* Comentário: vale a pena testar aqui no Brasil o ácido valpróico, pois o “tricostatin A” não é comercializado ainda.

Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular
• Medicação utilizada em câncer melhora a função muscular e diminui as alterações patológicas em camundongos com distrofia muscular (18/09/06)
Itália e Estados Unidos - Neste estudos os pesquisadores estudaram três drogas: o ácido valpróico, fenilbutirato e tricostatin A; destas três drogas a triscostatin A (TSA), que é usada no tratamento do câncer,  foi a que apresentou melhor resultado. Estas drogas são inibidores da enzima deacetilase.
 
Na distrofia muscular de camundongos a droga aumenta a expressão da folistatina, que causa aumento da fibra muscular antagonizando o efeito da miostatina. Além de reduzir de forma  importante as alterações patológicas dos músculos a droga também causou aumento da força da muscular. Além disso a droga foi utilizada em camundongos com três meses demonstrando efeito mesmo quando a degeneração muscular já tinha se manifestado. Esta é mais uma linha promissora de drogas para retardar a evolução da doença até que um tratamento definitivo possa surgir.
 
O resumo em inglês do artigo pode ser lido abaixo:
 
(IN PRESS:NATURE MEDICINE, 2006) - Functional and morphological recovery of dystrophic muscles in mice treated with deacetylase inhibitors
G C Minetti, C Colussi, R Adami, C Serra, C Mozzetta, V Parente, S Fortuni, S Straino, M Sampaolesi, M Di Padova, B Illi, P Gallinari, C Steinkühler, M C Capogrossi, V Sartorelli, R Bottinelli, C Gaetano & P L Puri - Italy and USA
Pharmacological interventions that increase myofiber size counter the functional decline of dystrophic muscles. We show that deacetylase inhibitors increase the size of myofibers in dystrophin-deficient (MDX) and  -sarcoglycan ( -SG)–deficient mice by inducing the _expression of the myostatin antagonist follistatin in satellite cells. Deacetylase inhibitor treatment conferred on dystrophic muscles resistance to contraction-coupled degeneration and alleviated both morphological and functional consequences of the primary genetic defect. These results provide a rationale for using deacetylase inhibitors in the pharmacological therapy of muscular dystrophies.
 

Poder e comunicação segundo Luhman:

Luhman relaciona o poder com a comunicação quando compara a verdade e dinheiro com poderes que manipulam a sociedade.

O poder deve diferenciar-se da coerção para ter algo concreto e especifico. A coerção significa a renúncia das vantagens da generalização simbólica e a guiar a seletividade do companheiro. A pessoa que exerce coerção deve assumir a carga da seleção e da decisão no mesmo grau em que se exerce a coerção; esta tem que se exercer onde tiver uma carência de poder. A redução da complexidade não se distribui, senão que se transfere à pessoa que usa a coerção. Se isto é ou não, dependeria do complexo e mutabilidade que são as situações em que se ten que tomar as decisões sobre a ação. O poder aumenta com a liberdade em ambas as partes e, por exemplo, em qualquer sociedade determinada, aumenta em proporção com as alternativas que produzem. (LUHMAN, 1995:13-5).

Luhman observa ainda que uma teoria de diferenciação social em estratos e em subsistemas funcionais (seleção organizada = evolução e troca). Teoria de evolução social e cultural que conduz a uma diferenciação crescente. Todo sistema social é conflitante. O grau de conflito varia de acordo com o grau de diferenciação do sistema e de acordo com a evolução social. São as sociedades mais avançadas que necessitam de uma diferenciação funcional entre o código de linguagem em geral e os meios de comunicação simbolicamente generalizados tais como o poder ou a verdade, que condicionam e regulam a motivação para aceitar seleções oferecidas. Por meio desta diferenciação, as potencialidades para o conflito e o acordo podem dar-se conjuntamente na sociedade. Os mecanismos evolutivos da variação e a possibilidade de realizar seleções transferível, socialmente efetivas e utilizáveis, se apresentam pro separado e isto acelera a evolução sociocultural, já que podem ter eleições novas desde mas possibilidades dentro de pontos de vista mais específicos: linguagem e escrita (p. 9-10).

A linguagem como poder de comunicação. O uso de coerção (renúncia das vantagens da generalização simbólica e um guiar de seletividade do companheiro) só se centraliza em sistemas mais simples. Os sistemas mais completos decidem entre si sobre o uso da força.

A função dos meios de comunicação e transmitir a complexidade reduzida. No caso do poder, essas realizações se transferem… Toda forma de teorização rigorosa aparece, assim, como condenada desde o princípio ao fracasso, ou então se revela no fim das contas como simples instrumento de controle e repressão da fluidez e ‘liberdade’ caracteristicamente pós-modernas.

O poder é comunicação guiada pelo código (op cit 22) É inolvidável que a instituição do poder legítimo imponible e´ um fenômeno de maior importância social em comparação com a brutalidade e com o egoísmo. A vida cotidiana está determinada pelo poder normalizado – pelo exercício brutal e egoísta do poder.(op. cit 25)

(N. Luhmann, A Improbabilidade da Comunicação, Lisboa, Vega, 2001)

As possibilidades das redes de aprendizagem*



Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas a grande maioria das escolas e professores ainda está tateando sobre como utilizá-las adequadamente. A apropriação das tecnologias pelas escolas passa por três etapas, até o momento. Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já se vinha fazendo, como o desempenho, a gestão, para automatizar processos e diminuir custos. Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos, há atividades no laboratório de informática, mas mantém intocados estrutura de aulas, disciplinas e horários. Na terceira, que começa atualmente, com o amadurecimento da sua implantação e o avanço da integração das tecnologias, as universidades e escolas repensam o seu projeto pedagógico, o seu plano estratégico e introduzem mudanças significativas como a flexibilização parcial do currículo, com atividades a distância combinadas as presenciais.

Os professores, em geral, ainda estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo, para tornar as aulas mais interessantes. Mas ainda falta o domínio técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os processos de ensino e aprendizagem.

As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off-line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola), que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.

As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância (EAD). Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muita auto-disciplina. Agora, com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.

A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

 

Blogs e Flogs

Quando focamos mais a aprendizagem dos alunos do que o ensino, a publicação da produção deles se torna fundamental. Recursos como o portfólio, onde os alunos organizam o que produzem e o disponibilizam para consultas, são cada vez mais utilizados. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação com possibilidade de fácil atualização e participação de terceiros.

Os blogs, flogs (fotologs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos que pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo (em diversos graus). Atualmente há um uso crescente dos blogs por professores dos vários níveis de ensino, incluindo o universitário. Os blogs permitem a atualização constante da informação pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e pesquisas individuais e em grupo, a divulgação de trabalhos. Com a crescente utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e integrarem-se com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógica. As grandes plataformas de educação a distância ainda não descobriram e incorporaram o potencial dos blogs e flogs.

A possibilidade dos alunos se expressarem, tornarem suas idéias e pesquisas visíveis, confere uma dimensão mais significativa aos trabalhos e pesquisas acadêmicos. A Internet possui hoje inúmeros recursos que combinam publicação e interação, através de listas, fóruns, chats, blogs. Existem portais de publicação mediados, onde há algum tipo de controle e existem outros abertos, baseados na colaboração de voluntários. O site www.wikipedia.org/ traz um dos esforços mais notáveis no mundo inteiro de divulgação do conhecimento. Milhares de pessoas contribuem para a elaboração de enciclopédias sobre todos os temas, em várias línguas. Qualquer pessoa pode publicar e editar o que outras pessoas colocaram. Só em português foram divulgados mais de 30 mil artigos na wikipedia. Com todos os problemas envolvidos, a idéia de que o conhecimento pode ser co-produzido e divulgado é revolucionária e nunca antes tinha sido tentada da mesma forma e em grande escala.

 

A escola em conexão com o mundo

A escola com as redes eletrônicas se abre para o mundo, o aluno e o professor se expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros, positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A divulgação hoje faz com que o conhecimento compartilhado acelere as mudanças necessárias, agilize as trocas entre alunos, professores, instituições. A escola sai do seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode aprender contínua e flexivelmente. Destaco, por exemplo, a importância do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de Chicago, que disponibiliza todo o conteúdo dos seus cursos em várias línguas, facilitando o acesso de centenas de milhares de alunos e professores a materiais avançados e sistematizados, disponíveis on-line http://www.universiabrasil.net/mit/. Alunos, professores, a escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos estão publicados na Internet. O estar no virtual não é garantia de qualidade (esse é um problema que dificulta a escolha), mas amplia imensamente as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio, de atualização. Tanta informação dá trabalho e nos deixa ansiosos e confusos. Mas é muito melhor do que acontecia antes da Internet, quando só uns poucos privilegiados podiam viajar para o exterior e pesquisar nas grandes bibliotecas especializadas das melhores universidades. Hoje podemos fazer praticamente o mesmo sem sair de casa.

Os professores podem ajudar o aluno incentivando-o a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas concretas para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

Uma das formas mais interessantes de desenvolver pesquisa em grupo na Internet é o webquest. Trata-se de uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Internet. Resolver uma webquest é um processo de aprendizagem atraente, porque envolve pesquisa, leitura, interação, colaboração e criação de um novo produto a partir do material e idéias obtidas. A webquest propicia a socialização da informação: por estar disponível na Internet, pode ser utilizada, compartilhada e até reelaborada por alunos e professores de diferentes partes do mundo. O problema da pesquisa não está na Internet, mas na maior importância que a escola dá ao conteúdo programático do que à pesquisa como eixo fundamental da aprendizagem.

O processo de mudança será mais lento do que muitos imaginam. Iremos mudando aos poucos, tanto no presencial como na educação a distância. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão prontos para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.

 Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.

*José Manuel Moran - Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância - jmmoran@usp.br

Tonomundo, na África      
  
 

O Oi Futuro vai expandir seus projetos para além das fronteiras do Brasil. Num convênio inédito com a empresa de comunicação Soico TV, de Moçambique, o instituto de responsabilidade social da Oi desembarca na África para transformar a educação em ferramenta de inclusão social e digital num continente sofrido que busca uma nova transformação social. O convênio foi assinado nesta terça-feira, dia 26, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, pelo presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira, e pelo presidente da Soico TV, Daniel David. Inicialmente, serão instalados projetos-piloto em cinco escolas públicas localizadas na periferia de Maputo, capital moçambicana.

“No mundo, há 300 milhões de pessoas que falam a língua portuguesa e este é um mercado para produtores e distribuidores de conteúdo nas suas diversas formas. Se pudermos trabalhar na cadeia de acessos e distribuição em vários países, para nós, faz isto todo o sentido”, disse Falco.

O presidente da Soico TV qualificou o convênio assinado como “fundamental”. “Moçambique e Brasil, através da Oi e da Soico TV, estão iniciando uma nova plataforma de entendimento”, acrescentou. “Vamos estreitando gradualmente essa parceria com o Brasil usando um convênio privado. Acho que a cooperação entre os países só é forte quando instituições privadas a desenvolvem”.

Presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira destacou a importância que a nova fase do Tonomundo terá para o instituto de responsabilidade social da companhia brasileira: “Vamos levar para Moçambique o nosso primeiro projeto de educação. Criado há oito anos, o Tonomundo segue sua trajetória de sucesso, com a internacionalização”.

A idéia do projeto surgiu a partir de lei sancionada pelo Governo Federal em 2003, que introduziu o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio. O Oi Futuro decidiu levar sua comunidade virtual de aprendizagem e prática, o Tonomundo, para uma escola africana de língua portuguesa de forma a enriquecer o intercâmbio cultural e de educação entre os dois povos. 

Metodologia

A metodologia de ensino que será utilizada em Moçambique será a mesma do Tonomundo no Brasil e pretende transformar a escola e seus alunos em pólos irradiadores de projetos sociais com impacto na comunidade. O Tonomundo foi desenvolvido pelo Oi Futuro em parceria com a Escola do Futuro da USP, e irá formar os professores moçambicanos com aulas presenciais, realizadas em duas semanas, e um curso à distância com duração de dois anos.

Através da implantação de laboratórios de informática com acesso à internet na rede pública de ensino fundamental, o projeto dá prioridade às iniciativas que integram a comunidade à escola e promovem a renovação dos valores da cidadania.

Em 2001, o programa ganhou a chancela da Unesco e, desde então, foi multiplicado sob a forma de política pública nas escolas estaduais e municipais do Espírito Santo, Pernambuco, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, e Pará. O Tonomundo já beneficia mais de 650 mil alunos e 7 mil professores, em 598 escolas do país. Nesse período, o programa recebeu 10 prêmios nacionais e internacionais, como o Prêmio Ibero-Americano; o LIF, da Câmara de Comércio França-Brasil, e o prêmio A Rede. 

A aproximação do Brasil com Moçambique não é de hoje. Também colonizado por Portugal, o país tem uma identificação cultural muito forte com o Brasil, não apenas em relação à cultura de massa, mas também pela literatura.  Mia Couto, célebre escritor moçambicano, é um confesso admirador da literatura brasileira e seus textos têm forte influência de Guimarães Rosa e de contemporâneos como Moacir Scliar.

Estiveram presentes na assinatura do convênio do Oi Futuro com a Soico TV, de Moçambique; Silvia Fichmann, coordenadora do Tonomundo na Escola do Futuro da USP; Enoque Massango, diretor-adjunto da Soico TV; George Moraes, diretor de Comunicação Corporativa da Oi, e Samara Werner, diretora dos projetos de Educação do Oi Futuro.

Sobre o Tonomundo

Desde 2000, o Tonomundo atua em localidades com baixo IDH (índice de desenvolvimento humano) em parceria com a Escola do Futuro da USP e conta com a chancela da Unesco para projetos que apresentem uma transformação social. O programa atua com o foco na formação continuada de professores de Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Os professores do Tonomundo integram uma das maiores comunidades virtuais de aprendizagem do Brasil, onde são desenvolvidas práticas formativas para professores e atividades lúdicas on line, das quais também participam alunos, familiares e vizinhos da escola.

Tentando seguir a popular filosofia de coisaa para fazer no ano novo, pretendo colocar sempre na lista, ler mais livros qo ano que se passou.

Uma sugestão de leitura para se animar é 10 Dicas para Você Ler mais Livros por Ano (Empirical Empire),

Idoru. William Gibson. Makron Books, 2000.

obra:romance, gênero: ficção científica, 1ºedição 1996,

Sinopse inglês William Gibson é autor do termo ciberespaço e de um romance de ficção científica que marcou a década de 80: Neuromancer. Como este, Idori, publicado em 1996, trata de personagens bizarros em paisagens tecnológicas remotas e exóticas.
 

Idoru, escrito por William Gibson, é um excelente romance de ficção científica, que leva os leitores ao minúsculo espaço da nanotecnologia - minúsculo, porém responsável por grandes revoluções. É um livro de verdade que fala de coisas “que não existem”. Ou seja, de coisas que acontecem no ciberespaço, termo criado pelo próprio Gibson em 1984 e publicado em Neuromancer, livro de grande sucesso. Ciberespaço é um termo utilizado pelos usuários da internet como sinônimo de rede, lugar onde acontecem coisas incríveis em um mundo (ou em mundos) novo e imprevisível. continua…

DOWNLOAD (créditos para nossos amigos do excelente Projeto Democratização da Leitura)

+ sobre o autor

William Gibson é um autor de ficção científica americano que vive em Vancouver, Canadá. Desde os anos 70 que escreve contos e o seu primeiro romance Neuromancer, livro em que o conceito de Ciberespaço nasceu, foi publicado em 1984. Esta obra ganhou um estatuto de culto, ao criar um novo gênero de ficção científica, apelidado de Ciberpunk, paradigma de que Gibson é considerado o pai. A literatura ciberpunk tem uma visão muito pessimista do futuro, predizendo o aparecimento de corporações capitalistas multinacionais, e mostrando os efeitos negativos que as novas tecnologias poderão ter na vida quotidiana.
Embora se considere que o ciberpunk, enquanto gênero literário, está morto, as idéias que Gibson apresentou nos seus romances alastraram a outros contextos, tanto artísticos, como sociológicos ou técnicos. Os seus detratores criticam a sua posição de, enquanto utilizador da Internet, declarar que “não sou um técnico. Não sei como é que estas coisas trabalham. Mas gosto do que fazem e dos novos processos humanos que geram”. Como escritor de ficção científica, diz que as pessoas não deveriam olhar para este gênero como prospectiva, mas antes como o modo como os escritores lhes apresentam algumas idéias sobre o futuro, que poderão vir a resultar ou não.

William Gibson escreveu, para além do já citado Neuromancer (1984), Count Zero (1986), Mona Lisa Overdrive (1988), The Difference Engine (1991), Agrippa (a Book ok The Dead) (1992), Virtual Light (1993), Idoru (1996) e uma coletânea de contos chamada Burning Chrome (1986).  

fontes:

http://www.comciencia.br/resenhas/internet/idoru.htm

http://stulzer.net/blog/2006/11/15/10-dicas-de-leitura-de-livros-de-ficcao-cientifica/

http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/viewtopic.php?t=2287&view=next&sid=6c0fe82b6251066093712667111dcd64

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/al250720014.htm 

CYBERPUNK, Robson Pereira

“Júlio Verne, o cyberpunk do século 19″, copyright O Estado de S. Paulo, 19/7/01 -Em 1889, o pai da ficção científica já adivinhava, em seus livros, os usos e as aplicações da Internet

Monografia

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    A escolha do tema

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    Fichamento

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    Início do trabalho monográfico

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Software gratuito,… bom… open source, regime de código aberto ou fechado para sistema operativo Windows. A lista de software vai sendo melhorada com a contribuição dos membros, mas existem excepções:

- Não foi postado software que seja gratuito através de publicidade ou outro tipo de adware, excepto quando existe uma opção perfeitamente visível que permita a não instalação desse mesmo adware, permanecendo o software totalmente funcional.

- Evitar software que tenha sido descontinuado ou em que o seu desenvolvimento esteja notoriamente abandonado.

Browsers para Internet

Mozilla Firefox - http://www.mozilla.com
Opera - http://www.opera.com/

Clientes de e-mail

Mozilla Thunderbird - http://www.mozilla.com

Clientes de FTP

FileZilla - http://filezilla.sourceforge.net/
FireFTP - http://fireftp.mozdev.org/

Download Managers

Orbit - http://www.orbitdownloader.com
FlashGet - http://www.flashget.com
Free Download Manager - http://www.freedownloadmanager.org

Clientes de IRC

HydraIRC - http://www.hydrairc.com/
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IM (Instant Messaging)

Trillian - http://www.trillian.cc
Pidgin - http://pidgin.im/pidgin/home/
Miranda IM - http://miranda-im.org/

P2P

eMule - http://www.emule-project.net
aMule - http://www.amule.org/index1.php
µTorrent - http://www.utorrent.com/
Azureus - http://azureus.sourceforge.net/
SoulSeek - http://www.slsknet.org/
Ares - http://aresgalaxy.sourceforge.net/

Redes e Internet

Colasoft Ping Tool - http://www.colasoft.com/ping_tool/

Controlo remoto de PCs

RealVNC - http://www.realvnc.com/

Anti-Vírus

Avast! Home Edition - http://www.avast.com/eng/avast_4_home.html
AVG Free - http://free.grisoft.com/
ClamWin - http://www.clamwin.com/

Remoção de Adware, spyware…

Spyware Terminator - http://www.spywareterminator.com/
Windows Defender - http://www.microsoft.com/athome/security/spyware/software/default.mspx
Ad-Aware - http://www.lavasoft.se
SpyBot Search&Destroy - http://www.safer-networking.org/
Spyware Blaster - http://www.javacoolsoftware.com/spywareblaster.html

Office

OpenOffice - http://www.openoffice.org/
AbiWord - http://www.abisource.com/
IBM Lotus Symphony - http://symphony.lotus.com/

Compressão

7-Zip - http://www.7-zip.org
IZArc - http://www.izarc.org
ZipGenius - http://www.zipgenius.it/eng/index.php
TUGZip - http://www.tugzip.com

Limpeza do disco

CCleaner - http://www.ccleaner.com
nCleaner - http://nkprod.ro/ncleaner/

Desfragmentadores

Defraggler - http://www.defraggler.com
JkDefrag - http://www.kessels.com/JkDefrag/index.html
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Gravação CD/DVD

ImgBurn - http://imgburn.com/
DeepBurner Free - http://www.deepburner.com/?r=products&pr=deepburner&prr=features
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CDBurnerXP - http://www.cdburnerxp.se

Emulação e protecções

Alcohol 52% - http://www.free-downloads.net/programs/Alcohol_52__Free_Edition
Daemon Tools - http://www.daemon-tools.cc

Edição de Vídeo

VirtualDub - http://virtualdub.sourceforge.net/
VirtualDub Mod - http://virtualdubmod.sourceforge.net/
avidemux - http://fixounet.free.fr/avidemux/

Edição de texto

NotePad++ - http://notepad-plus.sourceforge.net/uk/site.htm
WinMerge - http://sourceforge.net/projects/winmerge/

PDF

Foxit PDF Reader - http://www.foxitsoftware.com/pdf/rd_intro.php
Adobe Reader - http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html
PrimoPDF - http://www.primopdf.com/

Leitores de música

foobar2000 - http://wwww.foobar2000.org
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MediaPortal - http://www.team-mediaportal.com/
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GeeXboX - http://www.geexbox.org/en/index.html

colaborações extras:

Media Center : http://www.team-mediaportal.com/

Colasoft Ping Tool e é free: http://www.colasoft.com/ping_tool/  

http://www.filehippo.com/ - Update Checker (lado direito do ecrã)
É um descanso! Acabaram-se - ao tempo - as buscas dos updates

IBM lançou um Office SUITE Freeware. - http://symphony.lotus.com/software/lotus/symphony/home.jspa

PrimoPDF - Permite criar pdf’s

BARRIGUINHA E SÍNDROME METABÓLICA Indivíduos portadores de 3 ou mais dos diagnósticos abaixo são considerados como portadores da síndrome metabólica:

1. Gordura Abdominal: (varia muito de pessoa/tamanho)
- cintura > 102 cm em homens / 88 cm em mulheres; (em média)

2. Triglicérides alto: 
- 150 mg/dL
3. Baixos níveis de HDL - Colesterol (”bom colesterol”): - 40 mg/dL em homens
- 50 mg/dL em mulheres;

4. Pressão sanguínea alta 
- 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão

5. Níveis altos de Glicose no sangue: 
100 mg/dL ou superior

RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS PARA O TRATAMENTO E PREVENÇÃO


* A alimentação deve ser acompanhada de exercícios físicos a fim de preservar e/ou aumentar a massa muscular e potencializar a perda de gordura corporal;
* A ingestão de colesterol deve ser reduzida a menos de 300mg por dia;* A dieta deve ser rica em carboidratos complexos e fibras, restrita em sódio, carboidratos simples e a gordura total da alimentação não deve exceder 30% do valor calórico total diário.


SUGESTÕES DE ALIMENTOS QUE DEVEM FAZER PARTE DO SEU DIA-A-DIA

1. SOJA E LEITE DE SOJA

EFEITO: o consumo de 1 litro de leite de soja por dia diminui os níveis de LDL-Colesterol (mau colesterol) e aumenta os níveis do HDL-Colesterol (bom colesterol). A soja é ótima fonte de arginina e glicina, aminoácidos que participam da secreção de glucagon, hormônio que tem efeito termogênico e estimula a queima de ácidos graxos (gorduras). Ou seja, a Soja além de ajudar na prevenção de doenças do coração, diminuir os níveis de colesterol, colabora também no emagrecimento.

2. AZEITE DE OLIVA EXTRA-VIRGEM E PROCESSADO À FRIO

EFEITO: fonte de Gorduras Monoinsaturadas que protegem as artérias, ajudam a aumentar o “bom” colesterol (HDL-Colesterol) e diminuir o colesterol “ruim” (LDL - Colesterol). É indicado para retardar a absorção de glicose e evitar picos de glicemia, pode também ajudar na normalização da pressão arterial.

3. FONTES DE ÔMEGA 3

EFEITO: os peixes ricos em ômega 3, como o atum, o arenque, a sardinha, o bacalhau, o salmão, a cavala, a truta e as sementes de linhaça são poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Podem também reduzir dores de artrite, melhorar os sintomas da depressão e proteger o cérebro contra as doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. A quantidade recomendada de consumo, para a redução dos riscos das doenças do coração é de 180 gramas por semana.

4. GRÃOS, CEREAIS INTEGRAIS E FARELOS

EFEITO: a fibra intacta presente nesses alimentos faz com os carboidratos demorem mais tempo para serem absorvidos. Isso ajuda a regular o nível de açúcar no sangue, aumenta a sensação de saciedade e adia a fome.
QUEM SÃO ELES: trigo integral, aveia, centeio integral, cevada, trigo sarraceno, milho, arroz integral, arroz selvagem, pipoca, grano (trigo levemente perolado), farro (outra forma de trigo), kamut, quinoa, amaranto, sorgo e triticale (uma cruza nova de centeio com trigo).

5. OLIGOSSACARÍDEOS

EFEITO: eles são também conhecidos como “bons carboidratos e podem ser encontrados em alimentos como a banana, cebola, chicória, alho, alcachofra e mel. Os oligossacarídeos são usados como alimento das bactérias boas da flora intestinal, auxiliando no bom funcionamento do intestino, melhorando a digestão e absorção de alguns nutrientes e também podem auxiliar no controle do colesterol, na prevenção de tumores, diabetes e doenças do coração.

6. ERVAS FRESCAS E ESPECIARIAS

EFEITO: além do aroma e sabor que conferem à culinária, seu uso é bastante interessante na redução do consumo de sal, açúcar e na capacidade de auxiliar no processo digestivo.QUEM SÃO: açafrão, manjericão, salsão, alecrim, coentro, cominho, estragão, gengibre, louro, mostarda, noz moscada, orégano, salsinha, sálvia, hortelã, pimentas, tomilho, curry, erva-doce, alho, cebola, cardamomo, cravo, canela, baunilha e outras.


7. FONTES DE POTÁSSIO, MAGNÉSIO E CÁLCIO

EFEITO: uma alimentação com frutas, verduras e laticínios (leite, iogurte e queijos magros) com baixo teor de gordura, que apresentam quantidades consideráveis de cálcio, magnésio e potássio, proporcionam efeitos favoráveis na normalização da pressão arterial e na prevenção de derrames e infartos.
ONDE ENCONTRAR POTÁSSIO: feijões, ervilhas, vegetais de cor verde escuro, banana, melão, abacaxi, cenoura, beterraba, frutas secas, tomate, batata inglesa, laranja.ONDE ENCONTRAR MAGNÉSIO: tofu, soja, salmão, espinafre, caju, abacaxi.

ONDE ENCONTRAR CÁLCIO: leite e iogurte desnatados, queijos magros, coalhada.

8. FIBRAS ALIMENTARES

EFEITO: presentes nas hortaliças, frutas, grãos e cereais integrais, as fibras são classificadas em solúveis e insolúveis. As fibras solúveis são responsáveis pela retenção de água no estômago, formando, dessa forma, uma estrutura gelatinosa. Além de promoverem a saciedade e induzir a redução na ingestão de alimentos, esse tipo de fibra auxilia na diminuição da absorção intestinal de glicose e gorduras. As fibras insolúveis aceleram o movimento do bolo fecal através do intestino, fazendo com que o órgão tenha um tempo menor de exposição aos agentes causadores de doenças.
ONDE ENCONTRAR FIBRAS SOLÚVEIS: aveia, leguminosas frescas e secas como feijão, grão-de-bico, fava, lentilha e soja, frutas frescas –laranja (com bagaço e a parte branca), mamão, pêra, uva, figo, maçã, manga, ameixa fresca, mexerica, abacaxi, banana-prata etc.– e frutas secas.ONDE ENCONTRAR FIBRAS INSOLÚVEIS: cascas de frutas e cereais integrais, farelo e gérmen de trigo, alface, acelga, agrião, aipo, escarola, espinafre, nabo, repolho, rabanete, cenoura, mostarda, brócolis, pimentão e outros.

9. FONTES DE PROTEÍNAS MAGRAS E DE ORIGEM VEGETAL

EFEITO: as proteínas aumentam o efeito térmico das refeições, ou seja, as calorias que o organismo gasta para realizar a digestão e a absorção dos nutrientes. Porém, o excesso no consumo de proteínas pode aumentar a eliminação de Cálcio pela urina. O teor de proteínas da alimentação deve ser 15% do valor calórico diário.
QUEM SÃO: aves, peixes, carnes magras, leite, iogurte e derivados magros, grãos, feijões, soja e derivados, quinoa.

10. FONTES DE VITAMINAS B6, B12 e ÁCIDO FÓLICO

EFEITO: agem na redução dos níveis de homocisteína, proteína presente no sangue que aumenta com a idade e prejudica a circulação sanguínea e pode provocar doenças do coração.
ONDE ENCONTRAR B6: frango, atum, fígado, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará, alho e sementes de gergelim.ONDE ENCONTRAR B12: leite e derivados magros, atum, carne bovina, salmão.

ONDE ENCONTRAR ÁCIDO FÓLICO: espinafre, feijão branco, aspargos, verduras de folhas escuras, couve de bruxelas, soja, laranja, melão amarelo, maçã.

11. CARBOIDRATOS COM BAIXO ÍNDICE GLICÊMICO

EFEITO: atingem a corrente sanguínea de forma lenta e contínua, promovendo a estabilidade da glicemia. Alguns estudos sugerem que uma alimentação composta por carboidratos de baixo IG pode reduzir os riscos de obesidade, diabetes tipo II e câncer de cólon. Carboidratos com baixo IG são também conhecidos como “Bons Carboidratos”. 
O QUE DEVE SER EVITADO?
1. GORDURAS TRANS

O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim - LDL-colesterol e redução dos níveis de colesterol bom - HDL-colesterol.
As gorduras trans estão presentes em grande parte dos alimentos industrializados: sorvetes, batatas fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.

2. REFRIGERANTES

Estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e publicado em outubro/2004 no American Journal of Preventive Health mostra que uma das medidas mais simples e eficientes para enfrentar a epidemia mundial de obesidade é cortar o consumo de refrigerantes. A amostra utilizada no estudo foi de 73.345 pessoas com mais de dois anos de idade e os resultados mostram que o consumo de refrigerantes cresceu 135% entre 1977 e 2001 no país. Enquanto isso, o consumo de leite caiu 38% no mesmo período. No Brasil a situação não é diferente disso.

3. SAL EM EXCESSO

O excesso de peso é um fator de risco para a hipertensão. Estima-se que 20% a 30% da prevalência de hipertensão arterial pode ser explicada por essa associação.

O sódio é um mineral presente no Sal que atrai água. Por isso, quanto mais salgada estiver a alimentação mais líquido o organismo vai reter. A retenção hídrica aumenta o volume sanguíneo que sobrecarrega o trabalho dos rins para filtrar esse sangue e do coração para bombear.ONDE SE ESCONDE O SAL: embutidos (salame, mortadela, linguiça, presunto e frios em geral), conservas, enlatados, defumados, temperos prontos, salgados de pacote tipo “snacks”, molho de soja, molho inglês, macarrão instantâneo.

4. CARBOIDRATOS REFINADOS E COM ALTO ÍNDICE GLICÊMICO

EFEITO: fazem o pâncreas trabalhar mais para produzir insulina e provocam picos de glicemia (hiperglicemia), seguidos de quedas bruscas da concentração de glicose no sangue (hipoglicemia). O quadro de hiperinsulinemia leva, também, à redução na mobilização e “queima” de ácidos graxos (gorduras) do tecido adiposo.

A Organização Mundial da Saúde recomenda um consumo diário de açúcar não mais que 10% do valor calórico total da alimentação. 

5. BEBIDAS ALCOÓLICAS

Extrapolar no consumo de bebidas alcoólicas leva nosso corpo a buscar e priorizar mecanismos de desintoxicação para a eliminação do etanol (álcool) com consequente prejuízo no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Esse desvio no metabolismo proporciona o acúmulo de energia sob a forma de gordura corporal.
Recomenda-se limitar a ingestão de bebida alcoólica para 30ml de etanol (álcool) por dia para homens e metade disso para mulheres.
30 ml de etanol equivalem a: 720 ml de cerveja OU 240 ml de vinho OU 60 ml de bebida destilada (whisky, vodca, aguardente, conhaque).
“As informações fornecidas não são individualizadas. Portanto, o médico e o nutricionista devem ser consultados antes de se iniciar um tratamento e/ou acompanhamento nutricional.”

Referências bibliográficas: 

1. THE HORMONE FOUNDATION/THE ENDOCRINE SOCIETY - The Metabolic Syndrome. Disponível em: http://www.hormone.org/pdf/bilingual_met_syndrome.pdf . Acessado em 16/12/2004.
2. SBEM - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA - Síndrome Metabólica. Disponível em: http://www.endocrino.org.br/oqtrata_011.php . Acessado em 16/12/2004.
3. SBH - SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO - I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica. Disponível em http://www.sbh.org.br/noticias.asp?codigo=333 . Acessado em 16/12/2004.
4. UNIFESP - Soja, fonte do bom colesterol. Jornal da Paulista Ano 16 - N° 177. Março de 2003.
5. FAPESP - Refrigerante no lugar de leite. Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 21/09/2004.
6. BAXTER, Y. - Fibras e índice glicêmico dos alimentos. SBNPE. Boletim Maio/Junho 2002. Disponível em: www.sbnpe.com.br/boletins/39/b39-fibras-indice.htm , acessado em 19/03/04.
7. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO) - Global strategy on diet, physical activity and health adopted by World Health Assembly. 22 May 2004.
8. AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA) - Gorduras Trans. Disponível em: www.anvisa.gov.br/alimentos/gordura_trans.pdf . Acessado em 16/12/2004.

Usar medicação:

Que coisa feia!? não….

A obesidade é uma doença que causa muitos outros problemas, e infelizmente como também tem várias causas, às vezes não conseguimos uma perda de peso satisfatória com as medidas anteriores.

Somente neste caso, ou quando as doenças acompanhantes (diabetes, hipertensão, problemas de coronárias, etc) já produzem um risco muito maior ao paciente, iniciamos os medicamentos.

Nenhum remédio faz milagre. Faça sua parte e use o remédio com a CONSCIÊNCIA de que ele não será para sempre. VOCÊ é “para sempre”. VOCÊ tem a responsabilidade.

Existem vários tipos de medicamentos, que agem no cérebro, no intestino, e no metabolismo.

Infelizmente quanto mais potente e mais antiga a droga, mais efeitos colaterais aparecem. Quanto mais moderna e com menos efeitos colaterais, mais CARA.

Dietilpropiona: Age no cérebro e diminui a fome. É bastante potente, mas tem muitos efeitos colaterais: Insônia, palpitações, dor de cabeça, irritação. Pode causar dependência química. Não deve ser dada a crianças, idosos, hipertensos, cardiopatas e psiquiátricos.

Femproporex: Mesma ação do anterior, com menos efeitos colaterais. Se houver muita necessidade, com cuidado pode ser usado em hipertensos e idosos.

Anfepramona: Mesma ação, mas quimicamente diferente, diminui o apetite.

Mazindol: Age por mecanismo diferente dos anteriores, mas também é no cérebro. Funciona, mas pode causar síndrome do pânico em pessoas predispostas. Deve ser usada por pouco tempo.

A Fluoxetina e a Sertralina: São antidepressivos, que apesar de não serem específicos para tratamento de obesidade, ajudam bastante nos pacientes ansiosos e depressivos.

Sibutramina: Age de duas maneiras, diminuindo a fome e aumentando o metabolismo para consumir mais energia. È a mais moderna, eficiente e cara. Pode alterar os níveis de pressão arterial, mas a perda de peso conseguida geralmente compensa esta alteração muito bem. Pode causar palpitações, boca seca, dor de cabeça, prisão de ventre e insônia, mas com muito menos freqüência que os anteriores.

Uma nova classe de medicamentos são os que diminuem a absorção de gorduras no intestino.

O Orlistat é o único no Brasil, mas o preço é um pouco salgado, e os efeitos colaterais são bem chatos. A diminuição da absorção de gorduras pelo intestino, faz com que elas passem direto, ou seja, causa fezes moles malcheirosas e às vezes dificuldade para controlar o momento de evacuar…Não sei se o que funciona é o remédio ou a pessoa pára de comer gordura para evitar os efeitos colaterais!

Fenilpropanolamina e efedrina: Cultivada pelos atletas e pessoal de academia em geral, elas aceleram a queima de gordura pelo corpo, mas aumentam a chance de derrame cerebral!

Metformina: medicamento usado para diabéticos, e só para eles, que também precisam perder peso.

Extratos e hormônios tireoidianos: Liotironina, levotiroxina, tiratricol, não são remédios para emagrecer, mas mesmo assim, por aumentarem o metabolismo, ocasionalmente são incluídos no tratamento. Os efeitos colaterais são palpitações, irritabilidade, insônia.

Tranqüilizantes: Todos da família do Diazepam, como o Alprazolam, Bromazepam, Clonazepam, Lorazepam. Todos servem para diminuir a ansiedade que pode causar a alimentação compulsiva e fora de horário. Podem causar sedação, depressão, ou paradoxalmente agitação e irritabilidade. Está sendo discutido se aumentam a chance de Mal de Parkinson ou Alzheimer, a longo prazo.

Calmantes naturais:
Passiflora: É o Maracujá chique. Ajuda também a baixar a pressão.
Valeriana: Reduz a ansiedade e a irritabilidade.

Diuréticos:
Aumentam a eliminação de urina, para diminuir os edemas. A perda de peso que causam não é de gordura, não se enganem. Podem causar baixa de potássio no sangue e queda da pressão arterial. Podem estimular a formação de pedras nos rins.

Ervas ou fitoterápicos que auxiliam a perda de peso: Agora estou num campo duvidoso. Apesar de ver muita gente usando e emagrecendo com o uso de fitoterápicos, existem poucos estudos sérios sobre elas.

Eu costumo dizer que se não fizer mal, pode tomar.

Mas qualquer substância em excesso é potencialmente perigosa, inclusive as ervas.
O alho, por exemplo, serve para baixar a pressão arterial, mas causa gastrite.

Algumas plantas usadas são:

Alcachofra: Acelera o metabolismo das gorduras. Também diurética.
Aloína: Laxante natural.
Spirulina: Alga que induz sensação de saciedade. (boa e carinha, caso conheça um lugar barato, avise!)
Ginseng: Aumenta a disposição e diminui a ansiedade causada pela dieta. (excellente! barato em pó)
Chlorella: Alga que induz sensação de saciedade. (em testes… caro)
Quitosana: Fibra natural do casco de crustáceos, diminui a absorção de gorduras pelo intestino. (duvidoso e caro)
Lecitina de Soja: Atua no metabolismo das gorduras e tem ação diurética.(interessante, não testei)
Sene: Laxante natural.
Cáscara Sagrada: Laxante natural.
Porangaba: Diurético natural. (já foi moda, rs, não testei)
Fucus: Alga com ácido algínico que aumenta a saciedade, e por ter iodo estimula a tireóide.
Carqueja: Possui o elemento Cromo que está associado com a perda de peso. (interessante, esta na lista)
Chá verde: Acelerador de metabolismo (cafeína). (mais diurético na prática…)
Ágar-ágar: Extraída de algas, serve como laxante e aumenta a saciedade.
Goma-Guar: Extraída de sementes, é laxante e aumenta a saciedade (A carboxi-metilcelulose e a gelatina animal também têm o mesmo efeito).
 

destaques e a procura deles!

  • Faseolamina: Diminui os níveis de açúcar no sangue.
  • Cassiolamina: Facilita a eliminação das gorduras pelo intestino.

Glucomannan: Fibra alimentar, regula o intestino.
Garcínia: Redutor de apetite. (interessante)
Gymnema: Diminui o apetite por doces.(nunca vi)
Centella Asiática: Atua no colágeno, melhora a circulação e é diurética.
Hoodia Gordonii: Inibidor de apetite natural e supressor de sede. Parece muito promissora. (nunca vi)

*Reavaliar o progresso:

As medidas do peso com cálculo do IMC e RCQ devem ser feitas em intervalos regulares, geralmente a cada semana, mas a variação destas medidas não deve ser motivo para frustração.

Os exames de sangue são repetidos de acordo com a doença coexistente.

Olhe as medidas na sua tabelinha, acompanhe os progressos e reveja os motivos das recaídas. Pense o que você poderia ter feito nestas ocasiões.

*Viver e conviver bem:

O Objetivo do tratamento é perder de 5 a 15% do peso inicial. É pouco, mas é realista. Não adianta querer logo um peso “que deixa feliz”, porque geralmente a expectativa exagerada causa a frustração.

O mais importante é MANTER o peso depois de emagrecer.

Perdas grandes em pouco tempo, principalmente com remédios, geralmente são de água e músculos, e quando se diminui a musculatura, você gasta menos energia e engorda de novo!

Vamos colocar a META de perder de 2 a 4 quilos por mês ou 10% do peso inicial.
Anote esta META no seu Cartão.

Perder de 0,5 a 1 quilo por semana costuma ser mais fácil de manter a longo prazo.

Identifique seus gatilhos psicológicos:

Você come quando está ansioso? Come na frente da TV? Come mais quando bebe álcool? Mais à noite? Mais quando está sozinho? De pé? Em restaurante por quilo? Sempre apressado? Antes de dormir? Não senta à mesa?

Tudo isto deve ser analisado e evitado.

O cérebro leva uns minutos para perceber que você está sem fome. Se estiver comendo na frente da TV, o cérebro está mais preocupado com o programa…e você come todo o pacote de biscoitos e diz: “Já?”.

Sente para comer e faça sempre o mesmo ritual.
Mastigue bem e lentamente os alimentos, para “dar tempo” ao cérebro.

Não coma muito antes de dormir, pois seu metabolismo vai diminuir e você vai absorver tudo.

Não vá ao supermercado quando estiver com fome, nem leve as crianças, para não cair em tentação e comprar guloseimas. Faça uma lista de compras antecipadamente e comprometa-se com ela.

Dica: “Gordo pensa como gordo”. Se você pensar como magro e comer como o magro, vai emagrecer. A definição de loucura é fazer sempre a mesma coisa e querer resultados diferentes.

As várias dietas da moda (e os remédios para calvície) existem porque nenhuma é 100% eficiente.

Dieta das proteínas ou do Dr. Atkins: Funciona, mas tem pouca investigação científica sobre a sua segurança e é muito difícil de manter a longo prazo. E o meu macarrão?

South Beach: Semelhante à dieta do Dr. Atkins, mas com maior variação nos alimentos. Boa para perder barriga. Foi idealizada por um cardiologista.

Dieta dos bons carboidratos: Parecida com estas noções dadas aqui. Comer carboidratos complexos e evitar os simples. (ig alto e baixo…)

Dieta dos pontos: Difícil andar com a tabelinha de calorias pra todo lado, mas funciona, porque é matemática.

Dieta da USP: Não tem nada a ver com a USP. É ridícula.

Dieta hipocalórica balanceada: Tem vários níveis, do mais urgente ao mais saudável. É a mais eficiente e saudável. É calculada pela nutricionista, sempre.

Dieta do tipo sanguíneo: A teoria é muito interessante, mas não achei nenhuma comprovação científica. Não é uma dieta muito fácil de se adaptar.

Dietas personalizadas para diabéticos, hipertensos, portadores de Gota, problemas de colesterol, deficiências renais ou hepáticas: Com menos açúcar, com menos sal, com menos proteínas e mais carboidratos, com menos gordura, cada uma vai depender de avaliação médica.

FIM do artigo… leia mais para conhecer melhor 

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Doping Genético e terapia gênica: Aspectos biomoleculares

Ramirez, A. Atualidades em Fisiologia e Bioquímica do Exercício 1(1): 32-37, 2005.

Doping genético é a utilização não terapêutica de genes, elementos genéticos e/ou células que têm a capacidade de melhorar a performance atlética (WADA, 2005). A terapia gênica consiste em introdução: a) de genes responsáveis por produtos terapêuticos, isto é genes normais, ou b) de células geneticamente modificadas com a finalidade de bloquear a atividade de genes prejudiciais, ativar mecanismos de defesa imunológica, ou ainda produzir moléculas de interesse terapêutico (Nadir & Ventura, 2005). Isto pode significar que a terapia gênica e o doping genético, caso exista ou vier a existir, ocorreriam por procedimentos idênticos, porém com finalidades diferentes.

Atualmente as estratégias utilizadas para experimentação em terapia gênica são: a) inserção de um gene em local não específico do genoma para substituição de um gene não funcional, b) um gene anormal pode ser substituído por um gene normal pela recombinação homóloga, c) o gene anormal pode ser corrigido por mutação reversa seletiva retornando o gene à sua função normal, d) a regulação da expressão gênica de um determinado gene pode ser alterada. Os veículos de transferência gênica, os vetores, podem ser: a) químicos e físicos - microinjeção de DNA nu, biobalística, eletroporação, transfecção com fosfato de cálcio, lipossomos e outros polímeros catiônicos, b) biológicos - vetores virais: retrovirais, adenovírus, vírus adeno-associados e herpes vírus. Entretanto, diferentemente do objetivo da terapia gênica que é a cura, o doping genético não requer exatamente a modificação em um gene ou célula especificamente, há muitas variáveis genéticas que, se modificadas, podem levar ao aumento do rendimento esportivo.

Rankinen et al. (2004) elaborou, a partir de dados da literatura específica, o mapa com os genes candidatos para os fenótipos de performance física e saúde. Como tem sido um trabalho constante do pesquisador desde 2000, na atualização de 2003 do mapa foram registrados 109 genes nucleares, dois ligados ao cromossomo X e 15 mitocondriais. Na atualização de 2005 os autores incorporaram os genes que foram associados tanto com a condição física como com indicadores de sedentarismo. Assim, a nova versão inclui 140 genes autossômicos e QTLs além de quatro genes ligados ao cromossomo X, e 16 mitocondriais (Wolfarth, 2005). No entanto, dos genes candidatos ao doping genético, os mais estudados e citados em artigos científicos são apenas três: EPO (eritropoietina), IGF-1 (fator de crescimento 1 semelhante à insulina) e GDF-8 (miostatina). No Congresso Pré-Olímpico de 2004 o VEGF foi citado como provável alvo por aumentar o número de vasos sanguíneos permitindo uma maior vascularização dos diferentes órgãos solicitados pela prática desportiva. O gene codificador da endorfina também foi apresentado por possibilitar aumento no limiar da dor, permitindo treinos e competições mais intensos (van Hilvoorde, 2004).

Eritropoietina (EPO): A Eritropoietina é uma citocina de 34kDa de massa molecular, historicamente considerada hormônio (glicoprotéico), sintetizada pelo gene EPO localizado em 7q21. É o principal regulador da produção de células vermelhas, com função de promover a diferenciação eritrocitária e o início da síntese de hemoglobina. É sintetizada principalmente pelas células renais, embora no sistema nervoso central os neurônios tenham receptores de EPO. Os astrócitos também produzem EPO (OMIM, 2005). O aumento na quantidade de EPO aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e a produção de hemoglobina. Assim a administração de vários tipos de EPO recombinantes e similares (rHuEPO-α, rHuEPO-β, rHuEPO-ω, darbepoietina-α, rHuEPO-δ/GA-EPO, rHuEPO encapsulada, EPO miméticos) é útil no tratamento de anemias severas (congênitas, adquiridas, e causadas por insuficiência renal crônica). Por raciocínio semelhante, a administração de EPO é uma das formas de aumentar o transporte de oxigênio, e consequentemente o desempenho esportivo em modalidades de longa duração. Experimentos conflitantes são os que revelaram a eficácia da terapia gênica com EPO em macacos (Zhou et al., 1998), pois da mesma maneira que a transferência gênica se revelou eficiente, foi responsável pelo aumento excessivo de EPO (75%), levando a uma concentração de hemácias incompatível com a vida. Pesquisa deste ano revela que o controle farmacológico da expressão gênica será necessário para a segurança e eficácia da terapia gênica (Rivera et al., 2005).

Fator de crescimento 1 semelhante à insulina (IGF-1): O fator de crescimento 1 semelhante à insulina (também conhecido como fator de crescimento muscular ou somatomedina C), codificado por um gene localizado em 12q22-q24.1, é uma cadeia polipeptídica simples contendo 70 aminoácidos. O IGF-1, além de ter estrutura tridimensional semelhante à da insulina, permite a ação do hormônio de crescimento por ser mediador de muitos, se não de todos, os efeitos deste hormônio (OMIM, 2005). Apesar do IGF-1 sérico ser sintetizado em maior quantidade pelo fígado, outros tecidos também o sintetizam e são sensíveis ao seu efeito. Os genes finais na cascata de síntese do GH incluem o IGF-1 e seu receptor IGF-1R, cujos produtos estimulam o crescimento em vários tecidos incluindo ossos e músculos (Phillips, 1995; Rimoin & Phillips, 1997 apud OMIM, 2005). Na circulação os IGFs são predominantemente unidos às proteínas de ligação (IGFBPs), que prolongam a meia vida dos IGFs e têm função de enviá-los aos tecidos alvo (Yakar et al., 1999). O processo de envelhecimento humano leva a um declínio da massa e do desempenho muscular esquelético, comprometendo a integridade muscular com invasão fibrótica em substituição ao tecido contrátil. Musaro et al. (2001) bem como Barton-Davis et al. (1998) e Barton et al. (2002), trabalhando com modelos animais, sugeriram que a transferência gênica de IGF-1 para o músculo poderia servir de base para a terapia gênica como prevenção da perda de função muscular associada ao envelhecimento. O aumento do IGF-1 também pode promover a hipertrofia através de um aumento na síntese protéica e proliferação de células satélites. Lee et al. (2004) verificaram um aumento da hipertrofia através do efeito acumulativo da combinação de exercício de resistência e administração de IGF-1 que resultou em aproximadamente 30% de aumento de massa muscular e força em camundongos. A combinação do exercício de resistência e a expressão de IGF-1 induziu maior hipertrofia que os dois isoladamente. Além disto, a perda de massa muscular pelo destreino foi maior quando não houve a administração de IGF-1.

Miostatina (GDF-8): A superfamília do fator de crescimento transformante beta compreende um grande número de fatores de crescimento e diferenciação fundamentais na regulação do desenvolvimento embrionário e manutenção da homeostase tecidual em animais adultos e em desenvolvimento. O GDF-8 é um gene desta superfamília localizado na região 2q32.2 responsável pela codificação da miostatina, uma proteína que controla a manutenção da massa muscular esquelética (OMIM, 2005). McPherron et al. (1997) identificaram, em camundongos, que o GDF-8 codifica 376 aminoácidos que compõem a miostatina. Durante os primeiros estágios da embriogênese a expressão de GDF-8 é restrita ao compartimento miotômico dos somitos, nos estágios posteriores e nos animais adultos o GDF-8 é expresso na musculatura esquelética. No músculo esquelético a miostatina é transcrita como um RNA mensageiro de 3.1kb que codifica uma proteína precursora contendo 335 aminoácidos. Esta proteína é expressa, sofre clivagem, é secretada no plasma, e pode ser detectada nas fibras musculares esqueléticas I e II (Gonzalez-Cadavid et al., 1998). Em camundongos adultos, a miostatina circula como uma forma latente no sangue que pode ser ativada em meio ácido, similar ao TGF-β. A expressão excessiva de miostatina sistêmica em ratos adultos induziu a perda de massa muscular profunda e de gordura sem, no entanto, diminuir a absorção de nutrientes (Zimmers et al., 2002). Para determinar a função biológica da miostatina, McPherron et al (1997) inviabilizaram a expressão do gene GDF-8 em camundongos. Como resultado, os animais sem GDF-8 ficaram significantemente maiores que os não modificados, e a análise de cada músculo revelou aumento de duas a três vezes na massa muscular quando comparados aos animais não transformados. Estes aumentos foram atribuídos a uma combinação de hiperplasia e hipertrofia. Em outros experimentos realizados com inibição da expressão de miostatina em camundongos, Lin et al. (2002) e McPherron&Lee (2002) também observaram aumento na massa muscular além de redução na produção e secreção de leptina, fato este que foi associado à redução da deposição de gordura, sugerindo que a miostatina estivesse envolvida tanto na regulação do tecido adiposo, quanto na do tecido muscular estriado esquelético. Além disto, os autores perceberam que a perda da miostatina atenua parcialmente a obesidade e o diabetes tipo II, sugerindo que os agentes farmacológicos que bloqueiam a função da miostatina possam ser úteis não somente para promover o crescimento muscular, mas também para desacelerar ou prevenir o desenvolvimento da obesidade e diabetes tipo II. Bogdanovich et al. (2002) testaram a habilidade de inibição da miostatina in vivo para melhorar os fenótipos distróficos em camundongos mdx. Eles bloquearam a miostatina nestes camundongos injetando anticorpos bloqueadores intraperitonealmente durante três meses. Os resultados revelaram aumento de peso, massa, tamanho e força muscular absoluta, com uma diminuição significante na degeneração muscular, e concentração sérica de creatino-quinase. Os autores concluíram que o bloqueio da miostatina oferece uma estratégia nova para o tratamento de doenças associadas à perda muscular como a Distrofia Muscular Duchenne. Em experimento semelhante, Wagner et al. (2002) verificaram redução na extensão da fibrose muscular e melhora em algumas características do fenótipo distrófico. No ano passado, foi identificada uma variação alélica em uma mãe e uma criança com hipertrofia e força muscular incomuns, uma mutação que levou à síntese de uma proteína severamente truncada (Schuelke et al., 2004). Segundo os mesmo autores, apesar da miostatina também ser sintetizada no músculo cardíaco, nenhuma anormalidade da função cardíaca foi detectada em ambos.

Especificamente para o esporte a terapia gênica tem o potencial de recuperar tecidos de baixa capacidade regenerativa tais como tendões, cartilagens e músculos estriados esqueléticos facilitando a recuperação de rompimentos de ligamentos cruzados (anterior e posterior), meniscos, lesões em cartilagens, e calcificação óssea tardia através da inserção de fatores de crescimento (IGF-1, bFGF, NGF, PDGF , EGF , TGF-alpha, TGF-beta, BMP-2) para estimular a cicatrização (Martinek et al., 2000, Huard et al., 2003).

Assim percebe-se que, apesar de pouco sucesso documentado, e algumas intercorrências, a terapia gênica tem se revelado como uma crescente influência no paradigma clínico para o tratamento de doenças herdadas e não herdadas que podem, inclusive, colaborar para a medicina esportiva. Isto não significa afirmar que o doping genético já existe ou existirá, se é benéfico ou não à saúde do atleta, mas remete à necessidade de mais estudos científicos, bem como discussão bioética ampla, principalmente no meio acadêmico e esportivo.

Barton E.R., Morris L., Musaro A., Rosenthal N., Sweeney H.L. Muscle-specific expression of insulin-like growth factor I counters muscle decline in mdx mice. J. Cell Biol. 157: 137-147, 2002.
Barton-Davis E.R., Shoturma D.I., Musaro A., Rosenthal N., Sweeney H.L. Viral mediated expression of insulin-like growth factor I blocks the aging-related loss of skeletal muscle function. Proc Natl Acad Sci USA 95(26): 15603-7, 1998.
Bogdanovich S, Krag T.O.B., Barton E.R., Morris L.D., Whittemore L.-A., Ahima R.S., Khurana T.S. Functional improvement of dystrophic muscle by myostatin blockade. Nature 420: 418-421, 2002.
Gonzalez-Cadavid N. F., Taylor W. E., Yarasheski K., Sinha-Hikim I., M.a.K., Ezzat S., Shen R., Lalani R., Asa S., Mamita M., Nair G., Arver S., Bhasin S. Organization of the human myostatin gene and expression in healthy men and HIV-infected men with muscle wasting. Proc. Nat. Acad. Sci. 95: 14938-14943, 1998.
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