignored.

A questão é que a Philips também é grande anunciante mundial e ao inventar em causa própria esquece o próprio discurso: “tecnologia baseada na maneira como você vive e trabalha”. Pulando comerciais.

  fazdeconta, poder, respeito, tevê, censura

 vc quer: grátis, sexo, tcc, youtube, video, ganhar, dinheiro,:  google, ask, yahoo

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Sobre o futuro das comunicações e dos “media”, estudo muito bom, inglês

Junho 29, 2007 — monteverde

Sobre o futuro das comunicações e dos media

O OFCOM, entidade de regulação dos media do Reino Unido publicou recentemente o livro Communications – The next decade, um conjunto de ensaios da autoria de especialistas em regulação, políticas, tecnologias e sociologia dos media e das comunicações. Está integralmente disponível online. O indíce é o seguinte:

  • Foreword, Biographies, Introduction and Overview [pdf] 658Kb
  • SECTION 1 – TRENDS AND CHALLENGES [pdf] 1.6Mb
  • SECTION 2 – THE CHANGING NATURE OF REGULATION IN THE PUBLIC INTEREST [pdf] 1.5Mb
  • SECTION 3 – ECONOMIC REGULATION BEYOND 2010 [pdf] 1Mb
  • SECTION 4 – UTILISING THE AIRWAVES [pdf] 1.4Mb
  • SECTION 5 – GLOBAL AREAS OF FOCUS [pdf] 2.5Mb
  • Communications – The next decade [pdf] Full Print Version – 8Mb

Sobre o futuro das comunicações e dos “media”, estudo muito bom, inglês, para comunicadores, relações públicas, publicitários, todos da área… ate mesmo quem está fora da academia, ralando no mercado de trabalho.

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Abordagens educacionais nas aprendizagens em rede

Junho 28, 2007 — monteverde

Abordagens educacionais nas aprendizagens em rede

Fases de desenvolvimento da aprendizagem:

  • Objectivismo: transmissão de conteúdos
  • Construtivismo: construção do conhecimento
  • Abordagem objectivista:
    -Significado é algo que existe no mundo independentemente da experiência;
    - O professor controla o processo de ensino;
    - Indivíduos aprendem significados.
  • Abordagem construtivista:
    - Aprendizagem é um processo activo e dinâmico;
    - Construção individual e social do conhecimento;
    - Conhecimento é construído através da experiência;
    - Professor é um facilitador das aprendizagens;
    - Informação e conhecimento emergem de relações, situações e contextos;
    - Aprendizagem como processo complexo e contextualizado;
    - Dimensão social acentuada na partilha e colaboração entre pares.
  • Abordagens educacionais e as Tecnologias da InformaçãoEnsino programado:
    - Objectos de conhecimento pré-estabelecidos;
    - Trabalho do aluno mais complexo.

    Ensino assistido por computador:
    -Orientado para a aprendizagem do aluno;
    - Maior interactividade com os materiais;
    - Exploração multimédia dos conteúdos.

  • Importância da concepção da aprendizagem como processo de construção da significação através da experiência.
  • Comunidades de aprendizagem em rede:
    -Caracterizam-se por uma cultura de participação colectiva nas interacções que suportam as aprendizagens;
    - Alternativas aos sistemas de ensino tradicionais, baseadas nas abordagens do construtivismo e do sócio-construtivismo;
    - Participação e partilha dos membros da comunidade;
    - Aprendizagens contextualizadas, flexíveis, interactivas e activas;
    - Múltiplas oportunidades de aprendizagem e transferência do conhecimento para novas situações;
    - Participação e envolvimento nas tarefas de aprendizagem;
    -Partilha dos padrões de pensamento;
    -Construção conjunta do novo conhecimento.
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Jay Cutler é Mr Olympia 2006, quem será em 2007

Junho 28, 2007 — monteverde

Jay Cutler é o Mr Olympia 2006 – Ronnie Coleman is batido dessa vez

Jay Cutler depois da sua vitoria historica:

- They said the champ can’t be taken out. Well you know what? The new champ’s in town. And the Sandow is staying in Las Vegas. And I get to keep my hair. (Jay had promised to shave of his hair if he didn’t win.)

  • FLEX Magazine tem um blog com a programação do Olympia Weekend updates regulares em FLEXOnline.com.
  • Bodybuilding.com tem 450 photos das finais online e um blog.
  • The German site BBSszene.de tem 333 photos das finais online.
  • GraphicMuscle.com tem ótima cobertura do Olympia Weekend.
  • MuscleTime.com promises updates online on Monday.
  • Ronnie.cz tem uma aplicação legal, onde vc pode comparar todos Mr. Olympia  comparando um com outro, pose por pose (baseada em fotos oficiais de julgamento):

Compare all the Mr. Olympia contestants with each other!

Results 2006 Mr Olympia
September 30, Las Vegas, Nevada, USA

  Name Country Round 1+2 Round 3 Round 4 Total
1. Jay CUTLER* USA 12 5 5 22
2. Ronnie COLEMAN* USA 18 10 10 38
3. Victor MARTINEZ* Dominican Republic 34 16 16 66
4. Dexter JACKSON* USA 36 20 19 75
5. Melvin ANTHONY* USA 50 25 26 101
6. Gustavo BADELL* Puerto Rico 62 30 29 121
7. Toney FREEMAN USA 68 35 - 103
8. Markus RÜHL Germany 84 41 - 125
9. Dennis JAMES USA 96 47 - 143
10. Günter SCHLIERKAMP Germany 102 54 - 156
11. Vince TAYLOR USA 120 50 - 170
12. Branch WARREN USA 114 61 - 175
13. Johnnie JACKSON USA 130 67 - 197
14. Darrem CHARLES Trinidad & Tobago 148 62 - 210
15. Troy ALVES USA 142 75 - 217
16. Paco BAUTISTA Spain 160 - - -
16. Dennis WOLF Germany 160 - - -
16. Rodney ST. CLOUD USA 160 - - -
16. Ronny ROCKEL Germany 160 - - -
16. Mustafa MOHAMMAD Austria 160 - - -
16. David HENRY USA 160 - - -
16. Bill WILMORE USA 160 - - -
* Qualified for Mr. Olympia 2007
             

fisiculturismo, anabolizantes, treinamento, whey, bcaas, cla, albumina, hemogenim… todas esses produtos “legais” e “ilegais” nada valem se você não tiver o espirito de cometidor que esses monstros que tem, é viver no dia a dia essa rotina, durante uma vida inteira, não destrua nada em “um ciclinho pro verao”… fisiculturismo é saúde…

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Paulo Nassar: lobby, lobbysmo, lobistas – conceito, história, crítica, análise

Junho 22, 2007 — monteverde

Paulo Nassar: lobby, lobbysmo, lobistas – conceito, história, crítica, análise

 A Folha de S. Paulo de junho de 2007, traz à página A3 Opinião, seção Tendências e Debates, artigo que manifesta a posição pública da ABERJE diante de um tema que, inescapavelmente, a sociedade brasileira não pode mais adiar o debate: a regulamentação da atividade de lobby.

Para deixar a clandestinidade, PAULO NASSAR

O Brasil precisa colocar entre as prioridades de sua agenda a regulamentação do lobby, que é atividade legítima, lícita e necessária

EUA, UNIÃO Européia e parte da América Latina têm mecanismos reguladores das atividades de lobby. Nós, não. Vivemos de escândalo em escândalo, na promiscuidade entre público e privado, em meio a um nevoeiro que não permite distinguir as feições de quem age em favor de quem e por qual razão.

Mantemos em alguma gaveta do Congresso seis projetos que regulam o lobby no Brasil. O mais antigo deles, de 1989, é de autoria do senador Marco Maciel. De fato, não é uma tarefa simples normatizar essa atividade, que é muito complexa, envolve múltiplos interesses e cuja nebulosidade, que a encobre há anos, é bastante conveniente a um tipo de gente que queremos longe. Mas é possível.

O lobby nos EUA tem a “Federal Regulation of Lobbying Act of 1946″, que o regulamenta. Essa lei foi atualizada em 1995 por causa de uma grande crise ética, que envolveu alguns membros e vários funcionários do Congresso e do Executivo, entre os quais o lobista Jack Abramoff, o centro do escândalo de extensiva corrupção em Washington. Ele usou várias entidades políticas e corporativas para ganhar dinheiro, pagar viagens e outros presentes para funcionários e autoridades do governo federal. Foi apanhado, julgado e condenado a passar mais de cinco anos na cadeia.

Não foi o único a pagar pelo crime. Lá, nos EUA, além da lei federal, cada Estado e muitos municípios têm legislações próprias, que dão transparência às relações com o poder. A jovem União Européia discutiu amplamente a atividade de lobby. Enquanto isso, adotou documentos que estabeleceram princípios gerais para a conduta dos lobistas. Em 2006, foi introduzido o “Green Paper on a European Transparency Initiative”, oferecendo mais transparência e regras definidas para os 15 mil lobistas, ONGs e outros grupos que pretendem influenciar os decisores da UE. Ao mesmo tempo, o tema foi debatido em audiências públicas.

Alguns de nossos vizinhos -Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru- têm leis de lobby ou de ética pública.

O Brasil precisa colocar entre as prioridades de sua agenda a regulamentação do lobby, que deverá servir para toda a administração pública federal -Executivo, agências reguladoras, estatais, Legislativo e Judiciário-, deverá ser parâmetro a ser aplicado aos Estados, capitais e aos municípios com mais de 200 mil eleitores. Deverá abranger os setores público e privado, o terceiro setor, os sindicatos, as associações, as confederações, as empresas, as consultorias etc.

O fundamental é que, pela regulamentação, se possa identificar quem representa quem, quais são os interesses em jogo no processo de formação das políticas públicas e se existe abuso do poder econômico. Também, o controle dos gastos diretos e indiretos envolvidos nesse trabalho.

É preciso deixar claro que não há lobby “do bem” ou “do mal”. Existem ações iniciadas por um indivíduo ou um grupo para influenciar a opinião de um representante ou um setor do governo em prol de apoio a sua causa -que é o lobby. Existe a construção de uma estratégia de argumentação com o objetivo de defender uma causa -que é a “advocacy”. E existe o processo de gerenciamento de ações estratégicas com o intuito de influenciar políticas públicas -que são as relações governamentais. Todas praticadas com técnicas de relações institucionais ou relações públicas.

Já é hora de provocar esse debate com a sociedade. As questões éticas relacionadas à promiscuidade entre público e privado não são novas nem exclusivas. Devem ser enfrentadas à luz da atualidade: um mundo aberto, interligado em redes, sociedades mais informadas, mais conscientes, desejosas de participação.

Da mesma forma que o público exige das empresas uma nova atitude -transparência, uma nova maneira de fazer comunicação e estabelecer relacionamentos entre marcas, produtos, consumidores, trabalhadores, sociedade-, o mesmo desejo se repete no âmbito público em relação aos três Poderes. É exigência inescapável e presente, que se cobra, se cobrará e se espera de cada um dos Poderes em todos os níveis da República.

Lobby só existe em democracias. Ou seja, são atividades legítimas, lícitas e necessárias. Para o bem delas mesmas, dos envolvidos e dos interessados e, especialmente, do fortalecimento da nossa democracia, a regulamentação do lobby é urgente. Porque o resto é tráfico de influência, intermediação de negócios entre o setor privado e o setor público. E, pior, fere de morte nossa liberdade.

Vamos reunir rapidamente representantes de entidades, governo e personalidades para pensar juntos. E encontrar um modelo competente, legal e legítimo de relacionamento entre a sociedade, as empresas e os Poderes da República, que saia da clandestinidade para a transparência.


PAULO NASSAR, 53, jornalista, professor doutor da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes), é diretor-presidente da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e vice-presidente da Amerco (Associação de Comunicação Empresarial do Mercosul).

1 – Principio da Transparência Pública nas leis (disclousure)

2 – Princípios de Regulamentação das Atividades de Lobby

3 – Principio da Fiscalização das Atividades de Lobby

4 – Principio do Controle das Atividades de lobby

“O improviso brasileiro…”
A presença de atividades de lobby, no legislativo do Brasil, registram-se desde o inicio do século XIX, e tornaram-se mais evidentes com a República Velha. A primeira vez que a atividade de lobby foi discutida no país, oficialmente, seria em uma conferencia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em 1958, denominada “Advocacia e o Poder Legislativo – Lobbyng”.

Conclusão
A prática do lobby, desde que exercido com transparência e ética, constitui-se num instrumento útil ao processo decisório no Parlamento, contribuindo enormemente para o esclarecimento dos aspectos técnicos e interesses políticos, econômicos e sociais envolvidos.

É uma área de conhecimento obrigatório para advogados, jornalistas, parlamentares, cientistas políticos, autoridades, intelectuais, políticos e especialistas em relações internacionais, bem como para todos aqueles que se interessam pela participação da sociedade, na elaboração das leis e no debate das grandes questões nacionais, em torno da inserção do Brasil no cenário internacional.

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Água… mãe da terra e de nosso corpo (diuréticos, minerais, Glicerol, dieta, anabolizante…

Junho 1, 2007 — monteverde

Água destilada

A destilação é o processo de vaporizar a água por meio de sua fervura . O vapor sobe , deixando para trás grande parte das bactérias , vírus , substâncias químicas , minerais e poluentes de água . O vapor vai em seguida para uma câmara de condensação onde é resfriado e condensado para se tornar água. Depois de consumida , a água destilada expulsa do corpo minerais inorgânicos rejeitados pelas células dos tecidos . Por isso , é importantíssimo consumir água destilada.

Waldemar Marques Guimarães Neto – Prof de Ed. Física – CREF 004810-G/PR,
Rodolfo Anthero de Noronha Peres – Nutricionista – CRN3/16.389

Muitas pessoas que treinam para eliminar gordura com o intuito de parecerem-se mais definidas, se preocupam principalmente em reduzir a gordura corporal através da dieta e exercícios. Porém, com freqüência, apesar de todo o esforço e dedicação, elas não obtêm o êxito desejado, muitas vezes pensando que devem eliminar mais gordura subcutânea, quando na verdade esta praticamente já se foi o suficiente. A questão nesses casos é que ainda resta uma indesejável retenção hídrica que não permite a própria pessoa e a mais ninguém, observar uma definição muscular mais expressiva. Esta também é uma das maiores preocupações de atletas de culturismo e fitness às vésperas de uma competição.

Como remover o líquido subcutâneo, mas também manter as células musculares devidamente hidratadas?

Os líquidos são armazenados basicamente em três diferentes compartimentos em nosso organismo:

1. Sangue
2. Água dentro da célula (líquido intracelular)
3. Água fora da célula (líquido extracelular)

Os compartimentos acima mencionados tendem a distribuir a água entre si, ou seja, se você remover água de um compartimento, outro tenderá a doar sua água para aquele que perdeu para a manutenção do equilíbrio, também conhecido como homeostase, um processo necessário para a manutenção da vida.

Para melhor entendimento, daremos o exemplo prático de um indivíduo de 70kg. Se este estiver bem hidratado, terá em torno de 42 litros de água em seu organismo. Destes, 28 litros deverão estar contidos nos compartimentos intracelulares e os 14 litros restantes, nos compartimentos extracelulares, respeitando uma proporção de 2:1.

O princípio da remoção da água extracelular também conhecida como subcutânea, inicia-se através da remoção do líquido sangüíneo e confiar no processo em que outros compartimentos doarão sua água ao sangue para manter o equilíbrio; resultando com isso em menor quantidade de água nos outros compartimentos. Se você remove água do sangue, seja lá qual for o meio, o primeiro compartimento a doar água é o extracelular, o que parece ideal. Entretanto, como existe um equilíbrio entre todos os compartimentos, é lógico que se removermos muita água do sangue, isto exigirá que muito líquido subcutâneo seja doado, inclusive o intracelular. A última situação não é desejável, já que mais de 70% de nossos músculos são formados por água, e desidratação intracelular pode fazer com que a massa muscular murche como um balão que se fura. Isto é muito comum em nossas competições quando atletas mal informados adotam meios exagerados e muito arriscados para a perda de líquido subcutâneo.

A seguir, iremos comentar alguns pontos chaves para manipular a concentração hídrica nos diferentes compartimentos de nosso corpo.

O equilíbrio de água em nosso organismo está diretamente ligado a distribuição de eletrólitos, o qual possui um equilíbrio muito sensível, sendo crucial para o correto funcionamento dos músculos incluindo o miocárdio. Esse é o principal motivo pelo qual os diuréticos são banidos dos esportes, inclusive das federações de culturismo. Ou seja, o objetivo é retirar a água de baixo da pele e não de dentro dos músculos. E esta não é uma tarefa fácil, não havendo uma fórmula para todo mundo, pois o que funciona bem para uma pessoa pode não funcionar da mesma forma para outra.

- Como podemos observar, algumas substâncias podem atrair água, agora imaginem uma substância que não apenas atraia água, mas que também seja eliminada pela urina. Podemos então administrar esta substância que não apenas será eliminada do corpo, mas removerá água com ela.

Glicerol e manitol: glicerol é uma molécula com três carbonos similar ao álcool, sendo a porção hidrossolúvel da molécula lipídica. O glicerol existe naturalmente em nosso corpo estando presente nas gorduras e também nos fluidos corporais em forma livre. Quando o glicerol exógeno é administrado, promove aumento na concentração de fluídos no sangue e demais tecidos. A concentração de fluídos é mantida no corpo de forma que a água administrada com o glicerol não é eliminada até o glicerol ser removido dos rins ou quebrado pelo organismo. Ambas as substâncias elevam a osmolalidade do plasma sanguíneo e produzem um aumento do fluxo de água a partir dos tecidos, inclusive do encéfalo; por isto o manitol é clinicamente utilizado para reduzir edema cerebral.

Em esportes de longa duração, especialmente em climas quentes e úmidos, é bem vinda qualquer estratégia para manter o corpo hiper-hidratado por um período mais prolongado, de forma que o glicerol vem sendo utilizado para melhorar a performance desses atletas. Mas para nós do culturismo, a intenção é mesmo reduzir os depósitos hídricos subcutâneos.

Restrição de sal:
O sódio é o mineral predominante no meio extracelular. Um grama de cloreto de sódio (sal de cozinha) contém quatrocentos miligramas de sódio. Quando eliminamos o sal da dieta, inicialmente podemos perder peso com a eliminação hídrica, mas se a restrição de sódio se prolongar, poderá ocasionar como efeito rebote um pico na liberação de aldosterona, que é um hormônio secretado pela glândula adrenal que ajuda o corpo a manter o equilíbrio eletrolítico preservando sódio dentro da célula. Por este motivo é que há muito se foi a época em que se oferecia água destilada e cortava-se o sal a zero nas vésperas de uma competição! Níveis excessivos de aldosterona acabam criando retenção hídrica, um efeito justamente contrário do que se espera, mas também pode indicar gravidez ou algumas síndromes raras. Já níveis muito baixos, podem indicar excesso de sal na dieta. Ou seja, se mantermos uma administração constante, mas controlada de sódio, esse hormônio não será acionado demasiadamente.

O equilíbrio do sal tem tudo a ver com os minerais potássio e magnésio. Alimentos naturalmente cozidos, verduras, frutas e grãos, já contêm a proporção correta destes minerais; ou alguém está pensando que o homem primitivo tinha ao seu dispor sal de cozinha em saleiras de prata? O correto equilíbrio entre potássio e sódio fica em torno de 200:1, ou seja, o potássio deve estar em maior concentração do que o sódio. O potássio é antagonista do sódio, direcionando-o para fora da célula, reduzindo a retenção hídrica e a elevação da pressão arterial. Dentre os alimentos fonte de potássio, podemos citar as bananas, os melões, as batatas, as laranjas, os feijões e vegetais de coloração verde-escura. Quanto ao magnésio, podemos citar os legumes, feijões e vegetais de coloração verde-escura.

Alguns atletas como técnica adicional administram sódio na preparação pre-contest da seguinte forma: Se a competição é no sábado (dia D), no domingo anterior administram-se alimentos que contenham sódio naturalmente, tais como atum enlatado, claras de ovos e ainda, adicionam sal extra na comida. Na quinta-feira (dia D – 2), o sal é retirado completamente da dieta. Neste caso o organismo para manter o equilíbrio homeostático continuará a eliminar o sódio, e com ele água atada ao mesmo. Quando o sódio é eliminado, o organismo leva entre dois a dois dias e meio para reconhecer um desequilíbrio e começar a liberar o hormônio aldosterona em maiores quantidades.

Água:
Já com relação à própria ingestão de água, partimos do simples princípio de que quanto mais água é ingerida, mais é eliminada. Muitos atletas ainda pensam que na semana anterior a competição deve-se restringir o consumo de líquidos. Porém, esta prática ocasiona um efeito rebote e acaba aumentando a retenção hídrica. Isto se deve novamente à manutenção da homeostase, pois se você restringe o organismo de líquidos, este para manter o equilíbrio tenta poupar os líquidos ainda restantes, diminuindo a eliminação. Agora, se a ingestão hídrica for aumentada alguns dias antes da competição e reduzida drasticamente um dia antes da apresentação, ocorrerá grande eliminação de líquido subcutâneo.

Cafeína: A cafeína é uma substância pertencente ao grupo das metilxantinas, e dentre seus efeitos, tem sido apontada como uma substância que induz efeito diurético.
Dieta Hiper-protéica:

Água… mãe da terra e de nosso corpo (diuréticos, minerais, Glicerol, dieta, anabolizante…

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lyons, T.P., Riedesel, M.L., Meuli, L.E., Chick, T.W. (1990). Effects of glycerol-induced hyperhydration prior to exercise in the heat on sweating and core temperature. Medicine and Science in Sports and Exercise, 22, 477-483.

Noakes, T.D. (1993). Fluid replacement during exercise. Exercise Sport Science Review, 21, 297-330.

Koenigsberg, P.S., Martin, K.K., Hlava, H.R., Riedesel, M.L. (1995). Sustained hyperhydration with glycerol ingestion. Life Sciences, 5, 645-653.

¬Gaw, A.; Cowan, R. A.; O’Reilly, D.S.J.; Stewart, M.J.; Shepherd, J. CLINICAL BIOCHEMISTRY: An illustrated colour text. ed. Churchill Livingstone, 2ª ed., 1999.

¬¬Kaplan, L.A.; Pesce, A.J. CLINICAL CHEMISTRY: Theory, analysis, correlation. Ed. Mosby, 3ª ed., 1996.

¬¬Baynes, Dominiczak. MEDICAL BIOCHEMISTRY. Ed. Mosby, 1ª ed., 1999.

Sherman, W. M. et al: Effect of exercise-diet manipulation on muscle glycogen and its subsequent utilization during performance. Journal of Sports Medicine., 2:114, 1981

www.tjclarkco.com/nutrition_research.htm

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