Arquivos Diários: Julho 2nd, 2007

Criador da idéia de “aldeia global” , Marshall MacLuhan trouxe para a educação novo enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação. “Uma rede mundial de ordenadores tornará acessível, em alguns minutos, todo o tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro”. Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Quando foi dita, há 25 anos atrás, parecia extraída de um livro de ficção. O autor canadense foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam. Em 1964, McLuhan publicou um livro chamado “Understanding Media”, que, em português ganhou o título de “Os meios de comunicação como extensões do homem”.

Marshall McLuhan

Marshall McLuhan

“Criador da idéia de “aldeia global” trouxe para a educação novo enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação. “Uma rede mundial de ordenadores tornará acessível, em alguns minutos, todo o tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro”. Em tempos de internet, essa frase é óbvia. Quando foi dita, há 25 anos atrás, parecia extraída de um livro de ficção. O autor, um canadense chamado Marshall McLuhan, foi chamado de sonhador a louco, conforme a simpatia que suas idéias provocavam. Em1964, McLuhan publicou um livro chamado Understanding Media, que, em português ganhou o título de Os meios de comunicação como extensões do homem.

Ao publicá-lo, talvez não imaginasse que estava lançando um dos clássicos da comunicação – mais discutido do que lido, mais desprezado do que estudado. A grande novidade do autor em relação à educação é o enfoque, baseado em suas teorias sobre comunicação – mais uma vez, adiantando-se à criação de um campo de estudos, Comunicação e Educação, que só seria explorado na década dos 90. “Em nossas cidades, a maior parte da aprendizagem ocorre fora da sala de aula. A quantidade de informações transmitidas pela imprensa excede, de longe, a quantidade de informações transmitidas pela instrução e textos escolares”, explica McLuhan, em seu livro Revolução na Comunicação.

McLuhan propõe que, até o surgimento da televisão, vivíamos na “galáxia de Gutemberg” onde todo o conhecimento era visto apenas em sua dimensão visual. Sua idéia é simples: antigamente, o conhecimento era transmitido oralmente, por lendas, histórias e tradições. Quando Gutemberg inventou a imprensa, permitiu que o conhecimento fosse mais difundido. Mas, por outro lado, reduziu a comunicação a um único aspecto, o escrito. “Antes da imprensa, o jovem aprendia ouvindo, observando, fazendo. A aprendizagem tinha lugar fora da aula”, explica o autor. Lauro de Oliveira Lima, um dos maiores especialistas brasileiros em Jean Piaget mostra, em Mutações em Educação Segundo McLuhan, que “o professor brasileiro não atingiu sequer a utilização do livro. Comporta-se ainda como o ‘lector’ medieval que recitava papiros e pergaminhos para uma platéia analfabeta”.

Crítico feroz da escola tradicional, o autor canadense aponta os defeitos do sistema atual, que, segundo ele, prefere criticar a mídia, em vez de utilizá-la como aliada na educação. “Poucos estudantes conseguem adquirir proficiência na análise de um jornal. Ainda menos têm capacidade para discutir com inteligência um filme.” Irônico, afirma que “a educação escolar tradicional dispõe de um impressionante acervo de meios próprios para suscitar em nós o desgosto por qualquer atividade humana, por mais atraente que seja na partida”.

Um erro, em sua concepção, é a orientação da escola com vistas exclusivas ao mercado de trabalho. “A educação era, até agora, uma tarefa relativamente simples: bastava descobrir as necessidades da máquina social e depois recrutar e formar o pessoal que a elas correspondesse”, explica o autor no livro de Oliveira Lima. Mais do que a matéria extraída de livros, afirma McLuhan, o ponto de partida para a educação é a vontade do aluno em aprender. “Onde o interesse do estudante já estiver focalizado, aí se encontra o ponto natural de elucidação de seus problemas e interesses”, completa. “A educação escolar tradicional suscita em nós o desgosto por qualquer atividade humana” Um de seus mais famosos conceitos é o de “aldeia global”. Em seu livro O meio é a massagem afirma que “a nova interdependência eletrônica cria o mundo à imagem de uma aldeia global”.

Quando ele falou isso, a coisa mais parecida com internet que existia eram as redes de computadores militares norte-americanas. Computador pessoal era apenas um sonho, distante. A evolução tecnológica deixa, aqui, de ser mera coadjuvante na vida social: o que é dito é condicionado pela maneira como se diz. O próprio meio passou a ser a principal atração, a informação. Muitas das páginas que estão na internet, por exemplo, poderiam ser livros ou revistas, mas, segundo McLuhan, tornam-se interessantes justamente por que estão em um novo meio de comunicação. Isso não significa, é claro, ser passivo diante da mídia. “A tarefa educativa não é fornecer, unicamente, os instrumentos básicos da percepção, mas também desenvolver a capacidade de julgamento e discriminação através da experiência social corrente”, diz o autor.

Uma das mais curiosas idéias de McLuhan é a de que “os meios de comunicação são extensões do homem”. Assim como se usa uma pinça para aumentar a precisão das mãos e uma chave de fenda para girar um parafuso, os meios de comunicação seriam, na verdade, extensões dos sentidos do homem. Os óculos, por exemplo, são extensões do olho, a roupa é uma extensão da pele, a roda do carro é uma extensão do pé. Com a internet, não deixa de ser curioso se falar em “relações virtuais”, como se as máquinas fossem realmente capazes de sentir e pensar pelos seus operadores. Muito antes de alguém falar em “aspectos lúdicos da educação”, McLuhan já dizia que o estudo deveria ser uma atividade divertida. A escola, para ele, ainda não tinha percebido essa realidade óbvia. E completa: “É ilusório supor que existe qualquer diferença básica entre entretenimento e educação. Sempre foi verdade que tudo o que agrada ensina mais eficazmente”.

O pajé da aldeia global Herbert Marshall McLuhan nasceu em 1911, no Canadá. Formado pela Universidade de Manitoba, lecionou em diversas faculdades de seu país até conseguir o Ph.D. em Cambridge, em 1942. Tornou-se professor titular de literatura na Universidade de Toronto em 1952, cargo que exerceu durante toda a sua vida. Autor de inúmeros artigos para revistas científicas, tornou-se mundialmente famoso em 1964 ao publicar Understanding Media, onde expunha suas teses sobre a tecnologia e o conhecimento. Acumulando prêmios, defensores e inimigos, McLuhan publicou outros livros divulgando suas idéias, mantendo sempre a linha polêmica até sua morte, em 1980.”

fonte:Revista Educação (nº 46, 10/2001) - Maria Isabel Moura Nascimento. GT: Campos Gerais-PR-Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG
retirado de: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_b_marshall_mcluhan.htm

parte 2

Marshall McLuhan

Debate televisivo muito interessante(pena que sem tradução), do ano de 1968 entre Marshall McLuhan e Norman Mailer. Trechos desta conversa e outras entrevistas podem ser encontradas no livro “McLuhan por McLuhan” - Ed. Ediouro

mcluhan.jpg
Uma conversa bem “fria”(o conceito de “frio” citado, vem da idéia de que o termo frio na gíria, faz referência a envolvimento e participação e a televisão como meio exige participação dos telespectadores para preencherem as lacunas que outros meios “quentes”, como o rádio e cinema não necessitam.), como gostava de classificar McLuhan, este que seria um dentre os diversos conceitos e aforismos deste que foi sem dúvida alguma o maior estudioso da interferência dos meios de comunicação e das tecnologias nos seres humanos.

McLuhan, canadense, nascido em 1911 em Edmonton e professor da lingua inglesa (profundo estudioso de lingüistica e literatura - como ele próprio se classificava: “Sou professor de literatura, falo sobre livros de manhã à noite”) faleceu em 1980, sem ter conhecido a internet surgida quase 15 anos depois, e mesmo assim criou conceitos complexos verdadeiramente proféticos durante as décadas de 50 e 60 sobre os meios, enfatizando que “o meio é a mensagem” e estabelecendo a idéia das “aldeias globais”, para especificar a tendência dos novos meios de comunicação de provocar uma implosão e um envolvimento de todo o globo.

Entenda-se que isso nunca foi colocado por McLuhan como algo positivo, já que diversas vezes durante sua vida ele expressou que o fato de se estudar algo tão profundamente como ele fazia com a comunicação, era mais para “entender o mecanismo para poder proteger-se dele e de seus efeitos nocivos”.

Também sempre procurou mostrar em suas obras que a forma mais fácil para sairmos do ambiente ao qual estamos condicionados e perceber como as tecnologias e as extensões nos modificaram é através da arte e da literatura(adorava James Joyce, Eliot, Pound, Rimbaud, Baudelaire, sempre citados), já que o artista e o escritor são os únicos que conseguem captar as mudanças ocorridas em nosso ambiente, retratando-as como uma forma de escape.

Mas isso é muito pouco perto de tudo o que Marshall McLuhan disse e escreveu. Uma leitura em suas obras pode ajudar-nos a compreender não somente sobre os meios de comunicação, mas também sobre o próprio mundo em que vivemos.

Abaixo alguns livros e editoras encontrados a venda pela internet(Português e Inglês):

Título: Marshall McLuhan
Autor: Gordon, Terrence W.
Editora: GINGKO PR INC

Título: McLuhan and Baudrillard
Autor: Genosko, Gary
Editora: Routledge

Título: Mcluhan por Mcluhan
Autor: Stephanie Mcluhan; David Staines
Editora: Ediouro

Título: Meios de Comunicação Como Extensões do Homem, os
Autor: Marshall Mcluhan
Editora: Cultrix

Título: Mutações em Educação Segundo Mcluhan
Autor: Lauro de Oliveira Lima
Editora: Vozes

Título: Understanding Media
Autor: Mcluhan, Marshall
Editora: MIT PR

Título: Marshall Mcluhan
Autor: Genosko, Gary
Editora: Routledge

Título: McLuhan
Autor: Marchessault, Janine
Editora: SAGE PUBNS

Título: Mechanical Bride
Autor: Mcluhan, Marshall
Editora: GINGKO PR INC

Título: The Book of Probes
Autor: Mcluhan, Marshall
Editora: GINGKO PR INC

Título: The Legacy of McLuhan
Autor: Strate, Lance
Editora: HAMPTON PR

> Assista aqui ao video.

500 Years of Women in Western Art

Um vídeo enviado ao YouTube pelo criador, eggman913.

São pinturas que transitam entre si, das mulheres pintadas ao correr dos anos, 500!, pela arte ocidental. Foi feito na web mesmo um quadro(abaixo) com a listagem das pinturas, com autor e alguns até com link para biografia. Os quadros em si já são maravilhosos e nesse vídeo ficou melhor ainda!

Click aqui para ver o vídeo!

Para ver as versões originais das pinturas desse vídeo, assim como maiores informações, hyperlinks para onde isso pode ser achado na web, basta entrar no site Original Artwork.

Sound track performed by Yo-Yo Ma
Bach’s Suite No. 1, BWV 1007 In G Major- Sarabande

Clip

Picture #
Time
Title Artist Date
1
0:00
Archangel
(Angel of the Golden Locks)
Novgorod School, Russia 2nd half of the 12th c.
2
0:01
La Scapigliata
(The Lady of the Dishevelled Hair)
Leonardo da Vinci
(1452-1519)
1508
3
0:03
The Madonna of the Carnation Leonardo da Vinci
(1452-1519)
1478-80
4
0:05
Mona Lisa
(La Gioconda)
Leonardo da Vinci
(1452-1519)
1503-05
5
0:07
Lady with a Unicorn Raphael
(1483-1520)
c.1505
6
0:09
The Birth of Venus Sandro Botticelli
(1444-1510)
1485
7
0:11
Portrait of a Young Woman Titian (Tiziano Vecellio)
(c.1490-1576)
1536
8
0:13
Portrait of a Lady as St Lucy Giovanni Antonio Boltraffio
(1467-1516)
1500
9
0:14
Sacred Conversation Giovanni Bellini
(1430-1516)
1490
10
0:16
Profane Love
(Vanity)
Titian (Tiziano Vecellio)
(c.1490-1576)
1514-1515
11
0:18
Judith with the Head of Holofernes Titian (Tiziano Vecellio)
(c.1490-1576)
c.1515
12
0:20
Mary Magdalene Pietro Perugino
(1448-1523)
1500
13
0:22
Portrait of Ginevra de’ Benci Leonardo da Vinci
(1452-1519)
1476
14
0:24
Lady with an Ermine
Portrait of Cecilia Gallerani
Leonardo da Vinci
(1452-1519)
1483 - 1490
15
0:26
Virgin Annunciate
Maria der Verkündigung
Antonello da Messina
(c.1430-1479)
1476
16
0:28
La Donna Velata
(Woman with a Veil)
Raphael
(1483-1520)
c.1514
17
0:30
Portrait of a Young Venetian Woman or Red-haired Woman from Venice Albrecht Dürer
(1471-1528)
1505
18
0:32
Portrait of a Woman Lucas Cranach the Elder
(1472-1553)
1526
19
0:34
Porträt der Maria Maddalena Portinari Hans Memling
(1430/40-1494)
1470
20
0:35
Lais of Corinth Hans Holbein the Younger
(1497-1543)
1526
21
0:37
Portrait of Elsbeth Tucher Albrecht Dürer
(1471-1528)
1499
22
0:39
Georgiana, Duchess of Devonshire Sir Joshua Reynolds
(1723-1792)
1775-76
23
0:41
Jane, Countess of Harrington Sir Joshua Reynolds
(1723-1792)
1778
24
0:43
Mrs. John Hale Sir Joshua Reynolds
(1723-1792)
1762-64
25
0:44
Mrs. Abington Sir Joshua Reynolds
(1723-1792)
1764-1773
26
0:46
Charlotte-Aglaé d’Orléans
Duchesse de Modène
Pierre Gobert
(1622-1744)
1744
27
0:48
Portrait of Suzanna Huygens Caspar Netscher
(1639-1684)
1667-69
28
0:50
The Marquise de Seignelay and Two of her Children Pierre Mignard
(1612-1695)
1691
29
0:52
Madame Victoire de France Jean-Marc Nattier
(1685-1766)
1748
30
0:54
Portrait of an Unknown Woman in a Blue Dress with Yellow Trimmings Fyodor Rokotov
(1735-1808)
1760s
31
0:56
Le Chapeau de Paille
(The Straw Hat)
Peter Paul Rubens
(1577-1640)
c. 1626
32
0:58
Self-Portrait in a Straw Hat Élisabeth Louise Vigée-Le Brun
(1755-1842)
1782
33
1:00
Portrait of Lady-in-Waiting to the Infanta Isabella Peter Paul Rubens
(1577-1640)
Mid-1620s
34
1:01
Lady with a Flower in her Hair El Greco
(1541-1614)
c1590-1600
35
1:03
Madame Barbe de Rimsky-Korsakov Franz Xaver Winterhalter
(1805-1873)
1864
36
1:05
Young Housewife Alexei Vasilievich Tyranov
(1808-1859)
1840s
37
1:07
Portrait of M. I. Lopukhina Vladimir Lukich Borovikovsky
(1757-1825)
1797
38
1:09
Portrait of V. S. Putyatina Alexey Gavrilovich Venetsianov
(1780-1847)
1815-1816
39
1:11
Madame Pastuer Antoine-Jean Gros
(1771-1835)
1795-96
40
1:13
Amalie von Schintling Joseph Karl Stieler
(1781-1858)
1831
41
1:15
Portrait of M. A. Kikina Orest Adamovich Kiprensky
(1782-1836)
1816
42
1:17
Woman with a Pearl Jean-Baptiste-Camille Corot
(1796-1875)
c1869
43
1:18
The Reading Edouard Manet
(1832-1883)
1869
44
1:20
Berthe Morisot Edouard Manet
(1832-1883)
1872
45
1:22
Charlotte Dubourg Henri Fantin-Latour
(1836-1904)
1882
46
1:24
Portrait of an Italian Woman Alexei Vasilievich Tyranov
(1808-1859)
1851
47
1:26
Princess Albert de Broglie Jean Auguste Dominique Ingres
(1780-1867)
1851-53
48
1:28
An Elegant Beauty William Clark Wontner
(1857-1930)
49
1:30
Souvenir William-Adolphe Bouguereau
(1825-1905)
1895
50
1:31
La Belle Liseuse
(The Beautiful Reader)
Lêon François Comerre
(1850-1916)
51
1:33
Modesti William-Adolphe Bouguereau
(1825-1905)
1902
52
1:35
Pavonia Lord Frederick Leighton
(1830-1896)
1858-59
53
1:37
A Portrait of a Young Lady Eugene de Blaas
(1843-1931)
54
1:39
Musette Eugene de Blaas
(1843-1931)
1900
55
1:41
An Arab Beauty Lêon François Comerre
(1850-1916)
56
1:43
Girl Braiding Her Hair
(Suzanne Valadon)
Pierre Auguste Renoir
(1841-1919)
1885
57
1:45
Portrait of Madame Henriot Pierre Auguste Renoir
(1841-1919)
1877
58
1:47
Two Sisters on the Terrace Pierre Auguste Renoir
(1841-1919)
1881
59
1:48
Portrait of the Actress Jeanne Samary Pierre Auguste Renoir
(1841-1919)
1878
60
1:50
La Chevelure
Young Woman Braiding her Hair
Pierre Auguste Renoir
(1841-1919)
1876
61
1:52
Blonde Nude Pierre Auguste Renoir
(1841-1919)
1882
62
1:54
La Promenade Édouard Manet
(1832-1883)
c. 1880
63
1:56
Portrait of Maggie Wilson Frank Duveneck
(1848-1919)
1898
64
1:58
Woman with a Pearl Necklace in a Loge Mary Cassatt
(1844-1926)
1879
65
2:00
Ideal Head Julian Alden Weir
(1852-1919)
66
2:01
Portrait of a Woman Paul Cesar Helleu
(1859-1927)
1909
67
2:03
Ols Maria Anders Zorn
(1860-1920)
1918
68
2:05
The Artist Alphonse Maria Mucha
(1860-1939)
1920
69
2:07
The Matyr of the Solway John Everett Millais
(1829-1896)
1871
70
2:09
Madeleine Bernard Paul Gauguin
(1848-1903)
1888
71
2:11
Woman with a Hat Henri Matisse
(1869-1954)
1905
72
2:13
Madras Rouge Henri Matisse
(1869-1954)
1907
73
2:15
Cocolo Francis Picabia
(1879-1953)
1936-38
74
2:16
Ritratto di Signora di Klimt Gustav Klimt
(1862-1918)
1916-17
75
2:18
La fleur
(serigraph)
Henri Matisse
(1869-1954)
1937
76
2:20
Portrait of Lydia Delectorskaya, the Artist’s Secretary Henri Matisse
(1869-1954)
1947
77
2:22
The Mask Louis Welden Hawkins
(1849-1910)
1905
78
2:24
Les Fleurs du Mal
(Flowers of Evil)
Rene Magritte
(1898-1967)
1946
79
2:26
F. Champenois Alphonse Maria Mucha
(1860-1939)
1897
80
2:28
Cycles Perfecta Alphonse Maria Mucha
(1860-1939)
1902
81
2:30
Raphaelesque Head Exploding Salvador Dali
(1904-1989)
1951
82
2:31
Head Bombarded with Grains of Wheat Salvador Dali
(1904-1989)
1954
83
2:33
Apparition of a Face with a Fruit Dish on a Beach Salvador Dali
(1904-1989)
1938
84
2:35
Woman Torso Kazimir Malevich
(1878-1935)
1928-1932
85
2:37
American Beauty
(The Movie Star)
Knud Merrild
(1894-1954)
1928
86
2:39
Portrait of Lunia Czechowska Amedeo Modigliani
(1884-1920)
1919
87
2:41
Tumblers (Mother and Son) Pablo Picasso
(1881-1973)
1905
88
2:43
Maternity Pablo Picasso
(1881-1973)
1905
89
2:45
Nude Woman In A Red Armchair Pablo Picasso
(1881-1973)
1932
90
2:47
Portrait of Françoise Pablo Picasso
(1881-1973)
1946

philips: senso e contra-senso

simplicidade philips“A vida já é complicada o suficiente, a tecnologia não deve complicar ainda mais. Por pensar assim, a Philips está empenhada em fazer tecnologia com bom senso. Tecnologia que seja fácil de usar. Criação de tecnologia baseada na maneira como você vive e trabalha. Tecnologia com simplicidade.”

Bonito discurso, não? E se depender dos produtos que a gente vê, realmente a Philips leva tudo isso muito a sério. “Encantar os consumidores” faz parte de sua declaração de valores.

Já quanto aos produtos que a gente não vê parece que o caso é outro. Segundo a revista científica britânica New Scientist, a Philips registrou a patente de um dispositivo que impede os tele-espectadores de mudar de canal para escapar da publicidade, ou de pular esses segmentos usando o fast forward (FF) quando os programas são gravados em video.

barry_fox.jpgQuem garimpou a informação foi o colunista Barry Fox, especializado em tecnologia e que tem o estranho hábito de acompanhar os registros de patentes para descobrir o que há de interessante ou bizarro nas “novas invenções”.

Diante da natural indignação dos consumidores, a empresa reagiu: “A Philips nunca teve a intenção de forçar espectadores a ver anúncios contra a sua vontade, não utliliza esta tecnologia em qualquer de seus produtos, nem tem planos de fazê-lo.”

A resposta da New Scientist foi ligeira: “Claro que não duvidamos disto, mas então porque gastar dinheiro para patentear o produto?” )

Aqui está um trecho da justificativa que a Philips apresenta no pedido da patente:

[0003] Often when a viewer is watching a video program that has been recorded on a video playback device, the viewer will give the video playback device a “fast forward” command to cause the video playback device to skip past the advertisements that have been recorded with the program. In those cases where a viewer is watching a direct (non-recorded) broadcast of a program with advertisements the viewer will often switch to another channel when an advertisement is being displayed.

[0004] This is undesirable for program broadcasters because the advertisements that are broadcast with the programs pay for the programs. Advertisers pay the program broadcasters to broadcast advertisements in order to deliver the advertisements to the viewing public. The program broadcasters therefore have an interest in seeing that the advertisements are viewed and not ignored.

A questão é que a Philips também é grande anunciante mundial e ao inventar em causa própria esquece o próprio discurso: “tecnologia baseada na maneira como você vive e trabalha”. Pulando comerciais.

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democracia econômica

demo_eco1.gifDelinear horizontes é a arte do professor Ladislau Dowbor. Abrir trilhas que nos levem até eles é sua ciência. Em busca de um desenvolvimento humano diversificado e equilibrado, ele aponta a fraqueza das teorias econômicas tradicionais na explicação e condução dos fenômenos atuais, e nos convida a conhecer e buscar a Democracia Econômica, centrada na qualidade de vida:

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