MíMESis ou MIMESE – a teoria do “meme”

Grecia Atene
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MíMESis ou MIMESE

Do gr. mímesis, “imitação” (imitatio, em latim), designa a acção ou faculdade de

imitar; cópia, reprodução ou representação da natureza, o que constitui, na filosofia aristotélica, o fundamento de toda a arte. Heródoto foi o primeiro a utilizar o conceito e Aristófanes, em Tesmofórias (411), já o aplica. O fenómeno não é um exclusivo do processo artístico, pois toda actividade humana inclui procedimentos miméticos como a dança, a aprendizagem de línguas, os rituais religiosos, a prática desportiva, o domínio das novas tecnologias, etc. Por esta razão, Aristóteles defendia que era a mímesis que nos distinguia dos animais.


The philosopher Plato
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Os conceitos de mímesis e poeisis são nucleares na filosofia de Platão, na poética de Aristóteles e no pensamento teórico posterior sobre estética, referindo-se à criação da obra de arte e à forma como reproduz objectos pré-existentes. O primeiro termo aplica-se a artes tão autónomas e ao mesmo tempo tão próximas entre si como a poesia, a música e a dança, onde o artista se destaca pela forma como consegue imitar a realidade. Não se parte da ideia de uma construção imitativa passiva, como acontece na diegesis platónica, mas de uma visão do mundo necessariamente

dinâmica. A mímesis pode indiciar a imitação do movimento dos animais ou o seu som, a imitação retórica de uma personagem conhecida, a imitação do simbolismo de um ícone ou a imitação de um acto musical. Estes exemplos podemos colhê-los facilmente na literatura grega clássica. As posições iniciais de Platão, na República, para quem a imitação é sobretudo produção de imagens e resultado de pura inspiração e entusiasmo do artista perante a natureza das coisas aparentemente reais (o que se vê em particular na comédia e na tragédia), e de Aristóteles, na Poética, para

Portrait of Aristoteles. Pentelic marble, copy...
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quem o poeta é um imitador do real por excelência, mas seu intérprete, função que compete ao cientista, foram largamente discutidas até hoje. Em particular, a questão da poesia ainda permance em aberto: seguimos com Platão se aceitarmos que a imitação fica ao nível da lexis, ou seguimos com Aristóteles, se aceitarmos que todo o mundo representado ou logos está em causa e que não resta ao artista outra coisa que não seja descrever o mundo das coisas possíveis de acontecer, coisas a que chamamos verosimilhanças e não propriamente representações directas do real?

Os tratadistas latinos, como Horácio, vão defender o princípio aristotélico, reclamando que a pintura como a poesia (ut pictura poesis), por exemplo, são artes de imitação.

Vários teóricos contemporâneos tentaram recuperar esta questão, que se relaciona com o  conceito de verosimilhança, discutido por autores como Ingarden, Sklovski, Vygotski, Jakobson, Barthes, Genette ou Hamon. O alemão Erich Auerbach traça, em Mimesis (1946), a história da representação poética da realidade na literatura ocidental, analisando a relação do texto literário com o mundo, mas recusando definir o que seja a imitação; Northrop Frye, em Anatomy of Criticism (1957), retoma a distinção aristotélica entre mímesis superior (domínio superior de representação, onde o herói domina por completo a acção das restantes personagens) e a mímesis inferior (domínio onde o herói se coloca ao mesmo nível de representação das restantes personagens); a estética de Georg Lukàcs presta particular atenção às artes não figurativas, que o teórico marxista considerava a exteriorização mais verdadeira da intimidadade do artista; Hans Georg Gadamer retoma a filosofia de Pitágoras, para quem o mundo real imitava a ordem cósmica das relações numéricas, para defender que a música, a literatura e a pintura modernas imitam essa ordem primordial. Em todos os casos, falamos de imitação enquanto forma de representação do mundo e não como uma forma de copiar uma técnica (imitatio, na retórica latina), o que foi prática corrente a partir do Império Romano, sobretudo na imitação da obra de mestres de gerações anteriores. É talvez Jacques Derrida quem propõe uma reflexão mais radical sobre o conceito de mímesis: o real é, em síntese, uma replicação do que já está descrito, recontado, expresso na própria linguagem. Falar neste caso de imitação do mundo é aceitar que estamos apenas a repetir uma visão aprendida na linguagem. A semiótica contemporânea substituiu o conceito de imitação pelo conceito de iconicidade nos estudos literários.

ÍCONE; poética; Ut pictura poesis

Bib.: Erich Auerbach: Mimesis. Dargestellte Wirklichkeit in der abendländischen Literatur (1946; Mimésis. La représentation de la réalité dans la littérature occidentale, Paris, 1968); David Lodge: “Mimesis and diegesis in modern fiction”, in After Bakhtin (1990); Jacques Derrida: La Dissémination (1972); L.Costa Lima: Mímesis e Modernidade (1980); M. Koller: Die Mimesis in der Antike (1954); R. Mc Keon: “Literary Criticism and the Concept of Imitation in Antiquity”, in Critics and Criticism Ancient and Modern, ed. R.S. Crane (1952).

link: e-dicionario de termos literários

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Harnessing Technology: Schools Survey 2008 – TICs apresentam melhores taxas nos resultados escolares

Um estudo desenvolvido no Reino Unido, pela BECTA, como resultado de seis anos de trabalho, analisa a influência das TIC nos resultados escolares dos alunos.

Conclui-se que as escolas que utilizam as TIC apresentam melhores taxas de progressão nos resultados escolares.

Ainda que a Grã Bretanha seja um dos países onde se verifica uma grande preocupação em equipar tecnologicamente as escolas, apenas uma pequena percentagem (cerca de20 %), utiliza eficazmente as TIC nos processos de ensino.

Tal está de acordo com as conclusões de um outro relatório anual relacionado com a utilização das TIC em contexto educativ

Assim, considera-se:

  • que deverá continuar a ser incrementada a utilização dos meios tecnológicos numa perspectiva pedagógica, apontando-se exemplos de tecnologias não apenas “físicas”: telefones portáteis, quadros interactivos, rádio escolar na Internet, podcast, videoconferência…
  • Além da importância de uma boa conexão banda larga nas escolas, dá-se especial relevância ao papel dos quadros interactivos, embora estes ainda continuem a ser utilizados essencialmente para apresentação de conteúdos, pelo que a “interactividade” ainda é algo com espaço para ocupar.
  • Para tal, poderão contribuir os dispositivos móveis aliados aos quadros interactivos.

Verifica-se que o desenvolvimento e a contribuição de recursos desenvolvidos pelos professores estão aumentando.  No entanto, destaca-se a necessidade de ter mais tempo para experimentar e produzir os recursos, tal como para conhecer melhor as ferramentas utilizadas para a produção dos mesmos.

Questões:

  1. De acordo com as experiências, as TIC estão ou poderão influenciar os resultados escolares dos alunos (podendo tal ser sintomático de desenvolvimentos de aprendizagem)?
  2. Os recursos tecnológicos que são disponibilizados pelas escolas são os mais adequados às necessidades dos professores? E são utilizados de forma a serem rentabilizados?
  3. Os recursos digitais que os professores e alunos têm à sua disposição e/ou desenvolvem são adequados? Quais as barreiras para que tal não aconteça?

Mídia digitais na vida das crianças

Media digitais na vida das crianças

“Kids’ Informal Learning with Digital Media: An Ethnographic Investigation of Innovative Knowledge Cultures” é o título de um projecto de investigação de três anos, realizado nos Estados Unidos da América, cujos resultados acabam de ser publicados. Acessível no site do projecto, sediado nas Universidades da California e Sul da Califónia, explora os modos como as crianças udam os media digitais na sua vida quotidiana.
Acessíveis na Internet encontram-se:

Sumário
Sumário desenvolvido
Relatório integral
Press release e vídeo de apresentação

Via Apophenia (http://www.zephoria.org/thoughts/archives/2008/11/20/living_and_lear.html ), onde tomei conhecimento desta informação, pode aceder-se a outros textos de divulgação desta pesquisa:

Teenagers’ Internet Socializing Not a Bad Thing (NY Times)
Time online teaches kids important skills, study finds (Mercury News)
… and many more

fonte - http://comedu.blogspot.com/

Artigo sobre a relação entre comunicação (relações públicas) e tecnologias

COMUNICAÇÃO E ESTE NOVO MILÊNIO (tópicos para uma discussão ou um manifesto passado)

Artigo sobre a relação entre assessorias /comunicação e tecnologias

Cláudio Manoel Duarte*

1.A atividade de assessoria de ganhou força ainda no período da ditadura militar brasileira, principalmente nos anos 70. A comunicação era mais controlada politicamente e as notícias tinham versões unilaterais. Tratada como mercadoria ideológica, a informação passou a ser editada para satisfazer interesses de setores dominantes do poder político e econômico. Para controlar os conteúdos dessas informações, as instituições oficiais, principalmente, utilizavam dos serviços dos profissionais jornalistas, que divulgavam apenas a versão que interessava, através dos press-releases.

2.Como o passar dos anos, no entanto, a assessoria de foi se tornando uma necessidade empresarial. Empresas privadas e entidades, incluindo instituições oficiais, sentem a necessidade de interferir de uma forma mais organizada junto aos meios de comunicação para melhor difundir seu nome, sua versão dos fatos e divulgar seus eventos. Esse, já no início dos anos 80, era um mercado em crescimento no campo da comunicação. Ao tempo em que as empresas ainda não entendiam a importância do relações públicas e novas empresas de jornalismo surgiam lentamente (assim como hoje ainda) a atividade do assessor encontrava espaços no mercado de trabalho.

3.Apenas em 1986, a Federação Nacional de Jornalistas Profissionais lança conceitos básicos, através de um manual, sobre o que seria a atividade de Assessoria , fruto já de uma discussão no congresso de jornalistas realizado em 1984. A Fenaj, no referido Manual, definia a assessoria como o serviço “de administração das informações jornalísticas e do seu fluxo das fontes para veículos de comunicação e vice-versa”.

4.Mas esse conceito já não condiz com a realidade do mercado de trabalho e suas novas necessidades. A realidade exige não mais uma assessoria de imprensa ; mas uma assessoria de comunicação, o que deixa claro o caráter da comunicação integrada. Exige uma assessoria que não se volte apenas para as mídias jornalísticas, mas entre no campo da publicidade e propaganda, das relações públicas e até em outras mídias eletrônicas, como redes de conectividade, cd-roms, totens interativos etc.

5.Nesse sentido podemos pensar a assessoria de comunicação com um conceito mais amplo, como o serviço de administração, produção e difusão de informações e do seu fluxo com as fontes e públicos através dos vários suportes comunicação. Inclui-se aqui “públicos” pois se entende que a assessoria de comunicação chegou a um nível de independência das mídias tradicionais de jornalismo, lhe dando autonomia de gerar seus próprios suportes, como out-doors, sites na internet, jornais, house-organs, revistas, panfletos, folders, cartazes etc, sem passar pelo crivo dos editores nas redação e fazendo um contato direto com seu público.

6. Por trás desse conceito menos dependente do mercado jornalístico está o novo profissional. Aquele que acompanha os avanços das tecnologias contemporâneas e sua repercussão no perfil do comunicador, e seu impacto no mercado do trabalho.
Se formos buscar um perfil, digamos, histórico, do comunicador, ele é definido pela tecnologia da época. Desde a imprensa de Gutenberg até o surgimento da área multimídia da internet, a Web, o novo comunicador, aquele atento às mudanças nos processos comunicacionais, sempre esteve caminhando paralelo a esses avanços. Em tempo de internet, em tempo de fotografias digitais, o trem da máquina de escrever manual com fitas que sujam os dedos e borra o papel é muito lento. A máquina de escrever não se conecta com o digital e propõe uma produção lenta, desacelerada.
Hoje, em plena Era da Informação, as tecnologias contemporâneas e principalmente a informática têm sido os principais suportes para nosso cotidiano. Somos ciborgues a toda hora. A relação homem-máquina está presente desde quando usamos um cartão magnético num caixa eletrônico para fazer compras de alimentos.

7. Ora, não seria a comunicação, que sempre dependeu de instrumentais tecnológicos, que estaria fazendo um caminho em direção inversa a esses avanços, nem igualmente os profissionais. Pelo contrário, são as formas de expressão e seus produtores um dos mais agraciados com as novidades. Somos, agora, também um resultado dessas novidades.

8. No caso particular das assessorias de comunicação, o profissional, seja ele relações públicas, jornalista ou publicitário, tem que estar atento e se desafiar, cotidianamente, diante dos avanços das tecnologias de ponta que estão diretamente relacionadas com sua área de trabalho. Esses desafios incluem desde a busca de uma linguagem textual inovadora (imagem, escrita e som) que esteja conectada com a cultura contemporânea até o domínio técnico dos suportes, como os softs, equipamentos etc. Está findando o tempo do profissional da comunicação precisa de um técnico especialista para fazer, para colocar em prática suas idéias. O novo mercado exige uma qualificação multimídia do comunicador, aquele que pensa e produz, ele mesmo.

9. Essa característica – pensar/fazer – é uma influência direta da entrada da micro informática em nossas vidas. A informática centraliza os processos de produção para o profissional competente – aquele que gera resultados positivos. A micro informática tem dado poderes a quem não os tinha antes e tem associado o pensamento à ação. Hoje, com a micro informática, por exemplo, um editor de jornal impresso imagina a estrutura de sua página, executa e manda para a impressora, quando antes ele dependia do layoutista, do diagramador, do pastapista e do arte-finalista para colocar em prática seu conceito de edição.

10. O próprio press-kit (material de apoio para divulgar eventos, que inclui crachás, press-releases, fotos, gráficos, logomarcas, fichas técnicas e toda uma infinidade de elementos) é uma manifestação da multiplicidade do profissional de comunicação. Pois é esse processo centralizador da micro informática aliado às diversas formas de comunicação que também estarão presente nas assessorias de comunicação – hoje concretamente um dos mercado que mais cresce, se compararmos com as mídias tradicionais. Mas é preciso que o profissional da assessoria dê respostas concretas e de qualidade às exigências do mercado da Era da Informação.

11. Destacamos aqui os avanços das assessorias de comunicação ligadas à produção cultural, à atividade artística, que, além de press-kits, tem procurado incluir a internet como uma de suas principais formas de divulgação.

12. A internet é capaz de disponibilizar textos, som e imagem fixa e em movimento, além de um contato direto, através de e-mail, com o promotor do evento – tudo isso a baixíssimo custo, e com divulgação planetária, e não apenas local.
A maior rede de computadores do planeta já é a segunda maior fonte de informação jornalística nos Estados Unidos. No Brasil, um dos principais mercados de micro informática do mundo, são inúmeros os provedores de internet e novas pessoas conectadas que surgem.

13. Estamos, portanto, nos encontrando com um conceito que vai se tornar cada vez mais claro, mais concreto: a virtualização da comunicação. Não só pela presença de jornais, rádios e tv em versão on line, mas pelo crescimento do ciberespaço enquanto área de difusão da informação, enquanto espaço de uma nova socialidade, enquanto espaço que aglutina públicos e comunidades, e portanto, seus interesses e idéias.

14. Ademais, a internet recupera verdadeiramente uma das questões mais reivindicadas pela comunicação: o feedback, a interatividade. A telemática, como afirma Marcos Palácios, está, pela primeira vez, “fazendo a junção entre comunicação massiva e interatividade. Há até pouco tempo atrás, a dissociação entre massivo e interativo era clara, no âmbito da comunicação. Uma coisa ou outra. O telefone é interativo, mas não massivo, na medida em que é apenas uma extensão tecnológica de um diálogo entre dois interlocutores; a televisão, o rádio, as mídias impressas, etc, são massivas, porém não interativas. A comunicação telemática é interativa e massiva”.

15. Além disso, o mercado on line – para citar uma área nitidamente comercial – têm crescido e junto com ele a necessidade de instrumentais de comunicação. O profissional da informação não poderá ficar ausente desta mídia em expansão.
O ciberespaço – a máxima das conexões das tecnologias digitais – conecta e disponibiliza as inúmeras possibilidades da criação da informação, memória e comunicação. Uma área universal para a formação de um enorme banco de dados e para a difusão de idéias.

16. Citando Pierre Lévy, a perspectiva de digitalização geral das informações “provavelmente tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade (…)”. E o profissional de comunicação está mais uma vez diante de um desafio, e mais uma vez, revendo seu perfil a partir das tecnologias contemporâneas diretamente relacionadas à produção da informação.

Miostatina, tratamentos, explosão de musculos, distrofia muscular

* Comentário: vale a pena testar aqui no Brasil o ácido valpróico, pois o “tricostatin A” não é comercializado ainda.

Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular
• Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular e diminui as alterações patológicas em camundongos com distrofia muscular (18/09/06)
Itália e Estados Unidos – Neste estudos os pesquisadores estudaram três drogas: o ácido valpróico, fenilbutirato e tricostatin A; destas três drogas a triscostatin A (TSA), que é usada no tratamento do câncer,  foi a que apresentou melhor resultado. Estas drogas são inibidores da enzima deacetilase.
 
Na distrofia muscular de camundongos a droga aumenta a expressão da folistatina, que causa aumento da fibra muscular antagonizando o efeito da miostatina. Além de reduzir de forma  importante as alterações patológicas dos músculos a droga também causou aumento da força da muscular. Além disso a droga foi utilizada em camundongos com três meses demonstrando efeito mesmo quando a degeneração muscular já tinha se manifestado. Esta é mais uma linha promissora de drogas para retardar a evolução da doença até que um tratamento definitivo possa surgir.
 
O resumo em inglês do artigo pode ser lido abaixo:
 
(IN PRESS:NATURE MEDICINE, 2006) – Functional and morphological recovery of dystrophic muscles in mice treated with deacetylase inhibitors
G C Minetti, C Colussi, R Adami, C Serra, C Mozzetta, V Parente, S Fortuni, S Straino, M Sampaolesi, M Di Padova, B Illi, P Gallinari, C Steinkühler, M C Capogrossi, V Sartorelli, R Bottinelli, C Gaetano & P L Puri – Italy and USA
Pharmacological interventions that increase myofiber size counter the functional decline of dystrophic muscles. We show that deacetylase inhibitors increase the size of myofibers in dystrophin-deficient (MDX) and  -sarcoglycan ( -SG)–deficient mice by inducing the _expression of the myostatin antagonist follistatin in satellite cells. Deacetylase inhibitor treatment conferred on dystrophic muscles resistance to contraction-coupled degeneration and alleviated both morphological and functional consequences of the primary genetic defect. These results provide a rationale for using deacetylase inhibitors in the pharmacological therapy of muscular dystrophies.
 

Poder e comunicação segundo Luhman:

Poder e comunicação segundo Luhman:

Luhman relaciona o poder com a comunicação quando compara a verdade e dinheiro com poderes que manipulam a sociedade.

O poder deve diferenciar-se da coerção para ter algo concreto e especifico. A coerção significa a renúncia das vantagens da generalização simbólica e a guiar a seletividade do companheiro. A pessoa que exerce coerção deve assumir a carga da seleção e da decisão no mesmo grau em que se exerce a coerção; esta tem que se exercer onde tiver uma carência de poder. A redução da complexidade não se distribui, senão que se transfere à pessoa que usa a coerção. Se isto é ou não, dependeria do complexo e mutabilidade que são as situações em que se ten que tomar as decisões sobre a ação. O poder aumenta com a liberdade em ambas as partes e, por exemplo, em qualquer sociedade determinada, aumenta em proporção com as alternativas que produzem. (LUHMAN, 1995:13-5).

Luhman observa ainda que uma teoria de diferenciação social em estratos e em subsistemas funcionais (seleção organizada = evolução e troca). Teoria de evolução social e cultural que conduz a uma diferenciação crescente. Todo sistema social é conflitante. O grau de conflito varia de acordo com o grau de diferenciação do sistema e de acordo com a evolução social. São as sociedades mais avançadas que necessitam de uma diferenciação funcional entre o código de linguagem em geral e os meios de comunicação simbolicamente generalizados tais como o poder ou a verdade, que condicionam e regulam a motivação para aceitar seleções oferecidas. Por meio desta diferenciação, as potencialidades para o conflito e o acordo podem dar-se conjuntamente na sociedade. Os mecanismos evolutivos da variação e a possibilidade de realizar seleções transferível, socialmente efetivas e utilizáveis, se apresentam pro separado e isto acelera a evolução sociocultural, já que podem ter eleições novas desde mas possibilidades dentro de pontos de vista mais específicos: linguagem e escrita (p. 9-10).

A linguagem como poder de comunicação. O uso de coerção (renúncia das vantagens da generalização simbólica e um guiar de seletividade do companheiro) só se centraliza em sistemas mais simples. Os sistemas mais completos decidem entre si sobre o uso da força.

A função dos meios de comunicação e transmitir a complexidade reduzida. No caso do poder, essas realizações se transferem… Toda forma de teorização rigorosa aparece, assim, como condenada desde o princípio ao fracasso, ou então se revela no fim das contas como simples instrumento de controle e repressão da fluidez e ‘liberdade’ caracteristicamente pós-modernas.

O poder é comunicação guiada pelo código (op cit 22) É inolvidável que a instituição do poder legítimo imponible e´ um fenômeno de maior importância social em comparação com a brutalidade e com o egoísmo. A vida cotidiana está determinada pelo poder normalizado – pelo exercício brutal e egoísta do poder.(op. cit 25)

(N. Luhmann, A Improbabilidade da Comunicação, Lisboa, Vega, 2001)

As possibilidades das redes de aprendizagem

As possibilidades das redes de aprendizagem*



Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas a grande maioria das escolas e professores ainda está tateando sobre como utilizá-las adequadamente. A apropriação das tecnologias pelas escolas passa por três etapas, até o momento. Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já se vinha fazendo, como o desempenho, a gestão, para automatizar processos e diminuir custos. Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos, há atividades no laboratório de informática, mas mantém intocados estrutura de aulas, disciplinas e horários. Na terceira, que começa atualmente, com o amadurecimento da sua implantação e o avanço da integração das tecnologias, as universidades e escolas repensam o seu projeto pedagógico, o seu plano estratégico e introduzem mudanças significativas como a flexibilização parcial do currículo, com atividades a distância combinadas as presenciais.

Os professores, em geral, ainda estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo, para tornar as aulas mais interessantes. Mas ainda falta o domínio técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os processos de ensino e aprendizagem.

As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off-line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola), que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.

As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância (EAD). Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muita auto-disciplina. Agora, com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.

A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

 

Blogs e Flogs

Quando focamos mais a aprendizagem dos alunos do que o ensino, a publicação da produção deles se torna fundamental. Recursos como o portfólio, onde os alunos organizam o que produzem e o disponibilizam para consultas, são cada vez mais utilizados. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação com possibilidade de fácil atualização e participação de terceiros.

Os blogs, flogs (fotologs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos que pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo (em diversos graus). Atualmente há um uso crescente dos blogs por professores dos vários níveis de ensino, incluindo o universitário. Os blogs permitem a atualização constante da informação pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e pesquisas individuais e em grupo, a divulgação de trabalhos. Com a crescente utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e integrarem-se com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógica. As grandes plataformas de educação a distância ainda não descobriram e incorporaram o potencial dos blogs e flogs.

A possibilidade dos alunos se expressarem, tornarem suas idéias e pesquisas visíveis, confere uma dimensão mais significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicos. A Internet possui hoje inúmeros recursos que combinam publicação e interação, através de listas, fóruns, chats, blogs. Existem portais de publicação mediados, onde há algum tipo de controle e existem outros abertos, baseados na colaboração de voluntários. O site www.wikipedia.org/ traz um dos esforços mais notáveis no mundo inteiro de divulgação do conhecimento. Milhares de pessoas contribuem para a elaboração de enciclopédias sobre todos os temas, em várias línguas. Qualquer pessoa pode publicar e editar o que outras pessoas colocaram. Só em português foram divulgados mais de 30 mil artigos na wikipedia. Com todos os problemas envolvidos, a idéia de que o conhecimento pode ser co-produzido e divulgado é revolucionária e nunca antes tinha sido tentada da mesma forma e em grande escala.

 

A escola em conexão com o mundo

A escola com as redes eletrônicas se abre para o mundo, o aluno e o professor se expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros, positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A divulgação hoje faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças necessárias, agilize as trocas entre alunos, professores, instituições. A escola sai do seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode aprender contínua e flexivelmente. Destaco, por exemplo, a importância do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de Chicago, que disponibiliza todo o conteúdo dos seus cursos em várias línguas, facilitando o acesso de centenas de milhares de alunos e professores a materiais avançados e sistematizados, disponíveis on-line http://www.universiabrasil.net/mit/. Alunos, professores, a escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos estão publicados na Internet. O estar no virtual não é garantia de qualidade (esse é um problema que dificulta a escolha), mas amplia imensamente as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio, de atualização. Tanta informação dá trabalho e nos deixa ansiosos e confusos. Mas é muito melhor do que acontecia antes da Internet, quando só uns poucos privilegiados podiam viajar para o exterior e pesquisar nas grandes bibliotecas especializadas das melhores universidades. Hoje podemos fazer praticamente o mesmo sem sair de casa.

Os professores podem ajudar o aluno incentivando-o a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas concretas para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

Uma das formas mais interessantes de desenvolver pesquisa em grupo na Internet é o webquest. Trata-se de uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Internet. Resolver uma webquest é um processo de aprendizagem atraente, porque envolve pesquisa, leitura, interação, colaboração e criação de um novo produto a partir do material e idéias obtidas. A webquest propicia a socialização da informação: por estar disponível na Internet, pode ser utilizada, compartilhada e até reelaborada por alunos e professores de diferentes partes do mundo. O problema da pesquisa não está na Internet, mas na maior importância que a escola dá ao conteúdo programático do que à pesquisa como eixo fundamental da aprendizagem.

O processo de mudança será mais lento do que muitos imaginam. Iremos mudando aos poucos, tanto no presencial como na educação a distância. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão prontos para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.

 Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.

*José Manuel Moran - Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância – jmmoran@usp.br

livro e autor,Idoru e William Gibson – multi resenha

Tentando seguir a popular filosofia de coisaa para fazer no ano novo, pretendo colocar sempre na lista, ler mais livros qo ano que se passou.

Uma sugestão de leitura para se animar é 10 Dicas para Você Ler mais Livros por Ano (Empirical Empire),

Idoru. William Gibson. Makron Books, 2000.

obra:romance, gênero: ficção científica, 1ºedição 1996,

Sinopse inglês William Gibson é autor do termo ciberespaço e de um romance de ficção científica que marcou a década de 80: Neuromancer. Como este, Idori, publicado em 1996, trata de personagens bizarros em paisagens tecnológicas remotas e exóticas.
 

Idoru, escrito por William Gibson, é um excelente romance de ficção científica, que leva os leitores ao minúsculo espaço da nanotecnologia – minúsculo, porém responsável por grandes revoluções. É um livro de verdade que fala de coisas “que não existem”. Ou seja, de coisas que acontecem no ciberespaço, termo criado pelo próprio Gibson em 1984 e publicado em Neuromancer, livro de grande sucesso. Ciberespaço é um termo utilizado pelos usuários da internet como sinônimo de rede, lugar onde acontecem coisas incríveis em um mundo (ou em mundos) novo e imprevisível. continua…

DOWNLOAD (créditos para nossos amigos do excelente Projeto Democratização da Leitura)

+ sobre o autor

William Gibson é um autor de ficção científica americano que vive em Vancouver, Canadá. Desde os anos 70 que escreve contos e o seu primeiro romance Neuromancer, livro em que o conceito de Ciberespaço nasceu, foi publicado em 1984. Esta obra ganhou um estatuto de culto, ao criar um novo gênero de ficção científica, apelidado de Ciberpunk, paradigma de que Gibson é considerado o pai. A literatura ciberpunk tem uma visão muito pessimista do futuro, predizendo o aparecimento de corporações capitalistas multinacionais, e mostrando os efeitos negativos que as novas tecnologias poderão ter na vida quotidiana.
Embora se considere que o ciberpunk, enquanto gênero literário, está morto, as idéias que Gibson apresentou nos seus romances alastraram a outros contextos, tanto artísticos, como sociológicos ou técnicos. Os seus detratores criticam a sua posição de, enquanto utilizador da Internet, declarar que “não sou um técnico. Não sei como é que estas coisas trabalham. Mas gosto do que fazem e dos novos processos humanos que geram”. Como escritor de ficção científica, diz que as pessoas não deveriam olhar para este gênero como prospectiva, mas antes como o modo como os escritores lhes apresentam algumas idéias sobre o futuro, que poderão vir a resultar ou não.

William Gibson escreveu, para além do já citado Neuromancer (1984), Count Zero (1986), Mona Lisa Overdrive (1988), The Difference Engine (1991), Agrippa (a Book ok The Dead) (1992), Virtual Light (1993), Idoru (1996) e uma coletânea de contos chamada Burning Chrome (1986).  

fontes:

http://www.comciencia.br/resenhas/internet/idoru.htm

http://stulzer.net/blog/2006/11/15/10-dicas-de-leitura-de-livros-de-ficcao-cientifica/

http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/viewtopic.php?t=2287&view=next&sid=6c0fe82b6251066093712667111dcd64

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al250720014.htm 

CYBERPUNK, Robson Pereira

“Júlio Verne, o cyberpunk do século 19″, copyright O Estado de S. Paulo, 19/7/01 -Em 1889, o pai da ficção científica já adivinhava, em seus livros, os usos e as aplicações da Internet

compro vendo – diploma universitário e tecnólogo – !?!?

hoje me deparei com a seguinte mensagem em minha caixa de e-mails: Diploma Universitário em apenas 15 dias!!!Todos reconhecidos pelo MEC com histórico, trabalhamos com faculdades de todo brasil, tudo no mais absoluto sigilo.
Temos as mais variadas graduações e tecnólogo (DIREITO, ENGENHARIA, ADMINISTRAÇÃO, VETERINARIA, AGRONÔMIA, TURISMO, CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO, Pedagofia, jornalismo, economia etc…)
Maiores informações pelo e-mail: ………….@………….com.br

Inacreditável. Como tem gente corrupta no nosso país. Imagine o tamanho do esquema para levantar um diploma legal para uma pessoa. Esquema de faculdade, pessoal do MEC e sabe-se mais quantos órgãos públicos envolvidos. Imagine você levando seu animal de estimação para ser cuidado por uma veterinária que comprou o diploma. Inacreditável.

Para relatar aqui no blog vou responder ao e-mail pedindo mais informações.

Veja a imagem do e-mail:

Cadernos de Comunicação Organizacional – Como Escolher uma Agência de Comunicação e Comunicar é preciso

Cadernos de Comunicação Organizacional -
Como Escolher uma Agência de Comunicação

Como Escolher uma Agência de Comunicação é primeiro título da série Cadernos de Comunicação Organizacional, uma publicação da Associação Brasileira das Agências de Comunicação – Abracom. A coleção que agora se inicia tem o objetivo de oferecer às agências de comunicação e seus interlocutores no mercado textos que difundam conhecimentos práticos sobre a atuação das empresas do setor.

O texto do caderno “Como Escolher uma Agência de Comunicação” foi escrito pelo diretor de comunicação, Pedro Cadina. E mostra os principais passos que uma empresa ou organização deve dar para fazer uma escolha certeira na hora de contratar serviços de comunicação corporativa.

Para chegar ao texto final, o autor utilizou como referências, além da experiência no mercado e da reflexão coletiva no âmbito da Abracom, textos de entidades internacionais. Aqui, no site da Abracom, você encontra versão online para impressão.

A versão impressa está disponível na sede da Abracom para agências associadas efetivas, entidades empresariais e do setor público.

Para chegar à versão atual do Caderno, a Abracom contou com a colaboração da agência Klaumonforma, que fez o design gráfico, do ilustrados Faoza Monteiro e da Stil Graf.

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Cadernos de Comunicação Organizacional – Comunicar é preciso

As Organizações Não Governamentais terão a partir do dia 5 de dezembro, uma importante ferramenta par auxiliar na sua comunicação com a mídia. A Associação Brasileira das Agências de Comunicação – Abracom, lança o caderno “Comunicar é Preciso – Como Ongs podem se comunicar melhor com a Imprensa”, organizado pela jornalista Janine Saponara, coordenadora do grupo de trabalho sobre Terceiro Setor da entidade. O evento de lançamento será realizado a partir das 19h, no auditório do Centro Brasileiro Britânico, que fica na rua Ferreira de Araújo, 741, em São Paulo, com palestra sobre a importância da comunicação para as Ongs que será feita pelo fundador e coordenador dos Doutores da Alegria, Wellington Nogueira.

O caderno “Comunicar é preciso é o segundo volume da série Cadernos de Comunicação Organizacional, publicada pela Abracom. No primeiro volume, o tema foi “Como contratar uma agência de comunicação”.

Transferência de know how

O caderno destinado às Ongs foi organizado a partir do trabalho de pesquisa feito pelo grupo da Abracom que debate temas ligados à comunicação no Terceiro Setor. A publicação é destinada aos gestores de Ongs, com o objetivo de indicar caminhos para que o contato das organizações com a imprensa seja feito de modo mais direto e objetivo. Segundo a coordenadora do grupo de trabalho da Abracom, Janine Saponara, “o objetivo do caderno é contribuir para reduzir a exclusão da fonte, que vivemos hoje, pois a imprensa – não só por sua culpa – entrevista sempre as mesmas ongs”. O Grupo considerou de extrema importância transferir seus conhecimentos para as organizações que não têm recursos e para as quais a imprensa é um público fundamental público fundamental para o sucesso de suas iniciativas.

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Mensagem

Viagem na irrealidade cotidiana – Critica sobre o livro de Umberto Eco

Viagem na irrealidade cotidiana

Critica sobre o livro de Umberto Eco.

O falso absoluto.

Umberto Eco faz uma critica ferrenha ao falso, a copia. Ele descreve intensamente museus e lugares, principalmente nos Estados Unidos, que servem especificamente como estoques de copias “autenticas” de obras primas que estão em museus da Europa. Comenta ainda a construção de um castelo na Califórnia que foi importado da Europa, cada tijolo numerado e reconstruído em seu local atual e preenchido com obras de arte reais e copias não para o bem da arte mas para o prestigio que esta proporciona.
Eco ainda critica a Disney, seja ela a Disneyworld ou a Disneylandia, falando sobre museus de cera, aonde os autômatos são tão reais que as pessoas se perdem no meio delas, e os cenários ecológicos repletos de animais, que não são de verdade, pois se fossem não estariam ali, ainda nesse contexto, Eco contrapõe o zoológico e a Disney, pois no zoológico as pessoas se contagiam com a idéia de proteção que este proporciona e que apesar de muitas vezes os visitantes não conseguirem ver os animais, pois estes estão dormido ou se escondendo, preferem não ver os animais de verdade do que saber que aquele crocodilo na Disney não passa de um robô, que cumpre um papel definido muitas vezes.
O conceito de real thing, ou seja, sempre o real por mais que não seja, ou seja uma copia autenticada nos mínimos detalhes que sem uma plaqueta de cobre embaixo explicitando que a obra é uma copia, não seria possível saber se é o original ou não, ele ainda descreve uma estatua de cobre grega que não é, obvio, a original, mas sim uma copia da autentica “copia” romana, então se você não pode ter o original então que tenha a copia, mas se nem esta é possível pois o original se perdeu no tempo, então tenha a copia da copia da relíquia, sendo que esta primeira copia já atingiu o status de relíquia pois o original já se perdeu.
Ainda tem mais, alias a própria palavra “mais” já é um conceito que merece ser trabalhado, more, que é um jeito de dizer “ainda” sob a forma de mais, não se diz “o programa continua daqui a pouco” e sim more to come. Não se diz me da ainda um pouco de café ou outro café mas sim more coffe. o cigarro não é mais comprido, é more. E isso serve para argumentar a copia, a copia perfeita do oval room, da casa branca e as reconstruções de praças aztecas onde o objeto verdadeiro e a estatua de cera do azteca se fundem em um continuum que o visitante não é estimulado a decifrar.
É a fortress of solitude, para quem não sabe é a casa do super homem no polo norte, é aonde ele guarda suas memórias perfeitamente enclausuradas em cristais, copias fieis de fatos e pessoas que conheceu e encontrou, o museu de recordações, e esse modelo se aproxima da realidade no momento que você percebe que o museu de cera, que serve para guardar o conhecimento humano, ainda que por réplicas fidelíssimas, não passam de fortalezas de solidão.
E como não comparar tudo isso com um recurso usado para entreter e como ciência também, a holografia, quer dizer, você olha de um angulo e vê uma imagem mas quando vira a foto, vê tudo que esta escondido atras, sob nova perspectiva, mas quando olha de cima vê que é simplesmente um papel que pelo uso de lasers foi capaz de reter uma imagem tridimensional e coloca-la em uma mídia bidimensional, e o que os museus de cera fazem quando colocam a ultima ceia de michelangelo em forma de cera, e o espectador pode ver as costas de Jesus, e seu perfil. A obra perde seu valor, apesar da tridimensionalidade adicionar um conjunto completamente novo de signos, empobrece a obra, pois o espectador perde o poder de abstrair ele mesmo essa tridimensionalidade, é não para por ai, existe uma versão de cera da monalisa, quer dizer, esta replica em cera mata todo o trabalho de da Vinci, o escorso, o sorriso, todas as reflexões e analises da obra já feitas vão por água a baixo quando esta é colocada para fora do quadro. Isto tudo são as wunderkammer, ou câmaras das maravilhas, difundidas na civilização barroca alemã.

Que você possa viver numa época interessante.

Já diziam os chineses quando queriam maldizer alguém. Esse capitulo trata da época em que vivemos, sob uma outra perspectiva, não a do falso absoluto, mas sim do neofeudalismo.
Qualquer dia desses, em qualquer lugar do mundo onde haja um engarrafamento de carros, existirá um que será lembrado como o maior de todos, e que por coincidência, nesse engarrafamento estarão operadores da torre de controle de um grande aeroporto, e que esses não conseguirão chegar ao seu destino, e que os operários que lá estão, vencidos pelo cansaço, errarão e passarão as informações erradas para as aeronaves em vôo, e que duas dessas colidirão e cairão sobre a rede elétrica que alimenta a mesma cidade aonde o engarrafamento não permitiu os operadores de chegarem ao seu destino, e haverá um blackout imenso que durará dias, e que por coincidência, isso ocorrerá em uma cidade aonde neva e estará nevando exatamente nesse dia toneladas de neve, impedindo o reparo da rede elétrica, e o blackout que durará dias, durará semanas, e as pessoas para se aquecerem começarão a queimar tudo que for possível, e começaram incêndios intermináveis, que os bombeiros não poderão apagar, pois não poderão chegar aos locais dos mesmos, e as pessoas começaram a ficar sem suprimentos e portanto, saquearão as lojas e supermercados, e seus donos para se defenderem empregarão um numero jamais visto de armas de fogo gerando uma violência interminável que resultara em mortes por assassinato, frio, fome, e no final, depois de semanas de caos, quando a neve derreter, a rede elétrica tiver sido reparada, haverão tantos corpos jogados aos milhares nos acostamentos e calçadas que uma nova peste que se nutriu desse enorme contingente de mortos emergira matando mais uma porção da população. A vida política fragmentada em milícias mercenárias deixará de existir dando lugar a subsistemas autonomos do poder central e uma nova administração de justiça autônoma se encarregará de escolher seus culpados. A nova Idade Média já esta ai…
São as grandes corporações, e seus vassalos, os estados, que vez em quando impõe uma imagem de estado absoluto, mas todos sabemos que estes são apenas empregados das grandes corporações multinacionais que ditam os destinos do mundo.

Os heróis verdadeiros são sempre arrastados pelas circunstancias.

Nunca escolhem, pois se pudessem escolheriam não ser heróis. Nesse capitulo, Umberto Eco ensaia sobre a religião, o coração do estado, seus governantes e os terroristas.
Eco fala que a religião, e no livro exemplifica bem usando experiências próprias que teve em contato com o candomblé em São Paulo e no Rio de Janeiro que essa religião afro-brasileira esta mudando de mãos, pais de santo louros e de olhos azuis já são vistos conduzindo trabalhos, Eco ainda fala sobre o respeito dessa religião pelas outras. O pai de santo de São Paulo foi o que expressou isso melhor quando disse: “estamos fazendo somente política da boa vizinhança” que dizer, eles reconhecem Jesus e o diabo mas não trabalham com eles. Eco se mostra muito curioso pelas cerimonias e de qual orixá ele é filho, tanto na visão do pai de santo de São Paulo com para o do Rio, Eco é filho de Oxalá, uma revelação que o deixou um tanto frustrado pois ele não sentiu confiança no pai de santo carioca.
O coração do estado, seus governantes e os terroristas. Aqui Eco exprime uma visão tremendamente critica, ligada com o conceito do segundo capitulo, ou seja, o neofeudalismo, quando diz que todos são parte do mesmo, quer dizer, eco diz que a ação dos terroristas, por mais que cause danos a uma companhia aérea ou a uma fabrica, provoca lucros para os jornais e jornalistas, quer dizer é um toma lá da cá em que os governantes simplesmente controlam em prol das multinacionais, alias a política planetária agora é controlada por essas mesmas industrias que lucram em cima de atos terroristas, e o que fazer com aqueles que morrem nesse contexto, vitimas de assassinatos, são casualidades de guerra. Mas e a punição para aqueles que cometem esses crimes, deve ser igual, então o que fazer com um meliante que rapta seu filho e abusa sexualmente dele, então você tem o direito de abusar dele também? E se tivesse, tiraria proveito dele, quer dizer, transformar o ser humano criminoso em meio de comunicação, então ele perde a qualidade de humano. E você, caso se utiliza-se do seu direito de devolver na mesma moeda, seria menos humano também, pois também seria transformado em meio da comunicação, então aquela velha historia de direitos humanos, mas primeiro os mais humanos valeria em qualquer ocasião. E isso se aplica ao aborto também, afinal quem de nos pode dizer se um aglomerado de células pode ser chamado ser humano ou não. Se esta vida que se forma já esta ligada as regras da sociedade.

Quem controla o país?

Hoje em dia, quem controla os meios de comunicação, o poder imprimido nas mídias de massa é enorme, até ai todos sabemos disso, mas aonde está a novidade? Nesses últimos tempos temos visto a proliferação da TV a cabo, a neotv, que não vem para substituir a tevê comum, mas sim atualizar o discurso desta de uma maneira regionalista. A TV comum é muito abrangente em nível territorial mas pouco profunda nos assuntos das comunidades, e ela tenta disfarçar que ela leva esse conhecimento até o telespectador, mas generalizando para todos os meios de comunicação de massa, quando você tem um veiculo que atinge uma grande população de diferentes níveis sociais e diferentes níveis de instrução, o veiculo perde sua capacidade de ter opinião própria e passa a ter a opinião da massa, já a neotv não tem este problema pois ela se foca em uma região e se aprofunda em um publico somente, tornando assim a ter opinião própria.
Eco ainda fala nesse capitulo da massificação do esporte e da banalização com que este é vendido, apesar de Eco não ter a menor afinidade com a pelota como ele mesmo fala, ele faz uma critica muito mordaz mas pertinente quando a comercialização, principalmente do futebol, mas não deixa os jogos olímpicos de lado, como ele mesmo fala, é mais fácil filmar um corredor fazendo aquilo que faz de melhor do que colocar atores para correr, pois nesse caso o convencimento da massa seria mínimo, Eco ainda faz uma critica a própria figura do atleta, ele o considera um instrumento, um meio para o patrocinador fazer dinheiro, “o atleta é um monstro, é a gueixa de pé apertado e atrofiado destinado a instrumentalização total.”

Um cent.

Eco discorre no final do capitulo sobre a falsificação e o consenso, pegando o gancho que ele mesmo deixou no final do primeiro capitulo. O sistema telefônico americano é muito interessante, Eco conta uma pequena historia de quando conversando com um colega em uma universidade da Califórnia este pede emprestado 10 cent., Eco empresta o dinheiro para que seu colega ligue para Roma, é isso ai, ROMA. Então alguns minutos depois seu colega volta com a resposta que buscara e os 10 cents. de volta. Como? As multinacionais americanas (pelo menos são as citadas) tem um código telefônico onde essas ligações são debitadas diretamente em suas contas, mas isso não é a parte interessante, o que nos interessa é o fato das multinacionais perceberem este roubo e ficarem imóveis perante o mesmo, alguns milhares de dólares a mais e ninguém sai perdendo, sabe porque? Porque custaria muito mais procurar os fraudadores, incrível não? E não Itália que o xerox de um livro chega a custar o dobro do livro, mas se você tirar em cem pessoas o perco cai 4 vezes. Então as editoras ao invés de vender o livro por um preço, o vendem pelo dobro, sabendo que somente as bibliotecas o compraram e que o resto será xerocado, diminuindo assim os custos de produção e distribuição! E o caso que mais me espantou, nos Estados Unidos, durante uma época as pessoas quando pagavam suas contas telefônicas com cheque, colocavam um cent. a mais, ninguém pode ser incriminado por pagar a mais, mas as companhias telefônicas são obrigadas a devolver o dinheiro, e o custo é muito alto para imprimir alguns milhares de cheques de um cent. para a devolução, as companhias foram para a TV implorar para que os consumidores parassem com esta brincadeira. Quanto poder a massa tem e não sabe se comunicar, porque não é dona dos meios de comunicação.

As Músicas do Programa Amaury Jr – todas, para experimentar

As Músicas do Programa Amaury Jr

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As Músicas do Programa Amaury Jr

Amaury Jr. atendeu aos pedidos do público de seu programa. O apresentador fez, em Campos do Jordão,dia 14 de julho, o lançamento do CD As Músicas do Programa Amaury Jr. O CD traz uma coletânea com 14 grandes sucessos, entre eles: I Can Hear Music, Nice and Slow e I’m So Happy.

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