Arquivos Mensais: Junho 2007

Resenha: BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

      Peter Burke é professor de História da Cultura na Universidade de Cambridge e escreve mensalmente para a seção “Autores” do suplemento “Mais!”, do jornal Folha de São Paulo. Dentre suas publicações em âmbito nacional destacam-se: História social da linguagem (Ed. UNESP), A arte da conversação (Ed. UNESP), Cultura popular na Idade Moderna (Companhia das Letras), Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet (Jorge Zahar), entre outras. “Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot”, originalmente publicado no ano de 2000 e traduzido para a língua portuguesa em 2003, resultou de uma série de conferências promovidas pela Universidade de Croningen, na Holanda. A obra surgiu como reflexo da percepção de uma lacuna na literatura no que diz respeito a estudos voltados à sociologia do conhecimento no início do período moderno, uma vez que grande parte dos estudos sobre a temática concentrou-se numa abordagem referente ao período entre os séculos XIX e XX.

   Burke versa sobre a trajetória da construção do conhecimento na sociedade englobando importantes revoluções intelectuais, a exemplo do Renascimento, da Revolução Científica e do Iluminismo da Europa moderna, e, em certos momentos, traça um paralelo dessas revoluções ocidentais com os países do Oriente. O ponto histórico-referencial da obra compreende o período entre 1450 e 1750, anos que marcam, respectivamente, o surgimento da imprensa tipográfica e a publicação da primeira enciclopédia na França. A delimitação desse período é justificada por Burke com o fato de a imprensa ter impulsionado a confluência dos diferentes tipos de conhecimento e agido como elemento de transformação social, provocando significativas mudanças na forma de produzir, expressar, expandir, apresentar, perceber, disseminar, fazer circular e recuperar informações; e ainda, pelo fato de nortear e suscitar questionamentos, críticas, comparações e o ceticismo da sociedade com relação às produções intelectuais da época. Conseqüentemente, a enciclopédia vislumbra-se como um marco na história do conhecimento, pois enquanto uma das precursoras das inúmeras obras de referência hoje existentes que emergiram como solução para um problema ainda atual, mas que já remontava àquele período o da “recuperação da informação”, revolucionou a pesquisa, acentuou o “comércio do conhecimento” e o “consumo de cultura”.

   Uma história social do conhecimento introduz-se fazendo referência ao senso comum, altamente presente nos discursos atuais, que utilizam clichês como: “sociedade da
Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n.18, 2º sem. 2004 1 39
informação”, “sociedade do conhecimento”, “era da informação”, e instigam o leitor a refletir mais criticamente sobre fatos e elementos, quando de sua apresentação e utilização. Segundo o autor, nem mercantilizar a informação nem utilizá-la como forma de reprimir, dominar e expressar poder são características de cunho político, social e econômico recentes, e sim, tendências vindas de longo prazo, pois já estavam presentes, pelo menos de forma latente, desde o início dos tempos. Com base nessa premissa, Burke, nas linhas que compõem os nove capítulos de “Uma história social do conhecimento”, se vale de exemplos e comentários respaldados em autores de renome para reforçar e balizar o percurso desenvolvido pelo conhecimento nos diferentes momentos sociais e a reorganização do saber, dando ênfase ao conhecimento da elite européia do início da era moderna, com base em textos produzidos nos séculos XVI, XVII e XVIII e sob influência de Michel Foucault, Karl Mannheim, Max Weber e outros.

   Burke apresenta o conhecimento como advindo, em seu início, de uma cultura predominantemente oral; ou seja, a oralidade era o principal veículo de transmissão do conhecimento. O autor transpõe os conhecimentos práticos, operários e populares (presentes nas classes burocratas, artesãos, curandeiros, camponeses etc.) de uma posição coadjuvante para um patamar de agente precursor e impulsionador para o que anos mais tarde concretizou-se através da legitimação das universidades e instituições acadêmicas: a formação dos letrados europeus. Esses intelectuais, muitos ainda ligados ao clero, com base em articulações de grupos corporativos conquistaram espaços e postos significativos na sociedade e tornaram “o saber” um ofício. Entretanto, nesse período as universidades restringiam-se a transmitir conhecimento, e não o produziam, característica que foi sofrendo paulatinas alterações ao longo das revoluções e agregando termos como pesquisa, investigação, experimentos, que no Iluminismo sugerem uma consciência de necessidade de inovação e busca de conhecimento de forma sistemática, útil e cooperativa. Paralelamente, reforça-se a atuação de organizações menos formais no intercâmbio de informações técnico-científicas. As bibliotecas, com a invenção da imprensa, além de expandirem seus acervos, atuavam como sedes de conhecimento, pois naquela época, assim como os cafés e as livrarias, elas se tornaram centros de estudos, lugares de debates entre intelectuais e espaços de sociabilidade de idéias e troca de informações, rompendo seu vínculo único e exclusivo com o silêncio e a leitura.

   Ainda tratando das sedes de conhecimento, Burke enfatiza a importância de cidades como Veneza, Amsterdã, Sevilha, Paris, Roma e Londres no papel de agências de informação e capitais de conhecimento na Europa. Tais cidades privilegiaram-se nesse período pela quantidade de bibliotecas que possuíam, pela língua de publicação das obras naquele período e, em alguns casos, por aproveitarem-se das atividades portuárias como forma de intercâmbio e “importação” de conhecimento. Em decorrência da crescente demanda social por informações, há uma proliferação dos serviços de informação nas primeiras cidades modernas. Surgem assim os primeiros catálogos, guias e livros de endereços. Passa-se de um conhecimento centralizado à necessidade de seu compartilhamento e distribuição e de descobertas globais, o que fortalece significativamente as traduções e as reproduções de documentos e livros.

   Outro ponto destacado por Burke diz respeito à classificação do conhecimento. O autor categoriza diversas variedades de conhecimento, apresentando a “Árvore de Porfírio”, a Tabula primi libri, o diagrama oval de Cristofle de Savigny baseado no sistema de trivium e quadrivium e ainda, a categorização baconiana como possíveis formas de visualização do sistema de conhecimento daquele período. Posteriormente, são discutidos três elementos, adjetivados por Burke como “tripé intelectual” ou subsistemas do sistema do conhecimento: currículos das universidades, bibliotecas e enciclopédias. Esses elementos são priorizados pelo fato de repercutirem diretamente na reorganização do sistema de conhecimento e de reprodução cultural. As mudanças nos currículos universitários possibilitaram a ramificação das ciências e das áreas do conhecimento, ramificação que, por conseqüência, forçou uma nova estruturação das bibliotecas e a busca de novas formas de classificação e organização. As enciclopédias também inovam, seguindo as modificações das bibliotecas e dos currículos universitários, e passam a adotar a alfabetação como forma de classificação principal. Na seqüência, são explorados as influências e o controle do Estado e da Igreja sobre o conhecimento. Essas relações são tratadas desde a concentração, por parte da máquina administrativa, de informações sobre a população, como forma de controle interno e dominação, e a preocupação do Estado com a obtenção de informações relativas às expedições e às descobertas ultramarinas na competição por novas rotas e terras, até a Igreja como detentora de informações e registros destinados à Inquisição.

   Num salto histórico da censura, controle e acesso restrito às informações para a comercialização do conhecimento através da proliferação da produção e venda de livros, atlas, periódicos, jornais e enciclopédias, podem ser percebidas na obra de Burke diversas conseqüências inerentes a essa abertura de informações, como, por exemplo, a busca pela proteção intelectual através das chamadas cartas de proteção, a especialização das fontes de informação e a invenção das obras de referência como solução para se recuperar a informação. A difusão do material impresso, calcada na mercantilização da informação e na explosão informacional marcada pelo período pós-imprensa, como explicitado por Burke, expôs as informações publicadas a um maior raio de divulgação e acesso, o que resultou na percepção de discrepâncias entre relatos dos mesmos fenômenos e na chamada “crise do conhecimento”. Houve o que poderíamos chamar de uma vulgarização do conhecimento e, por isso, o ceticismo, o questionamento e a crítica à autoridade intelectual tornaram-se predominantes. Como resultado, as mais diversas áreas do saber voltaram-se para a cientificidade, o método e o empirismo como forma de validação e checagem da verossimilhança do conhecimento.

   Ao analisarmos a obra de Peter Burke, percebemos que “Uma história social do conhecimento”, como bem fundamenta o autor ao mencionar os ciclos de inovação, da “rotinização” de Weber e da “ciência normal” de Thomas Kuhn, resgata, através de elementos passados, uma história que, além da perspectiva de continuidade, se reinventa e pode ser perfeitamente pensada nos dias atuais. Assim como a mercantilização e a vulgarização da informação se fizeram presentes após a imprensa, atualmente também enfrentamos, embora de forma distinta e baseada em uma nova estrutura político-econômico-social, uma “crise do conhecimento”, advinda da explosão informacional agravada pelo surgimento da Internet. Conforme elucida Morin (1999, p. 21) “ao mesmo tempo que ergue uma vertiginosa Torre de Babel dos conhecimentos, o nosso século realiza um mergulho ainda mais vertiginoso na crise dos fundamentos do conhecimento”. O livro está estruturado de maneira que confere ao leitor certa recursividade e não-linearidade de leitura, expressa por freqüentes remissivas; e, ainda que não intencionalmente - principalmente por tratar-se de uma obra de cunho histórico - nos faz lembrar e possibilita fazer analogia aos links e ao caráter hipertextual presentes na contemporaneidade WWW.

   A apreciação e exposição de diversas obras de autores renomados como Norbet Elias, Francis Bacon, Jurgen Habermas, Pierre Bourdieu e vários outros, e suas conseqüentes amarrações históricas e criativas abordagens, aliadas à riqueza das notas, outorgam e imprimem prestígio e credibilidade à obra. “Uma história social do conhecimento” pode ser considerada uma obra de referência sobre a sociologia do conhecimento, a qual não se volta apenas aos comunicólogos, historiadores, museólogos, arquivistas sociólogos, bibliotecários e demais profissionais da informação, mas se direciona para todos aqueles que desejam compreender a construção sociológica, imergir no interessante, revelador, plural e multidisciplinar mundo do “saber” e entender os fenômenos atuais no que diz respeito à informação e à comunicação na tão aclamada sociedade do conhecimento.

REFERÊNCIA
MORIN, E. O método 3: o conhecimento do conhecimento. Porto Alegre: Sulina, 1999.

Sobre o futuro das comunicações e dos media

O OFCOM, entidade de regulação dos media do Reino Unido publicou recentemente o livro Communications - The next decade, um conjunto de ensaios da autoria de especialistas em regulação, políticas, tecnologias e sociologia dos media e das comunicações. Está integralmente disponível online. O indíce é o seguinte:

Sobre o futuro das comunicações e dos “media”, estudo muito bom, inglês, para comunicadores, relações públicas, publicitários, todos da área… ate mesmo quem está fora da academia, ralando no mercado de trabalho.

Abordagens educacionais nas aprendizagens em rede

Fases de desenvolvimento da aprendizagem:

  • Objectivismo: transmissão de conteúdos
  • Construtivismo: construção do conhecimento
  • Abordagem objectivista:
    -Significado é algo que existe no mundo independentemente da experiência;
    - O professor controla o processo de ensino;
    - Indivíduos aprendem significados.
  • Abordagem construtivista:
    - Aprendizagem é um processo activo e dinâmico;
    - Construção individual e social do conhecimento;
    - Conhecimento é construído através da experiência;
    - Professor é um facilitador das aprendizagens;
    - Informação e conhecimento emergem de relações, situações e contextos;
    - Aprendizagem como processo complexo e contextualizado;
    - Dimensão social acentuada na partilha e colaboração entre pares.
  • Abordagens educacionais e as Tecnologias da InformaçãoEnsino programado:
    - Objectos de conhecimento pré-estabelecidos;
    - Trabalho do aluno mais complexo.

    Ensino assistido por computador:
    -Orientado para a aprendizagem do aluno;
    - Maior interactividade com os materiais;
    - Exploração multimédia dos conteúdos.

  • Importância da concepção da aprendizagem como processo de construção da significação através da experiência.
  • Comunidades de aprendizagem em rede:
    -Caracterizam-se por uma cultura de participação colectiva nas interacções que suportam as aprendizagens;
    - Alternativas aos sistemas de ensino tradicionais, baseadas nas abordagens do construtivismo e do sócio-construtivismo;
    - Participação e partilha dos membros da comunidade;
    - Aprendizagens contextualizadas, flexíveis, interactivas e activas;
    - Múltiplas oportunidades de aprendizagem e transferência do conhecimento para novas situações;
    - Participação e envolvimento nas tarefas de aprendizagem;
    -Partilha dos padrões de pensamento;
    -Construção conjunta do novo conhecimento.

PESSIMISTAS E OTIMISTAS DA CIBERCULTURA

No estudo daquilo que convencionamos chamar de Cibercultura, existem duas posições teóricas polarizadas, dividindo-se entre pessimistas e otimistas:

A Internet não é uma simples tecnologia de comunicação, mas o epicentro de muitas áreas da atividade social, econômica e política. Por este motivo, a Internet converte-se num grande instrumento de exclusão social, reforçando o hiato entre pobres e ricos, existente na maior parte do Mundo. Mas, por outro lado, a Internet, funciona como uma ágora global, onde as pessoas podem expressar e partilhar as suas preocupações e esperanças. Desta forma a Internet tem potencialidades ao poder implicar e responsabilizar os cidadãos informados e conscientes dos problemas existentes na sociedade, na construção de Estados mais democráticos, conduzindo a uma sociedade mais humana e menos votados à desigualdade e à exclusão social. CASTELLS (2004).

  Segundo a citação acima se entende que a Cibercultura apresenta estas duas faces, que na opinião de CASTELLS (2004), não se contrapõem, mas se complementam. Logicamente que uma destas duas faces pode prevalecer dependendo de outros aspectos que compõe determinada sociedade, ou da ênfase que tais sociedades dão aos processos de interação com a internet. Por exemplo, no Brasil, a grande maioria da população não tem acesso ao computador, e por esta razão, políticas públicas que visem estimular a sociedade a se inserir no mundo digital através de Tele-centros gratuitos, além de serem um dever do estado, podem diminuir as distâncias entre ricos e pobres no país.

  Se por um lado a internet pode se “converter num grande instrumento de exclusão social”, por outro lado ela pode “construir estados mais democráticos, conduzindo a uma sociedade mais humana e menos voltada a desigualdade social”. Para compreendermos o que significa falarmos em pessimistas e otimistas vamos acompanhar o que Pierre LÈVY pensa a respeito da Cibercultura, através de um texto de Francisco Rüdiger:

Em LÈVY, “a conexão é um bem em si” LÈVY (1999), veicula os valores da autonomia individual e da abertura para a alteridade. A cibercultura expressa antes de tudo, a vontade coletiva de construir laços sociais baseados na partilha de conhecimento. O fundamento é “a reunião em torno de centros de interesses comuns, sobre o jogo, sobre o compartilhamento do saber, sobre a aprendizagem cooperativa, sobre processos abertos de colaboração” LÈVY (1995). Para ele, a tendência comunitária e libertária é que comanda o crescimento do ciberespaço, e não há sentido em opor-lhe ao ou criticar-lhe por ser cada vez mais explorada comercialmente: os dois processos são complementares LÈVY (1999). RÜDIGER (2003).

  Adentrando na particularidade de pessimistas e otimistas, outras denominações também podem ser utilizadas na compreensão do tema. Conforme se costuma afirmar, os pensadores da técnica podem ser divididos em Prometéicos e Fáusticos, para fazer uma analogia a duas figuras exemplares da tradição mitológico-literária. Analisando a característica dos Prometéicos, acredita-se na faculdade emancipatória e beneficente da técnica moderna, sendo a tecnologia um fator de progresso da humanidade, constituindo-se estes nos otimistas. E por outro lado, as transformações generalizadas promovidas pelo fenômeno da técnica passaram a ser encaradas como agressões à vida humana ameaçando o direito a individualidade, num entendimento que esta dinâmica é negativa, escapando ao controle da coletividade, sendo estes os Pessimistas. RÜDIGER (2002).

  O que estamos acompanhando com as comunidades mundiais conectadas pela rede, os computadores interligados, pode favorecer o surgimento da inteligência coletiva LÈVY (1998), e é o que acontece com muitas das comunidades de produção de software livre, para dar um exemplo bem contemporâneo. Se a internet proporcionou o aquecimento da economia mundial diminuindo distâncias nas transações internacionais de caráter mercadológico, a sua contradição apresenta um refluxo inversamente ao contrário do que pretendiam as empresas que achavam que a internet serviria apenas para a multiplicação de seus dividendos.

Para Pierre LÈVY, a tecnologia está a exigir uma filosofia prática, ao invés de crítica. O autor sugere que se deixe de lado o idealista para aprender o real que está nascendo torná-lo autoconsciente, acumulável e guiar seu movimento de forma que venham a tornar suas potencialidades mais positivas LÈVY (1995). RÜDIGER (2002). Em vários dos seus escritos, LÈVY afirma que a técnica não é em si mesma boa ou ruim, salientando que esta qualidade é muito dependente do seu uso e do seu contexto. LÈVY (1999). RÜDIGER (2002).

Jay Cutler é o Mr Olympia 2006 - Ronnie Coleman is batido dessa vez

Jay Cutler depois da sua vitoria historica:

- They said the champ can’t be taken out. Well you know what? The new champ’s in town. And the Sandow is staying in Las Vegas. And I get to keep my hair. (Jay had promised to shave of his hair if he didn’t win.)

Compare all the Mr. Olympia contestants with each other!

Results 2006 Mr Olympia
September 30, Las Vegas, Nevada, USA

  Name Country Round 1+2 Round 3 Round 4 Total
1. Jay CUTLER* USA 12 5 5 22
2. Ronnie COLEMAN* USA 18 10 10 38
3. Victor MARTINEZ* Dominican Republic 34 16 16 66
4. Dexter JACKSON* USA 36 20 19 75
5. Melvin ANTHONY* USA 50 25 26 101
6. Gustavo BADELL* Puerto Rico 62 30 29 121
7. Toney FREEMAN USA 68 35 - 103
8. Markus RÜHL Germany 84 41 - 125
9. Dennis JAMES USA 96 47 - 143
10. Günter SCHLIERKAMP Germany 102 54 - 156
11. Vince TAYLOR USA 120 50 - 170
12. Branch WARREN USA 114 61 - 175
13. Johnnie JACKSON USA 130 67 - 197
14. Darrem CHARLES Trinidad & Tobago 148 62 - 210
15. Troy ALVES USA 142 75 - 217
16. Paco BAUTISTA Spain 160 - - -
16. Dennis WOLF Germany 160 - - -
16. Rodney ST. CLOUD USA 160 - - -
16. Ronny ROCKEL Germany 160 - - -
16. Mustafa MOHAMMAD Austria 160 - - -
16. David HENRY USA 160 - - -
16. Bill WILMORE USA 160 - - -
* Qualified for Mr. Olympia 2007
             

fisiculturismo, anabolizantes, treinamento, whey, bcaas, cla, albumina, hemogenim… todas esses produtos “legais” e “ilegais” nada valem se você não tiver o espirito de cometidor que esses monstros que tem, é viver no dia a dia essa rotina, durante uma vida inteira, não destrua nada em “um ciclinho pro verao”… fisiculturismo é saúde…

Como o tema de tcc anda rendendo muitas visitas e a minha hora vai chegar, como diz o título desse post, resolvi pesquisar e trazer uma ajuda! aproveitem e gostaria de melhorar minha rede de contatos!, deixem recados, blogs… vamos refenciar, citar e blogar!

APRESENTAÇÃO E DEFESA DA MONOGRAFIA

 

  • A defesa é o coroamento de um longo processo. Muito mais do que uma avaliação pela banca examinadora, adefesa é a oportunidade de tornar público, discutir e ouvir a opinião de especialistas, sobre um tema que acompanha o aluno há diversos meses ou anos.
  • Para quem conhece bem seu tema e preparou cuidadosamente sua tese, trata-se de um momento de grande prazer.
  • O tempo deve ser utilizado não para resumir a monografia, cujo texto já é conhecido pela banca. Um roteiro sugestão para a apresentação seria:
  • Cumprimentar rapidamente os componentes da banca; Justificar a escolha do tema, sua atualidade e relevância para a área do conhecimento, para o curso, para a sociedade; Destacar as dificuldades e limites do trabalho:
    • bibliografia escassa ou excessiva;
    • polêmicas doutrinárias;
    • implicações políticas;
    • imprecisão terminológica nas fontes;
    • inacessibilidade das fontes etc.
  • Destacar os aspectos positivos do trabalho:
    • Amplitude da pesquisa; utilidade dos resultados;originalidade do enfoque; nova roupagem ou tema clássico; pioneirismo da pesquisa na Instituição; indicar possíveis desdobramentos da pesquisa; formular uma autocrítica relativamente à execução da pesquisa.
  • Recursos como power point entre outros podem ser de grande valia, mas o aluno deve prescindir deles caso não tenha experiência no seu manuseio. Sempre podem haver surpresas. Melhor elaborar um pequeno roteiro dos pontos a mencionar. Já houveram mitos casos de acabar a energia e cade? meu ppt?, portanto não esqueça o roteiro impresso!

 

* cronograma, modelo, roteiro… entre outros materias, são todos fornecidos pela sua instituição, procure a secretaria, coordenador, orientador e não se esqueça que a biblioteca é o melhor lugar para isso.

*** esse é um modelinho com medidas e algumas orientações de formatação e estilo, algo mais como editoração. tcc-exemplo-e-medidas.pdf

A UNB dá diretrizes para “Relização da defesa de monografia” -> http://www.unb.br/fd/graduacao/Diret_orien.htm

web2.0 permite desenvolver pensamento crítico

Para além da brilhante campanha de marketing que mereceu (diria mesmo que se trata de uma campanha de Relações Públicas no seu melhor, uma vez que são os outros que estão a falar, pelo mundo inteiro, sobre um livro editado por uma editora que até hoje desconhecia), e dado que no site da Amazon não posso ter uma preview do livro, vou ter que me ficar pelos comentários de alguém que já o leu e que até disponibiliza um local para que erros existentes no livro possam ser corrigidos [faltou-lhe o peer review ;-) ]. Deixo-vos com Lawrence Lessig:

“His work will help us all understand the limits in accuracy, taste, judgment, and understanding shot through all of our systems of knowledge. The lesson he teaches is one we should all learn — to read and think critically, whether reading the product of the “monkeys” (as Keen likens contributors to the Internet to be) or books published by presses such as Doubleday.”

Exercitar e desenvolver o espírito crítico é um dos benefícios da cultura web2.0, que apesar de muito falada, ainda está na sua infância em termos de práticas. Estamos todos a aprender, cada um de nós com o seu próprio ritmo de aprendizagem.

fonte:http:/b2ob.blogspot.com./

Paulo Nassar: lobby, lobbysmo, lobistas - conceito, história, crítica, análise

 A Folha de S. Paulo de junho de 2007, traz à página A3 Opinião, seção Tendências e Debates, artigo que manifesta a posição pública da ABERJE diante de um tema que, inescapavelmente, a sociedade brasileira não pode mais adiar o debate: a regulamentação da atividade de lobby.

Para deixar a clandestinidade, PAULO NASSAR

O Brasil precisa colocar entre as prioridades de sua agenda a regulamentação do lobby, que é atividade legítima, lícita e necessária

EUA, UNIÃO Européia e parte da América Latina têm mecanismos reguladores das atividades de lobby. Nós, não. Vivemos de escândalo em escândalo, na promiscuidade entre público e privado, em meio a um nevoeiro que não permite distinguir as feições de quem age em favor de quem e por qual razão.

Mantemos em alguma gaveta do Congresso seis projetos que regulam o lobby no Brasil. O mais antigo deles, de 1989, é de autoria do senador Marco Maciel. De fato, não é uma tarefa simples normatizar essa atividade, que é muito complexa, envolve múltiplos interesses e cuja nebulosidade, que a encobre há anos, é bastante conveniente a um tipo de gente que queremos longe. Mas é possível.

O lobby nos EUA tem a “Federal Regulation of Lobbying Act of 1946″, que o regulamenta. Essa lei foi atualizada em 1995 por causa de uma grande crise ética, que envolveu alguns membros e vários funcionários do Congresso e do Executivo, entre os quais o lobista Jack Abramoff, o centro do escândalo de extensiva corrupção em Washington. Ele usou várias entidades políticas e corporativas para ganhar dinheiro, pagar viagens e outros presentes para funcionários e autoridades do governo federal. Foi apanhado, julgado e condenado a passar mais de cinco anos na cadeia.

Não foi o único a pagar pelo crime. Lá, nos EUA, além da lei federal, cada Estado e muitos municípios têm legislações próprias, que dão transparência às relações com o poder. A jovem União Européia discutiu amplamente a atividade de lobby. Enquanto isso, adotou documentos que estabeleceram princípios gerais para a conduta dos lobistas. Em 2006, foi introduzido o “Green Paper on a European Transparency Initiative”, oferecendo mais transparência e regras definidas para os 15 mil lobistas, ONGs e outros grupos que pretendem influenciar os decisores da UE. Ao mesmo tempo, o tema foi debatido em audiências públicas.

Alguns de nossos vizinhos -Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru- têm leis de lobby ou de ética pública.

O Brasil precisa colocar entre as prioridades de sua agenda a regulamentação do lobby, que deverá servir para toda a administração pública federal -Executivo, agências reguladoras, estatais, Legislativo e Judiciário-, deverá ser parâmetro a ser aplicado aos Estados, capitais e aos municípios com mais de 200 mil eleitores. Deverá abranger os setores público e privado, o terceiro setor, os sindicatos, as associações, as confederações, as empresas, as consultorias etc.

O fundamental é que, pela regulamentação, se possa identificar quem representa quem, quais são os interesses em jogo no processo de formação das políticas públicas e se existe abuso do poder econômico. Também, o controle dos gastos diretos e indiretos envolvidos nesse trabalho.

É preciso deixar claro que não há lobby “do bem” ou “do mal”. Existem ações iniciadas por um indivíduo ou um grupo para influenciar a opinião de um representante ou um setor do governo em prol de apoio a sua causa -que é o lobby. Existe a construção de uma estratégia de argumentação com o objetivo de defender uma causa -que é a “advocacy”. E existe o processo de gerenciamento de ações estratégicas com o intuito de influenciar políticas públicas -que são as relações governamentais. Todas praticadas com técnicas de relações institucionais ou relações públicas.

Já é hora de provocar esse debate com a sociedade. As questões éticas relacionadas à promiscuidade entre público e privado não são novas nem exclusivas. Devem ser enfrentadas à luz da atualidade: um mundo aberto, interligado em redes, sociedades mais informadas, mais conscientes, desejosas de participação.

Da mesma forma que o público exige das empresas uma nova atitude -transparência, uma nova maneira de fazer comunicação e estabelecer relacionamentos entre marcas, produtos, consumidores, trabalhadores, sociedade-, o mesmo desejo se repete no âmbito público em relação aos três Poderes. É exigência inescapável e presente, que se cobra, se cobrará e se espera de cada um dos Poderes em todos os níveis da República.

Lobby só existe em democracias. Ou seja, são atividades legítimas, lícitas e necessárias. Para o bem delas mesmas, dos envolvidos e dos interessados e, especialmente, do fortalecimento da nossa democracia, a regulamentação do lobby é urgente. Porque o resto é tráfico de influência, intermediação de negócios entre o setor privado e o setor público. E, pior, fere de morte nossa liberdade.

Vamos reunir rapidamente representantes de entidades, governo e personalidades para pensar juntos. E encontrar um modelo competente, legal e legítimo de relacionamento entre a sociedade, as empresas e os Poderes da República, que saia da clandestinidade para a transparência.


PAULO NASSAR, 53, jornalista, professor doutor da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes), é diretor-presidente da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e vice-presidente da Amerco (Associação de Comunicação Empresarial do Mercosul).

1 – Principio da Transparência Pública nas leis (disclousure)

2 – Princípios de Regulamentação das Atividades de Lobby

3 – Principio da Fiscalização das Atividades de Lobby

4 – Principio do Controle das Atividades de lobby

“O improviso brasileiro…”
A presença de atividades de lobby, no legislativo do Brasil, registram-se desde o inicio do século XIX, e tornaram-se mais evidentes com a República Velha. A primeira vez que a atividade de lobby foi discutida no país, oficialmente, seria em uma conferencia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em 1958, denominada “Advocacia e o Poder Legislativo - Lobbyng”.

Conclusão
A prática do lobby, desde que exercido com transparência e ética, constitui-se num instrumento útil ao processo decisório no Parlamento, contribuindo enormemente para o esclarecimento dos aspectos técnicos e interesses políticos, econômicos e sociais envolvidos.

É uma área de conhecimento obrigatório para advogados, jornalistas, parlamentares, cientistas políticos, autoridades, intelectuais, políticos e especialistas em relações internacionais, bem como para todos aqueles que se interessam pela participação da sociedade, na elaboração das leis e no debate das grandes questões nacionais, em torno da inserção do Brasil no cenário internacional.

Para quem «COP» possa ser um agente da autoridade, talvez esteja mais do que na hora para assistir em Lisboa, à sessão sobre Comunidades de Prática (Communities of Practice - CoP). O orador, Etienne Wenger, uma das maiores referências a nível interncional, irá falar sobre na Conferência subordinada ao tema «Aprender em Comunidades de Prática: uma jornada pessoal» (descarregar programa completo).

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Ross Dawson, disponibilizou uma Web 2.0 Framework. A ideia consiste em salientar as questões principais que estão em causa quando se fala de web 2.0. Destina-se essencialmente a não especialistas sobre a temática mas também pode ajudar a perceber implicações e oportunidades da web 2.0 para as organizações.

by Ross Dawson’s Trends in the Living Networks blog

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Água destilada

A destilação é o processo de vaporizar a água por meio de sua fervura . O vapor sobe , deixando para trás grande parte das bactérias , vírus , substâncias químicas , minerais e poluentes de água . O vapor vai em seguida para uma câmara de condensação onde é resfriado e condensado para se tornar água. Depois de consumida , a água destilada expulsa do corpo minerais inorgânicos rejeitados pelas células dos tecidos . Por isso , é importantíssimo consumir água destilada.

Waldemar Marques Guimarães Neto – Prof de Ed. Física - CREF 004810-G/PR,
Rodolfo Anthero de Noronha Peres – Nutricionista – CRN3/16.389

Muitas pessoas que treinam para eliminar gordura com o intuito de parecerem-se mais definidas, se preocupam principalmente em reduzir a gordura corporal através da dieta e exercícios. Porém, com freqüência, apesar de todo o esforço e dedicação, elas não obtêm o êxito desejado, muitas vezes pensando que devem eliminar mais gordura subcutânea, quando na verdade esta praticamente já se foi o suficiente. A questão nesses casos é que ainda resta uma indesejável retenção hídrica que não permite a própria pessoa e a mais ninguém, observar uma definição muscular mais expressiva. Esta também é uma das maiores preocupações de atletas de culturismo e fitness às vésperas de uma competição.

Como remover o líquido subcutâneo, mas também manter as células musculares devidamente hidratadas?

Os líquidos são armazenados basicamente em três diferentes compartimentos em nosso organismo:

1. Sangue
2. Água dentro da célula (líquido intracelular)
3. Água fora da célula (líquido extracelular)

Os compartimentos acima mencionados tendem a distribuir a água entre si, ou seja, se você remover água de um compartimento, outro tenderá a doar sua água para aquele que perdeu para a manutenção do equilíbrio, também conhecido como homeostase, um processo necessário para a manutenção da vida.

Para melhor entendimento, daremos o exemplo prático de um indivíduo de 70kg. Se este estiver bem hidratado, terá em torno de 42 litros de água em seu organismo. Destes, 28 litros deverão estar contidos nos compartimentos intracelulares e os 14 litros restantes, nos compartimentos extracelulares, respeitando uma proporção de 2:1.

O princípio da remoção da água extracelular também conhecida como subcutânea, inicia-se através da remoção do líquido sangüíneo e confiar no processo em que outros compartimentos doarão sua água ao sangue para manter o equilíbrio; resultando com isso em menor quantidade de água nos outros compartimentos. Se você remove água do sangue, seja lá qual for o meio, o primeiro compartimento a doar água é o extracelular, o que parece ideal. Entretanto, como existe um equilíbrio entre todos os compartimentos, é lógico que se removermos muita água do sangue, isto exigirá que muito líquido subcutâneo seja doado, inclusive o intracelular. A última situação não é desejável, já que mais de 70% de nossos músculos são formados por água, e desidratação intracelular pode fazer com que a massa muscular murche como um balão que se fura. Isto é muito comum em nossas competições quando atletas mal informados adotam meios exagerados e muito arriscados para a perda de líquido subcutâneo.

A seguir, iremos comentar alguns pontos chaves para manipular a concentração hídrica nos diferentes compartimentos de nosso corpo.

O equilíbrio de água em nosso organismo está diretamente ligado a distribuição de eletrólitos, o qual possui um equilíbrio muito sensível, sendo crucial para o correto funcionamento dos músculos incluindo o miocárdio. Esse é o principal motivo pelo qual os diuréticos são banidos dos esportes, inclusive das federações de culturismo. Ou seja, o objetivo é retirar a água de baixo da pele e não de dentro dos músculos. E esta não é uma tarefa fácil, não havendo uma fórmula para todo mundo, pois o que funciona bem para uma pessoa pode não funcionar da mesma forma para outra.

- Como podemos observar, algumas substâncias podem atrair água, agora imaginem uma substância que não apenas atraia água, mas que também seja eliminada pela urina. Podemos então administrar esta substância que não apenas será eliminada do corpo, mas removerá água com ela.

Glicerol e manitol: glicerol é uma molécula com três carbonos similar ao álcool, sendo a porção hidrossolúvel da molécula lipídica. O glicerol existe naturalmente em nosso corpo estando presente nas gorduras e também nos fluidos corporais em forma livre. Quando o glicerol exógeno é administrado, promove aumento na concentração de fluídos no sangue e demais tecidos. A concentração de fluídos é mantida no corpo de forma que a água administrada com o glicerol não é eliminada até o glicerol ser removido dos rins ou quebrado pelo organismo. Ambas as substâncias elevam a osmolalidade do plasma sanguíneo e produzem um aumento do fluxo de água a partir dos tecidos, inclusive do encéfalo; por isto o manitol é clinicamente utilizado para reduzir edema cerebral.

Em esportes de longa duração, especialmente em climas quentes e úmidos, é bem vinda qualquer estratégia para manter o corpo hiper-hidratado por um período mais prolongado, de forma que o glicerol vem sendo utilizado para melhorar a performance desses atletas. Mas para nós do culturismo, a intenção é mesmo reduzir os depósitos hídricos subcutâneos.

Restrição de sal:
O sódio é o mineral predominante no meio extracelular. Um grama de cloreto de sódio (sal de cozinha) contém quatrocentos miligramas de sódio. Quando eliminamos o sal da dieta, inicialmente podemos perder peso com a eliminação hídrica, mas se a restrição de sódio se prolongar, poderá ocasionar como efeito rebote um pico na liberação de aldosterona, que é um hormônio secretado pela glândula adrenal que ajuda o corpo a manter o equilíbrio eletrolítico preservando sódio dentro da célula. Por este motivo é que há muito se foi a época em que se oferecia água destilada e cortava-se o sal a zero nas vésperas de uma competição! Níveis excessivos de aldosterona acabam criando retenção hídrica, um efeito justamente contrário do que se espera, mas também pode indicar gravidez ou algumas síndromes raras. Já níveis muito baixos, podem indicar excesso de sal na dieta. Ou seja, se mantermos uma administração constante, mas controlada de sódio, esse hormônio não será acionado demasiadamente.

O equilíbrio do sal tem tudo a ver com os minerais potássio e magnésio. Alimentos naturalmente cozidos, verduras, frutas e grãos, já contêm a proporção correta destes minerais; ou alguém está pensando que o homem primitivo tinha ao seu dispor sal de cozinha em saleiras de prata? O correto equilíbrio entre potássio e sódio fica em torno de 200:1, ou seja, o potássio deve estar em maior concentração do que o sódio. O potássio é antagonista do sódio, direcionando-o para fora da célula, reduzindo a retenção hídrica e a elevação da pressão arterial. Dentre os alimentos fonte de potássio, podemos citar as bananas, os melões, as batatas, as laranjas, os feijões e vegetais de coloração verde-escura. Quanto ao magnésio, podemos citar os legumes, feijões e vegetais de coloração verde-escura.

Alguns atletas como técnica adicional administram sódio na preparação pre-contest da seguinte forma: Se a competição é no sábado (dia D), no domingo anterior administram-se alimentos que contenham sódio naturalmente, tais como atum enlatado, claras de ovos e ainda, adicionam sal extra na comida. Na quinta-feira (dia D – 2), o sal é retirado completamente da dieta. Neste caso o organismo para manter o equilíbrio homeostático continuará a eliminar o sódio, e com ele água atada ao mesmo. Quando o sódio é eliminado, o organismo leva entre dois a dois dias e meio para reconhecer um desequilíbrio e começar a liberar o hormônio aldosterona em maiores quantidades.

Água:
Já com relação à própria ingestão de água, partimos do simples princípio de que quanto mais água é ingerida, mais é eliminada. Muitos atletas ainda pensam que na semana anterior a competição deve-se restringir o consumo de líquidos. Porém, esta prática ocasiona um efeito rebote e acaba aumentando a retenção hídrica. Isto se deve novamente à manutenção da homeostase, pois se você restringe o organismo de líquidos, este para manter o equilíbrio tenta poupar os líquidos ainda restantes, diminuindo a eliminação. Agora, se a ingestão hídrica for aumentada alguns dias antes da competição e reduzida drasticamente um dia antes da apresentação, ocorrerá grande eliminação de líquido subcutâneo.

Cafeína: A cafeína é uma substância pertencente ao grupo das metilxantinas, e dentre seus efeitos, tem sido apontada como uma substância que induz efeito diurético.
Dieta Hiper-protéica:

Água… mãe da terra e de nosso corpo (diuréticos, minerais, Glicerol, dieta, anabolizante…

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lyons, T.P., Riedesel, M.L., Meuli, L.E., Chick, T.W. (1990). Effects of glycerol-induced hyperhydration prior to exercise in the heat on sweating and core temperature. Medicine and Science in Sports and Exercise, 22, 477-483.

Noakes, T.D. (1993). Fluid replacement during exercise. Exercise Sport Science Review, 21, 297-330.

Koenigsberg, P.S., Martin, K.K., Hlava, H.R., Riedesel, M.L. (1995). Sustained hyperhydration with glycerol ingestion. Life Sciences, 5, 645-653.

¬Gaw, A.; Cowan, R. A.; O’Reilly, D.S.J.; Stewart, M.J.; Shepherd, J. CLINICAL BIOCHEMISTRY: An illustrated colour text. ed. Churchill Livingstone, 2ª ed., 1999.

¬¬Kaplan, L.A.; Pesce, A.J. CLINICAL CHEMISTRY: Theory, analysis, correlation. Ed. Mosby, 3ª ed., 1996.

¬¬Baynes, Dominiczak. MEDICAL BIOCHEMISTRY. Ed. Mosby, 1ª ed., 1999.

Sherman, W. M. et al: Effect of exercise-diet manipulation on muscle glycogen and its subsequent utilization during performance. Journal of Sports Medicine., 2:114, 1981

www.tjclarkco.com/nutrition_research.htm

Quando o ourives Johannes de Gutemberg teve a idéia de cortar uma xilogravura em pedacinhos e reutilizar as letrinhas numa prensa de uva, não deve ter imaginado o tsunami que provocaria na cultura ocidental. Mas ele sabia que era uma boa idéia, e que deveria dar um bom dinheiro.

Naquela época, 1440, fim da idade média, um livro escrito à mão tinha preço inimaginável. Praticamente apenas reis iletrados e a igreja podiam ter livros. Com a invenção e com as melhorias do seu auxiliar, calígrafo Peter Schöffer (pouco citado co-autor da imprensa), Gutemberg esperava ser bem monetizado. Para conseguir isso, associu-se ao banqueiro Johannes Füst, e tomou emprestado 800 ducados, depois mais 800, para criar uma empresa.

O negocinho tinha inovação, tinha empreendedorismo, tinha pesquisa e desenvolvimento, objetivava lucro e precisava de investimento para funcionar. Até nome, o empreendimento tinha: Das Werk der Bücher, A Fábrica de Livros. O primeiro objeto feito em série no mundo era um produto cultural. E, claro, a primeira fábrica se ralou nas mãos da banca: o véio não conseguiu pagar os empréstimos e Füst tomou as oficinas. Tomou também o auxiliar, pois Schöffer se bandeou pros lados do usurário (empregado é sempre ingrato!). BTW, mais tarde, Füst tentou vender ao rei da França um livro impresso como se fosse escrito à mão, maior 171. Foi descoberto, foi preso, fugiu. Banca é banca em qualquer época.

Porque dava muita grana, a imprensa se espalhou pela Europa em apenas dez anos, e pelo mundo logo em seguida. Muito mais rápido do que os computadores se espalharam hoje, tomadas as devidas proporções.

Mas livro impresso ainda era caro: custava o salário de três anos de um artesão. O papel era feito de trapos. Um quilo de trapo custava o mesmo que um quilo de alumínio, hoje (History Channel, 2007). Só depois da invenção de papel de madeira a publicação em grande escala ficou barata e pode deslanchar.

O pecado católico do lucro já tinha sido arrasado pela Reforma, não tinha mais jeito. Surgiram os panfletos opinativos e noticiosos. Com o sucesso dessas publicações, as pessoas viram que também podiam ganhar dinheiro vendendo papel com tinta, como os editores de livros. Viram também que podiam se monetizar mais um pouquinho colocando anúncios na publicação. Surgiu o jornalismo impresso moderno (esse que está em decadência).

Qualquer semelhança com blogs não é mera coincidência.

Bibliografia: La Composición en Artes Graficas, Biblioteca Profesional E.P.S. Dom Bosco: Barcelona, 1970.
José Antonio Meira da Rocha
Meiradarocha.jor.br