Arquivos da Categoria: cultura

* Comentário: vale a pena testar aqui no Brasil o ácido valpróico, pois o “tricostatin A” não é comercializado ainda.

Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular
• Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular e diminui as alterações patológicas em camundongos com distrofia muscular (18/09/06)
Itália e Estados Unidos - Neste estudos os pesquisadores estudaram três drogas: o ácido valpróico, fenilbutirato e tricostatin A; destas três drogas a triscostatin A (TSA), que é usada no tratamento do câncer,  foi a que apresentou melhor resultado. Estas drogas são inibidores da enzima deacetilase.
 
Na distrofia muscular de camundongos a droga aumenta a expressão da folistatina, que causa aumento da fibra muscular antagonizando o efeito da miostatina. Além de reduzir de forma  importante as alterações patológicas dos músculos a droga também causou aumento da força da muscular. Além disso a droga foi utilizada em camundongos com três meses demonstrando efeito mesmo quando a degeneração muscular já tinha se manifestado. Esta é mais uma linha promissora de drogas para retardar a evolução da doença até que um tratamento definitivo possa surgir.
 
O resumo em inglês do artigo pode ser lido abaixo:
 
(IN PRESS:NATURE MEDICINE, 2006) - Functional and morphological recovery of dystrophic muscles in mice treated with deacetylase inhibitors
G C Minetti, C Colussi, R Adami, C Serra, C Mozzetta, V Parente, S Fortuni, S Straino, M Sampaolesi, M Di Padova, B Illi, P Gallinari, C Steinkühler, M C Capogrossi, V Sartorelli, R Bottinelli, C Gaetano & P L Puri - Italy and USA
Pharmacological interventions that increase myofiber size counter the functional decline of dystrophic muscles. We show that deacetylase inhibitors increase the size of myofibers in dystrophin-deficient (MDX) and  -sarcoglycan ( -SG)–deficient mice by inducing the _expression of the myostatin antagonist follistatin in satellite cells. Deacetylase inhibitor treatment conferred on dystrophic muscles resistance to contraction-coupled degeneration and alleviated both morphological and functional consequences of the primary genetic defect. These results provide a rationale for using deacetylase inhibitors in the pharmacological therapy of muscular dystrophies.
 

Poder e comunicação segundo Luhman:

Luhman relaciona o poder com a comunicação quando compara a verdade e dinheiro com poderes que manipulam a sociedade.

O poder deve diferenciar-se da coerção para ter algo concreto e especifico. A coerção significa a renúncia das vantagens da generalização simbólica e a guiar a seletividade do companheiro. A pessoa que exerce coerção deve assumir a carga da seleção e da decisão no mesmo grau em que se exerce a coerção; esta tem que se exercer onde tiver uma carência de poder. A redução da complexidade não se distribui, senão que se transfere à pessoa que usa a coerção. Se isto é ou não, dependeria do complexo e mutabilidade que são as situações em que se ten que tomar as decisões sobre a ação. O poder aumenta com a liberdade em ambas as partes e, por exemplo, em qualquer sociedade determinada, aumenta em proporção com as alternativas que produzem. (LUHMAN, 1995:13-5).

Luhman observa ainda que uma teoria de diferenciação social em estratos e em subsistemas funcionais (seleção organizada = evolução e troca). Teoria de evolução social e cultural que conduz a uma diferenciação crescente. Todo sistema social é conflitante. O grau de conflito varia de acordo com o grau de diferenciação do sistema e de acordo com a evolução social. São as sociedades mais avançadas que necessitam de uma diferenciação funcional entre o código de linguagem em geral e os meios de comunicação simbolicamente generalizados tais como o poder ou a verdade, que condicionam e regulam a motivação para aceitar seleções oferecidas. Por meio desta diferenciação, as potencialidades para o conflito e o acordo podem dar-se conjuntamente na sociedade. Os mecanismos evolutivos da variação e a possibilidade de realizar seleções transferível, socialmente efetivas e utilizáveis, se apresentam pro separado e isto acelera a evolução sociocultural, já que podem ter eleições novas desde mas possibilidades dentro de pontos de vista mais específicos: linguagem e escrita (p. 9-10).

A linguagem como poder de comunicação. O uso de coerção (renúncia das vantagens da generalização simbólica e um guiar de seletividade do companheiro) só se centraliza em sistemas mais simples. Os sistemas mais completos decidem entre si sobre o uso da força.

A função dos meios de comunicação e transmitir a complexidade reduzida. No caso do poder, essas realizações se transferem… Toda forma de teorização rigorosa aparece, assim, como condenada desde o princípio ao fracasso, ou então se revela no fim das contas como simples instrumento de controle e repressão da fluidez e ‘liberdade’ caracteristicamente pós-modernas.

O poder é comunicação guiada pelo código (op cit 22) É inolvidável que a instituição do poder legítimo imponible e´ um fenômeno de maior importância social em comparação com a brutalidade e com o egoísmo. A vida cotidiana está determinada pelo poder normalizado – pelo exercício brutal e egoísta do poder.(op. cit 25)

(N. Luhmann, A Improbabilidade da Comunicação, Lisboa, Vega, 2001)

As possibilidades das redes de aprendizagem*



Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas a grande maioria das escolas e professores ainda está tateando sobre como utilizá-las adequadamente. A apropriação das tecnologias pelas escolas passa por três etapas, até o momento. Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já se vinha fazendo, como o desempenho, a gestão, para automatizar processos e diminuir custos. Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos, há atividades no laboratório de informática, mas mantém intocados estrutura de aulas, disciplinas e horários. Na terceira, que começa atualmente, com o amadurecimento da sua implantação e o avanço da integração das tecnologias, as universidades e escolas repensam o seu projeto pedagógico, o seu plano estratégico e introduzem mudanças significativas como a flexibilização parcial do currículo, com atividades a distância combinadas as presenciais.

Os professores, em geral, ainda estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo, para tornar as aulas mais interessantes. Mas ainda falta o domínio técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os processos de ensino e aprendizagem.

As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off-line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola), que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.

As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância (EAD). Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muita auto-disciplina. Agora, com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.

A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

 

Blogs e Flogs

Quando focamos mais a aprendizagem dos alunos do que o ensino, a publicação da produção deles se torna fundamental. Recursos como o portfólio, onde os alunos organizam o que produzem e o disponibilizam para consultas, são cada vez mais utilizados. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação com possibilidade de fácil atualização e participação de terceiros.

Os blogs, flogs (fotologs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos que pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo (em diversos graus). Atualmente há um uso crescente dos blogs por professores dos vários níveis de ensino, incluindo o universitário. Os blogs permitem a atualização constante da informação pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e pesquisas individuais e em grupo, a divulgação de trabalhos. Com a crescente utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e integrarem-se com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógica. As grandes plataformas de educação a distância ainda não descobriram e incorporaram o potencial dos blogs e flogs.

A possibilidade dos alunos se expressarem, tornarem suas idéias e pesquisas visíveis, confere uma dimensão mais significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicos. A Internet possui hoje inúmeros recursos que combinam publicação e interação, através de listas, fóruns, chats, blogs. Existem portais de publicação mediados, onde há algum tipo de controle e existem outros abertos, baseados na colaboração de voluntários. O site www.wikipedia.org/ traz um dos esforços mais notáveis no mundo inteiro de divulgação do conhecimento. Milhares de pessoas contribuem para a elaboração de enciclopédias sobre todos os temas, em várias línguas. Qualquer pessoa pode publicar e editar o que outras pessoas colocaram. Só em português foram divulgados mais de 30 mil artigos na wikipedia. Com todos os problemas envolvidos, a idéia de que o conhecimento pode ser co-produzido e divulgado é revolucionária e nunca antes tinha sido tentada da mesma forma e em grande escala.

 

A escola em conexão com o mundo

A escola com as redes eletrônicas se abre para o mundo, o aluno e o professor se expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros, positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A divulgação hoje faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças necessárias, agilize as trocas entre alunos, professores, instituições. A escola sai do seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode aprender contínua e flexivelmente. Destaco, por exemplo, a importância do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de Chicago, que disponibiliza todo o conteúdo dos seus cursos em várias línguas, facilitando o acesso de centenas de milhares de alunos e professores a materiais avançados e sistematizados, disponíveis on-line http://www.universiabrasil.net/mit/. Alunos, professores, a escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos estão publicados na Internet. O estar no virtual não é garantia de qualidade (esse é um problema que dificulta a escolha), mas amplia imensamente as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio, de atualização. Tanta informação dá trabalho e nos deixa ansiosos e confusos. Mas é muito melhor do que acontecia antes da Internet, quando só uns poucos privilegiados podiam viajar para o exterior e pesquisar nas grandes bibliotecas especializadas das melhores universidades. Hoje podemos fazer praticamente o mesmo sem sair de casa.

Os professores podem ajudar o aluno incentivando-o a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas concretas para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

Uma das formas mais interessantes de desenvolver pesquisa em grupo na Internet é o webquest. Trata-se de uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Internet. Resolver uma webquest é um processo de aprendizagem atraente, porque envolve pesquisa, leitura, interação, colaboração e criação de um novo produto a partir do material e idéias obtidas. A webquest propicia a socialização da informação: por estar disponível na Internet, pode ser utilizada, compartilhada e até reelaborada por alunos e professores de diferentes partes do mundo. O problema da pesquisa não está na Internet, mas na maior importância que a escola dá ao conteúdo programático do que à pesquisa como eixo fundamental da aprendizagem.

O processo de mudança será mais lento do que muitos imaginam. Iremos mudando aos poucos, tanto no presencial como na educação a distância. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão prontos para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.

 Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.

*José Manuel Moran - Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância - jmmoran@usp.br

Tentando seguir a popular filosofia de coisaa para fazer no ano novo, pretendo colocar sempre na lista, ler mais livros qo ano que se passou.

Uma sugestão de leitura para se animar é 10 Dicas para Você Ler mais Livros por Ano (Empirical Empire),

Idoru. William Gibson. Makron Books, 2000.

obra:romance, gênero: ficção científica, 1ºedição 1996,

Sinopse inglês William Gibson é autor do termo ciberespaço e de um romance de ficção científica que marcou a década de 80: Neuromancer. Como este, Idori, publicado em 1996, trata de personagens bizarros em paisagens tecnológicas remotas e exóticas.
 

Idoru, escrito por William Gibson, é um excelente romance de ficção científica, que leva os leitores ao minúsculo espaço da nanotecnologia - minúsculo, porém responsável por grandes revoluções. É um livro de verdade que fala de coisas “que não existem”. Ou seja, de coisas que acontecem no ciberespaço, termo criado pelo próprio Gibson em 1984 e publicado em Neuromancer, livro de grande sucesso. Ciberespaço é um termo utilizado pelos usuários da internet como sinônimo de rede, lugar onde acontecem coisas incríveis em um mundo (ou em mundos) novo e imprevisível. continua…

DOWNLOAD (créditos para nossos amigos do excelente Projeto Democratização da Leitura)

+ sobre o autor

William Gibson é um autor de ficção científica americano que vive em Vancouver, Canadá. Desde os anos 70 que escreve contos e o seu primeiro romance Neuromancer, livro em que o conceito de Ciberespaço nasceu, foi publicado em 1984. Esta obra ganhou um estatuto de culto, ao criar um novo gênero de ficção científica, apelidado de Ciberpunk, paradigma de que Gibson é considerado o pai. A literatura ciberpunk tem uma visão muito pessimista do futuro, predizendo o aparecimento de corporações capitalistas multinacionais, e mostrando os efeitos negativos que as novas tecnologias poderão ter na vida quotidiana.
Embora se considere que o ciberpunk, enquanto gênero literário, está morto, as idéias que Gibson apresentou nos seus romances alastraram a outros contextos, tanto artísticos, como sociológicos ou técnicos. Os seus detratores criticam a sua posição de, enquanto utilizador da Internet, declarar que “não sou um técnico. Não sei como é que estas coisas trabalham. Mas gosto do que fazem e dos novos processos humanos que geram”. Como escritor de ficção científica, diz que as pessoas não deveriam olhar para este gênero como prospectiva, mas antes como o modo como os escritores lhes apresentam algumas idéias sobre o futuro, que poderão vir a resultar ou não.

William Gibson escreveu, para além do já citado Neuromancer (1984), Count Zero (1986), Mona Lisa Overdrive (1988), The Difference Engine (1991), Agrippa (a Book ok The Dead) (1992), Virtual Light (1993), Idoru (1996) e uma coletânea de contos chamada Burning Chrome (1986).  

fontes:

http://www.comciencia.br/resenhas/internet/idoru.htm

http://stulzer.net/blog/2006/11/15/10-dicas-de-leitura-de-livros-de-ficcao-cientifica/

http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/viewtopic.php?t=2287&view=next&sid=6c0fe82b6251066093712667111dcd64

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al250720014.htm 

CYBERPUNK, Robson Pereira

“Júlio Verne, o cyberpunk do século 19″, copyright O Estado de S. Paulo, 19/7/01 -Em 1889, o pai da ficção científica já adivinhava, em seus livros, os usos e as aplicações da Internet

hoje me deparei com a seguinte mensagem em minha caixa de e-mails: Diploma Universitário em apenas 15 dias!!!Todos reconhecidos pelo MEC com histórico, trabalhamos com faculdades de todo brasil, tudo no mais absoluto sigilo.
Temos as mais variadas graduações e tecnólogo (DIREITO, ENGENHARIA, ADMINISTRAÇÃO, VETERINARIA, AGRONÔMIA, TURISMO, CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO, Pedagofia, jornalismo, economia etc…)
Maiores informações pelo e-mail: ………….@………….com.br

Inacreditável. Como tem gente corrupta no nosso país. Imagine o tamanho do esquema para levantar um diploma legal para uma pessoa. Esquema de faculdade, pessoal do MEC e sabe-se mais quantos órgãos públicos envolvidos. Imagine você levando seu animal de estimação para ser cuidado por uma veterinária que comprou o diploma. Inacreditável.

Para relatar aqui no blog vou responder ao e-mail pedindo mais informações.

Veja a imagem do e-mail:

Cadernos de Comunicação Organizacional -
Como Escolher uma Agência de Comunicação

Como Escolher uma Agência de Comunicação é primeiro título da série Cadernos de Comunicação Organizacional, uma publicação da Associação Brasileira das Agências de Comunicação – Abracom. A coleção que agora se inicia tem o objetivo de oferecer às agências de comunicação e seus interlocutores no mercado textos que difundam conhecimentos práticos sobre a atuação das empresas do setor.

O texto do caderno “Como Escolher uma Agência de Comunicação” foi escrito pelo diretor de comunicação, Pedro Cadina. E mostra os principais passos que uma empresa ou organização deve dar para fazer uma escolha certeira na hora de contratar serviços de comunicação corporativa.

Para chegar ao texto final, o autor utilizou como referências, além da experiência no mercado e da reflexão coletiva no âmbito da Abracom, textos de entidades internacionais. Aqui, no site da Abracom, você encontra versão online para impressão.

A versão impressa está disponível na sede da Abracom para agências associadas efetivas, entidades empresariais e do setor público.

Para chegar à versão atual do Caderno, a Abracom contou com a colaboração da agência Klaumonforma, que fez o design gráfico, do ilustrados Faoza Monteiro e da Stil Graf.

DOWNLOAD
(CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO E ESCOLHA “SALVAR COMO…”

Cadernos de Comunicação Organizacional - Comunicar é preciso

As Organizações Não Governamentais terão a partir do dia 5 de dezembro, uma importante ferramenta par auxiliar na sua comunicação com a mídia. A Associação Brasileira das Agências de Comunicação – Abracom, lança o caderno “Comunicar é Preciso – Como Ongs podem se comunicar melhor com a Imprensa”, organizado pela jornalista Janine Saponara, coordenadora do grupo de trabalho sobre Terceiro Setor da entidade. O evento de lançamento será realizado a partir das 19h, no auditório do Centro Brasileiro Britânico, que fica na rua Ferreira de Araújo, 741, em São Paulo, com palestra sobre a importância da comunicação para as Ongs que será feita pelo fundador e coordenador dos Doutores da Alegria, Wellington Nogueira.

O caderno “Comunicar é preciso é o segundo volume da série Cadernos de Comunicação Organizacional, publicada pela Abracom. No primeiro volume, o tema foi “Como contratar uma agência de comunicação”.

Transferência de know how

O caderno destinado às Ongs foi organizado a partir do trabalho de pesquisa feito pelo grupo da Abracom que debate temas ligados à comunicação no Terceiro Setor. A publicação é destinada aos gestores de Ongs, com o objetivo de indicar caminhos para que o contato das organizações com a imprensa seja feito de modo mais direto e objetivo. Segundo a coordenadora do grupo de trabalho da Abracom, Janine Saponara, “o objetivo do caderno é contribuir para reduzir a exclusão da fonte, que vivemos hoje, pois a imprensa - não só por sua culpa - entrevista sempre as mesmas ongs”. O Grupo considerou de extrema importância transferir seus conhecimentos para as organizações que não têm recursos e para as quais a imprensa é um público fundamental público fundamental para o sucesso de suas iniciativas.

DOWNLOAD
(CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO E ESCOLHA “SALVAR COMO…”
Mensagem

Viagem na irrealidade cotidiana

Critica sobre o livro de Umberto Eco.

O falso absoluto.

Umberto Eco faz uma critica ferrenha ao falso, a copia. Ele descreve intensamente museus e lugares, principalmente nos Estados Unidos, que servem especificamente como estoques de copias “autenticas” de obras primas que estão em museus da Europa. Comenta ainda a construção de um castelo na Califórnia que foi importado da Europa, cada tijolo numerado e reconstruído em seu local atual e preenchido com obras de arte reais e copias não para o bem da arte mas para o prestigio que esta proporciona.
Eco ainda critica a Disney, seja ela a Disneyworld ou a Disneylandia, falando sobre museus de cera, aonde os autômatos são tão reais que as pessoas se perdem no meio delas, e os cenários ecológicos repletos de animais, que não são de verdade, pois se fossem não estariam ali, ainda nesse contexto, Eco contrapõe o zoológico e a Disney, pois no zoológico as pessoas se contagiam com a idéia de proteção que este proporciona e que apesar de muitas vezes os visitantes não conseguirem ver os animais, pois estes estão dormido ou se escondendo, preferem não ver os animais de verdade do que saber que aquele crocodilo na Disney não passa de um robô, que cumpre um papel definido muitas vezes.
O conceito de real thing, ou seja, sempre o real por mais que não seja, ou seja uma copia autenticada nos mínimos detalhes que sem uma plaqueta de cobre embaixo explicitando que a obra é uma copia, não seria possível saber se é o original ou não, ele ainda descreve uma estatua de cobre grega que não é, obvio, a original, mas sim uma copia da autentica “copia” romana, então se você não pode ter o original então que tenha a copia, mas se nem esta é possível pois o original se perdeu no tempo, então tenha a copia da copia da relíquia, sendo que esta primeira copia já atingiu o status de relíquia pois o original já se perdeu.
Ainda tem mais, alias a própria palavra “mais” já é um conceito que merece ser trabalhado, more, que é um jeito de dizer “ainda” sob a forma de mais, não se diz “o programa continua daqui a pouco” e sim more to come. Não se diz me da ainda um pouco de café ou outro café mas sim more coffe. o cigarro não é mais comprido, é more. E isso serve para argumentar a copia, a copia perfeita do oval room, da casa branca e as reconstruções de praças aztecas onde o objeto verdadeiro e a estatua de cera do azteca se fundem em um continuum que o visitante não é estimulado a decifrar.
É a fortress of solitude, para quem não sabe é a casa do super homem no polo norte, é aonde ele guarda suas memórias perfeitamente enclausuradas em cristais, copias fieis de fatos e pessoas que conheceu e encontrou, o museu de recordações, e esse modelo se aproxima da realidade no momento que você percebe que o museu de cera, que serve para guardar o conhecimento humano, ainda que por réplicas fidelíssimas, não passam de fortalezas de solidão.
E como não comparar tudo isso com um recurso usado para entreter e como ciência também, a holografia, quer dizer, você olha de um angulo e vê uma imagem mas quando vira a foto, vê tudo que esta escondido atras, sob nova perspectiva, mas quando olha de cima vê que é simplesmente um papel que pelo uso de lasers foi capaz de reter uma imagem tridimensional e coloca-la em uma mídia bidimensional, e o que os museus de cera fazem quando colocam a ultima ceia de michelangelo em forma de cera, e o espectador pode ver as costas de Jesus, e seu perfil. A obra perde seu valor, apesar da tridimensionalidade adicionar um conjunto completamente novo de signos, empobrece a obra, pois o espectador perde o poder de abstrair ele mesmo essa tridimensionalidade, é não para por ai, existe uma versão de cera da monalisa, quer dizer, esta replica em cera mata todo o trabalho de da Vinci, o escorso, o sorriso, todas as reflexões e analises da obra já feitas vão por água a baixo quando esta é colocada para fora do quadro. Isto tudo são as wunderkammer, ou câmaras das maravilhas, difundidas na civilização barroca alemã.

Que você possa viver numa época interessante.

Já diziam os chineses quando queriam maldizer alguém. Esse capitulo trata da época em que vivemos, sob uma outra perspectiva, não a do falso absoluto, mas sim do neofeudalismo.
Qualquer dia desses, em qualquer lugar do mundo onde haja um engarrafamento de carros, existirá um que será lembrado como o maior de todos, e que por coincidência, nesse engarrafamento estarão operadores da torre de controle de um grande aeroporto, e que esses não conseguirão chegar ao seu destino, e que os operários que lá estão, vencidos pelo cansaço, errarão e passarão as informações erradas para as aeronaves em vôo, e que duas dessas colidirão e cairão sobre a rede elétrica que alimenta a mesma cidade aonde o engarrafamento não permitiu os operadores de chegarem ao seu destino, e haverá um blackout imenso que durará dias, e que por coincidência, isso ocorrerá em uma cidade aonde neva e estará nevando exatamente nesse dia toneladas de neve, impedindo o reparo da rede elétrica, e o blackout que durará dias, durará semanas, e as pessoas para se aquecerem começarão a queimar tudo que for possível, e começaram incêndios intermináveis, que os bombeiros não poderão apagar, pois não poderão chegar aos locais dos mesmos, e as pessoas começaram a ficar sem suprimentos e portanto, saquearão as lojas e supermercados, e seus donos para se defenderem empregarão um numero jamais visto de armas de fogo gerando uma violência interminável que resultara em mortes por assassinato, frio, fome, e no final, depois de semanas de caos, quando a neve derreter, a rede elétrica tiver sido reparada, haverão tantos corpos jogados aos milhares nos acostamentos e calçadas que uma nova peste que se nutriu desse enorme contingente de mortos emergira matando mais uma porção da população. A vida política fragmentada em milícias mercenárias deixará de existir dando lugar a subsistemas autonomos do poder central e uma nova administração de justiça autônoma se encarregará de escolher seus culpados. A nova Idade Média já esta ai…
São as grandes corporações, e seus vassalos, os estados, que vez em quando impõe uma imagem de estado absoluto, mas todos sabemos que estes são apenas empregados das grandes corporações multinacionais que ditam os destinos do mundo.

Os heróis verdadeiros são sempre arrastados pelas circunstancias.

Nunca escolhem, pois se pudessem escolheriam não ser heróis. Nesse capitulo, Umberto Eco ensaia sobre a religião, o coração do estado, seus governantes e os terroristas.
Eco fala que a religião, e no livro exemplifica bem usando experiências próprias que teve em contato com o candomblé em São Paulo e no Rio de Janeiro que essa religião afro-brasileira esta mudando de mãos, pais de santo louros e de olhos azuis já são vistos conduzindo trabalhos, Eco ainda fala sobre o respeito dessa religião pelas outras. O pai de santo de São Paulo foi o que expressou isso melhor quando disse: “estamos fazendo somente política da boa vizinhança” que dizer, eles reconhecem Jesus e o diabo mas não trabalham com eles. Eco se mostra muito curioso pelas cerimonias e de qual orixá ele é filho, tanto na visão do pai de santo de São Paulo com para o do Rio, Eco é filho de Oxalá, uma revelação que o deixou um tanto frustrado pois ele não sentiu confiança no pai de santo carioca.
O coração do estado, seus governantes e os terroristas. Aqui Eco exprime uma visão tremendamente critica, ligada com o conceito do segundo capitulo, ou seja, o neofeudalismo, quando diz que todos são parte do mesmo, quer dizer, eco diz que a ação dos terroristas, por mais que cause danos a uma companhia aérea ou a uma fabrica, provoca lucros para os jornais e jornalistas, quer dizer é um toma lá da cá em que os governantes simplesmente controlam em prol das multinacionais, alias a política planetária agora é controlada por essas mesmas industrias que lucram em cima de atos terroristas, e o que fazer com aqueles que morrem nesse contexto, vitimas de assassinatos, são casualidades de guerra. Mas e a punição para aqueles que cometem esses crimes, deve ser igual, então o que fazer com um meliante que rapta seu filho e abusa sexualmente dele, então você tem o direito de abusar dele também? E se tivesse, tiraria proveito dele, quer dizer, transformar o ser humano criminoso em meio de comunicação, então ele perde a qualidade de humano. E você, caso se utiliza-se do seu direito de devolver na mesma moeda, seria menos humano também, pois também seria transformado em meio da comunicação, então aquela velha historia de direitos humanos, mas primeiro os mais humanos valeria em qualquer ocasião. E isso se aplica ao aborto também, afinal quem de nos pode dizer se um aglomerado de células pode ser chamado ser humano ou não. Se esta vida que se forma já esta ligada as regras da sociedade.

Quem controla o país?

Hoje em dia, quem controla os meios de comunicação, o poder imprimido nas mídias de massa é enorme, até ai todos sabemos disso, mas aonde está a novidade? Nesses últimos tempos temos visto a proliferação da TV a cabo, a neotv, que não vem para substituir a tevê comum, mas sim atualizar o discurso desta de uma maneira regionalista. A TV comum é muito abrangente em nível territorial mas pouco profunda nos assuntos das comunidades, e ela tenta disfarçar que ela leva esse conhecimento até o telespectador, mas generalizando para todos os meios de comunicação de massa, quando você tem um veiculo que atinge uma grande população de diferentes níveis sociais e diferentes níveis de instrução, o veiculo perde sua capacidade de ter opinião própria e passa a ter a opinião da massa, já a neotv não tem este problema pois ela se foca em uma região e se aprofunda em um publico somente, tornando assim a ter opinião própria.
Eco ainda fala nesse capitulo da massificação do esporte e da banalização com que este é vendido, apesar de Eco não ter a menor afinidade com a pelota como ele mesmo fala, ele faz uma critica muito mordaz mas pertinente quando a comercialização, principalmente do futebol, mas não deixa os jogos olímpicos de lado, como ele mesmo fala, é mais fácil filmar um corredor fazendo aquilo que faz de melhor do que colocar atores para correr, pois nesse caso o convencimento da massa seria mínimo, Eco ainda faz uma critica a própria figura do atleta, ele o considera um instrumento, um meio para o patrocinador fazer dinheiro, “o atleta é um monstro, é a gueixa de pé apertado e atrofiado destinado a instrumentalização total.”

Um cent.

Eco discorre no final do capitulo sobre a falsificação e o consenso, pegando o gancho que ele mesmo deixou no final do primeiro capitulo. O sistema telefônico americano é muito interessante, Eco conta uma pequena historia de quando conversando com um colega em uma universidade da Califórnia este pede emprestado 10 cent., Eco empresta o dinheiro para que seu colega ligue para Roma, é isso ai, ROMA. Então alguns minutos depois seu colega volta com a resposta que buscara e os 10 cents. de volta. Como? As multinacionais americanas (pelo menos são as citadas) tem um código telefônico onde essas ligações são debitadas diretamente em suas contas, mas isso não é a parte interessante, o que nos interessa é o fato das multinacionais perceberem este roubo e ficarem imóveis perante o mesmo, alguns milhares de dólares a mais e ninguém sai perdendo, sabe porque? Porque custaria muito mais procurar os fraudadores, incrível não? E não Itália que o xerox de um livro chega a custar o dobro do livro, mas se você tirar em cem pessoas o perco cai 4 vezes. Então as editoras ao invés de vender o livro por um preço, o vendem pelo dobro, sabendo que somente as bibliotecas o compraram e que o resto será xerocado, diminuindo assim os custos de produção e distribuição! E o caso que mais me espantou, nos Estados Unidos, durante uma época as pessoas quando pagavam suas contas telefônicas com cheque, colocavam um cent. a mais, ninguém pode ser incriminado por pagar a mais, mas as companhias telefônicas são obrigadas a devolver o dinheiro, e o custo é muito alto para imprimir alguns milhares de cheques de um cent. para a devolução, as companhias foram para a TV implorar para que os consumidores parassem com esta brincadeira. Quanto poder a massa tem e não sabe se comunicar, porque não é dona dos meios de comunicação.

As Músicas do Programa Amaury Jr

Quais músicas tem nesse álbum? Informações do CD,  o menor preço,  Clique Aqui para procurar sobre este álbum…..

As Músicas do Programa Amaury Jr

Amaury Jr. atendeu aos pedidos do público de seu programa. O apresentador fez, em Campos do Jordão,dia 14 de julho, o lançamento do CD As Músicas do Programa Amaury Jr. O CD traz uma coletânea com 14 grandes sucessos, entre eles: I Can Hear Music, Nice and Slow e I’m So Happy.

DOWNLOAD(Easy-Share)

Para que servem os jornais, toneladas e mais toneladas de papel gastos com notícias que já estão ultrapassadas? Os jornais impressos estão condenados a cair no esquecimento tanto quanto os discos de vinil, disquetes, rolos de filme, toca-fitas… São chatos de ler, sujam seus dedos, você gasta dinheiro, tem poucas imagens e infográficos, eliminam CO2 e matam milhares de árvores contribuindo para o aquecimento global que eles tanto alardeiam. E nem para reciclar ele é bom!Em um único ano, as edições de jornal impressas de uma única empresa resultaram na morte de 8.750 árvores e elimina 17.225 toneladas de CO2. Multiplique isso pelo número de jornais disponíveis no mercado e você vê o estrago. A Gazeta Mercantil ao menos replanta as árvores, mas e as outras?

Por isso, colabore, diga não a poluição, ao desmatamento, ao aquecimento global: Não compre jornal! Principalmente se ele for o Estadão.

http://mundotecno.blogsome.com/2007/08/10/campanha-nao-compre-jornal-preserve-a-natureza/

O grito de desespero do Estadão

14 08 2007 A blogosfera está comentando e eu não poderia deixar de discutir. O Estadão, que vem há anos perdendo espaço, elegeu os blogs como seu arqui-inimigo. Vejam só! Com uma campanha metida a engraçadinha, o Estadão erro o foco e a piada. É ainda mais curioso ver que esse grito de desespero vem justamente de uma empresa que se gaba de ter um portal dedicado à tecnologia. Bem, pelo jeito eles não entendem nada sobre o fenômeno de blogs.

//i187.photobucket.com/albums/x33/trankera0/estadao.jpg cannot be displayed, because it contains errors.

De fato, a mídia impressa tem a Web como um novo concorrente. A busca por conteúdo na Web vem inclusive crescendo. Conforme o instituto de pesquisa Nielsen/NetRatings, o internauta dedica hoje metade de seu tempo na rede lendo notícias e assistindo vídeos. Trata-se de um crescimento de 37%, observado nessa pesquisa de 4 anos. Claro, busca-se tanto conteúdo jornalístico quanto cômico (ninguém é de ferro, não é?). Só que a concorrência entre blogs e mídia convencional não é privilégio do Estadão. Mas, enquanto a Folha de São Paulo vêm investindo em colunistas de peso e na atualização do conteúdo gráfico, o Estado de São Paulo insiste em seu conservadorismo. Ao passo que a Folha discute o que está sendo comentado nos principais blogs do país, a campanha do Estadão compara blogueiros com macacos (sobre isso, veja uma divertida análise no blog da Gabriela). O interessante é que como blogueiros também lêem jornais, e inclusive dependem deles para atualizar suas publicações online, o Estadão critica o seu próprio público potencial. E mais, acusa os leitores de blogs de estúpidos.

Alguns comentaristas do blog Pensar Enlouquece sugerem que essa arrogante campanha é na verdade uma estratégia de buzz marketing da agência Talent. Bem, os publicitários acertaram, a blogosfera está discutindo os anúncios e o comercial de TV. Mas será que o “falem mal, mas falem de mim” aumentará o valor da marca Estadão? De minha parte, passo a ter ainda menos respeito pelo jornalão desesperadão.

Talvez o Estadão e a Talent ainda sonhem com os tempos em que os jornais eram a única fonte de informação. Mas não há como voltar ao século XIX. Hoje, além de rádios, revistas, TVs e jornais, também nos informamos na Web. Ou seja, é a partir desse conjunto de informações que construímos nossa visão de mundo. E, além de nossa discussão sobre essas notícias com nossos amigos e colegas em contextos presenciais, também temos um espaço de debates na blogosfera. Pois os temidos blogs contribuem para que notícias não sejam esquecidas ou “absorvidas” impunemente. Cada blogueiro e comentarista, ao refletir publicamente sobre algo noticiado na grande mídia, expõe-se e coloca suas perspectivas à prova. Através do conjunto de pequenos debates em cada post, o grupo dá novo significado ao que a mídia tradicional transmite.

Para ver todos os anúncios da campanha, visite o blog Brainstorm #9.

http://alexprimo.com/2007/08/14/o-grito-de-desespero-do-estadao/

O PREÇO DA LEITURA OU O LIVRO COMO MERCADORIA CULTURAL

CASSIANO ELEK MACHADO -Agência Folha (8.12.2001)

Tem produto fresquinho no mercado das letras. Tem 204 páginas, custa R$ 29 e é de autoria de Marisa Lajolo e Regina Zilberman.

E por que esses detalhes antes da apresentação do conteúdo do livro em questão? Porque são exatamente esses os elementos que ele traz para as prateleiras.

O Preço da Leitura

O Preço da Leitura, que a dupla de pesquisadoras acaba de lançar, vai por um caminho muito pouco trilhado nos estudos literários, a idéia de que o autor de um livro é também o produtor de uma mercadoria.

“Literatura é mercadoria e, como mercadoria, tem um preço e está sujeita a leis de mercado, como vários outros produtos”, explica Marisa Lajolo, professora da Unicamp e “produtora” de uma dezena de livros.
Para esmiuçar a dimensão econômica da criação literária, as autoras percorrem toda a trajetória da escrita, desde os tempos do pergaminho até a Internet.

Nessa viagem, as principais escalas são feitas em questões como os diferentes modos como o autor foi remunerado pelo que criou, com destaque para a revolução representada pela criação de mecanismos legais para demarcar a propriedade literária.

Direito autoral

O chamado direito autoral só nasce em 1710, quando o parlamento inglês promulga o documento conhecido como “Estatuto de Ana”, que define que: “…O autor de qualquer livro ou livros já impressos (…) terá o direito exclusivo e liberdade de imprimi-los pelo prazo de 21 anos”.
“A Inglaterra foi a pioneira na questão dos direitos autorais. Portugal, e por consequência também o Brasil, foi dos mais atrasados”, diz Lajolo.

Se O Preço da Leitura parte das questões envolvendo autor, propriedade e valor em âmbito mundial, o Brasil é sempre o foco final da pesquisa. As autoras trabalham detalhadamente, por exemplo, a relação entre brasileiros e portugueses nas demarcações do território literário e editorial, enfatizando o momento (tardio, diga-se) em que Portugal autoriza a impressão na colônia, com a vinda da família real ao Brasil, em 1808.

Pesquisa

“Uma das nossas grandes descobertas foi a do caráter conflitivo das relações culturais entre Brasil e Portugal no século 19. Encontramos uma série de evidências de que o Brasil era o grande mercado do autor português”, conta Lajolo. “Isso permite que se possa reequacionar as discussões de influências entre a literatura produzida no Brasil e em Portugal”.

Entre os achados do livro também está a pesquisa sobre a formação de associações de escritores no Brasil para conseguir implementar leis que os favorecessem. “Poucos sabem, mas a criação da Academia Brasileira de Letras, hoje tida como conservadora e honorífica, é ligada a esse ideal”.

SERVIÇO
O PREÇO DA LEITURA.
De Marisa Lajolo e Regina Zilberman - São Paulo - Editora: Ática - 204 p

 

Fernanda Lima nua e pelada

Fernanda Lima originalmente era modelo. Viveu uma parte de sua vida na Itália. Lá ela fez algumas fotos nuas para revista Boss. Veja Fernanda Lima peladona aqui! oferecimento Jegue-BR.

 

Fernanda Lima - nua e pelada …  musa linda e real atriz e modelo

Contextualização: uso do conceito de mediação

O conceito de mediação foi empregado junto ao de meios de comunicação, de forma particular, pelo filósofo colombiano e teórico dos estudos culturais latino-americanos Jesús Martín-Barbero, no livro “Dos Meios às Mediações: comunicação, cultura e hegemonia”. Na época de publicação do livro (1987) a internet não tinha nem o tamanho, nem a popularidade e nem a disseminação que adquiriu nos últimos anos, principalmente de 1996 para hoje, 2007. Mas, já naquele instante, o uso do termo mediação referia-se às construções culturais e simbólicas, as resignificações, de um sujeito imerso em um contexto de globalização cultural, de multiculturalismo e de intertextualidade (características também da internet). Em nosso contexto particular, o uso pode passar por uma reapropriação para a utilização das novas tecnologias de comunicação digital interativa em rede, em especial a internet, e ao processo de ensino-aprendizagem.
Parte-se do pressuposto de que o sujeito, que faz uso dos meios de comunicação de massa ou dos meios de comunicação interativos, integra uma comunidade, um grupo, um universo particular, tomando decisões de acordo com o contexto em que está imerso, negociando simbolicamente com os meios de comunicação. No caso particular da América Latina - com sociedades de subdesenvolvimento acelerado e modernização compulsiva - a comunicação, assinala Martín-Barbero, assume “os bloqueios e as contradições” em que os sujeitos estão situados, em uma emergência de sujeitos sociais e identidades culturais novas. “Assim, o eixo do debate deve se deslocar dos meios às mediações, isto é, para as articulações entre práticas de comunicação e movimentos sociais, para as diferentes temporalidades e para a pluralidade de matrizes culturais”. (Martín-Barbero, 2001, p.270)

 

 

 

 

 

Educação e mediação simbólica

Mais do que a concepção “clássica” de educação, quase teológica, de um professor onipotente e onipresente, uma nova perspectiva é assumida a partir do uso do termo mediação no processo de ensino-aprendizagem. Com seu emprego e uso, a idéia passa a ser de que as tomadas de decisões do professor e o posicionamento e reflexão dos alunos acontecem muitas vezes em um espaço de conflitos e de crítica. O processo educativo, como integrante de uma ação simbólica, de uma matriz cultural inerente ao contemporâneo, assume desta forma uma perspectiva não apenas de transmissão de conhecimento, mas de mediação, de acordos entre as partes, de negociação, inclusive de construção dialética, no sentido hegeliano de síntese de opostos.
Esse uso do conceito de mediação atrelado à educação se aproxima da concepção sócio-construtivista interativa, em que a relação entre professor e aluno se dá num contexto de diálogo franco, aberto, multilateral, em que as capacidades e os talentos de todos os envolvidos no processo são levados em consideração no processo de ensino-aprendizagem. A internet, com sua universalidade, com sua atemporalidade e com suas novas perspectivas de espacialidade, vem como ferramenta que contribui para uma nova cultura na educação, uma nova forma de elaboração e disseminação do conhecimento, uma cibercultura que não está só paralela à cultura tal qual a conhecemos, em seu sentido geral, de formas de fazer, de habilidades, mas também em seu sentido amplo, como produção e disseminação de formas simbólicas, com suas simulações e virtualidades. (THOMPSON, 1995, p.193)

O surgimento da internet: dos “mísseis” às comunidades

As origens históricas da internet remetem-se à Guerra Fria (conflito político, bélico, científico e tecnológico entre os EUA e a ex-URSS), quando foi desenvolvida a Arpanet (Advanced Research Projects Agency – Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas), rede de computadores montada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em setembro de 1969 com o objetivo de integrar computadores diversas bases militares e estimular a pesquisa entre universidades. Ou seja, os usos tinham fins negativos (em relação ao conflito EUA-URSS), mas foi justificada também por seu uso positivo (científico).
O sociólogo espanhol Manuel Castells, um dos mais otimistas pensadores sobre as novas tecnologias de comunicação, faz o que ele chama de uma “fórmula improvável” nas origens da internet, que somam: big sciense, pesquisa militar e a cultura da liberdade. “A Arpanet teve suas origens no Departamento de Defesa dos EUA, mas suas aplicações militares foram secundárias para o projeto do IPTO (Information Processing Techniques Office – Escritório de Processamento de Informações Técnicas) era financiar a ciência da Computação nos Estados Unidos e deixar que os cientistas fizessem seu trabalho surgisse disso.” (CASTELLS, 2003, p. 20). E surgiu. A internet como a conhecemos hoje, com sua arquitetura de rede, baseasse em três princípios que a orientaram inicialmente, segundo Castells: “uma estrutura de rede descentralizada; poder computacional distribuídos através dos nós da rede; e redundância para diminuir os riscos de conexão.” (CASTELLS, 2003, p.20).
A internet acabou sendo utilizada a partir da década e 1970 como uma integrante da cultura da liberdade disseminada nos campi universitários norte-americanos, mantendo entre os estudantes redes comunitárias. Castells avalia que sem essa contribuição de manter redes comunitárias, talvez a história da internet fosse diferente, não abarcando o mundo inteiro. Nasce daí a cultura hacker (que é preciso diferenciar da cultura cracker). A cultura hacker engloba, segundo Castells, sob uma reflexão de Steve Levy, “um conjunto de valores e crenças que emergiu das redes de programadores de computador que interagiam on-line em torno de sua colaboração em projetos autonamamente definidos de programação criativa.” (CASTELLS, 2003, p. 38). Já o termo cracker passou a designar os programadores que quebram códigos, entram em sistemas ilegalmente e criam tráfego nos computadores, apesar de haver algumas discordâncias sobre o significado termo.

Os sentidos da virtualidade

Outro teórico das novas tecnologias, ao lado do espanhol Manuel Castells, é o tunisiano-francês Pierre Lévy. Um grande otimista, um grande entusiasta da internet. Ambos sempre viram, em seus estudos, positivamente os usos da rede mundial de computadores na sociedade, na política, no lazer e na educação. A obra de Lévy sobre os usos e interações sociais na rede mundial de computadores é significativa. Entre seus livros traduzidos para o português pela editora 34, que o publica no Brasil, estão “As tecnologias da inteligência”, “O que é virtual?” e o indispensável “Cibercultura”.
Neste último, em especial, há uma espécie de síntese das reflexões dos dois anteriores. Os diversos empregos do conceito de virtual, por exemplo, são descritos no “Cibercultura”:

Esses sentidos pretendem nos situar a respeito das diversas possibilidades de simulação até o controle em tempo real de nosso representante no modelo de situação simulada. Sugerem, desta forma, espacialidades e temporalidades a que o ciberespaço submete. Os conceitos dividem o Mundo Virtual em diferentes escalas. Entretanto, cada uma delas remete-se ao ser humano e suas possibilidades interativas com a máquina ou mesmo com o espaço físico, partindo-se do mais forte (filosófico) ao mais fraco (sentido tecnológico).

Internet e educação: uma perspectiva teórica

Foi o próprio Pierre Lévy, professor da Universidade de Paris VIII, um dos primeiros teóricos a perceber o impacto da internet sobre a construção do saber. Acabou se tornando referência sua reflexão sobre educação e cibercultura, ou seja, a formação do indivíduo a partir das novas construções sócio-culturais e políticas conseqüentes dos usos das novas tecnologias.
Ele constatou três grandes mudanças nas relações com o saber. A primeira (1ª) seria que na primeira vez da história as competências adquiridas por uma pessoa no início de sua formação profissional estariam obsoletas no final de sua carreira. A segunda (2ª) está na própria natureza do trabalho, pois trabalhar passa mais do que nunca a significar aprender, transmitir saber e produzir conhecimento. A terceira (3ª) e última é que o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam numerosas funções cognitivas humanas: memória (banco de dados, hiperdocumentos, arquivos digitais de todos os tipos), imaginação (simulações), percepção (sensores digitais, telepresença, realidades virtuais), raciocínios (inteligência artificial, modelização de fenômenos complexos).
As novas formas de acesso à informação e os novos tipos de raciocínio e de conhecimento aumentam o que Lévy chama de inteligência coletiva, pois são objetivadas em documentos digitais ou programas disponíveis em rede e podem ser compartilhadas por inúmeros indivíduos.
Novos espaços do conhecimento também são criados, segundo o pesquisador. Para ele: “No lugar de uma representação em escalas lineares e paralelas, em pirâmides estruturadas em “níveis”, organizadas pela noção de pré-requisitos e convergindo para saberes ‘superiores’, a partir de agora devemos preferir a imagem de espaços de conhecimento emergentes, abertos, contínuos, em fluxo, não lineares, se reorganizando de acordo com objetivos ou contextos, nos quais cada um ocupa uma posição singular e evolutiva”. (LÉVY, 2003, p. 158)
O autor avaliou a necessidade de duas reformas nos sistemas de educação e formação. Primeiramente, o surgimento de um novo estilo de pedagogia como umas das questões essenciais no EAD (Ensino Aberto e a Distância), assinala Pierre Lévy, pois favorece o professor como incentivador e animador de inteligências coletivas de grupos de alunos em vez de um fornecedor direto de conhecimentos. A segunda refere-se ao reconhecimento de experiências adquiridas. “Se as pessoas aprendem com suas atividades sociais e profissionais e a escola e a universidade perdem progressivamente o monopólio da criação e transmissão de conhecimento, os sistemas públicos de educação podem ao menos tomar para si a nova missão de orientar os percursos individuais no saber e de contribuir para o reconhecimento de saberes pertencentes às pessoas, aí incluindo os saberes não acadêmicos” (LÉVY, 2003, p.158)
Finalmente, o autor faz uma previsão que parece estar se concretizando hoje nas relações entre internet e educação. Para ele, o ciberespaço, a interconexão de computadores no planeta, tende a se tornar a principal infra-estrutura de produção, transação e gerenciamento econômicos. “Será em breve o principal equipamento internacional da memória, pensamento e comunicação. Em resumo, em algumas dezenas de anos, o ciberespaço, suas comunidades virtuais, suas reservas de imagens, suas simulações interativas, sua irresistível proliferação de textos e de signos, será o mediador da inteligência coletiva da humanidade”. (LÉVY, 2003, p. 167). A existência deste novo suporte de informação e comunicação, termina Lévy, condiciona a emergência de novos gêneros de conhecimento inusitados, critérios de avaliação inéditos para orientar o saber, novos atores na produção e tratamento dos conhecimentos. Estas são algumas das questões que devem ser levadas em consideração na implementação de políticas de educação. Eis um retrato do admirável mundo novo da internet…

Bibliografia

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. Tradução: Roneide Venâncio Majer; atualização para 6ª Edição (2003): Jussara Simões – (A era da informação: economia, sociedade e cultura; v.1). São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999.

LUCENA, Carlos e FUCKS, Hugo. Professores e aprendizes na WEB: a educação na era da internet. Rio de Janeiro: Ed. Clube do Futuro, 2000.

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos Meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

THOMPSON, John B. Ideologia e Cultura Moderna: Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis, Vozes, 1995.

E-links

http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet
Verbete da enciclopédia virtual Wikipédia sobre a Internet, sua história, alguns serviços populares, ética e usos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Educação
Verbete da enciclopédia virtual Wikipédia sobre Educação, com links para diversas áreas com alguma relação com esse campo de ação, de pensamento e de transferência e mediação de cultura.

http://educacaonaweb.blogspot.com/